quinta-feira, 4 de junho de 2026

A inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira: Onde os Sonhos do Passado Encontram o Presente

 

No próximo dia 7 de agosto, o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira celebrará dez anos de existência, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de preservação da memória política e histórica de Bom Jesus do Itabapoana. Criado para manter vivo o legado de dois dos mais ilustres filhos da terra, o Memorial tornou-se, ao longo da última década, um ponto de encontro entre o passado e o presente, permitindo que novas gerações conheçam a trajetória de homens públicos que deixaram marcas profundas na história fluminense e nacional.

A realização desse sonho foi precedida pelo trabalho da Associação dos Amigos do Memorial, fundada há doze anos e movida pelo compromisso de preservar e difundir esse patrimônio histórico. A iniciativa contou com o apoio decisivo dos filhos de Badger Silveira, da saudosa Ismélia Silveira, viúva de Roberto Silveira, e de Dora Silveira, sua filha, que ofereceram apoio integral ao projeto, inclusive por meio da generosa doação do rico acervo que hoje compõe o Memorial. Graças a esse gesto de desprendimento e amor à memória, documentos, fotografias e objetos de inestimável valor histórico passaram a integrar um espaço que mantém viva a lembrança de duas figuras cuja atuação continua inspirando a vida pública e cultural da região.

No dia 7 de junho de 2014, deliberou-se pela fundação do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira

A origem do Memorial teve início em um sonho!

A história do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira nasceu de um sonho compartilhado pela comunidade e transformado em realidade pela força da memória e da generosidade. Em 7 de junho de 2014, data que se tornou histórica para Bom Jesus do Itabapoana, foi deliberada a fundação da Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, entidade criada com a missão de idealizar, construir e administrar o espaço dedicado à preservação do legado dos dois estadistas. 

A reunião ocorreu no antigo Sítio Rio Preto, no distrito de Calheiros, cenário carregado de simbolismo por ter sido o local de nascimento de Roberto e Badger Silveira, bem como de seus irmãos Zequinha, Dinah e Maria da Penha. Participaram daquele encontro Gino Martins Borges Bastos, Edesio Machado de Souza, André Luiz de Oliveira, Edimo Saluto Rezende, Alessandro Santos Nunes, Cíntia Oliveira Nunes, José Alves Moreira, Eraldo Saluto de Rezende, Gizelia Ferreira Ribeiro Tenório e Georgina de Oliveira Santos.

Foi também naquele momento que um gesto de extraordinária grandeza ajudou a transformar o sonho em obra concreta. Georgina de Oliveira Santos, sua filha Cíntia Oliveira Nunes e o esposo desta, Alessandro Santos Nunes, doaram a área destinada à construção do Memorial, oferecendo à posteridade um valioso testemunho de amor à história de sua terra. Viúva de Neneco, o inesquecível amigo de infância de Roberto e Badger Silveira, Georgina viu sua trajetória entrelaçar-se mais uma vez à dos governadores por meio desse ato de desprendimento e visão de futuro. Assim, em solo marcado pelas lembranças da infância e pelas raízes familiares, começou a erguer-se um espaço destinado não apenas a guardar documentos e objetos, mas também a preservar sonhos, valores e capítulos fundamentais da memória fluminense e bonjesuense.

Lançamento da Pedra Fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em 10 de agosto de 2014


No dia 10 de agosto de 2014, o antigo Sítio Rio Preto transformou-se em cenário de um momento histórico para a preservação da memória regional. Naquela data foi lançada a Pedra Fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, marco simbólico que assinalou o início de uma obra destinada a perpetuar o legado de dois dos mais importantes homens públicos fluminenses. A solenidade reuniu familiares, amigos e admiradores, entre eles os filhos de Badger Silveira - Ana Maria, Maria Cristina e Badger Filho, além de Wilma Martins Teixeira Coutinho, que atuou nos governos de Roberto e Badger Silveira, e Liara Willian, colaboradora de Badger Silveira. A presença dessas personalidades conferiu ao evento um significado especial, unindo lembranças, gratidão e compromisso com a preservação da história.

Em meio às paisagens que testemunharam os primeiros passos da família Silveira, a cerimônia foi marcada por emoção e reverência. Coube ao tradicional e aclamado Grupo Musical Amantes da Arte emprestar sua sensibilidade ao encontro, enchendo o ambiente de harmonia e beleza. As melodias que ecoaram naquele dia pareciam entrelaçar passado e futuro, celebrando não apenas a memória de Roberto e Badger Silveira, mas também a esperança de que suas trajetórias continuassem inspirando as novas gerações. Assim, a Pedra Fundamental tornou-se mais que um marco de construção: converteu-se em símbolo de um sonho coletivo erguido sobre as bases da história, da cultura e da gratidão.


Badger Silveira


Ana Maria Silveira


Maria Cristina Silveira


Wilma Martins Teixeira Coutinho


Maria Cristina Silveira e Ana Maria Silveira beberam água com folha de inhame rosa, costume de Roberto Silveira, quando visitava o Sítio Rio Preto


Paula Aparecida Martins Borges Bastos, Liara William e o artista plástico cubano Francisco Rivero, autor do emblema do Memorial 


Gino Martins Borges Bastos e André Luiz de Oliveira 

Grupo Musical Amantes da Arte 

Raul Travassos (de chapéu) prestigiou o evento 


Oferenda floral no busto de Roberto Silveira: Liara William, Wilma Martins Teixeira Coutinho, Ana Maria Silveira, Maria Cristina Silveira e Badger Silveira, na Praça Governador Portela


Dora Silveira e o Tiro de Guerra, na homenagem ao inesquecível pai Roberto Silveira 


Visita ao Espaço Cultural Luciano Bastos, antigo Colégio Rio Branco, onde estudaram os irmãos Roberto, Badger e Zequinha Silveira.José Roberto Ferraiolo Silveira e Badger Silveira Filho, filhos do ex-governador Badger Silveira Filho, Herval José Silveira, filho de José Teixeira Silveira, ex-deputado federal pelo Paraná, e Geraldo Silveira, filho de Maria da Penha Silveira. 


Geraldo Silveira, Badger Silveira, Miguel de Oliveira, Dr Herval Silveira e José Ferraiolo Silveira


Wilma Martins Teixeira Coutinho, Ana Maria Silveira, Maria Cristina Silveira e Badger Silveira visitaram as instalações da Usina Franca Amaral, idealizada por Roberto Silveira, acompanhados dos funcionários José Luís Pereira e José Renato Xavier


Paulo Sérgio do Canto Cyrillo e dona Georgina dos Santos, presidente da Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira 


André Luiz de Oliveira, Paulo Sérgio, dona Georgina e Eraldo Saluto de Rezende 

Vistoria da área doada ao Memorial

Paulo Sérgio do Canto Cyrillo

No dia 16 de março de 2015, mais um capítulo decisivo foi escrito na história do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira. Naquela data, o engenheiro Paulo Sérgio do Canto Cyrillo visitou o Sítio Rio Preto e colocou sua experiência profissional a serviço de uma causa maior: a preservação da memória de dois dos mais ilustres homens públicos fluminenses. Sensibilizado pela importância do projeto, prontificou-se a elaborar gratuitamente o projeto arquitetônico do prédio e a acompanhar a execução das obras, oferecendo sua contribuição de forma inteiramente voluntária.

O gesto de Paulo Sérgio revelou que os grandes empreendimentos culturais não são construídos apenas com tijolos e concreto, mas também com idealismo, generosidade e espírito público. “Quero dar minha contribuição para a preservação da memória dos governadores Roberto e Badger Silveira”, declarou na ocasião. Suas palavras traduziram o sentimento de muitos que abraçaram o sonho do Memorial e ajudaram a transformá-lo em realidade. Assim, sobre o solo histórico do Rio Preto, o projeto começou a ganhar formas visíveis, unindo técnica e dedicação em favor da memória, da cultura e das futuras gerações.


Projeto do Memorial prevê dois pavimentos, com auditoria, biblioteca e três habitações para a Silveirada, quando visitassem Bom Jesus 

O projeto concebido pelo engenheiro Paulo Sérgio do Canto Cyrillo foi pensado para unir preservação histórica, difusão cultural e integração com a comunidade. A proposta previa uma edificação em dois pavimentos, capaz de abrigar não apenas a memória dos governadores Roberto e Badger Silveira, mas também atividades voltadas ao desenvolvimento cultural da região. “No térreo, pretendo estabelecer um salão onde ficará exposto o acervo permanente do Memorial, além de uma sala para venda de produtos relativos ao Memorial e, também, de produtos da região. Na parte de cima, devo estimar um auditório para palestras, exibição de filmes e outras apresentações culturais”, explicou Paulo Sérgio na ocasião.

Mais do que um edifício, o projeto nascia como um espaço de encontro entre passado e futuro. No pavimento térreo, a história encontraria morada por meio de documentos, fotografias e objetos que testemunham uma época. No andar superior, a cultura ganharia voz através de palestras, debates, exibições e manifestações artísticas. Assim, cada ambiente foi imaginado para cumprir uma missão maior: transformar a memória em conhecimento vivo e fazer do Memorial não apenas um guardião de lembranças, mas também um centro irradiador de cultura, educação e identidade para as gerações presentes e futuras.


No dia 5 de agosto de 2016, as luzes do Memorial se acenderam pela primeira vez, iluminando não apenas sua sala, mas também as páginas vivas da memória de um povo

No dia 22 de fevereiro de 2016, começaram as obras de construção do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, no Sítio Rio Preto





































Na inauguração do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira reuniu familiares, amigos, estudiosos e colaboradores que, de diferentes formas, participaram da trajetória dos homenageados e da preservação de seu legado. 

Estiveram presentes Ismélia Saad Silveira, viúva de Roberto Silveira, sua filha Dora Saad Silveira e sua irmã Mariam Saad Salma; Badger Teixeira da Silveira Filho, Cristina Silveira e José Ferraiolo Silveira, filhos de Badger Silveira e Renée Ferraiolo Silveira; Luana Silveira Teixeira, neta de Badger Silveira; Marilu Silveira Bueno, filha de Dinah Silveira; Wilma Teixeira Martins Coutinho, que atuou nos gabinetes dos governadores Roberto e Badger Silveira; Sandra das Graças Monteiro e Maria Lúcia Rutter Mattos, amigas da família; Maurício Alcântara Guimarães, cinematografista oficial dos governos Roberto e Badger Silveira, acompanhado de sua esposa Sandra Maria Araújo da Fonseca; além da professora e pesquisadora Luitgarde Cavalcante, doutora em Ciências Sociais e pós-doutora em Antropologia e Ciência das Letras. A presença de tantas pessoas ligadas à história da família conferiu à solenidade um profundo significado humano e histórico.

Parafraseando o grande escritor bonjesuense Octacílio de Aquino, elogiado por Monteiro Lobato, pode-se dizer que naquele instante se encontraram as promessas risonhas dos novos berços e as vozes imensas dos túmulos de nossos heróis; os sonhos do passado e as esperanças do presente caminharam lado a lado, reunidos na memória viva de um povo. 

O Memorial nasceu, assim, como uma obra de amor, gratidão e compromisso com a história bonjesuense. Mais do que preservar documentos e objetos, ergueu-se para manter acesa a chama daqueles que ajudaram a construir nossa identidade coletiva. E, enquanto houver memória, reconhecimento e afeto, Boanerges, Biluca, Dinah, Badger, Zequinha, Maria da Penha e Roberto Silveira continuarão vivos no coração de sua terra e de seu povo.

O Memorial foi fundado no dia 07/08/2016




















 









 












Nem Todo Vizinho Mora ao Lado, Nem Todo Parente é de Sangue

 


Não escolhemos nossos vizinhos. Eles chegam até nós pelas circunstâncias da vida, pela geografia dos caminhos e pela arquitetura do destino. Também não escolhemos nossos parentes, que nos são dados pelo mistério do nascimento. Talvez por isso a sabedoria da existência esteja menos em escolher e mais em aprender a construir laços.

A palavra vizinho vem do latim vicinus, derivada de vicus, que significava aldeia, vila ou bairro. Em sua origem, o vizinho era simplesmente aquele que morava perto. Mas a proximidade das casas nem sempre produz a proximidade dos corações. O verdadeiro vizinho não é apenas quem compartilha a mesma rua, o mesmo muro ou a mesma paisagem. É aquele que conquista um lugar em nossa vida pela bondade, pela solidariedade e pela presença silenciosa nos momentos necessários. A geografia pode aproximar corpos; somente o afeto aproxima almas.

Algo semelhante acontece com os parentes. A palavra parente nasce do latim parens, derivado do verbo parere, que significa gerar, dar à luz. Contudo, a vida ensina que os laços de sangue, embora preciosos, não bastam por si mesmos. Os parentes verdadeiros são aqueles que renascem continuamente dos princípios da unidade, do serviço recíproco, da compreensão e do crescimento mútuo. São aqueles que escolhem permanecer juntos não apenas por herança, mas por compromisso.

No fim das contas, a existência parece realizar um delicado milagre: transforma vizinhos em irmãos e parentes em companheiros de jornada. E então compreendemos que as relações mais profundas não são apenas as que recebemos da vida, mas também aquelas que cultivamos com o coração.

Os Caixões para os Covardes e os Túmulos para os Heróis

Por Gino Martins Borges Bastos 



O problema da morte não é a morte. Ela sempre esteve à nossa espera, paciente como o horizonte que acompanha o viajante sem jamais alcançá-lo. O verdadeiro problema é a maneira como se morre.

Morreremos como covardes ou como heróis de nós mesmos?

Não falo dos heróis celebrados pelas multidões, nem daqueles que recebem estátuas e discursos. Falo do heroísmo silencioso de quem consegue permanecer fiel à própria consciência quando tudo ao redor convida à rendição.

Porque, no instante derradeiro, talvez a pergunta não venha do mundo, mas de dentro. E diante dela não haverá aplausos, testemunhas ou justificativas. Haverá apenas nós mesmos, frente a frente com aquilo que fomos.

A covardia e o heroísmo não são acidentes de um momento. Não surgem de improviso. Ambos habitam as profundezas da alma, como sementes lançadas na mesma terra. Crescem, disputam espaço, entrelaçam raízes. Às vezes, durante toda uma vida.

As circunstâncias apenas revelam qual delas foi mais cultivada.

Quando o heroísmo é continuamente ferido, humilhado e sufocado, torna-se difícil que floresça na hora final. Mas há mistérios que escapam ao julgamento humano. Talvez a graça divina encontre caminhos onde nossos olhos veem apenas ruínas.

Olhando ao redor, percebe-se que a covardia parece avançar. Forças poderosas moldam opiniões, distribuem gostos, definem o aceitável e o condenável. Fazem-no sem gritos, sem uniformes, sem correntes aparentes. A imposição tornou-se delicada; o controle aprendeu a sorrir.

Mas é justamente nesses tempos que o heroísmo encontra seu campo de prova.

Não o heroísmo das espadas, mas o da fidelidade. O de quem aceita pagar o preço por aquilo em que acredita. O de quem se recusa a abandonar seus sonhos para comprar tranquilidade.

Enquanto vozes influentes fabricam caixões para os submissos, uma multidão silenciosa continua preparando túmulos para seus heróis.

E talvez seja assim desde sempre: a história oficial enterra os que obedecem, mas a memória profunda dos povos guarda aqueles que tiveram a coragem de permanecer de pé.

Os governadores Roberto e Badger Silveira foram exemplos de heroísmo e fidelidade às próprias convicções


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Nikos

 


O Abandono, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*O Abandono*


Abandonar é um ato de profundo desamor. Idosos, deficientes, crianças e animais, lamentavelmente os polos mais fracos em toda relação, são os que mais sofrem com o abandono. Antes de abandonar qualquer um desses seres, pense se faria isso com você mesmo. Você experienciou a vida animal muitas eras atrás, foi criança um dia, poderia ter nascido deficiente e, com certeza, irá se tornar um idoso, a não ser que morra antes.


Coloque-se no lugar daquele que, por impulso da vida, depende de você. Essa dependência não é à toa nem foi criada para lhe causar aborrecimento nem irritação. É uma oportunidade para você mostrar a si próprio sua enorme capacidade de amar e de cuidar. Não lute contra a força da vida. Se ela o leva para um lado, por que tentar ir para o outro?


*"Nada acontece por acaso, tudo tem uma explicação, e o amor está em todas elas. Gere empatia. Sinta como se fosse com você. Ame."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Toscana

 



O Xadrez Cósmico dos Rollers





A agulha toca o vinil e, de repente, o espaço tempo se dobra. Na capa do álbum It's a Game (1977), do grupo Bay City Rollers, o tradicional tabuleiro de xadrez em preto e branco deixa de ser um pedaço de madeira sobre a mesa e estende-se como uma pista infinita em direção ao cosmos.

​Sob um céu tingido de roxo, poeira estelar e meteoros cadentes, o jogo ganha uma dimensão mística. As peças não são os reis e rainhas medievais do xadrez ocidental, mas sim figuras esculpidas que remetem à sabedoria oriental, estátuas de marfim e ébano que parecem observar o infinito.

​Existe uma simetria perfeita entre o xadrez e a música pop contida naquelas ranhuras:

​A Estratégia do Ritmo: Cada movimento no tabuleiro exige cálculo, antecipação e precisão, exatamente como a estrutura de uma canção. As notas musicais caminham pelas linhas do pentagrama assim como os peões e cavalos avançam pelas casas quadriculadas.

O Jogo da Vida: A expressão "It's a Game" (É um jogo) flutua no espaço interestelar em letras metálicas. Ela nos lembra que tanto a música quanto o xadrez são metáforas para a própria existência. Jogamos com o destino, arriscamos acordes, sacrificamos peças e buscamos a harmonia perfeita antes do inevitável xeque-mate do tempo.

​Contraste e Harmonia: O visual mescla o xadrez clássico com a psicodelia espacial e o glamour do final dos anos 70 (evidenciado no padrão xadrez escocês, o tartan, que preenche o nome da banda). É o preto contra o branco, o silêncio contra o som, o cálculo frio da jogada contra a explosão emocional de um refrão pop.

​Olhar para essa capa é entender que a música, em sua essência, é um jogo cósmico onde as regras são universais, mas a melodia final depende sempre da ousadia do jogador.