quarta-feira, 8 de julho de 2020

Poema à Mãe


No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos. 

Tudo porque tu ignoras 
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais. 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo 
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz. 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura. 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos. 

Mas tu esqueceste muita coisa; 
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe! 

Olha — queres ouvir-me? — 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos; 

ainda aperto contra o coração 
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura; 

ainda oiço a tua voz: 
          Era uma vez uma princesa 
          no meio de um laranjal... 

Mas — tu sabes — a noite é enorme, 
e todo o meu corpo cresceu. 
Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber, 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas. 

Boa noite. Eu vou com as aves. 

Eugénio de Andrade

Enviado por Antonio Soares Borges

Cavalhada, no Rio de Janeiro

Cavalhada ocorrida em um circo construído no campo de Sant´Ana, Rio de Janeiro, para comemorar a Aclamação de D. João VI, em Fevereiro de 1818. Ilustrações de Jean Baptiste Debret.

Debret também comenta sobre o amor do Portugueses pelos cavalos de raça e pelos torneios relacionados à cavalaria, e comenta sobre as origens e surgimento dos mesmos:

"Portugal, sucessivamente governado por mouros e espanhóis, povos igualmente amadores de cavalos de raça, conseguiu, naturalmente, pelo cruzamento, uma nova espécie de corcéis elegantes e intrépidos. Voltando ao domínio de seus reis legítimos no século da cavalaria, conservou o português mais do que qualquer outro povo o amor aos torneios.

Pouco a pouco o caráter belicoso de tais exercícios foi atenuado mediante regras mais tranquilas, mas a equitação permaneceu a paixão dominante da Corte; e, com o nome de cavalhadas, transformou-se o torneio em uma série de exercícios de destreza tomados de empréstimo a todos os povos cavaleiros.

E, anualmente, na época consagrada às cavalhadas viam-se em Lisboa, os príncipes de sangue e os outros fidalgos exibir uma notável habilidade no manejo de seus ágeis e elegantes corcéis resplendendo sob a riqueza dos arreios 

As cavalhadas foram introduzidas no Brasil pelos governadores portugueses das províncias; nas cidades do interior, em Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina logo formaram elas uma multidão de hábeis cavaleiros capazes de rivalizarem com os portugueses ,em destreza e com a vantagem do acréscimo a seu jogos de manejo original do laço e das bolas."

Na Cidade do Rio de Janeiro, esta tradição como muitas outras desapareceram. Mas esta festa ainda existe em muitas cidades e locais do Brasil.

No interior do estado do Rio de Janeiro existe uma cavalhada, em Campos dos Goytacazes, feita há 327 anos, desde 1736, e anualmente realizada em 15 de Janeiro reunindo milhares de pessoas.                        (Terra de Santa Cruz)



Enviado por Antonio Soares Borges

Nascimento de Manuel da Arriga, primeiro presidente eleito da República Portuguesa


A 5 de julho de 1840, nasce, na Horta, Açores, o advogado, escritor, professor e político Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue, mais conhecido simplesmente por Manuel de Arriaga.

Exímio orador, foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português.

Após a implantação da República, foi constituído um Governo Provisório chefiado do Teófilo de Braga.

Manuel de Arriaga tornar-se-ia o primeiro presidente eleito da República Portuguesa, substituindo Teófilo Braga. Tomou posse do cargo a 25 de agosto de 1911 mas foi obrigado a afastar-se a 29 de maio de 1915, voltando Teófilo de Braga a assumir estas funções.

MANUEL DE ARRIAGA
(1840-1917)

Texto de Luísa Viana Paiva Boléo

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu na cidade da Horta em 8 de Julho de 1840. Era filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira, oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos que se radicaram na Ilha do Faial no séc. XVII e de Maria Cristina Ramos Caldeira, natural de Lisboa, também descendente de nobre linhagem.

Foi durante o período em que estudava na Universidade de Coimbra para se "formar em leis", no contacto com outros estudantes e professores e na leitura de outras formas de pensamento, que aderiu ao ideário republicano. Para este jovem loiro e de olhos azuis a quem nada faltava, a opção política veio privá-lo de tudo aquilo que leva tantos outros a seguirem o mesmo caminho: ascensão social, prestígio e fortuna. Manuel de Arriaga perdeu tudo isso. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o. Manuel de Arriaga teve então de trabalhar, dando lições de inglês para poder continuar o curso.

Este jovem açoreano, calmo e arguto, estava longe de saber que viria a ser o primeiro Presidente da República Portuguesa. Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República, numa foto gentilmente cedida pela família.Antes de ocupar a cadeira do poder (que nesse tempo era pouco), Arriaga passou cinquenta anos da sua vida como paladino de uma sociedade mais justa. Em 1876 fez parte do grupo que estudou o plano de reforma da instrução secundária. Foi membro do Directório do Partido Re-publicano depois de 31 de Dezembro de 1891.

Em 1882 fora deputado da minoria republicana. É com ardor que denuncia irregularidades no Governo, nomeadamente quando o ministro da Fazenda emprestou dos cofres do Estado elevadas quantias a socieda-des particulares sem dar conhecimen-to ao Governo.

Casa, com mais de trinta anos, com Lucrécia de Brito Barredo Furtado de Meio Arriaga, de famílias conhe-cidas da Ilha do Pico. A cerimónia ocorreu numa capelinha perto de Valença do Minho onde o pai era general e governador da Praça (de Valença). Os noivos vão viver alguns anos em Coimbra onde o Manuel de Arriaga exercia a profissão de advo-gado. Tiveram seis filhos, dois rapazes e quatro meninas. A família tinha o costume de ir passar as férias de Verão para Buarcos. Como ilhéu, Manuel de Arriaga e a mulher adoravam o mar, as crianças e as flores, dizia-se na família.

A última casa em que viveu Manuel de Arriaga seria em Lisboa perto da Rua das Janelas Verdes, precisamente para poder ver os barcos no Tejo. O quarto em que morreu o primeiro Presidente tinha na parede retratos de dois homens que muito admirava - Vítor Hugo e Alexandre Herculano. Por cima da cabeceira, a imagem de Cristo.

A par da sua actividade profissional, Arriaga foi fazendo o seu percurso político sem ódios nem exageros, o que, desde logo, lhe granjeou simpatia por parte dos seus correligionários e do povo, que se apercebia do seu empenhamento e carácter.

Era um orador admirado. Fizera comícios ainda durante a monarquia, como muitos outros, pugnando por uma sociedade mais justa, com menos privilégios e mais acesso ao ensino. Mais tarde, o Governo Provisório nomeou-o Procurador-Geral da República, "premiando assim um dos paladinos da propaganda republicana e que fora também um dos maiores causídicos portugueses" (J. Veríssimo Senão, "História de Portugal" vol. XII , p.l46).

A seguir à implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, jovens republicanos estudantes de Coimbra entraram nas instalações do Senado e praticaram actos de vandalismo, tendo destruído parte do belíssimo mobiliário da secular Sala dos Capelos na Universidade, onde se efectuam as cerimónias dos doutoramentos, e numa atitude de selvajaria, balearam os retratos dos últimos reis portugueses que estavam pendurados nas paredes. "Para obstar a outras depredações o Dr. António José de Almeida, (republicano também desde a primeira hora), convidou o Dr. Manuel de Arriaga para reitor da velha Universidade e foi dar-lhe posse a 17 de Outubro de 1910, em cerimónia sem aparato académico, mas que bastou para serenar os ânimos estudantis" (Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal", v. XII,p.320).

Em Agosto de 1911, já com 71 anos, Manuel de Arriaga é eleito Presidente da República. O outro candidato era o Dr. Bernardino Machado (também presidente mais tarde). Foi António José de Almeida, da facção moderada do Partido Republicano, quem se lembrou de sugerir o nome de Manuel de Arriaga como candidato à presidência, findo o período do Governo Provisório liderado por Teófilo Braga. Isto porque, segundo ele, Arriaga "era um dos poucos se não o único homem do Partido que se dava com toda a gente e de quem Homem Cristo não dizia mal".

Ser Presidente naquela altura não era cargo invejável nem particularmente prestigiado, pois Manuel de Arriaga teve de mudar para uma casa maior, um palacete na Horta Seca, e teve de pagar o mobiliário do seu bolso. E mais curioso ainda pagava renda de casa. Não lhe era dado dinheiro para transportes, não tinha secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado. Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas teve de o pagar também do seu bolso. Na falta de um secretário, Arriaga vai chamar um dos filhos para essa função e escolheu para chefiar o seu primeiro Governo o político e jornalista João Chagas. Mas dentro do Partido Republicano já havia cisões. António José de Almeida virá a fundar o Partido Evolucionista e Brito Camacho a União Republicana. Afonso Costa mantém-se à frente do Partido Republicano.

O nosso Primeiro Presidente não vivia no Palácio de Belém, mas num anexo e a entrada fazia-se pelo Pátio das Damas. Foi aí que nasceu a neta com quem falámos para a elaboração deste artigo.

O mandato de Manuel de Arriaga desenrola-se, como é sabido, num período agitado. Os governos sucedem-se por escassos meses. Oito mudanças na presidência do Governo, desordens nas ruas, reacções violentas contra a Igreja e movimentos de monárquicos. Por fim Manuel de Arriaga convida o Dr. António José de Almeida para chefiar o governo, mas perante a recusa deste, opta então por Afonso Costa que até 1917, foi o político mais influente da vida portuguesa. Afonso Costa consegue reduzir o défice, mas a instabilidade e a luta entre os Partidos é constante, agora agravada com a tensão internacional de 1914, que iria desembocar na Primeira Grande Guerra (1914-1918), desencadeada pelo assassinato do arquiduque austríaco Francisco Fernando em Sarajevo. O assassino pertencia a uma organização terrorista que lutava pela integração da Bósnia no reino da Sérvia.

Logo no começo da 1ª Grande Guerra, há forte pressão sobre as colónias portuguesas de África principalmente em Angola e Moçambique. E a jovem república portuguesa vê-se a braços com demasiados problemas. Tentando evitar o pior, Manuel de Arriaga escreve aos três lideres dos partidos (Camacho, Afonso Costa e António José de Almeida) para se entenderem, para que se consiga formar um "ministério extrapartidário", mas Afonso Costa reagiu mal. O Presidente da República aconselha então a demissão do Governo presidido por Vítor Hugo de Azevedo e, para acalmar o exército, toma uma atitude, de que mais tarde se vai arrepender, ao chamar ao governo o general Pimenta de Castro, que já fora Ministro Guerra no tempo do governo chefiado por João Chagas. Arriaga conhecia-o e confiava nele. Joaquim Pereira Pimenta de Castro escolhe para os ministérios sete militares, não permite a reabertura do Parlamento, amnistia os monárquicos condenados, altera a lei eleitoral e vai governar como ditador. (Curiosamente em Lisboa há ainda uma rua com o seu nome.)

Os parlamentares, reunidos secretamente a 4 de Maio, no Palácio da Mitra, declaram Arriaga e Pimenta de Castro fora da lei e os seus actos nulos. A 14 de Maio de 1915 há uma revolta contra Pimenta de Castro, desencadeada pelo Partido Democrático, que conta com ao apoio da Marinha e começa uma autêntica guerra civil. Houve muitos mortos e feridos. Perante isto, o bondoso e pacifista Manuel de Arriaga só pode tomar uma atitude. Resignar do cargo. Escreve uma carta aos seus ministros e outra ao Congresso. Amargurado, o imponente tribuno de outros tempos (e também poeta, autor de "Cantos Sagrados" e "Irradiações") sai então da presidência, sem honra nem glória.

Em política, as ingenuidades pagam-se caro. Manuel de Arriaga, que Raul Brandão definia com o um homem "profundamente altruísta e magnânimo de uma grande bondade e honradez", passou rapidamente a ser considerado um "criminoso político". Na época consideram-no culpado ou pelo menos conivente com as acções ditatoriais e violentas de Pimenta de Castro.

O deputado, escritor e jornalista, Augusto de Castro relata uma conversa com o ex-presidente Manuel de Arriaga pouco antes de este morrer, em 1917: "O velho, de admirável cabeleira de tribuno, de porte aristocrático e olhar romântico, que fora outrora um dos mais lindos rapazes do seu tempo, transformara-se em meia dúzia de meses, num velhinho curvado e triste (...) Arriaga contou-me os únicos prazeres do seu exílio - as flores, as suas telas, os seus poetas (...) Naquela tarde, sentado nessa saletazita que um raio de sol aquecia, contei ao pobre velho as minhas fáceis previsões. A política não fora feita para os idealistas e para os poetas, como ele - acrescentei. Arriaga escutou-me em silêncio, forçando um sorriso de comprazimento. Uma névoa de lágrimas velou-lhe o olhar. E como falando para si desenhando com a bengala no tapete pequenos traços trémulos, disse-me, com uma ironia em que procurou pôr altivez, mas em que apenas havia o fel de uma mágoa intraduzível: "Sou um criminoso político, meu amigo..." Quis consolá-lo e, para o fazer, lembrei-me de lisonjear o sentimento de popularidade e de justiça, que eu sabia ser a nota mais viva da sua velha alma de tribuno. "O povo que o estimou, continua, a despeito de tudo a amá-lo. Esteja certo disso. Ainda há pouco num teatro, o público, ao vê-lo caricaturado em cena, aliás sem o menor intuito desprimoroso, se levantou, numa manifestação de protesto e simpatia ao seu nome." E Augusto de Castro termina contando que, à saída de casa do primeiro Presidente da primeira República portuguesa, depois de comprar o jornal e ler que alguém se referia a Arriaga como "renegado e traidor", pensou: "Nunca, como nessa tarde, a política me pareceu uma tão cruel e sinistra coisa" (citado por João Medina, "História Contemporânea de Portugal", p. 257 e 258).

( de O Leme, Magazine, Portugal)

Enviado por Antonio Soares Borges


A MENSAGEM DE ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

Bom dia com um lindo entardecer...

...e que na calada da noite tenhamos um luar magnífico e belos sonhos.

"FAZER O MELHOR É PRECISO."

Tudo pode melhorar...
Desistir nem pensar...
Positividade sempre...
Negatividade nunca...
Sempre com metas...
Atingindo objetivos...
Fazendo acontecer...
Felicidade triunfará...
Vitórias, conquistas...

Só depende de nós!!!

Roger LX


A ORIGEM DA BICICLETA, por ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

A ORIGEM DA BICICLETA

“Conhecer o passado para entender o presente e construir o futuro.” Essa frase, apesar de bastante utilizada, pode ajudar a compreender muitas coisas. O conhecimento é fundamental se queremos entender a fundo alguma questão. A bicicleta pode inspirar muitos sentimentos em quem a utiliza. Após receber muito benefícios por pedalar, o ciclista cria uma relação de cuidado e carinho com a sua magrela. Essa relação em si já é um motivo suficiente para conhecer um pouco sobre a história de sua companheira.

A bicicleta (do francês bicyclette que deriva de bicycle união de bi, dois, com a palavra grega kyklos, rodas; do inglês bicycle com o diminutivo francês bicyclette, foi adaptado do castelhano como bicicleta.) é um veículo de duas rodas presas a um quadro, movido pelo esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais, sendo assim um velocípede de duas rodas. Atualmente, é considerado o meio de transporte mais utilizado no mundo. Como durante a sua locomoção não são emitidos gases poluentes nem com efeito de estufa, a bicicleta é considerada assim um veículo zero emissões.

Com a revolução industrial, esse meio de locomoção se popularizou e foi se desenvolvendo até o modelo que utilizamos hoje em dia. A bicicleta foi de grande importância para o desenvolvimento do transporte, sendo uma das bases até para a criação do automóvel. 

INTRODUÇÃO

Documentos históricos guardados no Museu de Madrid mostram projetos de uma bicicleta do grande inventor italiano Leonardo da Vinci. Estes projetos, elaborados no século XV, não foram executados.
 
HISTÓRIA, INVENÇÕES E EVOLUÇÃO

A mais antiga das bicicletas foi chamada em seu país de origem, a França, de “cavalinho-de-pau”. Este importante meio de transporte surgiu na cidade de Paris em 1818. Esta primeira versão não possuía pedais e provocava muito cansaço em que andava com ela.

No ano de 1840, o ferreiro escocês chamado Kirkpatrick Macmillan inventou um tipo de pedal, colocado junto à roda traseira por meio de um manete. Este sistema era semelhante ao daqueles carrinhos de pedais usados por crianças. Este dispositivo deu a bicicleta mais rapidez e estabilidade.

Em 1855, o ferreiro francês especialista em carruagens, Pierre Michaux, inventou o pedal. Este foi instalado num veículo de duas rodas traseiras e uma dianteira. Chamado de velocípede, é considerado a primeira bicicleta moderna.

A primeira bicicleta a possuir um sistema com corrente ligada às rodas foi projetada por H.J.Lawson, no ano de 1874. Seu terceiro modelo, a “Bicyclette”, foi desenhado em 1879. Esta bicicleta já possuía maior estabilidade e segurança. 

Na década de 1880, o inventor inglês John Kemp Starley projetou uma bicicleta semelhante as atuais. Possuía guidão, rodas de borracha, quadro, pedais e correntes.

CURIOSIDADES HISTÓRICAS

- A primeira fábrica de bicicletas do mundo foi criada em 1875 e chamava-se Companhia Michaux. Foi a primeira fábrica a produzir bicicletas em série.

- No final do século XIX, a bicicleta chegou ao Brasil vinda da Europa. Os primeiros relatos de seu uso no país vêm da cidade de Curitiba, no Paraná, onde já existia um clube de ciclistas organizado por imigrantes da colônia alemã local desde 1895.
- Até meados dos anos 1940, as bicicletas e suas peças eram importadas, o que significava um custo elevado devido às dificuldades de importação da época. Por conta da Segunda Guerra Mundial, com a substituição das importações, empresas nacionais como Caloi, Monark e Irca passaram a produzir grande parte das peças e, a partir da década de 1950, as bicicletas dessas marcas começaram a ser produzidas integralmente no Brasil por causa de ações do governo que dificultavam a importação de materiais.
- A partir dos anos 2000, os governos de vários centros urbanos do Brasil começaram a projetar investimentos em ciclovias, visando a redução da poluição atmosférica. Assim, houve aumento no uso da bicicleta que, infelizmente, gerou um crescimento do número de acidentes de trânsito envolvendo ciclistas - muito se deve à pouca estrutura oferecida aos ciclistas urbanos no país, mas não é possível desconsiderar o papel da falta de informação e prudência de motoristas, pedestres e até de alguns ciclistas.

BENEFÍCIOS DA BICICLETA PARA A SAÚDE

Pedalar é uma das melhores formas de se exercitar. Se você ainda não acha que vale a pena, motivos para ser convencido não faltam:

• Pedalar 30 minutos por dia pode diminuir pela metade o risco de desenvolver diabetes e obesidade;
• Causa menos impacto nas articulações do que outras atividades físicas. Por ser um exercício que se pratica sentado, o peso do corpo é distribuído e não sobrecarrega nenhuma parte. É indicado para iniciantes na atividade física, além de ser um ótimo exercício para quem está acima do peso;
• Ajuda a prevenir doenças cardíacas, infartos e pressão alta;
• Promove o bem-estar físico;
• Aumenta a qualidade de vida e reduz o risco de depressão;
• Trabalha os grandes grupos musculares das pernas, além de estimular a contração do abdômen, ajudando a tonificar mais da metade do seu corpo;
• Intensifica a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e vasos pélvicos, aumentando a performance nas relações sexuais (precisa mesmo de mais um motivo?);
• Estimula a liberação de endorfinas e os níveis de serotonina, fazendo o indivíduo ser mais feliz e ter um sono saudável;
• Reduz o colesterol e triglicerídeos;
• Diminui a pressão arterial;
• Melhora o sistema imunológico;
• Garante boa forma e fôlego ao seu praticante.

OUTROS BENEFÍCIOS DA BICICLETA

Além desses variados pontos positivos à saúde, os benefícios da bicicleta se estendem à qualidade de vida:

• É uma ótima maneira de aproveitar um tempo em família, além de manter todo mundo em forma;
• Pedalar é uma ótima forma de interagir com os amigos e conhecer novas pessoas;
• Utilizar uma bicicleta para se locomover irá reduzir incrivelmente seu custo de locomoção, poupando uma grande quantidade de dinheiro que poderá ser gasto em outras coisas;
• Reduz sua pegada de carbono, por não gerar poluição atmosférica nem barulho, coisas que um carro proporciona;
• Pedalar promove a sensação de independência e liberdade. Por que não explorar sua cidade, visitar seus amigos ou fazer compras com sua bicicleta?
• Aumenta sua confiança;
• Possui baixo custo de manutenção;
• É um dos meios de transporte mais rápidos nas grandes cidades;

Mesmo com todos esses benefícios, é preciso tomar alguns cuidados antes de sair pedalando. Primeiramente, é recomendado o acompanhamento médico para verificar se você está apto a praticar essa atividade física, para que não haja complicações posteriores. Além disso, deve-se sempre estar atento à hidratação antes, durante e depois dos exercícios. E não esquecer de respeitar as leis de transito e utilizar equipamentos de proteção.

A escolha da bicicleta correta também é importante e varia de acordo com o uso pretendido. Para pedalar na praia, onde o terreno é plano, uma bicicleta sem marchas, ou seja, mais leve, é uma ótima opção. Na cidade, uma bicicleta com 21 ou 24 marchas atende bem o ciclista para que ele possa encarar as retas e ladeiras.

A utilização de equipamentos de segurança também é importante para diminuir a chance de acidentes e seus impactos, caso ocorram. Capacetes são essenciais para a proteção do ciclista e devem ser ajustáveis, para que fiquem bem presos à cabeça. Óculos de proteção são importantes para proteger nossos olhos da poluição do ambiente urbano, de pequenos objetos (insetos ou “pedrinhas”), dos raios UV emitidos pelo sol e de reflexos que atrapalham a visão.

Um tênis ou calçado adequado também é essencial para que a pessoa não escorregue no pedal. Mantenha o cadarço bem preso para que ele não enrosque.

Outros equipamentos de proteção como luvas, buzina, refletivos, faróis e espelhos retrovisores podem ser adquiridos a fim de garantir mais proteção e conforto para o usuário. Lembre-se de não utilizar fones de ouvido durante a atividade: eles podem tirar sua atenção de algum eventual aviso sonoro como buzinas ou gritos de pessoas.

Fonte: Internet

Roger LX


terça-feira, 7 de julho de 2020

07 de Julho - 40 anos do ingresso da mulher na Marinha


Figuras que horam a "Pátria Açoreana"


(Diogo Pereira o primeiro Português/Açoriano a entrar no Japão)
“Diogo Pereira, faialense, o grande amigo de S. Francisco Xavier, foi o primeiro português que entrou no Japão. Dele refere Fernão Mendes Pinto que, viajando com S. Francisco, de Sanchão para Malaca, em 1551, se ofereceu para as despesas necessárias á pastorisação da China onde o santo pretendia estabelecer sua acção civilizadora. Diogo Pereira não só poz, imediatamente, á disposição de Francisco Xavier, trinta mil cruzados, como contribui, do seu bolso, com o valor da oferta ou presente que o vice-rei da India mandaria ao rei da China, segundo a praxe, e almíscar e sedas para presentear entidades de posição chinesa, etc. Não completou, o santo, a sua viagem; pois que partindo a 9 de Novembro de 1552, a 2 de Dezembro falecia. Diogo Pereira presta ainda ao seu cadáver a homenagem merecida, bem honrosa para o nome açoreano: manda fazer uma tumba forrada de damasco e coberta com um grande pano de brocado, para trasladação do corpo, desde Malaca para o seu tumulo.”
Gervasio Lima in “A Patria Açoreana”


Enviado por Antonio Soares Borges