quinta-feira, 19 de julho de 2018

Foi assim...

                                                                          Joel Boechat

Joel Boechat  -  Meu cantinho de poesias e devaneios

                                           Nas brincadeiras da vida
                                           Nem tudo é brincadeira ...
                                           Se fosse só brincadeira,
                                           teria início e fim...
                                           Mas essa história teve um meio..
                                           Vou lhes contar... Foi assim ...

Começam as brincadeiras
Na Vila da Rua, de tardinha
Chega a feliz criançada..
Roda pião, cirandinha
Riscos de giz na calçada..

Cheios de vida e esperança
Amiguinhos, amiguinhas
Bons colegas, bons vizinhos
Eu, um menino bonzinho
Ela, uma linda criança ...

Mesma escola, mesma sala
Mesma série do primário
Professora passando um ditado
Só se ouve, ninguém fala...

Mesmo curso  no Colégio
Os dois juntos, mais uma vez
No seu corpo, uma mudança
Lindo sorriso e, na fala, maciez ....

Bela, como todo jovem sonha
Na cabeça muitos planos
Ele a deseja e quer  .
Não é mais uma criança
Já é quase u'a Mulher ...

Começam a trabalhar
Ela, num Escritório
Ele, em uma Farmácia
Auxiliar de Laboratório....

Mesmo horário de saída
Para a casa regressar
Mesma rua e condução
No mesmo ponto saltar ...
Bom trecho a caminhar....

Juntos, na rua meio deserta
E também um pouco escuro
Um forte desejo desperta
Encosta-a no beiral de um muro...

Numa paixão quase louca
Enlaça-a em seus fortes braços
No frenesi do Amor
Enche de beijos sua boca...

Esperava uma reação
Pois jamais a havia tocado
Nenhum grito, nem fuga
Nenhum "me deixe" nem empurrão
Pulsam bem fortes dois corações..

Faço aqii  um  hiato..
Sa - u - da - de.....

Nao conto o que aconteceu
São coisas entre quem se ama..

Num altar, junto a nós, a esperança
Após a troca de alianças
No nosso ninho de amor
Um berço e uma criança...

Como nós, essa criança
Também sentirá  sa - u - da - de
E, nas brincadeiras de sua vida,
Nem tudo será brincadeira
Tudo  terá...começo, meio e fim.
Pois, conosco....foi assim...

DUO DA JUÁ: IMPRESSÕES FRANCESAS: DIA 29 DE JULHO, ÀS 18H


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quarta-feira, 18 de julho de 2018

O Pequeno Príncipe



O personagem que dá o nome ao livro é um dos dois protagonistas da história. Esta criança vem do asteróide 325 (conhecido na Terra como B-612) e deixa a sua casa e a sua querida rosa, viajando pelo Universo. Nos vários planetas que visita, tem contato pela primeira vez com adultos e fica espantado com o comportamento adulto e suas incoerências.
“O Pequeno Príncipe" é uma obra literária do aviador e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, que conta a história da amizade entre um homem frustrado por ninguém compreender os seus desenhos, com um principezinho que habita um asteroide no espaço.
O título original é Le Petit Prince, publicado pela primeira vez em 1943 nos Estados Unidos. Este livro é marcado pelo seu alto teor filosófico e poético, mesmo sendo considerado uma literatura para crianças.
"O Pequeno Príncipe" é o terceiro livro mais traduzido do mundo, contabilizando aproximadamente mais de 160 idiomas, e um dos mais vendidos por todo o planeta.
A parábola do "Pequeno Príncipe" debate, entre outras questões filosóficas, a perda da inocência e fantasia ao longo dos anos, conforme as pessoas vão crescendo e abandonando a infância.
Este livro ganhou diversas adaptações, seja no cinema ou em espetáculos teatrais e musicais.
Análise de Frases do Livro O Pequeno Príncipe


"O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração."

Esta obra literária aborda em várias partes o valor das coisas. Através desta afirmação da Raposa, podemos concluir que o verdadeiro valor de algo ou de alguém não pode ser visto com uma visão superficial. Para conhecer o que é essencial é preciso ver com o coração, ou seja, tirar tempo para conhecer, olhar sem preconceito e sem discriminar.


"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante."


Esta frase descreve o laço afetivo existente entre o Pequeno Príncipe e a Rosa. Podemos concluir com esta frase que o que torna as coisas ou pessoas importantes é o tempo que nós investimos nelas. Quanto mais tempo, mais importante se torna nas nossas vidas.


"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz."

Com esta declaração, a Raposa expressa o carinho que sente pelo Pequeno Príncipe. O mesmo acontece entre pessoas que gostam uma da outra, existe esse sentimento de antecipação quando se sabe que vai haver um encontro.


"As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes."

As duas estruturas mencionadas (muros e pontes) servem para designar atitudes no contexto da interação social. Os muros servem para criar uma separação entre dois lugares, enquanto as pontes têm a função oposta, ou seja, são construídas para conectar dois lugares. Assim, quem é solitário se afasta das outras pessoas, construindo muros e não pontes.


 "É loucura odiar as rosas porque uma te espetou."

Esta frase revela o perigo e a insensatez de generalizar e julgar e avaliar uma pessoa por alguma coisa que aconteceu no passado. Isso também pode ser aplicado ao tópico da discriminação e preconceito racial. Só porque alguém foi magoado por uma pessoa de uma determinada classe, raça, gênero ou grupo social, não significa que todas as pessoas são iguais.


"Tu te tornas eternamente responsável  por aquilo que cativas."

O fenômeno de “cativar” algo ou alguém é amplamente abordado neste livro. Esta frase explica que quando é formado um relacionamento (seja ele amoroso ou de amizade), as pessoas se cativam e ao cativar, são responsáveis por ela. Isso significa que o amor ou amizade requerem responsabilidade. O Pequeno Príncipe cativou a Rosa e por esse motivo era responsável por ela, dando resposta aos seus desejos e caprichos.
O Pequeno Príncipe representa a infância inconsciente dentro de cada adulto, simbolizando sentimentos de amoresperança e inocência.
Este livro foi criado para instruir as crianças quanto aos valores de moral e ética. Ao avaliar o comportamento humano, ele critica, principalmente, a forma como perdemos a pureza e criatividade quando nos tornamos adultos. A sensibilidade que o autor coloca em seus personagens faz com que o leitor se emocione diversas vezes durante a leitura. O Pequeno Príncipe é uma obra tão rica, que vai muito além dos limites do seu gênero literário. Por isso, este é um livro único e sua leitura é essencial. É impossível deixar de indicar esta leitura, independente da idade do leitor ela tem muito para ensinar.

PRINCIPAIS PERSONAGENS E SÍMBOLOS DO LIVRO PEQUENO PRÍNCIPE

O Pequeno Príncipe– É um menino que deixa seu asteóide e realiza uma viagem que o leva por outros planetas até chegar à Terra, onde conhece o aviador que narra sua história. É o personagem principal da obra e todo o livro gira em torno de sua jornada. Muito responsável, ao mesmo tempo encarna os valores infantis perdidos pelos adultos, como a inocência e a curiosidade.  Decide viajar para fugir dos problemas em seu relacionamento com a rosa. Assim, entenderá o essencial das coisas, o que compreenderá ser realmente importante na vida, e a transcendência das relações de amor e amizade.
O Aviador- Também protagonista e narrador da história. É um adulto que deseja conservar o espírito de um menino, e embora saiba que o perdeu, se esforça para recuperá-lo. Graças a sua compreensão, permite que conheçamos ainda melhor o Pequeno Príncipe. O aviador/narrador pode ser identificado como o próprio Saint-Exupéry, que também foi aviador e sofreu vários acidentes aéreos ao longo da vida.
A Rosa– O personagem a quem o Pequeno Príncipe ama. Esplendida, única, maravilhosa, e ao mesmo tempo melodramática e vaidosa. Apareceu um dia no asteroide e desde o primeiro momento o Pequeno Príncipe dela cuidou. Mas a constante exigência de atenção por parte da rosa leva ambos a uma situação que motiva o personagem central a deixar seu planeta.
A Raposa– Apresenta ao Pequeno Príncipe a solução do seu conflito. É uma raposa selvagem, mas pede ao Pequeno Príncipe que a domestique. Ensina que a amizade é um tipo de domesticação, que leva tempo, aproximação e paciência, mas quando uma vez estabelecida se transforma num laço de união que transforma o sentido da vida. Assim, o Pequeno Príncipe acaba domesticando a raposa e graças à relação que surge entre ambos compreende o verdadeiro sentido da amizade e a essência das relações.
A Serpente– É o primeiro personagem que o Pequeno Príncipe encontra ao chegar a Terra. Comunica-se através de enigmas e se define como mais poderosa que o dedo de um rei. Será um personagem decisivo no fim da trama.
SIMBOLOGIA
As estrelas- Simbolizam o grande mistério e a imensidão do universo e, no fim da história, a solidão do narrador.
O deserto- Simboliza a mente do narrador, a princípio dominada pelo estreito ponto de vista adulto e que vai se transformando ao longo da história através da amizade com o Pequeno Príncipe.
Água- Representa a realização espiritual.


Enviado por Rogério Loureiro Xavier


Terra do Amor... Bom Jesus


Joel Boechat e sobrinha, no 3º encontro da Família Boechat, em Itaperuna (RJ)




       Joel Boechat ... Cantinho da saudade


Rever minha  Bom Jesus Querida
Após longos 70 anos
Nos meus planos, essa Glória

Quando te conheci, era um jovem rapaz
Hoje, revejo sorrindo, aos 87 de idade
Que linda és Bom Jesus
Que Majestosa cidade.
Fazes parte de minha vida
És parte da minha história..

Entrando na Igreja
Onde meus avós e milhares de jovens
se casaram
Guardo  na garganta a emoção e o choro
Para que ninguém ouça, ninguém veja
Senti nesse inesquecíveis dia
A canção da Ave Maria
Entoada po um  Angelical Coro

Uma volta pela linda e encantadora Praça
Orgulho de meu pai e de toda minha raça
Moças lindas, passando pela esquerda
Rapazes, em sentido contrário
Refiz esse  itinerário
Esperando um olhar, um sorriso
Estou me sentindo, de volta ao Paraíso ...

Festa de Agosto, homenagem ao
Senhor Bom Jesus
O Amigo de todas horas
Que nossa vida ampara e conduz
Abençoando a todos
Com sua argêntea Luz...

Tu és pequena rival de Paris
Foi Nosso Pai que assim quis
Bom Jesus iluminada
A Paris não deves nada
Nem a  beleza e a Luz
Que, a quem te visita, seduz

O 3o. Encontro da Família Boechat, em Itaperuna (RJ), por Joel Boechat


Joel Boechat e familiares no 3o. Encontro da Família Boechat, em Itaperuna (RJ)


Dedico essas recordações a meus familiares, filhos, genro e noras, netos e bisnetos e, com muita alegria,
aos Boechat que conheci.

Visita a Itaperuna e a Campos dos Goytacazes
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Visitei a terra querida de meus ancestrais
Reunião Feliz  dos Boechat
Visitei Fazenda e museu da família
Essa alegria,  não esquecerei jamais

Encheram de alegria meu coração
Um livro inteiro, não  descreveria a emoção
De Itaperuna a Campos, terra querida onde nasci .
Aquela casinha, quase caida
Tijolos, poeiras, velhas telhas
Pelo tempo, ali foram esquecidas
Com emoção, tudo isso eu vivi

Casinha onde num berço, berrando
Cheguei comemorando  a vida

Só resta agora, naquele torrão,
Vestígios de uma saudade perdida
Muita poeira,  restos de entulhos da antiga construção..

Marcenaria da esquina de portas fechadas
Cupins e traças ali fizeram suas moradas

Como alimento os balcões e antiga e prateleiras
Como desfile de antigas e saudosas
lembranças, as brincadeiras
Do que ali se vendia, não resta nada

Revi muitos parentes e amigos
Emocionante encontro de emoção
Peço a Deus suas Bênçãos e os bendigo
Que tudo fique guardado em meu coraçao

Nessas bandas, de menino, meu pai ficou  rapaz.
Guardarei essa boa lembrança
Ali eu nasci, me diverti e fui também criança...

A MENSAGEM DE ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

Bom dia!

Ah... se a gente soubesse o quanto o carinho salva, a atenção alimenta e a união fortalece... não estaríamos perdendo uns aos outros todos os dias.

Desejo a todos um dia carregado de energias positivas, boas notícias, alegrias intensas, gente do bem e sorrisos verdadeiros!

"As vezes as coisas demoram, mas acontecem. O importante é saber esperar e não perder a fé."


terça-feira, 17 de julho de 2018


                              Joel Boechat

T e a t r o   d e  a r e n a
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  Joel Boechat- cantinho de  tristes histórias

                                                       Teatro da vida não tem palco
                                                        É um Teatro de Arena.
                                                        Artistas...lobos rapaces do tempo
                                                        Muitos leões e hienas ...

Aquele que se ufana de tudo que fez
e teve na vida
E, aos quatro cantos, proclama
ter sido o melhor ...

Nem sempre diz a verdade
Não foi o Melhor em tudo
Enquanto um perde, outro ganha
Enquanto um fala, outro ouve
Enquanto um ouve, outro se cala ...

Procuro soltar aos ventos
As tristezas, dores e mágoas
Mas sinto embargos na fala
E, os meus  olhos rasos  d'água

Festas,  reuniões,  homenagens
Procurava sempre  a melhor mesa
Expondo ofuscantes joias
É sua rara beleza...

Nessa  firma, não tive talento
Para gerir os negócios
Sem que soubesse, adquiriram ações
E se tornam meus sócios.

Poder, fortuna, nome
Ficam no fundo da taça
Das noites mal dormidas...

Hoje, num pequeno quarto
Volto às noites sofridas
Tentando curar as feridas...
Disfarçando as cicatrizes

Esquecer uma atriz
Que, no quase vazio teatro,
Fez papel de uma  infeliz...

Como vespa, atraída
A melhor mesa ainda procura
Mas,  nem toda feiúra é beleza
Nem toda beleza e feiura ...

Não mais bachareis e iludidos coroneis
Que numa  taça de champanhe
Ao final da triste peça
Num brinde, a acompanhe ...

O tampo lhe trouxe o  desgosto...
As suas imensas alegrias
Das coisas boas da vida
Agora são nostalgias...

No corpo muitas estrias
E muitas rugas no rosto..