segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

PIUMINHA: A PRAIA DE BOM JESUS DO ITABAPOANA



Há cerca de 20 anos, a Cachoeira do Capitão Décio, localizada na região de Calheiros, passou a ser frequentada por pessoas da comunidade. 

A fama de seu encanto, contudo, com área de mata atlântica mesclada com pedras e cachoeira, se espalhou e, hoje, a região, conhecida como Piuminha - nome que se refere ao balneário capixaba de Piúma - costuma atrair também pessoas de outros municípios, chegando a ter 600 visitantes em um só dia, no período de verão.


Mas nem tudo é só beleza e diversão em Piuminha. Nestes 20 anos, ocorreram cerca de 6 casos de afogamento com morte. Há locais em que as águas são mais profundas e, caso ocorra eventual consumo excessivo de bebida alcoólica, esta conjugação de fatores pode levar a óbito.

Seja como for, Piuminha é mais uma das atrações que devem constar num hipotético mapa turístico de Bom Jesus do Itabapoana.









Luís Carlos, Hadons, Lísia e Ana vieram de Itaperuna (RJ), pela primeira vez, e apreciaram o que viram


O grande número de visitantes atraiu oportunidade de comércio

Quilton Souza Barbosa frequenta Piuminha há 10 anos.


Edvaldo Saloto: 3 anos em Piuminha
Eraldo Saloto: 20 anos frequentando Piuminha
                                   

  Piuminha é uma pérola de Bom Jesus do Itabapoana





















Clodoaldo  Fernandes Siqueira



João José Escudino

15 anos



domingo, 21 de janeiro de 2018

Joel e Alice: onde o amor fez morada há 70 anos!




Joel Roseira Vargas, nascido em Monte Azul, no dia 23/5/1922, e  Alice Ferreira Vargas, nascida em Rosal em 14/2/1927, comemoram, hoje, as Bodas de Vinho. 

São 70 anos de um casamento onde o amor fez morada.

Ele foi carreiro, pedreiro, carpinteiro, cafeicultor, pecuarista, e até hoje se dedica a essas atividades. Ela, do lar, sempre se dedicou aos filhos, aos afazeres domésticos e ao tricô, arte a qual se empenha até hoje. 

O casal constitui exemplo singular de pessoas queridas na comunidade, trabalhadoras e de fé.

Com 6 filhos: Esther, Marli, Carlos, Edinete, Clébia e Clésia, possuem 11 netos e 6 bisnetos.


Os irmãos Marli e Carlos seguram
 uma canga feita por Joel

Edinete e a roupa de tricô feita por sua mãe Alice


A residência em Rosal

No dia 3 de fevereiro, ocorrerá um culto na Igreja Presbiteriana de Rosal, seguida de almoço na Quadra de Esportes.

                     José Tinoco Magalhães e Antonieta Ferreira Tinoco, pais de Alice



Sebastião Vargas Correia e Cecília Pereira Vargas, pais de Joel


Família se reuniu na comemoração dos 90 anos de Alice, em 2017

Joel e Alice: onde o amor fez a morada


O NORTE FLUMINENSE PARABENIZA JOEL E ALICE DESEJANDO-LHES MUITOS ANOS DE VIDA A DOIS!

sábado, 20 de janeiro de 2018

Luciano Bastos: uma vida em prol de Bom Jesus

Fonte: www.espacoculturallucianobastos.blogspot.com


  Luciano Bastos completaria 90 anos de idade no dia de hoje

Há 90 anos, nascia Luciano Augusto Bastos, mais precisamente no dia 21 de janeiro de 1928, em Carangola, MG, filho de Olívio Alves Bastos e Vivaldina Martins Bastos.

                            



O pequeno Luciano veio com 5 anos para Bom Jesus do Itabapoana

                      
Seu pai, funcionário graduado da Leopoldina Railway Cia. Ltda. - pertencente aos ingleses - veio para Bom Jesus com a missão de administrar a Cia. Ferroviária Itabapoana em Bom Jesus do Norte, ES, trazendo a família, da qual Luciano era o caçula.

Uma vez no Vale do Itabapoana, Luciano Bastos assumiu essa terra como sua, sentindo-se tão bonjesuense quanto os que aqui nasceram.

Estudou o primário, o antigo Ginasial e o curso de Contabilidade no Colégio Rio Branco local. Mais tarde ingressou na Faculdade de Direito de Campos (turma pioneira), formando-se em dezembro de 1964.


Formatura em Direito, na cidade de Campos dos Goytacases, dezembro de 1964

Como advogado, marcou época em quase 40 anos de profissão. Foi representante da OAB em Bom Jesus do Itabapoana, tendo conseguido, junto com seus colegas, a criação da Subseção da Ordem dos Advogados no município.                             
                                   



Arquibancada do Olímpico Futebol Clube:  um dos melhoramentos promovidos por Luciano Bastos como presidente do Olímpico F.C.


No Esporte, foi um dos fundadores da Liga Bonjesuense de Desportos, que presidiu. Presidente do Olímpico F.C., construiu em sua gestão a Arquibancada coberta, que foi a primeira do noroeste fluminense (1961-1962). Tendo sido presidente em duas gestões, atuou promovendo a construção de diversas instalações e benfeitorias, recebendo posteriormente do Clube o título de Benemérito do Olympico FC.
                                    
Homenagem prestada pelo Olímpico F.C. a Luciano Bastos. Ao seu lado o craque Braz Roberto Viceconti. 


Foi um dos fundadores do Bom Jesus Tênis Clube e seu dirigente, além de ter participado ativamente no Aero Clube.

Foi criador dos Jogos Estudantis e do Campeonato Rural de Futebol em Bom Jesus do Itabapoana.


                                  

Na Educação, iniciou como Diretor do Colégio Rio Branco em 1958, quando sucedeu seu pai. Ocupou o cargo por mais de 50 anos, até seu falecimento, em 2011.

Foi Secretário Municipal de Educação em 1989 no Governo Carlos Garcia e em 2001 no Governo Miguel Motta, com destacadas atuações.

Ocupou a presidência da FAESP (Fundação de Apoio ao Ensino Superior), cargo não remunerado, tendo sido um dos grandes batalhadores pela implantação de cursos superiores em Bom Jesus.

Na Cultura, foi membro da Academia Bonjesuense de Letras, tendo sido também seu presidente, e membro do Instituto de Letras e Artes Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo (ILA).

Sua ação na preservação da História Bonjesuense pode ser avaliada por seu valioso acervo documental e fotográfico sobre fatos históricos da região, e os artigos que publicava no jornal O Norte Fluminense.

Participou do Rotary Club de Bom Jesus, tendo sido seu presidente.

Foi presidente do Centro Popular Pró-Melhoramentos por vários mandatos, e por vários anos membro do Conselho Deliberativo desse órgão.

                                   

   Os irmãos Esio e Luciano Bastos, companheiros de uma vida inteira.



Na Imprensa, foi colaborador de O Norte Fluminense desde sua fundação, passando a Diretor do periódico após o falecimento de seu irmão, Ésio Bastos.


Foi um dos fundadores da Associação Comercial de Bom Jesus.

Na Política, Luciano Bastos teve destacada atuação, sendo um dos fundadores do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) em 1966 mantendo-se posteriormente no PMDB.

Faleceu no dia 08 de fevereiro de 2011.
Confira abaixo a biografia completa de Luciano Augusto Bastos publicada no livro de sua autoria "De Município a Distrito: Primeira Emancipação de Bom Jesus do Itabapoana (1890-1892), v. 1. Ed. O Norte Fluminense, 2008.



              





No dia 27 de janeiro de 2016, foi inaugurado o Destacamento Corpo de Bombeiros "Dr. Luciano Augusto Bastos", em Bom Jesus do Itabapoana.
Foto: André Luiz de Oliveira. Fonte: Blog O Norte Fluminense.

Romance histórico 'La Casa Amarilla' busca interação crítica do leitor


Ozeas de Godoy prepara lançamento de livro


O ex-vereador, com três mandatos, Ozeas de Godoy está preparando o lançamento do  livro "Celebrando", pela passagem dos seus 80 anos de vida.


Ozeas de Godoy na biblioteca do Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB)


Ele nasceu no dia 03/09/1936 em Bom Jesus do ItabapoanaFilho de Pedro Gomes Godoy e Dalvina Rezende Godoy, tem como avós paternos Paulina Germana de Jesus e José Higino de Godoy, originária de Sacramento, e como avós maternos Raul Estêvão de Paula e Delminda de Paula.

Casado com Nilda Rocha Godoy, em 8 de novembro de 1956, possui os filhos Nisia Rocha Godoy, Osni de Rocha Godoy e Ozeas Godoy. 
Ozeas de Godoy ladeado pela esposa Nilda e os filhos Nísea, Oséas Godoy Júnior e Osni, em 28/03/1997, por ocasião do aniversário de Osni


Estudou no Colégio Estadual Pereira Passos, no Colégio Estadual Antonio Honório, em Bom Jesus do Norte (ES), e no Colégio Zélia Gisner. 

Trabalhou na alfaiataria de Francisco Godoy, seu tio, por 13 anos. Conta Ozéas que "na época havia 9 alfaiatarias, mas que não conseguiram competir com as indústrias. Quatro conseguiram resistir mais tempo: a do Homero Moitim, conhecido como Tijolo,  do Elias Chalhoub, do meu tio e do José Cordeiro, de Bom Jesus do Norte".

Ozeas tem história para contar e muito o que agradecer. E o sentimento de agradecimento que o acompanha durante a vida se dá em relação a Boanerges Borges da Silveira, pais dos governadores Roberto e Badger Silveira.



Boanerges Borges da  Silveira em 1932
Foto de A Voz do Povo. Acervo do Museu da Imprensa do Espaço Cultural Luciano Bastos

Ozeas conta: "Tornei-me funcionário público graças ao dr. Boanerges Borges da Silveira, que costumava usar uma piteira grande. Certa vez, fui à sua casa, que estava localizada onde hoje funciona o Varejão, nas imediações da Praça Governador Portela, e lhe pedi um emprego. 


Casa de Boanerges Borges da Silveira, em 1960

Dr Boanerges me disse: 'Arranja a vaga que eu consigo o serviço para você'. Na época, Roberto Silveira já era governador. Fui aos Correios e a Déia me disse que haviam 5 vagas para carteiros. Dirigi-me então a Boanerges que me respondeu: 'essas eu não posso, porque o Amaral Peixoto ficou de indicá-las'. Fui, então, à CEDAE e verifiquei que havia uma vaga. Boanerges me disse: essa vaga terá uma pessoa indicada também por Amaral Peixoto'. Minha última esperança era o SAPS (Serviço de Alimentação da Previdência Social), que funcionava no local onde, hoje, está estabelecido o jornal A Voz do Povo, na Praça Governador Portela. Lá, me deram a dica: ' O filho de Jorge Assis vai sair do órgão no final do mês'. Mantive, então, contato com o dr. Boanerges, que falou: ' Não pode, porque tem gente demais'. Respondi: ' mas o filho de Jorge Assis vai sair do órgão'. Dr. Boanerges respondeu: 'Se ele sair, a vaga é sua". 


Título de eleitor da esposa de Ozeas de Godoy assinado por Boaneges Borges da Silveira e Tito Nunes



Em pé: Roberto SIlveira, Dinah, Badger, Dora e José Teixeira. Sentados: Boanerges Borges da Silveira e Biluca. (Foto do livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha)

Os dias se passaram e, ao encontrar o dr. Boanerges ele me disse: 'Suas chances são de 50%'. Em outro dia, ele se encontrou comigo e afirmou: 'Suas chances são de 70%'. Na última vez que estive com o dr. Boanerges, ele, com a piteira na boca, colocou a mão nos meus ombros, e atravessou a Praça Governador Portela comigo até o escritório do SAPS. 

A casa de Boanerges e a via da Praça Governador Portela


No órgão, estava Ivo Elias dos Santos, subdelegado de polícia de Carabuçu. Dr. Boanerges se dirigiu a ele e disse: ' Ivo, seu filho é solteiro. Godoy é casado. Vou colocá-lo aí e arranjar um serviço para seu filho no DER', o que realmente aconteceu. Posteriormente, com a extinção do SAPS fui trabalhar na COBAL (Companhia Brasileira de Alimentos). Com o fim deste órgão, fui trabalhar no Ministério do Trabalho, onde me aposentei como agente administrativo". 



Ozeas de Godoy no Sítio Rio Preto, no lançamento da pedra fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em 2014



Ozeas Godoy diz ainda: "nunca pensei em ser político, mas não resisti ao pedido de Carlos Borges Garcia. Fui eleito em 1972, quando Noé Vargas se elegeu como prefeito, em 1976, com Jorge Assis, com mandato de 6 anos, e em 1982, com Paulo Portugal, com mandato de 6 anos. Por motivo de saúde, resolvei deixar a política, uma vez que tenho problema de pressão alta e, na política, há muita emoção", assinalou.

Luciano Bastos, ex-governador Badger Silveira e Oséas de Godoy, na Praça Governador Portela

Luciano Bastos e Ozeas de Godoy na Câmara dos Vereadores

Conta ele que "fui batizado na 1ª. Igreja Batista quando tinha 13 anos de idade, sendo membro da mesma por cerca de 50 anos. Saí, com 70 membros, para organizar a 5ª. Igreja Batista na Volta D'Areia, onde sou diácono há cerca de 14 anos".

Encontro da Família Godoy em 1970, no Acampamento Batista, em São José do Calçado (ES)

































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