O Castelinho do Flamengo foi encomendado em 1916 por Joaquim da Silva Cardoso, um rico comerciante português.
O edifício é um dos raros exemplos do estilo ecletismo com influência medieval e gótica no Rio.
Foi projetado em 1916 pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo e é tombado pelo patrimônio histórico. Hoje, funciona como um centro cultural, recebendo exposições, eventos e atividades artísticas.
Os rumores de assombração ajudaram a salvar o prédio da demolição. Lendas de assombração foram, de certo modo, fundamentais para que o Castelinho do Flamengo sobrevivesse até hoje.
Nas décadas de 60 e 70, época de decadência e especulação imobiliária, o bairro do Flamengo estava passando por uma forte pressão imobiliária: casarões e palacetes estavam sendo demolidos para dar lugar a prédios altos, como os que hoje cercam o castelinho. O Castelinho ficou abandonado e os donos não tinham interesse em restaurá-lo.
Por estar vazio, malconservado e com aquela arquitetura gótica imponente, o casarão começou a ganhar fama de mal-assombrado. As pessoas evitavam passar muito perto à noite. Investidores e construtoras também se afastavam, com medo da “má sorte” de mexer na casa. Essa aura de mistério afastou especuladores e, indiretamente, impediu que ele fosse derrubado como tantos outros palacetes do bairro.
Em 1983, o IPHAN tombou o prédio como patrimônio histórico, reconhecendo seu valor arquitetônico. O fato de ainda estar de pé foi resultado direto da “proteção involuntária” que as lendas de assombração ofereceram.
Ou seja: o que poderia ser uma maldição acabou se tornando uma bênção disfarçada, pois sem essa fama sombria, provavelmente o Castelinho já teria virado mais um prédio residencial.
Hoje, ironicamente, o casarão é cheio de vida cultural, mas as histórias sobrenaturais continuam a atrair curiosos e dar ainda mais charme ao lugar.
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