quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Quando a memória pede paredes: o renascer do Palacete de Malvino Rangel em Bom Jesus



Na Hungria, pedras antigas voltam a erguer-se.

Prédios demolidos, apagados do tempo, renascem fiéis aos traços originais, como se a história tivesse encontrado um segundo fôlego.

Por que não em Bom Jesus do Itabapoana?

Por que não devolver ao horizonte da cidade o Palacete de Malvino Rangel, testemunha de tantos encontros e memórias?

Foi nele que se festejou a presença de Getúlio Vargas Filho.

Foi nele que o primeiro júri da cidade ganhou vida, sob a voz firme de Boanerges Borges da Silveira, pai de Roberto e Badger, que mais tarde governariam o Estado.

Era um prédio imponente, de linhas elegantes.

Mas o tempo, ou melhor, a pressa dos homens, o reduziu a um “caixote” sem alma, que abrigou o Fórum já desativado.

Arquitetos garantem: é possível reconstruí-lo.

Uma parceria entre município e Estado pode devolver ao Palacete sua fachada original.

E mais: pode transformá-lo em espaço vivo, com uma Sala de Memórias, onde se guardem documentos, imagens e lembranças de uma história que não merece o esquecimento.

Porque não se trata apenas de reconstituir paredes. Trata-se de devolver dignidade à memória. Trata-se de resgatar a identidade de um povo que, sem passado, não encontra futuro.

O Palacete de Malvino Rangel não é só arquitetura. É símbolo. É herança. É a nossa própria voz no tempo.



O Palacete de Malvino Rangel, em Bom Jesus do Itabapoana (antes)


(Depois)



Nenhum comentário:

Postar um comentário