segunda-feira, 30 de março de 2026

O livro de famílias italianas que une Varre-Sai e Bom Jesus no ECLB: Raízes e Memórias

 


No limiar do tempo, quando o último dia do ano se despediu em silêncio e promessa, inscreveu-se mais uma página na história viva do ECLB, Espaço Cultural Luciano Bastos.

Ali, onde outrora ecoaram as vozes do antigo Colégio Rio Branco, entre os anos de 1920 e 2010, ergueu-se um templo do saber que por nove décadas moldou gerações, formou consciências e sedimentou o valor da educação. Com o passar dos anos, o edifício não silenciou: transformou-se. A partir de 2011, renasceu como espaço de cultura, memória e encontro, mantendo acesa a chama do conhecimento que jamais se extinguiu.

Nas estantes da biblioteca do ECLB repousa um tesouro raro: exemplares de todos os jornais de Bom Jesus do Itabapoana, desde o pioneiro Itabapoana, impresso em 1º de agosto de 1906. São páginas que respiram o tempo, guardando em tinta e papel as vozes de uma cidade, suas alegrias, conflitos e conquistas.

Entre esses registros, cresce também o setor de livros regionais, um espaço onde a identidade do noroeste fluminense encontra abrigo e permanência. É nesse contexto que se inscreve, com especial significado, a doação da obra “Uma Jornada de Esperança e Superação: a Saga das Famílias Cappaccia e Fabbri da Itália a Varre-Sai”, do pesquisador e historiador Fabio Martins Faria.

Mais que um livro, trata-se de uma ponte entre terras e tempos. Suas páginas percorrem o caminho da imigração, da coragem e do enraizamento em Varre-Sai, revelando também os laços que unem famílias e histórias a Bom Jesus do Itabapoana. A presença da família Capaccia, com raízes que se estendem entre os dois municípios, simboliza essa união silenciosa e profunda, tecida pela memória, pelo trabalho e pela permanência.

Assim, ao ser incorporada ao acervo do ECLB, a obra não apenas enriquece a biblioteca: ela amplia horizontes, fortalece identidades e oferece aos pesquisadores da região um novo caminho de investigação e pertencimento.

Que este gesto, registrado na fronteira simbólica entre um ano que parte e outro que chega, permaneça como testemunho de gratidão e continuidade.

Espaço Cultural Luciano Bastos


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