quinta-feira, 19 de março de 2026

ABIJAL e Academia Maria Antonieta Tatagiba no Contexto do Congresso da Sociedade de Cultura Latina e da Herança dos Açores

 


Há fotografias que transcendem o instante e se elevam à condição de obra-prima. São aquelas que não apenas registram, mas revelam. Imagens que tocam o invisível, despertam emoções profundas e convidam à reflexão silenciosa. Não se limitam ao olhar, habitam a memória.

Carregam em si relevância e influência, pois capturam não apenas pessoas, mas o espírito de uma época. Permanecem vivas no tempo, atravessando gerações com a mesma intensidade com que foram concebidas. Há nelas uma atemporalidade rara, uma permanência que desafia o esquecimento. E, sobretudo, guardam camadas,  múltiplos sentidos que se desdobram a cada novo olhar.

É nesse horizonte que se insere esta fotografia, capturada em Mimoso do Sul, por ocasião do Dia Estadual da Poetisa Capixaba, celebrado em 13 de março, data que assinala o nascimento de Maria Antonieta Tatagiba, pioneira entre as mulheres do Espírito Santo a publicar uma obra literária. O evento se inseriu na programação do III Encontro Literário e Cultural no Sul Capixaba. 

Ao centro, como eixo simbólico da cena, encontra-se o Dr. Pedro Antônio de Souza, idealizador e presidente da Academia Maria Antonieta Tatagiba  - Artes - História - Letras. Sua presença parece irradiar propósito, como quem reconhece, no presente, os contornos do futuro.

À sua direita, desponta a jovem e premiada poetisa Beatriz Magalhães, representante da ABIJAL, Academia Bonjesuense de Artes e Letras, que recebe o título de Poetisa Destaque 2026. Nela palpita a nova geração: sensível, promissora, já tocada pelo olhar atento de quem sabe reconhecer talentos em flor.

Do outro lado, em silenciosa harmonia, está Giselle Magalhães, mãe de Beatriz,  figura que sustenta, com ternura e presença, o percurso que floresce.

O banner que se estende na cena carrega o símbolo da ABIJAL. Seu logotipo evoca os signos dos Açores, revelando laços profundos entre cultura, memória e identidade. Nele, inscreve-se a frase oriunda do Hino dos Açores: “Pela paz à terra unida”, expressão que ecoa pertencimento e esperança.

Bom Jesus, berço dessa história, traz em suas raízes a presença açordescendente e encontra no padre-poeta Antônio Francisco de Mello um de seus maiores expoentes culturais.

Já o nome ABIJAL remete ao senador Carlos Augusto de Alencar, ligado ao Congresso da Sociedade de Cultura Latina, cuja inspiração incentivou, em Bom Jesus, a criação de uma academia voltada à juventude, semente que hoje floresce.

As cores da fotografia compõem um cenário quase ritualístico. A luz que desce do teto não ilumina apenas, ela aponta, como um gesto do tempo em direção ao símbolo da permanência, nascido dos sonhos. As flores, por sua vez, anunciam algo mais profundo: já se colhe, no presente, aquilo que o futuro prometia.

Não é apenas uma fotografia.

É um instante que se fez eterno.

Uma obra-prima.







Premiação 

A jovem Beatriz de Fátima Magalhães Dias. foi premiada no dia 13 de marco de 2026, com o recebimento do diploma de Poetisa Destaque 2026.

​A honraria foi concedida pela Academia Maria Antonieta Tatagiba em Mimoso do Sul/ES, presidida pelo Dr. Pedro Antônio de Souza, em celebração ao Dia Estadual da Poetisa Capixaba. Beatriz representou com brilho a ABIJAL (Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras) de Bom Jesus do Itabapoana/RJ.

​Este prêmio é um reconhecimento à qualidade de sua produção poética e à força da mulher na literatura capixaba e regional. 

​Parabéns, Beatriz, por elevar a arte e as letras com tanto talento!

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