domingo, 31 de maio de 2026

Apiacá rouba a cena e se torna referência do ABC na Feira dos Municípios 2026

 


Entre os corredores coloridos da Feira dos Municípios 2026, realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra, onde os 78 municípios capixabas exibiram suas riquezas culturais, gastronômicas e turísticas, um dos destaques da região do ABC, Apiacá, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado,  foi Apiacá.

Com identidade própria e forte conexão com suas raízes históricas, Apiacá chamou a atenção dos visitantes ao apresentar a herança açoriana, através da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, que ajuda a moldar sua cultura. O município levou à feira sabores, tradições e manifestações que traduzem a alma de seu povo, além de divulgar os atrativos turísticos que fazem da cidade uma das portas de entrada para as belezas do Caparaó capixaba. A presença apiacaense conquistou visibilidade em publicações institucionais e repercutiu entre os participantes do evento, consolidando o município como uma das referências regionais desta edição.

Bom Jesus do Norte também marcou presença representando a força do Caparaó, contribuindo para a promoção do potencial turístico e econômico da região. Embora não tenha sido objeto de reportagens de maior destaque nesta edição, o município integrou o conjunto de atrações que reforçam a diversidade cultural do sul do Espírito Santo.

Da mesma forma, São José do Calçado participou do espaço dedicado ao Caparaó Capixaba, apresentando produtos regionais, cultura e vocação turística. Sua participação ajudou a compor o mosaico de experiências oferecidas aos visitantes, ainda que sem registro de destaque específico na cobertura jornalística do evento.

No cenário regional do ABC, entretanto, foi Apiacá quem mais se projetou, transformando tradição em protagonismo e demonstrando que a força de uma cidade não se mede apenas pelo tamanho de seu território, mas pela capacidade de preservar sua história e compartilhá-la com orgulho.




Quem nunca mudou com o tempo?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Quem nunca mudou com o tempo?*


Aos poucos você vai deixando de escutar certas músicas, de usar certas roupas, de falar com certas pessoas. 


Mudar faz parte do ciclo da vida, embora a essência seja sempre a mesma. 


Quando encontrar um obstáculo grande na vida, não desanime ao passar, pois com o tempo ele se tomará pequeno. Não porque diminuiu, mas porque você cresceu.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O Círculo dos Livros, por Adalto Boechat Jr.

 


No chão frio de cerâmica, onde a luz da tarde entra enviesada pela janela entreaberta, quatro corpos formam um círculo perfeito de afeto. Eu, no centro, tenho ao meu lado, três crianças, pequenas guardiãs do futuro, que transformam o momento em ritual.

À esquerda, a menininha de coque alto e chupeta ainda pendurada no peito como um amuleto de inocência folheia um livro colorido com a seriedade de quem já entende que as páginas guardam segredos. No meio, o menino de sorriso aberto e camiseta branca parece ter descoberto, ali mesmo, que heróis não precisam de capa: bastam palavras. À direita, a garotinha de jaqueta rosa segura A.N.J.O.S. com as duas mãos, como se o livro pudesse voar se ela o soltasse. Seus olhos brilham com aquela luz que só as crianças têm antes do mundo lhes ensinar a piscar.

Não é apenas uma foto. É um retrato do que resta de sagrado no tempo acelerado: o adulto que desce ao chão, que dobra as pernas, que se coloca no mesmo nível dos pequenos. Não há cadeira, não há altura. Há colo de chão, colo de livro, colo de presença.

Ali, não estou ensinando. Estou lembrando. Lembrando que um dia também fui criança curiosa, que também precisei de alguém que sentasse comigo para mostrar que as letras dançam quando lidas com carinho. E as crianças, por sua vez, não estão apenas recebendo: estão oferecendo. Oferecem o riso desdentado, a perna esticada, a confiança absoluta de quem ainda acredita que o mundo pode ser tão bom quanto as histórias que lhes contam.

Entre eles, os livros funcionam como pontes invisíveis. Terra e céu. Eu carregando a sabedoria sofrida da vida; as crianças, a pureza que ainda não aprendeu a duvidar.

Por um instante, o tempo para. O barulho do mundo lá fora, carros, notificações, preocupações, não entra por aquela janela. Só entra o silêncio habitado, aquele que nasce quando adultos e crianças se encontram no mesmo chão, no mesmo livro, na mesma esperança.

E eu, que olho essa imagem de longe, sinto um aperto doce no peito. Porque ali está a prova de que ainda podemos salvar o que há de mais precioso: o gesto simples de sentar juntos e deixar que as histórias nos salvem.

Que esse círculo nunca se quebre. Que sempre haja um adulto disposto a descer do pedestal e uma criança disposta a erguer os olhos do livro e sorrir, como quem diz: “Fica aqui. A história ainda não acabou.”

O Tabuleiro dos Dias

 


A vida, em sua essência mais profunda, gosta de se desenhar em sessenta e quatro quadrados. Sentamo-nos diante dela, ano após ano, arrastando as cadeiras com o mesmo ruído surdo dos dias que começam. O tabuleiro está posto. De um lado, o destino; do outro, a nossa própria alma, tateando a madeira fria das peças.

Jogar essa partida exige um tipo silencioso de coragem. Não a coragem do impulso, que se perde no calor do primeiro ataque, mas a serenidade de quem olha o presente sabendo que ele é apenas o rastro de um futuro já calculado. É preciso ter tranquilidade de espírito para que a névoa do amanhã se dissipe, revelando uma visão clara, lances à frente. Cada movimento na existência pede a precisão cirúrgica de um relógio de xadrez: um segundo de hesitação e a oportunidade se desfaz; um toque precipitado e o destino muda de rumo.

Mas há uma sabedoria ainda mais refinada que o xeque-mate, e ela reside no silêncio antes do primeiro toque. O verdadeiro xadrezista conhece o valor do seu tempo e a dignidade do seu exército. Há vereditos que não se dão na vitória, mas na recusa. Quando o oponente diante de nós não merece a grandeza do nosso jogo, o lance dele será o primeiro e o único. Há uma elegância quase poética em levantar-se da mesa, em compreender que não devemos nos sentar diante de certos adversários. Ignorar a provocação mesquinha é, muitas vezes, a jogada mais brilhante.

Vemos passar por nós os peões da rotina, os passos retos e sacrificiais do dia a dia. Sentimos a força retilínea das torres que erguemos como certezas, o caminhar diagonal e sutil dos bispos nas entrelinhas do afeto, e o salto imprevisível dos cavalos diante dos obstáculos que a sorte nos impõe. Temos a dama, nossa liberdade, nossa paixão mais livre e poderosa, capaz de correr o mundo num sopro. E, por fim, o rei, que guarda a nossa essência mais vulnerável.

Sabemos, desde a primeira abertura, que a partida tem fim. Como xadrezistas do próprio destino, temos a clareza dolorosa e bela de que haverá um momento em que o nosso rei tombará. O tempo é um adversário implacável.

No entanto, há uma promessa secreta que fazemos a nós mesmos antes que o pano rápido do fim se feche: quando o momento chegar, nosso rei não será encontrado encurralado na borda cinzenta do esquecimento, nem humilhado no canto escuro do tabuleiro. Se tivermos que tombar, que seja lutando em campo aberto, marchando altivos para o centro do tabuleiro, onde a vida palpita mais forte. Que o último suspiro seja um lance de audácia, no coração do jogo.


Apiacá na Feira dos Municípios: a Casa dos Açores e a Gestão Cultural


O Abraço do Tempo no Estande de Apiacá

​Quem caminha pelos corredores movimentados da Feira dos Municípios Capixabas busca, quase sempre, o paladar das montanhas ou o artesanato do litoral. Mas há momentos em que a feira deixa de ser apenas um mercado de encantos e se torna um portal de memórias. É o que se sente ao parar diante do pavilhão de Apiacá, um cenário de afetos belamente eternizado pelas fotos de José Antônio Alvarenga Borges.

​Sob a inscrição sóbria que batiza o espaço, o olhar sensível do fotógrafo capturou muito mais do que um balcão de negócios; registrou a essência do trabalho cuidadoso da Prefeitura de Apiacá. Sob a liderança e a sensibilidade do secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, o município conseguiu traduzir sua rica identidade em um mosaico de vivências. Ali, o aroma convidativo do Café Mozella e o sabor acolhedor da Maionese D’Casa dividem a atenção dos visitantes com o colorido do artesanato local. Mas o verdadeiro coração desse cenário bate um pouco mais ao fundo, onde a história ganha contornos de madeira e telha.

​O Refúgio da Memória: A Casa dos Açores e Francisco Amaro

​À esquerda do estande, há um convite a admirar uma singela e imponente réplica arquitetônica. É a presença da CAESCasa dos Açores do Espírito Santo, fincada ali pela gestão cultural do município como um abraço do passado no presente. Suas paredes de madeira em tom de brasa, as janelas quadriculadas e o telhado colonial evocam uma nostalgia que atravessou o oceano para deitar raízes nas terras capixabas.

​Ali, sob o enquadramento atento de José Antônio Alvarenga Borges, vemos o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Trajando seu colete e sua inconfundível boina, ele atende a uma mesa antiga, parecendo saído de outra época para fiar o tempo e contar histórias de além-mar. Esse resgate, impulsionado pela secretaria conduzida por Sávio Máximo Ribeiro, mostra que a pequena casa e a presença viva de Francisco Amaro não são meros elementos decorativos; eles conferem ao estande uma atmosfera de lar ancestral. O topo do móvel vizinho exibe orgulhosamente a miniatura de uma caravela e pequenas bandeiras, lembranças indeléveis dos navegantes que trouxeram sua cultura, sua fé e sua resiliência para o sul do estado.

​O Abraço que Traduz o Espírito Capixaba

​Mais do que as texturas, os produtos ou a arquitetura, o lirismo se consolida no gesto humano que o fotógrafo soube flagrar no instante exato. Bem no centro do estande, duas pessoas se fundem em um abraço caloroso e demorado, alheias ao movimento ao redor. Um homem de camiseta laranja as observa com a paciência de quem reconhece a sacralidade daquele reencontro.

​Através das fotos de José Antônio Alvarenga Borges, esse abraço se torna a síntese da feira e da própria filosofia que a Prefeitura busca transmitir:​ Acolhimento: A hospitalidade que transforma um estande de eventos na sala de visitas de uma autêntica casa açoriana.​ Identidade: A união profunda entre a herança cultural dos Açores, representada por figuras como Francisco Amaro, e o calor do povo apiacaense. Partilha: O espaço onde o turismo, o café passado na hora, o artesanato e as velhas memórias se encontram para celebrar a vida.

​Ao final, o esforço conjunto da Prefeitura de Apiacá, a visão de Sávio Máximo Ribeiro, a presença marcante de Francisco Amaro Borba Gonçalves e o registro poético de José Antônio nos lembram que o verdadeiro patrimônio de um município não se mede apenas em sua produção, mas na capacidade de manter vivas as suas origens e de receber a todos com o aconchego de um lar de portas sempre abertas.












sábado, 30 de maio de 2026

Felicidade, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Felicidade"*


Todos a buscam, todos a querem, mas a verdade é que poucos a encontram, pois muito poucos sabem onde se encontra a felicidade. 


*"E quem, ou o que é, essa felicidade?"* 


Todos têm palpites, uns mais corretos que outros, certamente, mas nunca há um consenso. E por quê? Porque a felicidade não se define, ela se sente e vive no coração de cada um de nós de forma diferente.


Muitos acham que felicidade é igual a dinheiro, fama, sucesso ou objetos caros. Mas será? Talvez uma minoria seja capaz de se sentir realizada e completa apenas com bens materiais, e se assim é, ninguém é ninguém para julgar. 


Mas na maioria dos casos a verdadeira felicidade vive em coisas mais abstratas, simples e baratas como o amor, a amizade, um momento de relaxamento, um sorriso sincero, um abraço apertado, um beijo sentido. 


Não importa onde vive a felicidade para você, o que importa é que você a procure, a saiba identificar e a viva intensamente.


*"Seja Feliz!"*


*✍️ ..  Rogerio Loureiro Xavier*

Carolina... Carol, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Carolina... Carol*


*12 anos ... 29 de maio 2026*


Carolina Xavier Mirandola, é filha de Aline Xavier e de Leonardo Mirandola, neta de Rogério Loureiro Xavier e Eloísa Bastos Xavier, bisneta de Elcio Xavier e Gedália Loureiro Xavier, trineta de Samuel de Aquino Xavier e de Baldina de Cerqueira Xavier, tetraneta de Julio de Aquino Xavier e de Carlos de Aquino Xavier.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Aniversário memorável: os 99 anos de Wilma Martins Teixeira Coutinho

 


Hoje, Wilma Martins Teixeira Coutinho celebra seus 99 anos cercada pelo carinho de familiares e amigos. A comemoração acontece no tradicional Restaurante Noi, na charmosa região da Praia de Icaraí, um dos cartões-postais mais conhecidos de Niterói.

Festejada poetisa, com versos publicados nas páginas do jornal O Norte Fluminense, Wilma construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso com a memória de sua terra. Atuou nos governos dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, tornando-se testemunha ocular de alguns dos capítulos mais significativos da história fluminense.

Guardiã de lembranças e admiradora de legados, esteve entre as mais entusiásticas apoiadoras da construção do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em Bom Jesus do Itabapoana. A inauguração do espaço, em 7 de agosto de 2016, representou não apenas a preservação da história, mas também a concretização de um sonho compartilhado por aqueles que reconhecem o valor da memória como patrimônio das futuras gerações.

A seguir, sua trajetória de vida contada por ela mesma.

"Wilma Martins Teixeira Coutinho filha de João Martins Teixeira Junior e Rosa Martins Teixeira, nascida em São Sebastião do Alto (RJ) aos 31 de maio de 1927, irmã caçula de treze irmãos que hoje não estão mais entre nós. Um ano após meu nascimento, meu pai, então Promotor de Justiça naquela Comarca foi transferido para a Comarca de Araruama, vindo a falecer em mil novecentos e trinta e dois, deixando-me órfã aos cinco anos e meio. Aos oito anos deixei aquela bela cidade banhada pela linda lagoa onde meu saudoso pai, grande poeta, se inspirou em belas poesias. Fomos para a cidade de Niterói permanecendo até a presente data, levando uma vida de estudo e trabalho, numa infância e adolescência tranquila (sem violência). Meu primeiro emprego foi na Secretaria de Educação e Cultura, aos vinte e três anos de idade, quando era Secretário o eminente Dr. Rubens Falcão, grande amigo de meu pai, figura potencial na educação de nosso estado. Foi um grande orgulho ser sua secretária. Com ele aprendi disciplina e dedicação, ele era perfeccionista ao elaborar um relatório ou qualquer trabalho que assinasse e isso me ensinou bastante. Anos após toma posse como interino, naquela Pasta o saudoso Dr. Badger Teixeira da Silveira, no governo de seu irmão Roberto Teixeira da Silveira. Deixando o cargo levou-me para o Palácio do Ingá onde exerci minhas funções no Gabinete Civil do Governador, vivenciando todos os fatos que enlutaram nosso estado até a cassação do nosso saudoso ex-Governador Badger Teixeira da Silveira. Entre fatos e fatos tive momentos felizes ali no convívio com meus amigos e chefes, não esquecendo o Dr. Jorge Loretti, grande colaborador e amigo de nossos Governadores, sem esquecer-se do Dr. Michel Saad, amigo fiel no Governo, entre outros...

Após essa jornada casei-me com José Luiz Vianna Coutinho, uma união de quarenta e oito anos baseada na lealdade e compreensão, sou mãe de Rosa Rachel. Tudo que sou foi realizado em função de dar-lhe um futuro melhor. 

Apaixonada pelo Direito, resolvi cursar uma Faculdade vindo a me formar em mil novecentos e setenta e sete, exercendo a função até hoje aos oitenta e oito anos, lúcida e obstinada. Foi uma batalha sem igual: Mãe, Funcionária, Universitária e Estagiária. Meu sonho era seguir a carreira de meu pai. Embora tentasse, o destino mostrou-me adverso. Deus está sempre à escuta.

Aposentei-me pela Procuradoria Geral do Estado após quarenta e dois anos de serviços prestados ao estado, no cargo hoje, de Analista Processual.

Como conseguiu fazer tudo isso e trabalhando? Certamente irão perguntar: Fazia faculdade na parte da manhã de segunda a sábado na SUESC; à tarde trabalhava na Comissão de Inquérito da Secretaria de Educação e Cultura. Quando na fase do estágio, já no quarto ano, fui nomeada para Defensoria Pública na Comarca de São Gonçalo, às terças e quintas, requeri então minha transferência para funcionar na Secretaria do Colégio Joaquim Távora no horário de dezenove horas às onze, sem prejudicar minha vida funcional. E a minha filha? O pai na parte da manhã fazia o papel de mãe. À tarde a Escolinha.

Essa foi a minha via crucis para poder realizar o meu sonho.

Em dezembro de dois mil e doze meu saudoso esposo se despede desse mundo para um plano superior.

Apesar dos embates da vida me julgo uma pessoa feliz, amada por todos aqueles que de mim se aproximam numa sintonia de paz. Busco ajudar as pessoas naquilo que posso em dificuldade que a mim socorrem, seja na minha profissão ou no atendimento aos idosos e aí está minha felicidade.

Fiz as três coisas essenciais durante minha vida: Plantei uma árvore “Sol da Bolívia”, escrevi um livro “Alameda dos Sonhos e o caminho percorrido”, cuja segunda edição será lançada em breve, e tive uma filha.

Nos momentos de inspiração faço minhas poesias. Se meu pai era poeta o meu DNA registrou. Amo a poesia, recitar para espantar a tristeza, pois como qualquer mortal, ela às vezes nos espreita e nas estrofes da vida solfejando ela vai embora.

Esta é Wilma Martins Teixeira Coutinho!"

Parabéns à aniversariante pela chegada aos 99 anos, cercada de saúde, afeto e boas recordações













A Palmeira e o Prédio: Novas Estrofes na Paisagem de Bom Jesus

 

​O Gigante de Filigrana e Vento



Bom Jesus do Itabapoana sempre teve o ritmo das águas que batem de leve nas pedras do rio. Uma cidade de horizontes baixos, onde o olhar costumava viajar livre entre o verde das copas das árvores e o azul-manta do céu fluminense. Mas o tempo, esse mestre de obras incansável, resolveu erguer novas estrofes no poema da paisagem.

​Olho para cima e vejo o gigante que nasce. Ele não pede licença; simplesmente brota do chão, escalando o firmamento andar por andar. Feito de tijolo nulo e concreto bruto, ele se veste temporariamente com uma renda de mistério: essa tela de proteção que o envolve, uma filigrana gigante que flutua ao sabor do vento, como o véu de uma noiva que espera o futuro chegar.

​Lá embaixo, a vida miúda e terna da praça resiste e acolhe. A palmeira abre seus braços verdes em um eterno aceno de boas-vindas ou de despedida para o horizonte que já não é o mesmo. O ferro retorcido no chão desenha contornos de uma infância que corre, enquanto a grama insiste em pintar de esperança o rodapé dessa nova era urbana.

​Há uma melancolia mansa em ver o céu ser recortado em ângulos tão retos, tão definitivos. Cada novo andar é um pedaço de nuvem a menos que conseguimos avistar do banco da praça. Contudo, há também a poesia do movimento. O prédio em construção é o coração da cidade batendo em um ritmo acelerado, o progresso desenhando suas linhas verticais sobre a calmaria horizontal de nossa memória.

​Bom Jesus assiste, entre o farfalhar das folhas e o eco distante do martelo, à sua própria metamorfese. A paisagem muda, o progresso finca suas raízes de cimento, mas a alma da cidade, essa permanece suspensa, feito a tela ao vento, observando o amanhã subir bem diante dos nossos olhos.


Apiacá e a força da cultura açoriana brilham na Feira dos Municípios Capixabas

 

No vibrante cenário da Feira dos Municípios Capixabas, realizada no Pavilhão de Carapina, no município de Serra, Espírito Santo, a cultura, a tradição e a identidade de Apiacá conquistam destaque e admiração do público.

O secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, celebra o sucesso da participação da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, representada pelo açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, cuja presença tem fortalecido os laços históricos e culturais entre os povos açorianos e capixabas.

Em meio às cores, sabores e manifestações culturais que reúnem municípios de todo o Estado, Apiacá reafirma sua vocação de valorizar suas raízes e promover sua riqueza cultural, destacando a culinária típica e o artesanato local. O estande tem recebido visitantes interessados em conhecer mais sobre a herança açoriana e as iniciativas que preservam essa importante tradição, fortalecendo os vínculos entre passado e presente e contribuindo para a valorização da identidade cultural capixaba.

O secretário destacou o empenho da Prefeitura de Apiacá na valorização da cultura local e parabenizou todos os envolvidos pela dedicação e pelo trabalho desenvolvido durante o evento. “A participação de Apiacá na Feira dos Municípios é motivo de orgulho para nossa população e demonstra a força de nossa identidade cultural”, ressaltou.

A programação da feira prossegue até amanhã, atraindo milhares de visitantes ao Pavilhão de Carapina. Enquanto o evento segue seu curso, os nomes de Apiacá e da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, se agigantam no cenário capixaba, levando adiante uma história construída com tradição, memória e orgulho de suas origens.







sexta-feira, 29 de maio de 2026

Por que deixamos tudo pra *Depois*?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Por que deixamos  tudo pra *Depois*?*


*Depois* eu ligo. 

*Depois* eu faço. 

*Depois* eu falo.

*Depois* eu mudo. 


Deixamos tudo pra *depois*, como se *depois* fosse o melhor. 


O que não entendemos é que...

*Depois* o café esfria,

*Depois* a prioridade muda, 

*Depois* o encanto se perde, 

*Depois* o cedo fica tarde, 

*Depois* a saudade passa,

*Depois* tanta coisa muda,

*Depois* os filhos crescem,

*Depois* a gente envelhece,

*Depois* o dia anoitece,

*Depois* a vida acaba.


Não deixe nada pra *depois*, porque na espera do *depois*, você pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos, os maiores amores, e todas as bênçãos que Deus tem pra você. 


Lembre-se: O dia é hoje. 

Amanhã você nem sabe se estará vivo.


*Depois*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Hoje é dia de Festa e de Alegrias!, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 👋 pessoa amiga e do bem. 


*Belo Dia Feliz!!!*

Hoje é dia de Festa e de Alegrias!

Minha netinha esta comemorando o seu décimo segundo ano de vida!!!

Desejo que a maravilhosa Carolina cresça saudável e que nunca lhe falte o que for necessário para crescer muito forte e feliz. 

Ela é o belo presente que Deus poderia nos dar. 

Agradeço todos os dias por ela ter chegado à nossa família. 

*"Que Deus abençõe e proteja nosso lindo anjinho."*


*✍️ ...Rogerio Loureiro Xavier*






Açoriano Francisco Amaro Gonçalves representa a Casa dos Açores na Tenda de Apiacá na Feira dos Municípios

 


Francisco Amaro enviou o seguinte texto.

"Parece não ser pura nem mera coincidência, o facto de me encontrar aqui na Feira dos Municípios capixabas que acontece no Pavilhão do Distrito de Carapina que fica na região sul da cidade chamada Serra, no Estado do Espírito Santo. 

A convite do Secretário de Artes Cultura e turismo, Sávio Máximo , da cidade de Apiacá e indicado pela Casa dos Açores do Espírito Santo, cá estou fazendo parte do grupo que representa o Município de Apiacá,  juntamente com o Secretário Sávio; a dona Terzinha Ramalho Silveira (artesanato); a sra Marilda Carlos da Silva Pedrosa (culinária); a Quícila Barros (finanças); a Edilana Soaress (artesanato) .

Digo que não é coincidência porque sou da Terra que muito festeja o Divino Espírito Santo, conheci, na cidade do Rio de Janeiro  as festas do Divino Espírito Santo, conheci a cidade de Bom Jesus do Itabapoana que muito festeja o Divino Espírito Santo, conheci a região do Vale do rio Itabapoana , no qual fica a cidade de Apiacá e estou no Estado da União chamado Espírito Santo. Coincidência ?

Sendo cidadão português oriundo das Ilhas do Arquipélago dos Açores , vejo modestamente , como é que os imigrantes açorianos têm sido um povo povoador que se propagou em várias partes do mundo , inclusive , em pràticamente , todos os Estados do Brasil. 

Na parte Norte do Estado do Rio de Janeiro e na parte Sul do Estado do Espírito Santo, tenho tido conhecimento e convivência com muitos descendentes de imigrantes açorianos, cujos descendentes respeitam e fazem respeitar as suas raízes açorianas e neste caso,  contando também com o respeito da Prefeitura da cidade de Apiacá onde é notório o empenho do Secretário Sávio Maximo Ribeiro".





quinta-feira, 28 de maio de 2026

Mãos que Colhem Histórias: As Panhadeiras de Café de Varre-Sai, por Isabel Menezes

 



Hoje iniciei um novo projeto em parceria com Rosane Bendia, da Emater-Rio.

Um documentário escrito e fotográfico sobre as mulheres do café de Varre-Sai, com o título:
“Mãos que Colhem Histórias - As Panhadeiras de Café de Varre-Sai”

O projeto tem como objetivo a criação de um livro reunindo histórias, memórias e fotografias de mulheres das diversas comunidades rurais do município, entrevistadas e retratadas por mim.
Cada rosto guarda uma memória.

Cada mão carrega trabalho, coragem e tradição.

Cada história merece ser contada.

E você, mulher rural, panhadeira de café, filha ou neta da roça…

vamos participar dessa história?