domingo, 20 de setembro de 2026

Júnior Castro: o talento de Varre-Sai que brilhou nos tabuleiros de Bom Jesus

 

José Carlos Estevão de Castro, pai, José Carlos Estevão de Castro Júnior e Jéssica Brunelli Dutra de Souza

José Carlos Estevão de Castro Júnior, o Júnior Castro, tem 25 anos e nasceu e cresceu em Varre-Sai. Nos dias 19 e 20 de setembro, ele levou o nome de sua terra ao Torneio de Partidas Clássicas realizado no Colégio Estadual Padre Mello, em Bom Jesus do Itabapoana, e deixou uma excelente impressão por seu jogo seguro, qualificado e competitivo.

Júnior terminou a competição com três pontos, a mesma pontuação alcançada pelo campeão capixaba Rogério Zanon e pelos bonjesuenses Raulyston e Kaiki. O resultado lhe daria o terceiro posto, mas, pelos critérios de desempate, ficou com a quarta colocação. Nada, porém, diminui a grandeza de sua campanha. No xadrez, a classificação registra números; a memória, entretanto, guarda também a beleza das partidas, a qualidade das decisões e a força demonstrada diante do tabuleiro.

Seu sucesso não nasceu do acaso. Por trás do jovem enxadrista existe uma trajetória de estudo intenso, dedicação e amor pelo jogo. Existe também o apoio constante de seu pai, José Carlos Estevão de Castro, presença importante nessa caminhada. Quando uma família acredita no sonho de um jovem, cada conquista passa a pertencer a todos.

Antes do início do torneio, na manhã de 19 de setembro, Júnior acompanhou a inauguração da Sala de Xadrez Dr. Gino Bastos, realizada às 9 horas. Sua presença tornou-se ainda mais significativa porque representa exatamente aquilo que o novo espaço pretende estimular: o surgimento e o fortalecimento de jogadores comprometidos, capazes de transformar o xadrez em instrumento de desenvolvimento humano e de integração regional.

Ao final da competição, Júnior enviou ao jornal O Norte Fluminense um depoimento que revela sua história, suas referências e sua visão sobre o futuro do xadrez. Suas palavras possuem a serenidade de quem sabe que as grandes vitórias começam muito antes do xeque-mate: começam no desejo de aprender.

Depoimento de Júnior Castro

“Aprendi a jogar xadrez aos 18 anos, quando descobri que haveria um torneio na minha antiga faculdade, a UniRedentor, em Itaperuna. Achei o jogo elegante e resolvi participar. Obviamente, como um principiante, não fui bem, mas me apaixonei pela competitividade e pela infinidade de possibilidades que o xadrez oferece.

A partir daí, comecei a estudar intensamente e a jogar por conta própria. Fã de estruturas sólidas e conversões diretas, passei a ter José Raúl Capablanca, o grande campeão cubano, como principal referência para o meu estilo, além de Karpov e Magnus Carlsen, que também exercem grande influência sobre minha forma de jogar.

Costumo disputar torneios locais no Vale do Itabapoana e no Noroeste Fluminense, mas também já tive a oportunidade de participar de competições em São Paulo.

Tenho grande admiração pelos enxadristas da cidade de Bom Jesus e foi uma grande honra participar do torneio de inauguração da Sala de Xadrez Dr. Gino. Reconheço a importância da formação de jovens para o crescimento do esporte e admiro o trabalho que o Dr. Gino realiza em prol da comunidade e do xadrez.”

Júnior Castro voltou para Varre-Sai levando mais do que uma honrosa quarta colocação. Levou o reconhecimento dos enxadristas, a admiração de quem acompanhou suas partidas e a certeza de que possui talento para alcançar voos ainda maiores.

No silêncio do tabuleiro, cada peça guarda uma possibilidade. Na trajetória de Júnior, cada torneio parece abrir uma nova estrada. E Varre-Sai pode celebrar com orgulho esse jovem que transforma estudo em estratégia, disciplina em conquista e cada lance numa promessa luminosa de futuro.










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