quinta-feira, 4 de junho de 2020

Corridinho à História dos Açores

Artigo no Diário dos Açores de 03/06/2020:

"Corridinho à História dos Açores"

Por Creusa Raposo

A história do arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas no meio do oceano Atlântico, é mencionada pelos cronistas desde o século XVI ao XVIII: “Saudades da Terra” de Gaspar Frutuoso; “Crónicas da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores” de Agostinho de Monte Alverne; “Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores” de Frei Diogo de Chagas ou “História Insulana das Ilhas a Portugal Sujeitas no Oceano Ocidental” de António Cordeiro.
As primeiras informações sobre o arquipélago remontam ao século XIV, mas foi no seguinte que através da acção do Infante D. Henrique o “achamento” teve lugar. Primeiro Santa Maria e São Miguel em 1432 pelo navegador Gonçalo Velho Cabral, em seguida Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial e por fim Flores e Corvo em 1452 por Diogo Teive.
Quando descobertas as ilhas encontravam-se revestidas por uma cobertura de árvores altas e arbustos assim como um intenso matagal. Deparados com um cenário de natureza indomada, os povoadores portugueses de quatrocentos e de quinhentos, tiveram de transformá-lo e preparar o seu novo habitat. Assim, só podemos imaginar as localidades que tão bem conhecemos, cobertas de densa vegetação e de muito arvoredo, como o loureiro, a faia, o cedro e o tamujo nos seus primórdios. Para a exploração da terra recorreu-se aos métodos de roçagem e enfogueiramento que, usados em simultâneo, possibilitaram o nascimento das primeiras clareiras. O desbravar dos terrenos seria uma das primeiras preocupações para garantir a subsistência. Teve lugar também a procura do bem essencial a todos os seres vivos: a água. Procedeu-se à criação de animais, para alimento ou meio de deslocação, assim como a utilização da madeira para a construção de habitações, meios de transporte, utensílios agrícolas, apetrechos domésticos e como fonte energética.
O sistema administrativo de divisão e posse da terra, baseou-se nas chamadas “dadas” ou “sesmarias”, onde o dono da terra tinha a obrigação de construir “cafua” e “curral”, roçar o terreno, efectuar benfeitorias e estabelecer acessos para uso comum, atribuídas pelo Capitão do Donatário, a fim de promover a fixação de núcleos familiares. O Capitão do Donatário possuía diversos poderes, quer senhoriais, fiscais ou judiciais, representando o Donatário que não residia nas ilhas.
Apesar do povoamento só ter maior significado a partir de 1440, a estrutura fundiária cristalizou muito cedo, em grande parte devido à vinculação dos bens ainda na primeira metade do século XVI, restringindo o homem comum ao contrato de locação das terras ou ao trabalho a soldo do proprietário. Estes bens eram vinculados através de “morgadios” e “capelas”, que se desenvolveram no século XIII, instituindo vínculos de forma a permanecerem sempre na mesma família. Os “morgadios” referiam-se aos bens e encargos, tutelados por um “morgado”, na maioria o primogénito varão. Na falta deste seguia a linha feminina ou como última alternativa passava para o domínio religioso. Quanto às “capelas” os rendimentos destinavam-se a legados pios, como o pagamento de eucaristias, responsos, preces por alma do instituidor, ou determinada quantia quer monetária, quer em género a Conventos ou Recolhimentos.
A donataria dos Açores foi dividida em capitanias, com excepção das Flores e Corvo, onde o capitão detinha direito sobre o dízimo, poder de justiça e monopólio sobre os moinhos, atafonas, serras de água, fornos e prioridade na venda do sal. Mais tarde a Capitania-Geral (1766-1830) surgiu com a pretensão de unificar o arquipélago, garantir o aproveitamento das potencialidades produtivas das ilhas e de fornecer contingentes militares para a defesa do Brasil, estabelecendo capital em Angra, considerada o centro do Arquipélago.

Hino dos Açores

Deram frutos a fé e a firmeza 
No esplendor de um cântico novo
Os Açores são a nossa certeza
De traçar a glória de um povo

Para a frente em comunhão                                                                                                                         
Pela nossa autonomia                                                                         
Liberdade, justiça e razão   
Estão acesas no alto clarão                                                               
Da bandeira que nos guia 

Para a frente, lutar, batalhar                                                                                                                               
Pelo passado imortal 
No futuro a luz semear
De um povo triunfal                   

De um destino com brio alcançado                                                                                                                                   
Colheremos mais frutos e flores
Porque é este o sentido sagrado
Das estrelas que coroam os Açores

Para a frente, açorianos
Pela paz à terra unida
Largos voos com ardor, firmamos
Para que mais floresçam os ramos
Da vitória merecida

Para a frente, lutar, batalhar
Pelo passado imortal
No futuro a luz semear
De um povo triunfal!
(Letra da poetisa Natália Correia)

A economia das ilhas protagonizou várias fases. Inicialmente através da produção de trigo, cedro do mato, pastel e urzela. Mais tarde milho, vinha e pomares. Os séculos XVIII e essencialmente o XIX correspondem ao período áureo da produção da laranja nos Açores. Na centúria seguinte tabaco, chá, beterraba, espadana, chicória, álcool, açúcar e ananás marcaram significativamente a economia insular. Nos finais do século passado e actualmente os lacticínios desenvolveram-se consideravelmente, sendo uma das principais fontes de rendimento do arquipélago, acompanhado mais recentemente pelo sector turístico.
Nas primeiras décadas do século XIX o Liberalismo marcou fortemente o arquipélago através da presença de D. Pedro IV de visita às ilhas, como resultado da luta entre Absolutistas e Liberais. Este sistema político defendia a liberdade, igualdade, direitos dos cidadãos e soberania do povo. Com a instalação do Governo Liberal na Terceira, Angra tornou-se sede do Governo Nacional entre 1829 e 1832. O advento do Liberalismo colocou em causa o regime morgadio, mas o Decreto de 13 de Agosto de 1832 de Mouzinho da Silveira, não surtou o efeito desejado. Mais tarde a lei de 10 de Maio de 1863 que visava a extinção definitiva dos vínculos, ao contrário do que se pretendia, auxiliou à manutenção e aumento através da aquisição dos bens nacionalizados. A vitória de D. Pedro em 1834 proporcionou o surgimento de uma nova elite açoriana, que baseada na sua fortuna, foi recompensada com títulos nobiliárquicos ao prestar apoio ao monarca.
O primeiro movimento autonómico ocorreu entre 1890 e 1910 numa conjuntura de profunda crise económica e social com dificuldades na agricultura e no escoamento de produtos agravado pelo surto migratório. Em 1892 Aristides Moreira da Mota (1855-1942), deputado açoriano na Câmara dos Deputados, propôs uma legislação especial para o governo dos distritos açorianos assente numa grande descentralização política e administrativa, o que seria um vislumbre da criação de um estado regional. No ano seguinte num comício em Ponta Delgada foi lançada a ideia de organizar um movimento pela defesa da autonomia dos Açores com a união dos chefes locais dos três partidos da época: Partido Progressista; Partido Regenerador e Republicano. Surgiu o jornal "A Autonomia dos Açores" e foi promulgado um decreto no governo em ditadura de Hintze Ribeiro (1849-1907), conhecido por Decreto Autonómico ou Decreto de 2 de Março de 1895. A partir deste momento os Açores adquiriram a primeira legislação autonómica açoriana com três distritos com poderes especiais e reforçados (Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta) e uma Junta Geral formada por procuradores eleitos nos municípios.
Após a revolução dos Cravos os Açores obtiveram o estatuto provisório de Região Autónoma dos Açores e o seu primeiro Governo Regional em 1976.  A 22 de Julho de 1980 o Presidente da República promulgou o estatuto definitivo.

Para mais informações note-se as obras sobre História dos Açores de Susana Goulart Costa, Avelino Freitas de Meneses, Margarida Nogueira Lalanda, Rute Gregório e Damião Rodrigues.
                                                                                                                                                                                                                                   
Este texto não segue o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa."


Enviado por Antonio Soares Borges
.      I  n  s  e  n  s  a  t  e  z
........................................... 



 Joel Boechat-Cantinho da
  Luxúria e poder


Trabalhei demasiado, tenho       saúde  e dinheiro  e adquiro
tudo que quero
Não  devo  nada  e  nenhum favor a alguém !

Conheço o mundo Inteiro
Muito mais da vida mereço e espero  !
Mansão e , em Angra dos Reis ,  uma Ilha, lancha e uma prainha particular

Prelibar da Primavera, a bela estação das flores 
A febricitante Paris ...
Com minha adorada família
Tudo que mais sonhei, tudo que mais quis .     

Apreciar luxuosas vitrines         
Rue  Saint Lazare , alguém abre para  mim, a porta da Limousine
Moulin Rouge,  Champs Elysées,  Avant la fête !
Todo ano a gente ,  esse passeio alegre repete ...

Na mansão , grande pomar
Muito,  muito mesmo bem cuidado  pelo meu melhor empregado
Ele tem especial carinho por aquilo que mais amo

Frutas em todas  estações do ano
Sazonadas e saborosas
também,  lindos canteiros  de Rosas.

Tudo  meu, de inalienável direito...
Sou abastado e honrado
(Quem sabe ?)  se   por    algum empregado  ou parente   muito odiado
Pelo orgulho, vaidade e preconceito

Mas tenho que me quedar
Àquele que tem mais que eu , direitos
Pobre e suarento jardineiro pomicultor
Sem  educação e  um  bom Colégio 
Depois de tanta luta goza o privilégio,
Ser primeiro  a colher do pé
e saborear uma fruta ...

Ser ou não ser !   
Aí é que está  a questão...
Saiibamos agradecer e
Render Graças a Deus por tudo !

Não preciso de ninguém !
Mando, compro, ordeno, quero!

Vai precisar sim...despois do tilintar do sino , da sua
hora e vez 
De um pobre  como o seu jardineiro, o  pobre humilde coveiro
Na esquife,  junto ao corpo a insensatez...

A MENSAGEM DE ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

Que Deus abençõe o meu dia, o seu dia, e de todos que fazem parte de nossas vidas!!

Ótima primeira semana de junho com friozinho bem gostoso para todos nós!

Que jamais nos falte Fé e que na esperança de uma realização, o melhor aconteça nos dando sempre mais entusiasmo. Que sua semana seja preenchida de bênçãos.

Gratidão:

"Todos os dias tenho algo por aprender, algo por esquecer e muitas, muitas coisas para agradecer."

Roger LX


quarta-feira, 3 de junho de 2020

O Peito Ilustre Lusitano


"Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta."

Canto I, Os Lusíadas, Luiz de Camões

Enviado por Antonio Soares Borges
♡    Coisas do coração
        Definição do amor 
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   Joel Boechat - Cantinho
    De boas recordações

Não consegui tirar do peito ainda
Essa saudade infinda
Não sei se me faz bem ou se  me maltrata .

Recordo encostas de belos  montes, pradarias e rios
serpenteando rumos para outros povoados e vllas

Observo o hodômetro do
carro, com ansiedade, para saber quantos quilômetros para alcançar  Natividade

Senti mais tranquilidade  ao ver uma singela cascata imagem divina de uma  fonte de águas cristalinas
De longe, ao vê-la, parecia  uma chuva de estrelas

Iria beber  e me refrescar nessa fonte que canções de amor rumoreja
Mais além, uma singela Igreja
Erguida sobre um patamar

Era como se eu  estivesse
no seu portal vendo
A  imagem de Jesus Cristo Crucificado
Ali, na acolhedora São Bom Jesus do Querendo

Anseio de rever rios, outras fontes e matas
Pequena  ponte dividindo  uma Cidade

Varre-Sai, orar aos pés da Cruz de Ana
Tudo serenidade
Maravilhosa semana ...

Saudade assim , não sei de é bom ou ruim
Só sei que a paz que eu ali senti
Foi uma ardorosa  chama
De luz e beleza
Como um biombo da mãe Natureza
Nos escondendo da dor

Depois de tudo isso...
Oh ! A Felicidade!
Regressar à nossa amada Bom Jesus do Itabapoana
Com o seu carinho e calor

Nessa minha querida terra
Tudo de bom que ali se encerra
O cheirinho gostoso no ar...
Os tempos do Vero Amar 
Definem o que é o Amor!

NÃO TENHAS OPINIÕES FIRMES


1. Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor de tuas opiniões.
2. Sê tolerante, porque não tens a certeza de nada.
3. Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas só os actos...
4. Espera o melhor e prepara-te para o pior.
5. Não mates nem estragues, porque, como não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério, não sabes que fazes matando ou estragando, nem que forças desencadeias sobre ti mesmo se estragares ou matares.
6. Não queiras reformar nada, porque, como não sabes a que leis as coisas obedecem, não sabes se as leis naturais estão de acordo, ou com a justiça, ou, pelo menos, com a nossa ideia de justiça.
7. Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles. Não cuides que há relação entre agir e pensar. Há oposição. Os maiores homens de acção têm sido perfeitos animais na inteligência. Os mais ousados pensadores têm sido incapazes de um gesto ousado ou de um passo fora do passeio.
s.d.
Fernando Pessoa

Enviado por Antonio Soares Borges

ALGUÉM CONHECEU ELE???? GENTILEZA GERA GENTILEZA., por ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

O passado sem tirar nem por.

ALGUÉM CONHECEU ELE????
GENTILEZA GERA GENTILEZA.

O Profeta Gentileza (José Datrino, 11.04.1917-29.05.1996). No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, quando tinha 44 anos, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alucinado ouvindo “vozes astrais“, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói. Aquela foi sua morada por quatro longos anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.No decorrer do tempo tornou-se andarilho le encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.Em 96 Marisa Montes fez uma canção em sua homenagem "Gentileza".

Autor desc.

Roger LX