sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Falta de recursos levou à perda de patentes da polilaminina no exterior


Cortes orçamentários fizeram Brasil perder patentes internacionais da polilaminina, afirma pesquisadora


Pesquisadora Tatiana Coelho 

Extraído de CPG Click Petróleo e Gás

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O corte severo de verbas federais para as universidades públicas (incluindo a UFRJ) ocorrido entre 2015 e 2016 impediu que a instituição e a pesquisadora tivessem os recursos necessários para custear as taxas e os processos jurídicos de manutenção do registro internacional de patente da Polilaminina.

​Pontos principais para entender o fato:

  1. O que é a Polilaminina: É uma estrutura polimérica inovadora criada a partir da proteína laminina (da placenta humana), que serve como "ponte" para regenerar neurônios em lesões medulares.
  2. A Perda do Registro: Para manter uma patente internacional (como nos EUA ou Europa), as universidades precisam pagar anuidades em moeda estrangeira. Com o contingenciamento de verbas em 2015/2016, a UFRJ não conseguiu arcar com esses custos, o que resultou na perda da proteção exclusiva da descoberta fora do Brasil na época.
  3. Consequência: Sem a patente internacional, o Brasil perde a soberania comercial sobre a descoberta e a possibilidade de atrair investimentos estrangeiros pesados sob a garantia de exclusividade, embora a pesquisa tenha continuado e, anos depois, conseguido parcerias nacionais (como com o laboratório Cristália).

​Isso ilustra como a descontinuidade de investimentos em ciência pode causar prejuízos bilionários e estratégicos ao país, mesmo quando a tecnologia produzida é de ponta e reconhecida mundialmente.

​1. A Ciência como Soberania

​A polilaminina não caiu do céu; ela é fruto de mais de 25 anos de dedicação dentro da UFRJ. A pesquisadora fez toda a sua formação (graduação ao doutorado) na universidade pública, provando sua importância para o país, apesar da falta de apoio das autoridades.

​2. Medicina Regenerativa e a "Ponte de Esperança"

​O uso da proteína derivada da placenta humana para reconstruir conexões nervosas é algo digno de ficção científica, mas é ciência brasileira real. A possibilidade de devolver movimentos a paraplégicos e tetraplégicos coloca o Brasil na vanguarda da medicina mundial, justificando a menção ao Prêmio Nobel.

​3. A Crítica à "Indústria da Atenção"

​Temos também o contraste ácido entre o "barulho das redes" e o "silêncio dos laboratórios".  Figuras efêmeras ocupam tanto espaço enquanto cientistas que mudam o destino da humanidade permanecem invisíveis. Temos de refletir sobre o que escolhemos consumir e valorizar como nação.

​Para refletir

​Há uma nota final de esperança real, mas também  um aviso: sem investimento em educação e defesa da ciência, talentos como o de Tatiana Sampaio não teriam solo para florescer. 

Segundo a matéria trazida a esta postagem,

"Brasil conseguiu desenvolver substância com potencial para “curar” paralisia por lesão medular, mas perde patentes internacionais da polilaminina após cortes na UFRJ e 18 anos de morosidade no INPI'


"Após 18 anos para registrar a polilaminina no Brasil, cortes orçamentários impediram manutenção internacional, levaram à perda das patentes e expuseram fragilidades no financiamento científico público."


"A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio afirmou que o Brasil perdeu as patentes internacionais relacionadas à polilaminina após cortes orçamentários que afetaram a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo ela, a falta de recursos impediu o pagamento das taxas necessárias para manter o registro da tecnologia fora do país, comprometendo a proteção internacional da inovação"..

"Cortes orçamentários e perda das patentes internacionais

De acordo com Tatiana, a situação se agravou especialmente em 2015 e 2016, quando contingenciamentos atingiram as universidades federais. “Por causa dos cortes orçamentários, especialmente em 2015 e 2016, a universidade não conseguiu continuar pagando as taxas" internacionais. Perdemos todas as patentes fora do Brasil”, relatou.

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