terça-feira, 12 de dezembro de 2017

domingo, 10 de dezembro de 2017

MATÉRIAS DE O NORTE FLUMINENSE REPERCUTEM EM PORTUGAL







Matérias publicadas no jornal O Norte Fluminense e em seu blog têm repercutido em Portugal. Um dos exemplos é o site Azorestoday.com. O interesse de Portugal em nossas reportagens se baseia nas notícias relativas a Padre Mello, açoriano da Ilha de São Miguel, considerado um dos gênios da civilização e da cultura, que chegou em Bom Jesus do Itabapoana no dia 18 de junho de 1899, e aqui ficou até o dia 13 de agosto de 1947, data de seu falecimento. Nosso jornal lançou, também, no ano passado, por ocasião dos festejos de comemoração dos 154 anos do pároco português, um importante site com poemas e fatos relacionados com Padre Mello. Ele tem sido acessado em todo o mundo no seguinte endereço: https://sites.google.com/site/padreantoniofranciscodemello

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Festa do Cristo Rei resgatou memória de Padre Mello Foi concluída hoje a tradicional festa de Cristo Rei, na Capela localizada no Monte Calvário. Segundo o historiador Antonio Soares Borges, …
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Padre Mello e o burro de Varre-Sai




Fonte: https://sites.google.com/site/padreantoniofranciscodemello/7-obras/poesias---cronicas---discursos---outros/burro-douto

Quando Pe. Mello, açoriano oriundo da Ilha de São Miguel (Arquipélago dos Açores/Portugal), e considerado um dos gênios de nossa literatura, deslocou-se de Bom Jesus do Itabapoana (RJ) a Varre-Sai (RJ), nos idos de 1915, observou, próximo à Igreja São Sebastião, um burro amarrado em frente a uma farmácia. Surgiu daí o soneto "Burro Douto", que foi publicado, com grande repercussão, no mesmo ano, no prestigiado "Cachoeirano", jornal de Cachoeiro de Itapemirim/ES. Veja em: 
https://sites.google.com/site/padreantoniofranciscodemello/7-obras/poesias---cronicas---discursos---outros/burro-douto.

 Igreja de São Sebastião, em Varre-Sai (RJ)
                            







No prédio, ao fundo, funcionou a farmácia em frente da qual foi amarrado o burro, circunstância que serviu de inspiração a Pe. Mello

No prédio centenário funciona a Secretaria de Turismo



                              Padre Mello foi o segundo pároco de Varre-Sai, exercendo concomitantemente suas funções com a paróquia de Bom Jesus do Itabapoana, entre 1916 e 1924


























O namorado eterno de Havana



SEGUNDO diria o escritor argentino Jorge Luis Borges da sua própria, Eusebio Leal Spengler acredita que sua vida se iguala em pobreza e em riqueza à de Deus e à de todos os homens. Encarna um dos seres humanos mais brilhantes que pariu Cuba e diz que é filho de seu tempo e como filho de seu tempo, guarda uma montanha de lembranças.
As mesmas lembranças que fazem com que lembrar seja «talvez o maior privilégio de nossa espécie». Os que lembram como ele chegou a ser doutor em Ciências Históricas da Universidade de Havana. Os que explicam sua formação autodidata e todos os títulos honoríficos que lhe deram depois de completar 60 anos. «Minha última atividade escolar foi na última série do primário. Como tive uma adolescência e juventude incertas, fui bacharel e universitário através de exames», rememora o também especialista em Arqueologia.
As lembranças que impedem que esqueça que quanto teve foi bem havido. Os que gravaram sua pós-graduação na Itália, seu mestrado em Estudos sobre a América Latina, o Caribe e Cuba e suas responsabilidades como deputado do Parlamento cubano, embaixador de Boa Vontade da Organização das Nações Unidas ou diretor do Museu da Cidade de Havana.
As lembranças que o viram assumir as obras de restauração do antigo Palácio dos Capitães-Generais, o Governo da Cidade, a Fortaleza de San Carlos de La Cabaña e o Castelo dos Três Reis do Morro. Os que permitiram que as antigas muralhas e o sistema de fortificações para a defesa de Havana foram inscritos no índice do Patrimônio Mundial da Humanidade.
As lembranças que o converteram em historiador de Havana, responsável pela rede de Gabinetes do Historiador e Conservador das cidades patrimoniais de Cuba e presidente de Honra da Sociedade Econômica de Amigos do País. Os que o viram escrever uma dúzia de livros, ensaios, prólogos e artigos sobre história, arte, restauração e outros temas. Os que fizeram com que tivesse excelentes relações com importantes personalidades, organizações e instituições educacionais, culturais e científicas do planeta.
Ao se referir ao desenvolvimento do turismo como fenômeno não somente econômico, mas também cultural — que sempre fala como um pai fala a um filho, com voz clara e pausada —, afirma que quando um povo perde a memória, perde tudo. Daí, a importância da restauração, de não omitir que apenas com decisão pode conseguir-se algo, de entender que em um hotel, «desde o camareiro até a balconista, projetam para fora uma imagem que não é apenas sua imagem, mas a do país».
De acordo com o historiador: «Nenhum processo de desenvolvimento que prescinda da cultura pode prosperar. O que mais me impressiona da Ilha, particularmente de Havana e seu Centro Histórico, e da rede de cidades patrimoniais, é o caudal acumulado de patrimônio de memória e de pedras, tradições, que são um dos elementos mais interessantes para a opção Cuba na área turística».
Falado de outra maneira, o mais significativo é «esse movimento humano que vem de toda parte para escolher não somente paraísos circunstanciais, areias preciosas, lugares da natureza que ver e preservar, mas também um diálogo direto com os cubanos e com sua criação, especialmente com Havana, que um grande jornalista norte-americano chamou de Roma Americana».
Visto que, em 2019, Havana completará 500 anos de fundada, indica o discípulo de Emilio Roig, seu meio milênio a coloca entre as primeiras cidades fundadas pelos europeus no Novo Mundo e em Cuba somente precedida por cidades como a Assunción de Baracoa ou San Salvador del Bayamo, que são patrimônios nacionais. Também, sucede às fundadas na Hispaniola, onde o próprio Cristóvão Colombo, de maneira simbólica, construiu o primeiro assentamento hispânico nas Antilhas com as ruínas de sua nau.
Embora adore falar do que se faz pelo cuidado de Cienfuegos, Sancti Spíritus, Camaguey, Bayamo, Santiago de Cuba e Baracoa, o sábio Leal, sobretudo, pensa em Havana, nos anos que se precisam para demonstrar que o mais valioso, atraente da Ilha, junto à natureza, são suas belas cidades e particularmente «a misteriosa, proibida, às vezes, por muito tempo, inacessível, Havana, que todo aquele que a descobre fica apaixonado por ela, não apenas por seu conjunto arquitetônico, mas porque é um estado de ânimo».
Nas palavras do especialista, «a cultura cubana mostrou um sentido precursor muito elevado. Houve precursores e precursoras que lutaram para conseguir inscrever o patrimônio nacional cubano no universal. É impressionante que uma Ilha tão pequena tenha tantos locais do Patrimônio Mundial sob proteção. Aí se encontra Havana, que é uma espécie de plataforma que se projeta no porto, um lugar belo que se abre como um canal ou um saco».
Não há coisa mais bela, assegura o decano do Colégio de São Jerônimo, que ver que as pessoas podem praticamente dialogar com aqueles que estão na coberta de um cruzeiro quando chega a Havana, como em uma espécie de entrada a Istambul; ou que, como «Cuba é uma Ilha, que flutua no mar como um navio, se sairmos de noite ao beira-mar (Malecón) veremos os cubanos de frente para o mar, sentados no maior sofá que jamais foi construído, em um divã onde cantam, falam, bebem, porque tudo sempre veio do mar, os indígenas, os espanhóis, etc.».
Mas, como surgiu a ideia de repensar Havana para melhorá-la?
«Tenho que dizer, com franqueza, que quando começamos a trabalhar poucas pessoas acreditavam no que queríamos fazer. Eu era um guia do Ministério do Turismo e chamavam-me e me diziam: «vai chegar um navio com um grupo de aposentados alemães; outro dia, um importante visitante que se hospedará em tal hotel e é necessário que o senhor os guie». Preparei-me para falar a cada quem e tentar conquistar-lhe o coração, que é o que deve fazer um guia. Em nome disso, trabalhei com todos os guias, que formaram a escola, estabelecidos em um hotel precioso que está no coração de Havana Velha, o Sevilla. Dali, saíamos para percorrer esse vale de interessantes ruínas que é a parte antiga de Havana. Eu via, como muitos deles viam também que, colocando as mãos em tudo aquilo, poderia ser mudado».
«Compreendi que não era possível em uma cidade habitada realizar um processo de transformação sem fazer, ao mesmo tempo, um projeto social. Assim nasceram escolas de ofícios; nasceram infinitos postos de trabalho. Existiam então apenas alguns hotéis muito prestigiosos, como o Inglaterra, o mais antigo de Havana, que eram como faìscas viventes de atração, que se consideravam passadas».
«Contudo, havia que ter uma fé quase religiosa e eu a tenho, para conseguir que a restauração fosse possível, sem que tudo fossem hotéis. Se o encargo feito tivesse sido fazer de Havana a Disneylandia, teria sido fácil. Fazer um pequeno povoado latino-americano urbano, teria sido fácil. O difícil era integrar a escola, a casa, a comunidade; trazer de novo as pessoas à árvore sob a qual foi fundada a cidade e dizer-lhes: «mais uma vez, daqui, surgirá o renascimento da cidade».
«Hoje nos abrimos passagem perante uma imensa multidão de pessoas de todo o mundo que vêm a Havana. Os 90% dos que viajam a Cuba querem conhecer a capital e quando chegam percebem que o mais interessante da cidade, além de seus prédios, é seu pessoal. Podem entrar e sair a qualquer hora da noite, ir e vir, sem que isto não seja a visão lírica de uma cidade vivente».
«Quando a gente vai a Havana Velha, vê um monte de guindastes levantando os antigos hotéis onde moraram artistas, escritores, boxeadores, cineastas, romancistas, poetas, de todos os tempos. Vê um monte de novas obras e, junto a elas, as pessoas vão desenvolvendo também um projeto bem interessante de vida, que foi resultado de um processo muito complicado. Fazer com que concordassem muitas pessoas sempre é tremendo. Muitos fundam, mas poucos perseveram. O importante é perseverar. Essa foi nossa doutrina salvadora e assim conseguimos que os hotéis convivam com o teatro, a escola, a casa».
Quando começou a se concretizar profundamente a restauração de Havana?
«Em 1995, Fidel, sempre lembrado com gratidão por mim, convidou-me a acompa-nhá-lo a Cartagena de Índias, uma bela e irmã cidade de Havana, que fez parte também de um mar espanhol, absolutamente resguardado pelos grandes engenheiros militares italianos que, a serviço da Coroa espanhola, fortificaram Veracruz, Portobello, Cartagena, Havana».
«Enquanto sobrevoávamos o território colombiano, o Comandante-em-chefe me perguntou que podíamos fazer por Havana, onde em 1967 tinham iniciado os trabalhos na Praça de Armas. Eu lhe disse: «Consolide o princípio de autoridade e elabore um plano diretor, que permita prever o que está acontecendo hoje, o que acontecerá ama-nhã, o dia depois e além de nós. Não permita que isto se converta em lei morta, mas em consciência pública».
«Houve que tomar decisões ousadas. O hotel Gran Manzana, por exemplo, recém-aberto, levanta-se acima do lugar onde apareceu a Muralha, tal qual a arqueologia o determinou. Na entrada da Praça da Catedral está também enterrada a Muralha e ao lado, o Palácio do Arcebispo. Quando houve que desbaratar essa rua se deixou um caminho próximo aberto para que o arcebispo pudesse entrar a sua residência. Aquele subúrbio ruinoso se converteu, de repente, na cidade bela e o mais belo é que está habitada por famílias inteiras. Essas mesmas famílias se integraram ao nosso projeto de desenvolvimento, esforçaram-se e produziu-se um movimento que torna Havana um melhor lugar».
«A Praça Velha, por exemplo, era um estacionamento de carros e teve que ser destruído para poder reconstruir-se. Mas havia uma escola, com 500 estudantes do ensino primário, que não podiam suportar o ruído feito durante a execução da obra. O previsto foi fazer uma implosão em um só dia, mas isso teria prejudicado as casas dos moradores. Houve que fazê-lo à mão e isso provocou mais ruído. Naquele momento propus à diretora da escola colocar uma sala de aulas em cada prédio restaurado, enquanto se arranjava a Praça. O ruído monstruoso foi o que fez com que surgissem esse tipo de salas de aulas, que ainda hoje se mantém. Daí que cada turista que passa pode ver as crianças em suas salas de aulas, dizer-lhes: «oi, tudo bem?», e continuar caminhando».
Que o manteve por tanto tempo diante dessa extensa obra?
«O amor. Tem que apaixonar-se. Eu digo que tenho uma namorada perene, que se chama Havana. Francamente não me faltaram outras — sorri —, mas meu casamento real é com Cuba e com Havana. Esse casamento é perpétuo. Dediquei-lhe a vida inteira. Construí um personagem, que usa uma espécie de uniforme, de camisa azul, os sete dias da semana».
«Algo que sempre me cativou é minha relação com as pessoas. Vou pela rua e uma senhora me diz um segredinho, outra me expressa: «obrigada pelo que você fez pela cidade», e outro que vem encharcado e me dá um abraço. A partir desse diálogo permanente é que é possível caminhar tranquilamente e ver como as coisas florescem e se levantam».
«Contudo, se Napoleão dizia que para ganhar uma guerra era necessário dinheiro, dinheiro e mais dinheiro, também é preciso liderança, decisão e perseverança. Isso me custou caro porque o personagem do qual falei não me deixa viver. Não me deixa vida privada. Não me deixa tempo livre. Um dia resolvi pedir perdão aos meus quatro filhos, que estão dispersos pelo mundo, porque lhes dediquei pouco tempo. Uma paixão me tirou o tempo da vida. Mas me perdoaram e retornam sempre buscando seu pai».
«Não levo agenda porque se corre o risco de perder tudo quanto se escreva nela. Cada sexta-feira me entregam, à tarde, um papel que é como um controle de rotas, com minhas obrigações e protesto por isso. Tento buscar momentos no dia onde possa fazer o que eu quero, mas é muito difícil, quase impossível».
«É muito bom poder ser Eusebio Leal na manhã, o diretor ao meio-dia, o historiador à tarde e o pai a alguma hora do dia. A pior parte é quando me dizem avô e entendo que o tempo passou e passou, como dizia José Martí. O certo é que me tornei velho e essa é uma tragédia insofrível, sobretudo quando a alma é jovem. Há homens ovelha, que estão acostumados ao cajado do pastor, mas eu não, eu tive sempre dentro de mim um jovem rebelde, um homem leal a Havana».
«Para mim a utopia é o sonho de fazer as coisas mais belas para todos, uma torre de marfim que deve levantar-se em uma base econômica, para não converter-se em fantasia. Realizar um projeto turístico, um projeto que mova as pessoas a conhecer Cuba deve sempre convidar a conhecer Havana profundamente, ir além dos ambientes acadêmicos, dos mercados, dos cemitérios, para ver como as pessoas agem, como se movem, como pensam. Havana completará 500 anos e nesse dia, se ainda estou ao pé da árvore, também eu os completarei. Eu represento uma multidão. Eusebio Leal é o pseudônimo de uma loucura que se chama Cuba».

A 32a. Carreata do Menino Jesus: dia 24, às 19h15min


sábado, 9 de dezembro de 2017

Concerto de Natal: hoje, às 19h30min


OS TRADICIONAIS CANUDINHOS FAZEM SUCESSO EM BOM JESUS


O casal Sebastião Aguiar da Silva e Penha da Paz Lopes da Silva vende os tradicionais canudinhos há 20 anos



Os primeiros doces chegaram ao nosso país com Pedro Álvares Cabral, no ano de 1500, ocasião em que foram oferecidos aos índios estabelecidos em Porto Seguro, na Bahia. Posteriormente, as receitas foram ensinadas às populações nativas e o cultivo da cana-de-açúcar permitiu o desenvolvimento dos doces no país.

Um de nossos doces tradicionais é o "canudinho". O casal Penha da Paz Lopes da Silva e Sebastião Aguiar da Silva pode ser encontrado nas ruas de nossa cidade vendendo os mesmos.

Penha contou ao O Norte Fluminense que, antigamente, vendia salgados no antigo Colégio Zélia Gisner. "Por ocasião de uma Festa de Agosto, resolvi estabelecer uma barraca para vender salgados. Considerei positiva a experiência e continuei neste empreendimento. Depois, tive a ideia de vender os canudinhos. Devido à resposta positiva da comunidade, continuei a vendê-los, o que  tenho feito há 20 anos". 

O sucesso dos aclamados canudinhos é uma constatação de que, dentro de nossas tradições, há valores doces e nobres que, por isso mesmo, sempre são queridos.  































Racismo, linguagem e poder: 14 de dezembro

Informação: CCMB

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dia 8 de dezembro: dia de N.Sra. da Conceição


Notícia de Rosal de 5/3/1932


Notícia de Rosal, de 5/3/1932, menciona apresentação musical  de Antonio de Oliveira e Francisco Nunes, na casa de Alfredo Xavier (Do jornal O Momento, de Bom Jesus do Itabapoana. Acervo do Museu da Imprensa, do Espaço Cultural Luciano Bastos)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Parabéns, Maestro Áureo Fiori!

Áureo Fiori completa hoje 84 anos de vida

Áureo Nunes Fiori nasceu no distrito de Rosal, em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no dia 07 de dezembro de 1933, filho de Walter Fiori e Zenith Nunes Fiori.

De família de avós e tios músicos, desde cedo desenvolveu sua habilidade para esta arte, principalmente a partir da Lira 14 de Julho, onde iniciou o aprendizado de tambor e tarol.




Áureo Fiori se recorda de que quando tinha 7 anos de idade, trocou "pela primeira vez o suspensório por cinto. E quando participava da  alvorada no dia 14/07/1940, ao romper na rua Francisco Diniz, o tambor que tocava apoiado no cinto acabou arriando o calção", deixando a parte as partes baixas de Áureo à mostra de todos. "Foi um riso geral e a banda teve de suspender a apresentação" até o jovem instrumentista se recompor com suas vestes.

Áureo teve três professores de música, destacando o professor Sebastião Gomes Filho,conhecido como "Fio Bernardo". O segundo professor de música foi o "negro Sebastião Ferreira" e o terceiro, Ezequiel Tito de Almeida, seu tio "Tuca".

Recorda-se que tinha de estudar a cartilha musical "Alex Garudet", de Carlos Gomes, e se por ocasião da prova acontecesse de tocar alguma nota errada, seu professor o "convidava" a retornar a fazer a prova na semana seguinte.

Na escola regular,estudou na Escola Isolada de Rosal até a 4a.série,tendo como professoras Altiva Alti, Rosinha e Guiomar,esposa de Gauthier. Devido à sua estatura (conta com mais de 1,80 m), Áureo foi também requisitado a atuar como goleiro nos tempos de juventude.


 Áureo Fiori e Orlando Silva, no Big Hotel


Foi prestar o exame de admissão em Campos dos Goytacazes,no Colégio Batista,quando contava com 13 anos, mas não obteve êxito. Posteriormente, seu pai o matriculou na Escola Mercês Garcia Vieira, em São José do Calçado (ES). Em seguida, mudou-se para Cachoeiro de Itapemirim (ES),onde estudou no "Ateneu Cachoeirense", ligado à Igreja Presbiteriana. Tratava-se de um colégio industrial onde estudava em troca do trabalho realizado para a construção do prédio do educandário. Foi ali que aprendeu a respeito de 7 profissões.

Quando completou 18 anos de idade, tentou servir o Exército no Espírito Santo e no Rio de Janeiro,mas só conseguindo se alistar no Tiro de Guerra de Rosal, que estava sob o comando do "Sargento Raul".

Áureo possui quatro filhos:Sueli,professora aposentada,Walter e Walder, funcionários da Embratel no Rio de Janeiro e Suelena, professora em Bom Jesus do Norte(ES). Possui quatro netos.

Casou cedo, com cerca de 22 anos de idade, com Virgínia Capacia, que morva na na região de Água Limpa, em Rosal.

Seu pai era farmacêutico e proprietário da Farmácia Confiança,em Rosal.

Áureo diz que nunca gostou de ser maestro, porque "não tocava instrumentos". Seus instrumentos prediletos são o trombone e a clarineta.


     Áureo Fiori e a Lira Operária


Foi maestro da Lira Operária,em Bom Jesus do Itabapoana (RJ),por cerca de 22 anos.

Depois da Lira Operária, Áureo Fiori foi maestro da Lira 26 de Julho, de Apiacá (ES),onde atuou por cerca de 8 anos, durante o último ano da gestão da prefeita Hilda Bastos e durante os mandatos do prefeito Aladir Chierici. Na ocasião, recebeu o título de cidadão apiacaense. Foi maestro também da Banda do Colégio Ari Parreira, de Laje do Muriaé (RJ).

Atuou ainda na Lira 19 de março, de São José do Calçado (ES), até 2010, quando, devido a uma queda, fraturou o fêmur, o que o impossibilitou de continuar seu trabalho.

Colaborou na fundação da Banda de Música do Colégio Padre Mello, de Bom Jesus do Itabapoana, da Banda Marcial Terezinha Juliana,em são José do Calçado, da Banda do Colégio Zélia Gisner e da Banda do Colégio Antonio Honório.

     Áureo Fiori no comando da Banda do Colégio Rio Branco




Na década de 1960 foi maestro da Banda de Música do Colégio Rio Branco. "O Dr.Luciano Bastos me convidou para organizar uma Banda nos moldes da Lira Operária. A Banda do Colégio Rio Branco se apresentou no Clube Caio Martins em Niterói e no tradicional educandário daquele município, o São Vicente de Paulo".

          Áureo Fiori e banda na réplica da Usina Hidrelétrica, na Praça Governador Portela


Com a paralisação da Banda do Colégio Rio Branco, "o dr.Luciano Bastos resolveu doar os instrumentos para a Lira 14 de Julho, de Rosal,permitindo que esta tradicional Lira se reerguesse novamente".

Em 1970, houve um encontro histórico com o consagrado cantor Orlando Silva, nas dependências do Big Hotel. No ano de 1979, encontrou-se em Niterói(RJ) com o famoso maestro bonjesuense Walter Rosa, que trabalhava para a TV Globo, ocasião em que recebeu de presente por parte do mesmo um saxofone e uma clarineta.




Atualmente, com espírito juvenil, leva adiante o projeto da Lira Calheirense, desenvolvido em parceria com a Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira e a Escola Muinicipalizada Cel. Luiz Veira de Rezende. Ele leciona música gratuitamente para jovens que, no próximo ano, devem se apresentar ao público, mostrando que a união de esforços e de idealismo pode modificar nossa realidade.

PARABÉNS, MAESTRO ÁUREO FIORI, PELOS 84 ANOS DE VIDA!


Áureo Fiori dá aulas gratuitamente para os jovens que integrarão a Lira Calheirense