sábado, 28 de fevereiro de 2026

REMEMORANDO

 

Wilma Martins Teixeira Coutinho.

Eu tenho saudade do tempo que já passou e não volta mais. Do afago da minha mãe, da sabedoria do meu Pai. Do jeito de ser de menina ao resultado da mulher feita . 

Do gosto pelo Direito que herdei de meu Pai.

Como passou rápido esse tempo em que exerci a Advocacia. Quarenta anos a fio, nas Comarcas de Araruama, Niterói, São Gonçalo, Caxias . 

Hoje já não exerço porque a idade já me liberou, não fosse assim estaria de preferência na Defensoria que por sinal já pertencia por amor a causa. Não cobrava meus honorários .

Nas Audiências uni casais que estavam prestes a separação. Conversando , moldando o ponto de vista e assim conseguia um salutar resultado. Eu dizia para eles “estou aqui para unir e não separar “.

E no final conseguia .

Meu Pai era assim, também não cobrava honorários, na velha Araruama, geralmente ganhava galinhas , “dona obrigado, pelo falar do patrão que com toda proeza eles me deram  razão".

Minha mãe recebia e ria muito.

Saudade que guardo de fatos tão longínquos.

A saudade é sinônimo de tempo, de ausência do que não existe mais.💗

Memórias, lembranças e memórias é o que nos resta hoje.

Benditas memórias!

A memória  é a vida repetida.

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