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| Em 2013, Andrezinho obrigou a AMPLA a responder às suas reclamações contra os péssimos serviços prestados a Bom Jesus |
Se hoje, em Bom Jesus do Itabapoana, fosse preciso destacar uma personalidade digna de reconhecimento público, o nome seria André Luiz de Oliveira, o Andrezinho, um homem simples cujos gestos o elevam à grandeza e à respeitabilidade.
E se perguntarem a Andrezinho, se é de esquerda ou de direita, ele provavelmente sorrirá antes de responder: - não escolho lados, escolho pessoas.
André é daquelas lideranças populares que conquistam reconhecimento em todos os setores da sociedade bonjesuense. Não pela voz alta, nem pela imposição, mas pela humildade extrema e pela intensidade do cuidado. Seu modo de agir é simples: estar presente.
Está onde falta assistência médica.
Está no reconhecimento dos valores negros que ajudaram a construir a cidade.
Está na luta pelo resgate da história e de seus heróis.
Sempre presente, quase sempre silencioso.
Ao longo dos anos, seu nome passou a ocupar lugar de destaque em diversas entidades do município. Age sem alarde, mas com eficácia constante. Sua marca é o trabalho persistente. Já em 2013 distribuía reclamações contra os maus serviços de energia prestados pela concessionária Ampla, numa época em que poucos acreditavam que a cobrança popular pudesse produzir mudança.
Andrezinho é dessas pessoas que fazem da vida a própria poesia, uma poesia sem rimas, mas cheia de gestos. Cada atitude é um verso silencioso, tecido com simplicidade e esperança.
Filho de família humilde de Bom Jesus do Itabapoana, nascido em 10 de outubro de 1972, aprendeu cedo que dignidade é valor inegociável. Aos seis anos já conhecia a roça e, com ela, o peso e a beleza do trabalho. Aos doze, ajudava em casa de família e compreendia o significado da responsabilidade.
Vieram então muitas jornadas: a fábrica de pijamas Doce Mel, a fábrica de água sanitária de Nelson da Eletrônica Fassbender, a clínica de repouso. Cada lugar, um aprendizado. Cada encontro, uma semente.
Com o tempo, percebeu um chamado maior: servir. Não apenas trabalhar para si, mas agir pelo outro.
Tornou-se presidente do Instituto de Menores Roberto Silveira, onde planta diariamente oportunidades e sonhos na vida de crianças e jovens. Mais tarde assumiu também a presidência do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, mantendo viva a memória de quem acreditou no poder transformador da educação e da solidariedade.
Seu nome passou a circular naturalmente onde o bem floresce: Lions Club, Rotary Club, Consciência Negra de Rosal, Vicentinos, Pastoral da Criança, Centro de Estudos Portugueses Manuel Ignácio da Silveira, CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, múltiplas frentes onde o coração o chama a servir.
Sua história também atravessa instituições: FEEM; conselhos fiscal e deliberativo do Hospital São Vicente de Paulo; tesouraria e vice-presidência do Centro Popular; participação na Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, idealizada por Betinho. Integra o G5 ECC da Paróquia São José, interpretou o personagem “Padre Negro” em documentário sobre Calheiros e ainda compôs uma canção dedicada à cidade natal.
Pai de Vitória, Eulália e Miguel, André caminha com passos firmes e alma leve. Trabalha sem esperar reconhecimento, e justamente por isso o recebe com gratidão.
Há quem diga que ele é poeta.
E talvez seja.
Mas de uma poesia rara: aquela que não se escreve no papel, escreve-se nas vidas que toca.
Andrezinho não escolhe lados, escolhe pessoas.










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