domingo, 27 de outubro de 2013


A FAMÍLIA VERDAN (I)
                       Professor e Historiador FRANCISCO VERDAN CORRÊA NETO

O Norte Fluminense publica, com exclusividade, a partir deste número, artigo do Professor e Historiador Francisco Verdan Corrêa Neto, a respeito da família Verdan.




GENEALOGIA PATRILINEAR

Filho de Antônio (Verdan) Corrêa Branco e Maria Marques Branco, neto de Francisco Corrêa Branco e Francisca Maria da Silva Verdan, bisneto de Francisco Antônio Verdan e Florinda Maria Antunes da Silva, trineto de Louis-Narcise Alexis Téodule Verdan e Maria Joaquina do Espírito Santo, tetraneto de Jean-Henri Simon Verdan e Marianne Gillard, naturais de Gruyères (a terra do melhor queijo do mundo), Cantão de Fribourg, Suíça. 

Eram cerca de 2.000 (dois mil) imigrantes suíços que fundaram a cidade de Nova Friburgo, na zona serrana fluminense, transportados em 8 navios.

Os Verdan (6 pessoas) viajaram no trágico navio "Urânia" que perdeu 25% de seus passageiros ao mar. A minha tetravó foi sepultada no mar pelas alturas do Cabo Verde. Chegaram ao destino a 30/11/1819.

Os Suhett (ainda chamados Dessoies) vieram no navio "Deux Cathérine" que chegou a 04/021820. Os demais navios chegaram em dias e meses diferentes, entre as duas datas citadas.  O sobrenome Dessoies acabou sendo corruptelado para Suhett, Sueth e outras variantes, o que também aconteceu com muitos sobrenomes  suíços.

Meu pai era lavrador, semianalfabeto. O seu sítio, no Alto Cubatão, se limitava com São José de Ubá por dois lados: o final da Serra do Cubatão até o Pontão do Corrêa Branco (que homenageia o meu avô) e daí pela Serra da Inveja.

Embora ali fosse ainda Itaperuna, a divisa ficava a menos de 500m. Para São José de Ubá eram 9km, e para Itaperuna, 15km. A nossa vida rural (e de todos daquela região até a Salgada) estava toda ligada a São José de Ubá, onde registravam-se os filhos, batizavam-nos, casavam-se e se sepultavam. Ali se vendia a produção e compravam-se as necessidades básicas. Itaperuna era só para pagamento de impostos, bancos e coisas que São José de Ubá não podia atender.

Meu pai dizia que tivera apenas 3 meses de aulas noturnas, que lhe permitiram ler com dificuldade, escrever hieroglificamente e fazer as 4 operações matemáticas fundamentais. Foi esse homem que me alfabetizou.

Nasci em 1932. Quando fui para a escola, em 1942, eu já sabia ler e escrever. Já estava aprendendo a conta de multiplicar. Estudei em 3 escolas rurais: a da Profa. Dila Armone (no alto Limoeiro), a da Profa. Creuza Natividade, filha do farmacêutico Oswaldo Natividade (no médio-alto Limoerio) e a da Profa. Dady Lessa, tia da esposa do dr. Walter Sueth (no médio Limoeiro).

(continua)

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