Há nomes que carregam consigo o peso da história e a leveza da memória.
Assim foi o de Márcia Saad Silveira, filha caçula de Roberto Silveira, ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, e de Ismélia Saad, mulher de raízes libanesas e coração bonjesuense.
Na árvore da família, três ramos se abriram: Jorge Roberto, que tantas vezes conduziu os destinos de Niterói; Dora, guardiã da cultura e da história; e Márcia, socióloga, cuja vida se fez de olhares sensíveis para o mundo.
Márcia uniu-se ao médico e professor Alberto Domingues Viana, companheiro de estrada e saber. Com ele, construiu sua herança mais luminosa: João Alberto, que seguiu a vocação da medicina paterna, e Maria Roberta, que trilhou os caminhos da administração.
Partiu Márcia, mas ficam os traços de ternura que espalhou pela vida.
Ficam os ecos do sangue de imigrantes, de governadores, de mestres e construtores de cidades.
Fica a memória de uma mulher que soube ser filha, irmã, esposa, mãe, e, acima de tudo, presença.
Seus passos cessaram, mas seu nome não se apaga: ele floresce nas lembranças da família, nos sorrisos dos filhos, nos gestos de amor que deixou.
Assim, Márcia não se foi, apenas mudou de lugar dentro da saudade.
À família enlutada, irmãos, esposo, filhos e demais parentes, o Jornal O Norte Fluminense e a comunidade bonjesuense expressamos nossa mais sincera solidariedade, pedindo a Deus que conforte os corações neste momento de dor e transforme a saudade em lembrança serena.
Que sua luz permaneça.
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Roberto Silveira, Ismélia Silveira, e os filhos Jorge, Dora e Marcia (foto: acervo do Espaço Cultural Luciano Bastos) |
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