segunda-feira, 17 de maio de 2021

Bom Jardim quer se tornar Distrito, em Bom Jesus do Itabapoana


 

Entrevista com o Dr Antonio Carlos de Figueiredo e o Desembargador José Carlos de Figueiredo, descendentes do Alferes Francisco da Silva Pinto, fundador de Bom Jesus do Itabapoana

domingo, 16 de maio de 2021

Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira ganha sua sede


 O Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira, bisavô dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, oriundo da Ilha do Pico, nos Açores, acaba de ganhar sua sede, agora localizada no Memorial dos Açores, no mesmo espaço onde está situado o Museu do Imigrante, na rodovia Bom Jesus-Apiacá.


O presidente do Centro de Estudos é o dr. Antonio Soares Borges, conhecido como "Embaixador", por fazer a ponte entre Bom Jesus, Portugal e o Arquipélago dos Açores (Portugal insular).

O pesquisador Dr Antonio Soares Borges é presidente do Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira

Filho de Cid Bastos Borges e Margarida Maria Soares Borges, Antonio Soares Borges é descendente, pelo lado materno, dos
portugueses Antonio Corrêa Soares e Maria José do Carmo, originários  de São Pedro de Castelões, Vale de Cambra, Portugal, e, pelo lado paterno, do açoriano Francisco Lourenço Borges, oriundo da Ilha Terceira.


A Biblioteca do Memorial foi outra construção recentemente concluída.

O Memorial dos Açores constitui-se num Complexo de edificações, que está sendo implementado por outro descendente dos Açores, dr. Nino Seródio, cujos antepassados vieram da Ilha de São Miguel.




Dr Nino, além de apaixonado visionário do Complexo Museu do Imigrante e Memorial Açoriano do Vale do Itabapoana, é o Vice-presidente do Centro de Estudos. 

Ele implementou um importante trabalho de pesquisa sobre sua família. No Memorial, há documentos a partir de seu pentavô, Manoel Vieira, casado com Paula Correia, nascido no dia 14 de junho de 1764, na ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores.


A sala Joaquim Moreira, seu avô materno, é um setor dedicado à família Moreira.

Há um espaço dedicado ao seu irmão Jacinto, falecido há poucos anos, onde se vê sua coleção de DVDs. "Aqui vai ser um local propício para a degustação de vinhos e para assistir vídeos", assinala.

Há a Sala da Academia, com poesias do Dr. Ayrthon Borges Seródio, fundador da Academia Bonjesuense de Letras, onde os membros poderão se reunir para encontros literários.

Há, ainda, a sala médica, em homenagem ao festejado dr José Vieira Seródio, e aos "30 médicos da família, discípulos de Hipócrates".

Dr Nino estabeleceu também um setor dedicado à Lira Operária Bonjesuense, conhecida como "Furiosa".

A Sala dos Brasões acolhe os emblemas dos países e famílias que se estabeleceram na região. 

O espaço para os namorados, contendo o belo soneto "Aqueles Olhos", do grande escritor bonjesuense Octacílio de Aquino, um dos mais brilhantes discípulos de Padre Mello, é outra pérola do Memorial.

             Aqueles Olhos...


                Octacílio de Aquino


Aqueles olhos me disseram mais
Do que as palavras que ela me dissesse...
Dentro daquelas órbitas parece
Que há um turbilhão de coisas imortais...

Aqueles olhos me rezaram a prece
E me ensinaram as pompas rituais
Do amor que, antecipando madrigais,
Aos primeiros olhares aparece...

Aqueles olhos são, na dona deles,
Como as cruzes serenas de uma ermida:
Eu gosto dela porque creio neles...

Ah! Se eu pudesse conseguir, Senhor,
Aqueles olhos para a minha vida,
Aqueles olhos para o meu amor!

Uma capela, com arte de Raul Travassos,  outro gênio de nossa cultura, receberá o nome de Mãe de Deus, em memória da capela da ilha de São Miguel de mesmo nome, onde seus antepassados frequentaram.

No Memorial, pode ser encontrado, também, artesanato dos Açores, onde o dr Nino esteve por três vezes.

Um parque para crianças já foi estabelecido no interior da área, assim como uma área que lembra uma vila.

Pode-se encontrar no espaço livre do Memorial uma homenagem a Nossa Senhora de Fátima e uma réplica da roda d'água, em memória da célebre poesia de Iracema Seródio. 

Roda D'água ( Paisagem de Pirapetinga)

      Iracema Seródio Boechat

Barulho de comportas marulhantes,
Pingos d'água orvalhando a ramaria,
É tua faina, diária, ofegante,
Na jornada sem par de cada dia.

E a água cai sonora, deslumbrante,
Em meio às flores em policromia.
Como és feliz, assim, cantarolante!
Na jornada sem par de cada dia.

E se despede o dia. E a noite chega.
E do meu leito embalo a nostalgia.
Cessa a jornada igual de cada dia.

Cessa a jornada. O fim do dia é mudo.
E assim ficamos quietas de repente:
Só as lágrimas caem do olhar da gente...

Um setor do Memorial recordará o período em que o dr Nino Seródio foi vice-prefeito de Carlos Borges Garcia, em Bom Jesus do Itabapoana, entre 1997 a 2000.

No local, estão previstos a instalação de uma lanchonete e de banheiros para receber visitantes.

Um salão para encontros e festas está sendo construído. Uma piscina já foi concluída. Em breve, dr Nino pretende construir chalés, estabelecendo também uma pousada, que dinamizará economicamente a região.

Dr Nino Seródio exerceu a medicina no município de Apiacá por 10 anos. Há 20 anos, exerce a profissão em Cachoeiro de Itapemirim(ES).

Com sua monumental obra, segue a tradição açoriana, que  fixou, no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, o precioso Museu da Imagem, no dia 2 de dezembro de 1993, através de outro notável médico e um dos maiores escritores do país, dr. Norberto Seródio Boechat, que contou com o apoio de seus irmãos Maria Lúcia Seródio Boechat e dr Agostinho Seródio Boechat, outro admirável médico humanitário.

Padre Mello engrandeceu Bom Jesus do Itabapoana, quando aqui chegou em 1899. Da mesma forma, a família Seródio, e, em especial, os médicos, cujo lema pode ser traduzido assim: um grande médico do corpo tem de ser também um grande médico da alma.

















Dr. Nino Seródio: mais um gênio, cujos antepassados foram oriundos do Arquipélago dos Açores

sexta-feira, 14 de maio de 2021

14 de maio: 5 anos de saudades de Dona Nina

 Dona Nina foi tocar piano no Céu, no dia 14 de maio de 2016, deixando enorme saudades na família e entre amigos e admiradores. Ela nasceu no dia 1o./09/1924, em São José do Calçado (ES). Filha de Francisco Camargo Teixeira, o Zico Camargo, o grande historiador, e Maria Mello Teixeira.


Dona Nina folheando o livro "Bom Jesus do Itabapoana", de seu pai Zico Camargo


Seu avô se chamava Francisco Hermenegildo Teixeira de Siqueira, o "Vovô Caxico", o "homem mais rico de São José do Calçado" na época.

Em 1930, a época "pior para o Brasil por causa do comunismo", os
comerciantes "afundaram". Como seu pai possuía uma Loja de Armazém em um dos cômodos da residência, a família acabou mudando-se para Marapé (ES), atual Atílio Vivaqua, por convite do irmão médico Argeu Camargo Teixeira, em meados de 1939.

Posteriormente, residiu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), Muqui (ES) e, a partir de 1943, em Bom Jesus do Norte (ES), em casa construída no ano de 1914, que até hoje pertence à família.

Após a morte de sua mãe, fixou residência em Bom Jesus do Itabapoana em 1960. Primeiramente em uma casa próxima à Praça Governador Portela. Em seguida, em residência contígua à Rodoviária. Ao final, fixou residência na rua Vereador João Gomes Figueiredo, onde residiu por cerca de 40 anos.

Foi "vovô Caxico" quem "construiu o Serviço de Água e Esgoto em Bom Jesus do Norte, razão pela qual convidou meu pai, Zico Camargo, para administrar a empresa, o que ocorreu até a encampação da mesma pelo Governo do Estado".

Dona Nina se recordava com carinho da "litorina" nome dado à locomotiva da Estrada de Ferro sediada em Bom Jesus do Norte, e administrada por Olívio Bastos. Era transporte muito utilizado para quem se dirigia ao o Rio de Janeiro. Segundo comentários, a litorina encontrar-se-ia atualmente no Museu de Mauá.


         Dona Nina e a foto do seu sempre lembrado pai, Zico Camargo

Tanto por parte de mãe, como por parte de pai, dona Nina recebeu
influência musical. O tio-avô de Zico Camargo, Joaquim Teixeira
Siqueira Magalhães, o Quinca Magalhães, organizou nos idos de 1905 a Banda Quinca Magalhães, composta por músicos da família. Por outro lado, "Vovô Caxico tocava 4 instrumentos: violão, cavaquinho, flauta e sanfona".

Dona Nina pertenceu à 4a. geração de organistas.

Sua bisavó materna, Georgina Medina Diniz, foi "a 1a. organista de Bom Jesus do Itabapoana e de São José do Calçado".

Carolina Diniz Freitas, a "Tia Salica", de quem teve lições de música, constituiu-se na 2a. geração. Conceição Diniz Mello, a "Tia
Conceição", integrou a 3a. geração, enquanto a 4a. geração foi composta pela própria dona Nina e por sua irmã Ioli Mello Teixeira. A 5a. geração está representada por Maria Bernadete Teixera da Silva e por Maria Aparecida Teixeira da Silva.

Dona Nina estudou no Colégio Rio Branco até 1945, cursando o ginasial e o técnico de contabilidade, e foi ela quem redigiu "a primeira ata da CAVIL (Cooperativa Agrária Vale do Itabapoana Ltda)", quando secretariou a entidade por cerca de 3 anos.

Além das aulas com a Tia Salica, em São José do Calçado, recebeu aulas de música em Bom Jesus do Itabapoana, quando tinha 20 anos de idade, tendo como mestra Yveth Soares Diniz, "a 1a. pianista de Bom Jesus do Itabapoana".
Posteriormente, foi convidada a fazer um curso de Canto Orfeônico no Rio de Janeiro por cerca de um ano e meio. Ao retornar a Bom Jesus, foi contratada no ano de 1951, para lecionar no Grupo Escolar Pereira Passos, atividade que continuou realizando por cerca de 20 anos, até se aposentar.

Em 1963, foi criado o Conservatório Brasileiro de Música de Bom Jesus do Itabapoana, por "Pereira Pinto, Olívio Bastos, Ésio Bastos e pessoas do Rotary". A entidade mudou de nome para Conservatório de Música de Bom Jesus do Itabapoana e, posteriormente, já sob a direção de dona Nina, para Escola de Música Levy Aquino Xavier, em homenagem ao "1o. maestro de Bom Jesus do Itabapoana". Pela Escola "passaram cerca de 2.000 alunos, entre eles as proprietárias das Escolas de Música Cristo Rei e JEMAJ, Marisa Xavier e Anízia Maria, respectivamente".

O legado de Dona Nina é para sempre!

Dona Nina vive!

terça-feira, 11 de maio de 2021

Os 22 anos de falecimento do ex-governador Badger Silveira

 




Lucília Stanzani





Natural de Bom Jesus do Itabapoana, Noroeste Fluminense, Badger Teixeira da Silveira, nasceu em 10 de março de 1916, faleceu em 09 de maio de 1999, era filho de Boanerges Borges da Silveira e de Maria do Carmo Teixeira da Silveira, a Biluca, atuou intensamente na vida política, assim como dois de seus irmãos, José Silveira, como deputado federal pelo Paraná de 1959 a 1963, e Roberto Silveira, como governador do estado do Rio de Janeiro de 1959 a 1961.

Boanerges Borges da Silveira, a esposa Maria do Carmo Silveira, a Biluca, e os filhos Badger, Dinah, José e Roberto. Foto de 1925
(do livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha)
         
Casou-se com a resendense Renée Braile Ferraiolo da Silveira, na capela de Nossa Senhora do Rosário e o celebrante do casamento foi Monsenhor José Sandrup. O casal teve oito filhos, José Roberto, Ana Maria, Maria Luiza e José Luís (gêmeos), Maria Cristina, Badger, José Fernando e Maria Tereza. 

Fez o primário em sua cidade natal, Bom Jesus do Itabapoana, cidade em que nasceu e viveu sua infância, onde alcançou o 1º. lugar no Colégio Rio Branco em 1933, atual Espaço Cultural Luciano Bastos. Cursou o secundário em Niterói, tornou-se Advogado e foi eleito presidente do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, concluindo o curso em dezembro de 1941. Lecionou história nos colégios Plínio Leite e Nossa Senhora das Mercês, em Niterói.

Carreira de um político Ilustre

Badger foi um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Rio de Janeiro, foi delegado de polícia e vereador em mandatos sucessivos de 1940 a 1954 e presidente da Câmara em 1951, na legenda do PTB, em Resende (RJ), onde se radicou. Com a ascensão de Roberto Silveira ao governo do estado em janeiro de 1959, Badger foi secretário de Educação, secretário sem pasta, diretor da Fundação Anchieta, diretor da Empresa Fluminense de Energia Elétrica e ministro do Tribunal de Contas do estado do Rio de Janeiro, e teve participação ativa na campanha nacionalista pró criação da Petrobras.

Em sua campanha eleitoral, Badger Silveira defendeu a implantação das chamadas reformas de base, principal bandeira política adotada pelo presidente Goulart, apresentando um plano estadual de eletrificação que visava eliminar o déficit existente e previsto de energia elétrica. Esse plano, por sua vez, subordinava-se a uma planificação de desenvolvimento baseada em três pontos primordiais: industrialização, educação e reforma agrária. Badger criticou também a improvisação administrativa que levava à aplicação de políticas contraditórias e ociosas quanto aos recursos financeiros do estado, tendo recebido um manifesto de apoio assinado por cerca de quinhentos estudantes — inclusive pelo presidente da União Fluminense dos Estudantes, José Carlos de Almeida — afirmando que contribuiriam a seu lado para a concretização do projeto do PTB.

Com um número inédito de candidatos concorrendo ao governo do estado do Rio de Janeiro, Badger Silveira saiu vitorioso no pleito de outubro de 1962, através da coligação formada pelo PTB e o Partido Democrata Cristão (PDC), com 260.841 votos, derrotando seu principal adversário, Tenório Cavalcanti, que concorrera na coligação composta pelo Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN) e obtivera 224.734 votos.

No período em que foi vereador em Resende, nos festejos de aniversário da cidade, Resende recebeu com grande manifestação popular a visita do Presidente da República Getúlio Vargas e do Governador do Estado Almirante Hernani do Amaral Peixoto. Na ocasião a Câmara Municipal conferiu aos dois o titulo de Cidadão Resendense, no diploma do então presidente da República podia-se ler:

“Diploma de Cidadão Resendense”

Conferido ao Senhor Getúlio Dornelles Vargas. O Município de Resende, por seus Órgãos de Administração, o Poder Legislativo e o Poder Executivo, sob o consenso unânime dos membros que o compõem, houve por bem, conforme lei n. 189 de 20 de julho de 1951 e sancionada em 30 do referido mês, conferir ao Cidadão Getúlio Dornelles Vargas, natural de São Borja, Rio Grande do Sul, onde nasceu em 19 de abril de 1883, o título de “Cidadão Resendense Meriti Causa” – Resende 29 de Setembro de 1951 – Badger Teixeira da Silveira, Presidente da Câmara Municipal de Resende – João Maurício de Macedo Costa – Prefeito Municipal de Resende.



Com a morte de Roberto Silveira em acidente aéreo, no dia 20 de fevereiro de 1961, Badger teve seu nome lançado pelo PTB para concorrer ao governo do estado no pleito previsto para outubro de 1962. Eleito governador do estado do Rio nas eleições de 1962, empossado em 1963 e deposto pelo golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos com base o Ato Inconstitucional-1, mesmo havendo negado qualquer envolvimento com movimentos subversivos e reafirmando sua fé católica, nas suas últimas tentativas de se manter no poder.

Empossado em 31 de janeiro de 1963, encontrou os cofres públicos com um déficit orçamentário de 26 bilhões de cruzeiros antigos. Ao final do mesmo ano, anunciaria a redução do déficit para dois bilhões de cruzeiros antigos, o que se conseguiu graças ao crédito de diversas agências financeiras. Em agosto de 1963 foram criadas as Centrais Elétricas Fluminenses (Celf), concebidas no governo de Roberto Silveira, com o intuito de centralizar sob uma única administração o fornecimento de energia das quatro subsidiáurias estaduais.

Em janeiro de 1964, Badger reuniu-se com o ministro da Educação e Cultura, Júlio Sambaqui, para tratar da campanha nacional de alfabetização implementada por esse ministério. Acompanhado do professor Paulo Freire, que fez uma exposição sobre seu método de ensino, o governador debateu a implantação do Plano Piloto de Alfabetização, em presença da secretária de Educação, Clésia Diniz, e do técnico do setor no estado.

No dia 1º de maio de 1964, a Assembléia Legislativa fluminense votou o impedimento do governador Badger da Silveira e do vice-governador João Batista da Costa por considerá-los comprometidos com o governo deposto. Em 3 de maio, após aprovação pela Assembleia estadual da reforma do regimento interno e da emenda constitucional, o general Paulo Torres e o deputado Simão Mansur, líder da oposição durante o governo Badger da Silveira, foram eleitos respectivamente governador e vice-governador do estado do Rio, eleição por via indireta.
Badger Silveira, Renés Ferraiolo Silveira e os filhos José Roberto, Ana Maria, Maria Luiza e José Luis (gêmeos), Maria Cristina, Badger, José Fernando e Maria Tereza. Foto de 1962. Acervo de Ana Maria Silveira



Por ter seus direitos políticos cassados abandonou a vida pública. Beneficiado pela anistia decretada em 1979 foi aposentado em julho de 1981 no cargo de conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado.

Badger da Silveira faleceu em 09 de maio de 1999, no Hospital Adventista do Rio de Janeiro, aos 83 anos, de insuficiência cardíaca. Completando 17 anos de sua ausência, Badger Teixeira da Silveira é lembrado como um dos homens mais ilustres da política do estado do RJ e personalidade Bonjesuense merecedora de honra.



Badger Teixeira da Silveira tem seu nome e vive na história de Bom Jesus do Itabapoana. Em agosto de 2016 foi inaugurado o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, mais um passo para que o nome desse ilustre político fique definitivamente gravado na memória de Bom Jesus do Itabapoana. No dia 17 de agosto de 2019, foi lançado um livro de memórias de Badger Silveira, além de um livro de crônicas de Ana Maria Silveira, filha do ex-governador. No dia seguinte, foi inaugurado, no distrito de Calheiros, a Praça Três Irmãos, em homenagem a Badger, Roberto e Zequinha Silveira. No final de 2020, a prefeitura municipal inaugurou, na Praça Governador Portela, um busto em homenagem a Badger Silveira, colaborando ainda mais para o resgate da rica trajetória do ex-governador.

Badger Teixeira da Silveira vive!


As informações aqui contidas são fruto de pesquisas sobre a história política de Badger Teixeira da Silveira, em materiais disponíveis na internet em especial os citados abaixo, arquivos históricos e entrevistas do ‘Jornal O Norte Fluminese’ a familiares e cidadãos bonjesuenses.





segunda-feira, 10 de maio de 2021

O exemplo de um Maestro e as crianças da Lira Operária Bonjesuense

Asaf, 10, Maestro Nilo Rodrigues, Emily, 9, Lavinnya, 12, e o pai Luís Fernando Rodrigues Aureliano, na sede da Lira Operária Bonjesuense



Nilo Rodrigues Oliveira, maestro e presidente da Lira Operária Bonjesuense, nasceu no dia 02/10/1933, em Bom Jesus do Norte/ES. 

Os nomes dos seus pais são Pedro Rodrigues de Oliveira e a italiana Amélia Bartolomeu Pira. Os avós paternos são Pedro Rodrigues de Oliveira e Maria de Jesus Rosa. Os avós maternos são os italianos Bartolomeu Pira e Davina Serra. São 6 os filhos com a saudosa Anésia Teixeira de Oliveira: José Luís, Pedro, Nilo Antero, Maria Amélia, Maria Cristina e Héliton. "Héliton tem contato com a música desde os 7 anos de idade, e sempre esteve ligado à Lira. Hoje, já formado, entende tudo de música e me substitui como maestro, quando estou ausente", explica.

Nilo possui 5 irmãos: Maria, Humberto, Maria Amélia, Aurelina e Nair.

O primeiro instrumento musical que aprendeu tocar foi uma sanfona, quando tinha cerca da 12 anos, e morava na zona rural conhecida como Barra do Ribeirão Alegre. Com 17 anos, já animava eventos com sua sanfona. Posteriormente, teve, como mestre, o Professor Bastião, regente da Lira Operária, que formou uma geração de músicos.  Ingressou então na agremiação em 1952, estando na mesma até hoje, com muito idealismo e dedicação. Quando era jovem, estudou no Grupo Escolar Pereira Passos.

Ao passar a dar aulas, na Lira, teve de comprar livros e, para se aperfeiçoar, acabou se tornando autodidata.

Desde 1982, é maestro e presidente da Lira, chegando, com sacrifício, a investir recursos próprios para mantê-la funcionando.

No dia 9 de julho de 1999, organizou uma grande festa onde inaugurou, na sede da entidade, os retratos dos fundadores da Lira.

Nesta época de pandemia, Nilo não mede esforços para ensinar música, na Escola da entidade, a três irmãos: Emily, 9, Asaf, 10, e Lavinnya, 12, filhos de Luís Fernando Rodrigues Aureliano e Cinthia de Souza do Nascimento.

Bom Jesus confirma, assim, a tradição de amor à música, onde os pais fazem questão que os filhos aprendam a tocar instrumentos musicais, e, por outro lado, há sempre um maestro pronto a dar uma resposta positiva. Esse é um diferencial que distingue nosso município de outros.

Nilo deixa uma mensagem para as novas gerações: "Procurem a Lira Operária, que terão aulas gratuitas para aprenderem a tocar instrumentos musicais. Ninguém pagará nada, nem os cadernos utilizados na Escola!".

Nilo Rodrigues nos dá, portanto, uma grande lição de vida, gestando, aos 88 anos de vida, a nova geração de músicos da Lira Operária Bonjesuense, em uma linda mescla de passado e presente, apontando para um futuro humanizado através da música.






Sede da Lira Operária Bonjesuense

(Extraído de espacoculturallucianobastos.blogspot.com)


O maestro Nilo Rodrigues Oliveira

Nilo Rodrigues e a Lira Operária em apresentação no Espaço Cultural Luciano Bastos


(Matéria com colaboração de Luís Fernando Rodrigues Aureliano)