Na Hungria, pedras antigas voltam a erguer-se.
Prédios demolidos, apagados do tempo, renascem fiéis aos traços originais, como se a história tivesse encontrado um segundo fôlego.
Por que não em Bom Jesus do Itabapoana?
Por que não devolver ao horizonte da cidade o Palacete de Malvino Rangel, testemunha de tantos encontros e memórias?
Foi nele que se festejou a presença de Getúlio Vargas Filho.
Foi nele que o primeiro júri da cidade ganhou vida, sob a voz firme de Boanerges Borges da Silveira, pai de Roberto e Badger, que mais tarde governariam o Estado.
Era um prédio imponente, de linhas elegantes.
Mas o tempo, ou melhor, a pressa dos homens, o reduziu a um “caixote” sem alma, que abrigou o Fórum já desativado.
Arquitetos garantem: é possível reconstruí-lo.
Uma parceria entre município e Estado pode devolver ao Palacete sua fachada original.
E mais: pode transformá-lo em espaço vivo, com uma Sala de Memórias, onde se guardem documentos, imagens e lembranças de uma história que não merece o esquecimento.
Porque não se trata apenas de reconstituir paredes. Trata-se de devolver dignidade à memória. Trata-se de resgatar a identidade de um povo que, sem passado, não encontra futuro.
O Palacete de Malvino Rangel não é só arquitetura. É símbolo. É herança. É a nossa própria voz no tempo.
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