domingo, 22 de julho de 2012

Café brasileiro com pão italiano de Calheiros


                         Francisco Ridolphi Degli Esposti com o filho Matias:"nasci no café"



Os italianos vieram para o Brasil, no final do século XIX, para atuarem principalmente nas lavouras de café.

Francisco Ridolphi Degli Esposti, morador da Fazenda Santa Rita, no distrito de Calheiros, é um dos descendentes das famílias Ridolphi e Degli Esposti que vivem do café. Neto de Cesário Degli Esposti e filho de Geraldo e Antônia Degli Esposti, é casado com Terezinha de Fátima Degli Esposti e possui 4 filhos: Maria Mabiani, 12 anos, Matias, 10, Jeanna Bernadete, 6, e Gabriela de Lourdes, 3.

                         Penha e Terezinha Degli Esposti: habilidade italiana na cozinha

"Nasci no café", diz ele, enquanto vai preparando o café colhido, no terreiro, em frente à sua casa. Explica que, há cerca de um ano, passou a integrar o projeto "Bule Cheio", do Ministério da Agricultura, o que fez com que "aumentasssem a produção e a qualidade do café. Ano passado a colheita foi pequena, mas cresceu bem este ano e tenho boa perspectiva para o próximo ano. Antigamente não fazíamos a análise do café, mas agora mudamos até a  técnica de plantio, com bons resultados".

                               Maria Ridolphi: matriarca e mestra da culinária italiana

A reportagem de O Norte Fluminense adentrou, então, na residência da matriarca Maria Ridolphi, filha de Prudência Capacci e do italiano Fernando Ridolphi,  para provar o café ali produzido, assim como o autêntico pão italiano.

Conta-se que os deuses quando ofereciam o ambrósio (manjar dos deuses) a algum humano, este, quando o experimentava, passava a ter uma sensação de extrema felicidade.

Pode-se conjecturar, assim, após a degustação do café e do pão preparados por Terezinha e Penha Degli Esposti, orientadas por Maria Ridolphi, que os deuses ensinaram a esta um segundo alimento: o pão italiano da Fazenda Santa Rita.

                                              Pão italiano da Fazenda Santa Rita

Biblioteca Comunitária de Rosal


                             Sede da Biblioteca Comunitária Augusta Ferreira Dutra 


Há cerca de de dois anos, Valtair Dutra de Aguiar do Amaral teve uma ideia de criar uma Biblioteca Comunitária no distrito de Rosal. A ideia acabou se tornando uma realidade no dia 14 de julho de 2010, quando ela abriu as portas de sua casa, na rua principal do distrito, para receber em dois cômodos, livros e brinquedos para uma brinquedoteca.


                                             Valtair e a Biblioteca Comunitária




Conta Valtair que "não gastei um centavo. Com o apoio da ONG Crescendo Feliz e Um Pé na Biblioteca, consegui os livros. Além disso, a psicóloga Vânia Alt é uma voluntária no trabalho com as crianças que aqui comparecem, o que fortalece o nosso trabalho. O único apoio que tive da Prefeitura foi em relação ao transporte dos livros e dos brinquedos para cá".


                                                      A brinquedoteca



O nome da Biblioteca foi dado em homenagem à sua mãe: "Augusta Ferreira Dutra". Ressalta Valtair, com satisfação, que " a Biblioteca está aberta sempre às 2as, 4as e 6as feiras, das 14h30min às 17h30min. Além disso, nós damos cursos de corte e costura, tricô, crochê, brolha e de trabalhos manuais. Há jovens ganhando dinheiro com as habilidades que aprendem aqui".


                                          Valtair e o pônei: alegria das crianças



Valtair abre a porta que dá para o quintal, e nos deparamos com uma área de plantação e de criação de pôneis: "as crianças adoram. Quando abro a porta da frente, estou na cidade, quando abro a porta dos fundos, estou na roça", exclama.

A força que move Valtair, contudo, vem de dentro: "Foi Deus que colocou no meu coração", finaliza.

sábado, 21 de julho de 2012

Família Seródio: dos Açores para Bom Jesus do Itabapoana


                  Lucinha Seródio e o Museu da Imagem, em Pirapetinga de Bom Jesus


Não foram apenas a família Teixeira de Siqueira e Padre Mello que vieram do Arquipélago de Açores para Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Consta do Museu da Imagem do distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, fundado em 1976 e mantido por Norberto Seródio Boechat e Maria Lúcia Seródio Boechat, um elucidativo brasão da família Seródio com alusão a Açores.



                             Brasão da Família Seródio no Museu de Pirapetinga


 
A partir desta constatação, O Norte Fluminense entrevistou, por telefone, o médico e historiador Norberto Boechat., que assentou que "os ascendentes da família Seródio vieram da Ilha de São Miguel, do Arquipélago de Açores, para a região no final do século XIX e se estabeleceram inicialmente em uma fazenda de Itaperuna (RJ), onde foram trabalhar como braçais. Ocorre que, como tinham vocação para o comércio, acabaram prosperando, adquirindo posteriormente propriedades".

Segundo, ainda, Norberto, "Manoel Seródio se tornou uma das pessoas mais ricas de Bom Jesus", salientando que " o médico Nino Seródio esteve recentemente na Ilha de São Miguel  e localizou o registro de casamento dos nossos antepassados", pontuou.

 
Médico e Historiador Norberto Seródio Boechat

                                                     
 
O Norte Fluminense localizou e  entrevistou Nino Seródio, que assinalou que esteve no mês de março passado, juntamente com seu irmão Jacinto, no Portugal continental e, posteriormente, no Arquipélago de Açores, pesquisando sobre os documentos dos seus antepassados: "Estive mais precisamente na Ilha de São Miguel. Nesta ilha há várias cidades. Ponta Delgada é como se fosse a capital da ilha e é o local onde Padre Mello nasceu. Estive também na localidade de Povoação, onde meus antepassados nasceram, e onde ocorreu a primeira chegada de povoadores da Ilha, no século XVIII. Consegui a certidão de casamento do bisavô do meu bisavô", exclama orgulhoso.


Nino Seródio finalizou a árvore genealógica da família desde o século XVIII, graças aos apontamentos existentes na Igreja Católica em Portugal. A paixão pela pesquisa histórica dos antepassados é tão grande que ele já programou o retorno à Ilha de São Miguel ainda neste ano: "pretendo voltar ao Arquipélago de Açores no mês de setembro e estou confiante em conseguir, entre outras informações, a certidão de nascimento do Padre Mello", exclamou.

Seguem fotos e texto divulgado para comemorar os 160 anos de nascimento de Joaquim Vieira de Seródio e Maria da Conceição.



                              Povoação, Ilha de São Miguel, Arquipélago de Açores  



                       Monumento ao descobrimento da Ilha de São Miguel em Povoação



                                                    Praça em Povoação




Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus em Povoação, onde foram batizados: o trisavô Antonio Vieira Seródio, o bisavô Joaquim Vieira Seródio e Manoel, Maria, José e Jacintho Vieira Seródio


                            Foto de Jacintho Vieira Seródio e Laudelina Frias Seródio





Padre Otávio (C), vigário da Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus em Povoação, entre Jacinto (E) e Nino Seródio



Nino Seródio e o monumento ao descobrimento de Ponta Delgada (terra de Padre Mello)


Moacir, Maria Seródio, Filinha (Amélia) com a menor Nísia Seródio, Manoel Seródio, Alziera Seródio, Alice Seródio e Padre Mello, no batizado de Maria Francisca, na Igreja Matriz de Bom Jesus do Itabapoana, em foto de 1937


Dos Açores ao Brasil

                             Uma História a Contar

            Era dezembro de 1889, chegava ao Brasil um casal de açorianos da Ilha de São Miguel o Sr. Joaquim Vieira Seródio e Sra. Maria da Conceição, ambos com 38 anos. Ele - natural de Conselho da Povoação, ela - natural da Freguesia de Salga. Na povoação na igreja Nossa Senhora Mãe de Deus, batizaram seus primeiros filhos: Manoel, Maria, José e Jacintho. No Brasil nasceram Augusto e Jovelina.

            Na esperança de uma vida melhor, o casal atravessou o Atlântico e iniciou a jornada de vida como lavradores na fazenda São Domingos, Itaperuna, noroeste fluminense. Mais tarde foi trabalhar na comunidade de Alto Calçado.

            Com as economias, fruto de trabalho e dedicação intensos, fixou residência, adquirindo terras na Vargem Alegre, hoje Pirapetinga de Bom Jesaus, e Barra do Pirapetinga, no município de Bom Jesus do Itabapoana, tendo Joaquim se tornado comerciante. Seus filhos, já crescidos, foram testemunha e parceiros desse desenvolvimento.

            Suas vidas continuaram com muito trabalho, dignidade e pró-atividade. Os filhos casam-se e os netos vem abrilhantar nossos desbravadores, além de crescerem tendo os pais e avós como exemplos a serem seguidos como modelo de vida e luta. Assim, iniciou-se uma nova geração da família Vieira Seródio no Brasil.

            O filho Manoel casou-se com Maria da Luz de Frias, portuguesa da Ilha da Madeira,e foram abençoados com Oliveiro, José, Maria, Amélia, Alzira, Alice e Alda. O filho Jacintho casou-se com Victalina. Desta união vieram Antônio, Maria, José e Manoel. Quando viúvo, Jacintho casou-se com Laudelina de Frias, portuguesa natural da Ilha da Madeira, e outros filhos enriqueceram seus lares: Iracema, Homero, Amélia, Jary e Moacyr.

            O filho Augusto casou-se com Geraldina - nasceram Abílio, Joaquim, Maria, Tereza, Manoel, Antônio e Francisco. A filha Jovelina casou-se com Diomar Franklin, farmacêutico em Santo Antonio – tiveram duas filhas: Maria da Penha e Luzia.

            Hoje, os VIEIRA SERÓDIO tornaram-se uma família tradicional em Bom Jesus do Itabapoana e arredores. Nossos amados e inesquecíveis desbravadores contribuíram para o desenvolvimento desta região, entre várias outras, com filhos cidadãos dignos e integrados na história de Bom Jesus, com trabalho e estudo.

           Os Vieira Seródio estão, hoje, entre os Professores, Religiosos, Comerciantes, Médicos, Músicos, Pecuaristas, Advogados, Bancários e Artistas entre várias profissões essenciais em nossa sociedade, inclusive exercendo mandatos na Administração Pública.

            Essa história não pode ser esquecida. Aos descendentes Joaquim Vieira Seródio e Maria da conceição – passado de muito trabalho e glórias; exemplos de vidas – a homenagem de seus filhos, netos, bisnetos, trinetos, tataranetos, pentanetos, hexanetos, além dos amigos da nova terra, que muito os admiram.

            Centésimo sexagésimo aniversário de nascimento de Joaquim Vieira Seródio e Maria da Conceição.

Bom Jesus do Itabapoana, agosto de 2012.

Família Vieira Seródio




 

domingo, 15 de julho de 2012

Projeto Portinari: construindo o futuro


              Olavo Pereira Amil: "se eu fosse Portinari, iria pintar as florestas e os animais"


O Projeto Portinari, desenvolvido pelo filho do famoso pintor brasileiro, João Cândido Portinari, veio a Bom Jesus do Itabapoana através de uma articulação local entre as Secretarias Municipais de Educação e Cultura e o ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos) - www.espacoculturallucianobastos.blogspot.com - e plantou sementes para o amanhã.

A exposição "O Brasil de Portinari", apresentando réplicas de quadros de Cândido Portinari, ficou aberta pra o público de 15 a 29 de junho de 2012 no ECLB. Nesse período, mais de mil visitantes tiveram oportunidade de conhecer um pouco mais da vida e obra de um dos maiores mestres das artes visuais no Brasil.

Professores e alunos de 21 escolas da região passaram pelo local, conhecendo essa importante ação de difusão do conhecimento da arte realizada pelo Projeto Portinari.

O estudante Olavo Pereira Amil, de 10 anos, da Escola Municipal Liberdade, do distrito de Carabuçu, disse que gostou da apresentação dos monitores: "eles explicam bem e a gente aprende mais rápido.  A tela que eu mais gostei foi a do 'menino brincando de pião'. Se eu fosse Portinari, contudo, iria pintar as florestas e os animais", assinalou. As professoras Vilma de Oliveira Sabino e Ercilene Pessanha acompanharam a turma e disseram que "os alunos se prepararam para a Exposição, fazendo estudos e redações sobre Cândido Portinari".
São projetos como este que criam as condições para que os jovens se tornem melhor do que eram. Que venham, portanto, outros projetos como este!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

DORCAS DE PAULA toma posse no ILAC





                                    A poetisa e artista plástica Dorcas de Paula
 


O ILAC  (Instituto de Letras e Artes de Carabuçu), fundado no dia 09/12/1995, promoveu no dia 30 de junho passado, nas dependências da Escola Municipal Liberdade, no distrito de Carabuçu, a posse da poetisa e artista plástica Dorcas de Paula Vieira, que passou a ocupar a cadeira no. 18, patronímica de Maria Joaquina Sabino, conhecida como Maria Chebé.

A solenidade foi dirigida pelo presidente da entidade, Rubens Soares Oliveira, e secretariada pela dra. Nísia Campos que é também a presidenta do do ILA (Instituto de Letras e Artes Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo).




                                   Rubens Soares Oliveira, presidente do ILAC




O presidente apresentou a nova confreira, que nasceu no dia 24/10/1928, filha de José Francisco de Paula e Sebastiana Maria de Paula. Jorgete de Paula Souza Monteiro é uma sobrinha da homenageada, querida como uma filha, que além de professora é presidenta da ONG OMDA(Organização Movimento das Águas). 

 
Dorcas estudou, na época de primário, com o desembargador Antônio Izaías da Costa Abreu e soube desenvolver suas qualidades de poetisa e de artista plástica, sobressaindo-se também na arte de ser uma "mãezona", a conselheira que tem para todos uma palavra de estímulo para a luta, para a perserverança na vida e para a fé, características que sempre nortearam a vida da nova membro do ILAC.



              Coral Canto de Esperança dirigido pela professora Neyde de Souza
 

Apresentaram-se, durante a solenidade, o Coral Canto de Esperança, coordenado pela professora Neyde de Souza, com participação da professora Elaine, do Instituto de Menores Roberto Silveira, e as cantoras gospels Liliane e Delva, que emocionaram a homenageada.

Ao final, Dorcas agradeceu a todos pela homenagem, que contou com a presença de familiares e inúmeros amigos.

Um coquetel foi servido pelos familiares de Dorcas, a quem O Norte Fluminense rende também suas homenagens pela importante obra desenvolvida, assim como pelo exemplo de vida que é para todos e, em especial, para as novas gerações.


                                              Obras de Dorcas de Paula

 

A AMÉRICA LATINA SOMOS TODOS NÓS






Espaço Cultural Luciano Bastos, Bom Jesus do Itabapoana (RJ), Brasil (www.espacoculturallucianobastos.blogspot.com)

10 de Agosto de 2012

Programação

9h -Abertura – Arte musical
      -Exposição “A América Latina somos todos nós”
      -Abertura da Exposição Pablo Neruda no Brasil
      -Exibição de vídeos - Carlos Pronzato – Cineasta argentino
         -Clipe Soneto VII de Pablo Neruda - Diretor: Jiddu Saldanha

10h – Mesa Redonda  “Eu vejo o outro em mim” - Auditório
           O olhar que fazem entre si os povos latinoamericanos

Francisco Rivero – Artista Plástico cubano
Carlos Pronzato – Cineasta argentino
Marcelo Gantos – Historiador argentino – UENF
Bolívar Almeida –  Prof. História
Mediador: Gustavo Gomes Lopes– Prof.História IFF Campos

11h:30min – Intervalo
- Exibição de vídeos - Carlos Pronzato – Cineasta argentino

14h – Mesa Redonda “A Língua de Camões e Cervantes
também nos une”. A Importância das línguas faladas na América Latina

Adela Figueroa – Artista plástica cubana
Gabo Sequeira – Trovador argentino
Felipe Aranda – Trovador chileno
Ilen Cruzcantora cubana
Mediadora: Maria Célia Cardoso de Lira -  Profa. de Espanhol IFF Itaperuna (RJ)

16h – Apresentações Artísticas – Pátio interno

Gabo Sequeira – Trovador argentino
Felipe Aranda – Trovador chileno
Pablo Fernandez – Trovador argentino

17h – Encerramento


Patrocínio: Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Superintendência de Museus.




Colégio Padre Mello e Cia de Teatro América Latina: parceria que deu certo


                                              

A Cia de Teatro América Latina realizou 3 apresentações da peça Cindi Cinderela, no auditório do Colégio Estadual Padre Mello, nos dias 21, 22 e 23 de junho, a partir das 19 h, mostrando que a parceria com o Colégio Estadual Padre Mello constitui uma alternativa importante para a sociedade bonjesuense.

Deve-se, assim, parabenizar a diretora Edma Azevedo que acreditou nos jovens artistas, abrindo as portas do educandário para o teatro, assim como o líder comunitário André Luis que não mediu esforços no apoio à Cia de Teatro, que foi apoiada, também, pela Sorveteria SOL E NEVE e pela Secretaria Municipal de Cultura, através da diretora Martha Salim.

2a. Oficina Literária do ECLB: revelação de poetas




A 2a. Oficina Literária do ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos), intitulada "DRUMMOND NO MEIO DO CAMINHO", ministrada pelo Professor de Literatura e de Língua Portuguesa, ator e autor Adriano Moura, de Campos dos Goytacazes (RJ), superou as expectativas, levando os participantes a se sentirem motivados a se dedicarem à literatura e criarem poesias.

Segundo Moura, Carlos Drummond de Andrade  pertenceu à geração de modernistas  da década de 1930, rompendo com as regras dominantes e escrevendo poesias sem métricas, sem rimas e com repetição do uso de termos. Acentuou, por outro lado, que "fazer poesia não é fazer confissão dos sentimentos, mas realizar a transposição do que sentimos em uma linguagem que venha a ter um alcance universal. Drummond foi o maior poeta brasileiro, mas foi expulso da escola por contrariar as regras da gramática", assinalou.

O oficineiro fez a introdução à obra de Drummond através de suas poesias "Poemas de sete faces", "Balada do amor através das idades" e "No meio do caminho".

Os participantes foram levados a criar poesias e a realizar uma encenação teatral, com base em texto drummondiano.

Ao final, Moura assinalou que várias poesias escritas durante a oficina são de expressivo valor, o que indica a qualidade dos participantes e também a possibilidade de revelação de novos poetas.


A professora Eliane Costa de Almeida, da Escola Estadual Horácio Plínio, de Bom Jesus do Norte (ES), assinalou que "é com a literatura que iremos conseguir fazer o mundo ser melhor", registrando ainda a importância do ECLB para a região. Participaram também da oficina a professora Vilma Correia da Silva, do Instituto Estadual de Educação Éber Teixeira de Figueiredo e da Escola Estadual Roberto Silveira, os membros da Academia Bonjesuense de Letras Paulo Xavier e Tereza Cristina Lima Nazareth, o escritor Mateus Verdan, os atores da Cia de Teatro América Latina Bianca Gonçalves, Hudson Furtado, Moacir Neto, Hyago de Paulo, William Valadão, Matheus Di Oliveer, Isadora Chiesa, Auxiliadora Carvalho, Adriana Peixoto e a advogada de Cachoeiro de Itapemirim (ES), Lucília Stanzani, entre outros.





Oficina literária em Bom Jesus traz como tema a poesia de Drummond

                                                                  Mateus Verdan


Aconteceu na tarde do dia 23 de junho, sábado, no Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB), a 2a. Oficina de Literatura e Humanidades com o tema "Carlos Drummond de Andrade no meio do caminho", que trouxe para a população de Bom Jesus e cidades vizinhas o contato com este que é, talvez, nosso poeta de maior alcance. Figurado entre os cânones da literatura modernista brasileira, a escrita de Drummond, o mineiro de Itabira que quando jovem fora expulso do colégio em que estudava por insubordinação, está incorporada por uma universalidade atemporal presente nos seus versos perspicazes sobre os sentimentos e o cotidiano do homem-no-mundo. O evento foi conduzido pelo poeta, artista e professor de Língua Portuguesa Adriano Moura e teve como característica uma "pegada" leve cheia de bom humor. Por se tratar de uma oficina de literatura, foi pedido aos participantes que cada um deles escrevesse uma poesia, dando vazão à criatividade dos presentes. Além disso, foi proposto aos mesmos, que se dividissem em grupos e, assim, de improviso, encenassem as estrofes de "Poema de Sete Faces". Por tudo isso e muito mais, o ECLB firma-se a cada dia como lugar de destaque na difusão da cultura entre o povo de Bom Jesus do Itabapoana. Aguardamos com entusiasmo os próximos eventos.

                                                                                                                                                    

Uma casa diferente em Rosal





                                                      
                                                     O "museu" de Nilson


 Nilson Gonçalves Dias nasceu no distrito de Rosal no dia 10/11/1925. Ele é filho de Nelson Gonçalves Resende e de Iraci Fitaroni.

O avô de Iraci é o italiano Leopoldo Eusébio Fitaroni, que deu o mesmo nome a um dos filhos, que é o pai de Iraci.

Nilson possui 4 irmãos: Ismênia, falecida, Iranel, residente no Rio de Janeiro, e Nelcy.

A irmã Nelcy Gonçalves Padilha é casada com Francisco Padilha e possui 2 filhos: Vagner e Mariani. São três os netos: Guilherme, Pedro e Ana Clara.

Em pleno domingo do dia 1o. de julho passado, na rua principal, as portas do que parecia ser um comércio estavam abertas, com direito a caixa de som em funcionamento e várias gaiolas com canários belga. Como os móveis que estavam em seu interior indicavam ser antigos, a reportagem de O Norte Fluminense adentrou no mesmo e depois de 5 batidas de palmas, acabou sendo "recebida" por um cachorro.
 




                                                        Os irmãos Nilson e Nelcy

                                                        

Em seguida, surge Nilson. Indagado a respeito da idade do prédio, Nilson disse que teria "cerca de 100 anos". Perguntado ainda se ali seria um comércio, Nilson respondeu que antigamente fora uma loja de secos e molhados, mas que atualmente "é uma casa de bagunça, um museu sem nome", brinca.  Entre vários objetos antigos e fotos do Fluminense, Nilson diz que "gosto de ligar a caixa de som e colocar música. Gosto também de criar canários belgas, o que é permitido pelo IBAMA".

Nilson é casado com Alice Bartolazzi Gonçalves, cujos pais, Luis Bartolazzi e Claudineia de Souza Bartolazzi, nasceram no distrito de Calheiros. Possui 3 filhos: Nelson, Nedson e Neuza. São 6 os bisnetos: Amanda, Jean, Niceli, Willian, Rodrigo e Lívia. 

                                 Claudineia de Souza Bartolazzi e Luís Bartolazzi


Para lembrar dos nomes dos dois bisnetos, Nilson faz uma pausa: "preciso de uma pequena dose de cachaça", graceja. Sai da recepção, retorna e diz: "Bernardo e Miguel".

Nilson diz, ainda, que "fui juiz de paz durante 38 anos, sem receber um tostão". Em seguida, nos mostra algumas fotos da família e finaliza: "Coloca aí no jornal que foi Nelson Gonçalves Resende, meu pai, quem suspendeu a mina de água que hoje é utilizada pelo povo de Rosal", diz orgulhoso.

Funcionários do Hospital São Vicente de Paulo anunciam greve








Decisão judicial mantém oxigênio. Fornecimento fora paralisado por dívida de R$400.000,00



A esperança que tomou conta da sociedade com as novas diretrizes anunciadas pelo presidente do Hospital, dr. CELSO RIBEIRO, em abril passado, foram pouco a pouco, dando espaço à desilusão, que se iniciou com o anúncio da terceirização dos serviços do tomógrafo do Hospital, em que dois funcionários do nosocômio tornaram-se empresários, repassando para o HSVP apenas 20% dos valores obtidos com a prestação do serviço.

Por outro lado, segundo o presidente do Sindicato dos funcionários do Hospital, WALDIR BATISTA MOTTA, os trabalhadores "estão revoltados e anunciam paralisação. Embora tenhamos recebido o salário do mês de abril, estamos sem receber os meses de maio e junho. Considerando que até o momento não há produtividade para o SUS, será impossível recebermos os salários futuros, e do jeito que as coisas caminham, vamos voltar a ficar com seis meses de salários atrasados, novamente".

O dirigente sindical assinalou ainda que "o presidente do Hospital anunciou a chegada de 14 médicos para o mês de junho, mas isso não ocorreu. Solicitamos uma conversa com a direção para evitar o movimento paredista, mas até agora a direção do Hospital não nos recebeu. A greve no Hospital está por um fio", salientou.


SINDICATO: " POR QUE NÃO SE PUNE UM RÉU CONFESSO?"


 WALDIR BATISTA aproveitou para questionar o fato de um ex-funcionário do Hospital ser réu confesso em crime contra o nosocômio e, passados quase dois anos, não ter sido ainda punido: " É muito triste a situação. Crimes como esse quase fizeram fechar o Hospital, afetando toda a sociedade e atingindo os funcionários, mas até hoje não há nenhuma punição. Como pode ser isso?", indagou o sindicalista.

Não se tem notícia, outrossim, de qualquer ação civil aforada pelo Hospital para reparar o dano causado pelo ex-funcionário ao nosocômio.
 



De acordo com uma fonte do Hospital, a empresa White Martins cortou o fornecimento de oxigênio para o Hospital e não pretende voltar a fazê-lo. A dívida do Hospital com a empresa giraria em torno de R$400.000,00. Segundo ainda esta fonte,  a empresa continuará a fornecer oxigênio para o Hospital por 4 meses, devido a medida judicial.

Na esteira da crise do Hospital, o fato de o nosocômio possuir 2 certidões negativas junto ao INSS impossibilitou que o tradicional Instituto de Menores Roberto Silveira renovasse convênio com a FIA (Fundação da Infância e Juventude), fazendo com que fossem demitidos no final de junho 10 funcionários, entre os quais uma psicóloga, uma assistente social, professora de dança e professora de reforço. É o que relatou ao O NORTE FLUMINENSE a professora NEYDE DE SOUZA. Professora de coral, ela informou que, apesar disso, pretende continuar a fazer seu trabalho no Instituto, de forma voluntária, "colaborando para que os jovens possam ter dias melhores em suas vidas".




NOVAS INSTALAÇÕES DO POSTO DE URGÊNCIA

Posto de Urgência retornou ao local onde funcionava anteriormente


No dia seis de julho a Prefeitura Municipal e o Hospital São Vicente de Paulo festejaram as novas instalações do PU (Posto de Urgência), que retornou ao local onde funcionava anteriormente.

Na oportunidade, o Secretário Municipal de Saúde, dr. FRANCISCO ASSIS, informou que a mudança do PU ocorreu a partir da exigência da vigilância sanitária estadual em relação ao espaço do laboratório. Salientou, ainda, que a Prefeitura está repassando "R$100.000,00 (cem mil reais) mensalmente ao Hospital" e assumindo o "pagamento de obstetra 24 horas por dia e contratando anestesistas para os casos necessários".

O Secretário assinalou, outrossim, que "a sala de estabilização, onde ficam os pacientes graves, já está montada, mas terá, em breve, funcionamento pleno".

O administrador do Hospital, ALEXANDRE CARDOSO, que representou o presidente do nosocômio,  disse que "a caminhada é difícil", mas possui esperança de que "o Hospital volte a ser referência na região".

PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTAS



O associado André Luis aguarda respostas aos requerimentos




Dois meses se passaram do requerimento feito por ANDRÉ LUIS DE OLIVEIRA ao presidente do Hospital, dr. CELSO RIBEIRTO, solicitando ao mesmo três informações, e até o fechamento desta edição, continua sem respostas.

ANDRÉ LUIS é associado do Centro Popular Pró-Melhoramentos, entidade responsável pelo Hospital São Vicente de Paulo e pelo Instituto de Menores Roberto Silveira, tendo protocolado no dia 30 de abril passado três requerimentos solicitando: a) "cópia da Prestação de Contas do período de março e abril de 2012"; b) "esclarecimentos a respeito da liberação por parte do Conselho Deliberativo no sentido de tomar empréstimo de 1 milhão de reais junto ao Banco Itaú. O que foi feito com tal dinheiro?"; c) "informações acerca da contribuição ao INSS dos servidores. Está sendo feita?" 




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Fazenda do Jacó: um patrimônio histórico em Carabuçu


                        Fazenda do Jacó, do início do séc. XX, parcialmente reformada


Orlando da Silva Pereira, 58 anos, é um dos proprietários da Fazenda São João Batista, que divide com 12 herdeiros, e é conhecida como Fazenda do Jacó, localizada no distrito de Carabuçu, em Bom Jesus do Itabapoana. Casado com Maria Cristina Boniolo Pereira, ambos nasceram na região. Orlando é descendente de portugueses, enquanto Maria Cristina é descendente de italianos que se fixaram inicialmente em Minas Gerais.





                                 Orlando e Maria Cristina no interior do casarão



Possuem 3 filhos: Washington, Danilo e Daniela Boniolo Pereira (os dois últimos, gêmeos). São 2 os netos: Orlando e Hugo.


Explica Orlando que o nome de Jacó se deve ao português Jacó Furtado que desbravou a área e construiu a fazenda: "Jacó abriu enormes áreas de mata na região nos idos de 1870. A fazenda foi sendo transmitida às novas gerações, e eu sou da última", arremata.


                                                      A avó Maria Adelina




                                       João Pereira de Azevedo, tio de Orlando






Uma pequena ponte que dá acesso à Fazenda, foi construída há cerca de 20 anos.



                                       Ponte que dá acesso à sede da fazenda


"A antiga sede da fazenda, da qual não há vestígios, estava localizada em outro ponto, onde os escravos também ficavam alojados", explica Orlando.


                        Tulhas da Fazenda do Jacó: verdadeiros museus na zona rural





O atual casarão, contudo, foi construído, segundo Orlando, nos idos de 1910, e mantém relíquias da época. Uma das preciosidades constitui o que Orlando chama de "parafuso da engenhoca, uma das peças do tempo dos escravos. Colocava-se um pau na abertura inferior, que imprensava a massa de mandioca, para fazer farinha de trigo e polvilho. Na fazenda havia um moinho para fazer fubá, que era dado para a criação. Havia ainda uma turbina, um gerador e um debulhador de milho. Moía-se cana, fazia-se rapadura, açúcar batido e melado", explica.



                                  Casa de Engenho da Fazenda do Jacó: uma relíquia 

                       


                                             "Parafuso da engenhoca"


 

 
Conta Orlando que seu pai chegou a emprestar o tronco onde os escravos eram torturados, mas o objeto não foi devolvido à fazenda.






                                                 Porão da Fazenda do Jacó







Orlando admite um desejo: "Eu queria conservar o patrimônio histórico que está na fazenda, mas nós, na roça, temos pouca ajuda do governo. Se eu pudesse, eu reformaria tudo, para preservar a memória dos antepassados".



                Washington, filho do casal, e o chuveirão do Bar do Jacó, ao lado da fazenda





             Orlando e Maria Cristina: luta difícil para preservar o patrimônio histórico