sábado, 21 de julho de 2012

Família Seródio: dos Açores para Bom Jesus do Itabapoana


                  Lucinha Seródio e o Museu da Imagem, em Pirapetinga de Bom Jesus


Não foram apenas a família Teixeira de Siqueira e Padre Mello que vieram do Arquipélago de Açores para Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Consta do Museu da Imagem do distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, fundado em 1976 e mantido por Norberto Seródio Boechat e Maria Lúcia Seródio Boechat, um elucidativo brasão da família Seródio com alusão a Açores.



                             Brasão da Família Seródio no Museu de Pirapetinga


 
A partir desta constatação, O Norte Fluminense entrevistou, por telefone, o médico e historiador Norberto Boechat., que assentou que "os ascendentes da família Seródio vieram da Ilha de São Miguel, do Arquipélago de Açores, para a região no final do século XIX e se estabeleceram inicialmente em uma fazenda de Itaperuna (RJ), onde foram trabalhar como braçais. Ocorre que, como tinham vocação para o comércio, acabaram prosperando, adquirindo posteriormente propriedades".

Segundo, ainda, Norberto, "Manoel Seródio se tornou uma das pessoas mais ricas de Bom Jesus", salientando que " o médico Nino Seródio esteve recentemente na Ilha de São Miguel  e localizou o registro de casamento dos nossos antepassados", pontuou.

 
Médico e Historiador Norberto Seródio Boechat

                                                     
 
O Norte Fluminense localizou e  entrevistou Nino Seródio, que assinalou que esteve no mês de março passado, juntamente com seu irmão Jacinto, no Portugal continental e, posteriormente, no Arquipélago de Açores, pesquisando sobre os documentos dos seus antepassados: "Estive mais precisamente na Ilha de São Miguel. Nesta ilha há várias cidades. Ponta Delgada é como se fosse a capital da ilha e é o local onde Padre Mello nasceu. Estive também na localidade de Povoação, onde meus antepassados nasceram, e onde ocorreu a primeira chegada de povoadores da Ilha, no século XVIII. Consegui a certidão de casamento do bisavô do meu bisavô", exclama orgulhoso.


Nino Seródio finalizou a árvore genealógica da família desde o século XVIII, graças aos apontamentos existentes na Igreja Católica em Portugal. A paixão pela pesquisa histórica dos antepassados é tão grande que ele já programou o retorno à Ilha de São Miguel ainda neste ano: "pretendo voltar ao Arquipélago de Açores no mês de setembro e estou confiante em conseguir, entre outras informações, a certidão de nascimento do Padre Mello", exclamou.

Seguem fotos e texto divulgado para comemorar os 160 anos de nascimento de Joaquim Vieira de Seródio e Maria da Conceição.



                              Povoação, Ilha de São Miguel, Arquipélago de Açores  



                       Monumento ao descobrimento da Ilha de São Miguel em Povoação



                                                    Praça em Povoação




Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus em Povoação, onde foram batizados: o trisavô Antonio Vieira Seródio, o bisavô Joaquim Vieira Seródio e Manoel, Maria, José e Jacintho Vieira Seródio


                            Foto de Jacintho Vieira Seródio e Laudelina Frias Seródio





Padre Otávio (C), vigário da Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus em Povoação, entre Jacinto (E) e Nino Seródio



Nino Seródio e o monumento ao descobrimento de Ponta Delgada (terra de Padre Mello)


Moacir, Maria Seródio, Filinha (Amélia) com a menor Nísia Seródio, Manoel Seródio, Alziera Seródio, Alice Seródio e Padre Mello, no batizado de Maria Francisca, na Igreja Matriz de Bom Jesus do Itabapoana, em foto de 1937


Dos Açores ao Brasil

                             Uma História a Contar

            Era dezembro de 1889, chegava ao Brasil um casal de açorianos da Ilha de São Miguel o Sr. Joaquim Vieira Seródio e Sra. Maria da Conceição, ambos com 38 anos. Ele - natural de Conselho da Povoação, ela - natural da Freguesia de Salga. Na povoação na igreja Nossa Senhora Mãe de Deus, batizaram seus primeiros filhos: Manoel, Maria, José e Jacintho. No Brasil nasceram Augusto e Jovelina.

            Na esperança de uma vida melhor, o casal atravessou o Atlântico e iniciou a jornada de vida como lavradores na fazenda São Domingos, Itaperuna, noroeste fluminense. Mais tarde foi trabalhar na comunidade de Alto Calçado.

            Com as economias, fruto de trabalho e dedicação intensos, fixou residência, adquirindo terras na Vargem Alegre, hoje Pirapetinga de Bom Jesaus, e Barra do Pirapetinga, no município de Bom Jesus do Itabapoana, tendo Joaquim se tornado comerciante. Seus filhos, já crescidos, foram testemunha e parceiros desse desenvolvimento.

            Suas vidas continuaram com muito trabalho, dignidade e pró-atividade. Os filhos casam-se e os netos vem abrilhantar nossos desbravadores, além de crescerem tendo os pais e avós como exemplos a serem seguidos como modelo de vida e luta. Assim, iniciou-se uma nova geração da família Vieira Seródio no Brasil.

            O filho Manoel casou-se com Maria da Luz de Frias, portuguesa da Ilha da Madeira,e foram abençoados com Oliveiro, José, Maria, Amélia, Alzira, Alice e Alda. O filho Jacintho casou-se com Victalina. Desta união vieram Antônio, Maria, José e Manoel. Quando viúvo, Jacintho casou-se com Laudelina de Frias, portuguesa natural da Ilha da Madeira, e outros filhos enriqueceram seus lares: Iracema, Homero, Amélia, Jary e Moacyr.

            O filho Augusto casou-se com Geraldina - nasceram Abílio, Joaquim, Maria, Tereza, Manoel, Antônio e Francisco. A filha Jovelina casou-se com Diomar Franklin, farmacêutico em Santo Antonio – tiveram duas filhas: Maria da Penha e Luzia.

            Hoje, os VIEIRA SERÓDIO tornaram-se uma família tradicional em Bom Jesus do Itabapoana e arredores. Nossos amados e inesquecíveis desbravadores contribuíram para o desenvolvimento desta região, entre várias outras, com filhos cidadãos dignos e integrados na história de Bom Jesus, com trabalho e estudo.

           Os Vieira Seródio estão, hoje, entre os Professores, Religiosos, Comerciantes, Médicos, Músicos, Pecuaristas, Advogados, Bancários e Artistas entre várias profissões essenciais em nossa sociedade, inclusive exercendo mandatos na Administração Pública.

            Essa história não pode ser esquecida. Aos descendentes Joaquim Vieira Seródio e Maria da conceição – passado de muito trabalho e glórias; exemplos de vidas – a homenagem de seus filhos, netos, bisnetos, trinetos, tataranetos, pentanetos, hexanetos, além dos amigos da nova terra, que muito os admiram.

            Centésimo sexagésimo aniversário de nascimento de Joaquim Vieira Seródio e Maria da Conceição.

Bom Jesus do Itabapoana, agosto de 2012.

Família Vieira Seródio




 

4 comentários:

  1. Muito legal saber sobre a nossa cidade de origem.
    Saudades de Pirapetinga.
    Parabéns Dona Lucinha.
    Sirley, nascida em Pirapetinga de Bom Jesus do Itabapona, hoje morando em São João de Meriti,RJ

    ResponderExcluir
  2. adorei esse blog pois trousse a memoria a historia da àrvore genealógica da minha esposa Maria da Penha , que é filha de Maria Seródio e neta de Augusto Seródio. Hoje moramos em São Gonçalo RJ e sempre que temos uma oportunidade visitamos os parentes e amigos nessa amada terra de Bom Jesus do Itabapoana.
    Que Deus abençoe à família Seródio!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Amilton Vieira e Maria de Penha Souza

    ResponderExcluir
  3. Senhor Amilton, será realizado a segunda exposição do MEMORIAL DA FAMÍLIA SERÓRDIO no dia 21 de junho de2013, sob a coordenação de Nino Seródio com cerimônia no ILA, Instituto de Letras e Artes de BJI. O memorial da família Seródio e uma fonte de cultura, informação e Arte que nos foi trazida dos AÇORES. Parabéns a D. Maria da Penha. Não percam. Branca -prima de Nino Serório e nascida em VARGEM ALEGRE - uma das coordenadoras do evento. Um abraço.

    ResponderExcluir
  4. Boa noite,
    Sou descendente da família Vieira Serôdio, residente na Lomba do Loução, na Povoação, ilha de São Miguel, nos Açores. Estou a efectuar investigações sobre a minha genealogia e gostaria de saber se, eventualmente, haverá ligação com a sua família, o que é mais certo. A minha pretensão é chegar à origem do nome da nossa família.

    ResponderExcluir