terça-feira, 30 de junho de 2026

O Tempo, por Rogério Loureiro Xavier


 Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*O Tempo...*


O tempo passa todos os dias.

Mas os momentos... esses não voltam.

Por isso, não adie abraços, palavras, encontros e sentimentos.

Porque um dia você percebe que não foi a falta de tempo que doeu.

Foi a chance que você deixou passar.

Valorize o agora.

Antes que o que hoje é vida, amanhã seja apenas lembranças.


O tempo é o nosso recurso mais precioso e escasso. Ele não para e a vida acontece exclusivamente no presente, já que o ontem é memória e o amanhã é apenas uma projeção. Viver bem exige equilibrar planejamento futuro com a valorização máxima do "agora".


*"A vida não é medida pela quantidade de vezes que você respira, mas pelos momentos que tiram o seu fôlego."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Futebol é Paixão, Garra e Superação, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Copa do Mundo 2.026*


*"Futebol é Paixão, Garra e Superação"*


O futebol ensina que, para vencer de verdade, é preciso união. Força, Time! Tem que colocar o coração na ponta da chuteira!


No futebol, a habilidade é muito mais importante do que a forma e, em muitos casos, a habilidade é a arte de transformar limitações em virtudes. A habilidade é muito mais importante do que a forma e, em muitos casos, a habilidade é a arte de transformar limitações em virtudes.


Nunca pense que está sozinho quando você vive futebol, respira futebol. Isso significa que você faz parte dessa paixão mundial pela bola, porque futebol, além de um esporte, é um ideal de vida. Para mim, prática e disciplina são as palavras mágicas para se tornar grande em qualquer esporte, principalmente no futebol.


*"No futebol, como na vida, o segredo está em nunca desistir. Mantenha-se focado em seu objetivo e persista até o último minuto."*


(Seleção Brasileira de Futebol, apelidada de Seleção Canarinho (em homenagem à camisa amarela), representa o Brasil no futebol internacional masculino e é administrada pela Confederação Brasileira de Futebol, a entidade máxima do futebol no Brasil. É membro da FIFA desde 1923 e membro fundador da CONMEBOL desde 1916. Também foi membro da Confederação Panamericana de Futebol (CPF) de 1946 a 1961.)


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Quando os Açores Reencontraram Suas Raízes no Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira

 

Da Ilha do Pico ao Vale do Itabapoana: A Travessia da Memória


O dia 25 de julho de 2022 foi uma data em que a memória encontrou suas raízes e o Atlântico pareceu encurtar distâncias.

O Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, que celebra 10 anos de fundação no próximo dia 7 de agosto, recebeu a honrosa visita do Dr. José Andrade, Diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores, e do Dr. Nino Moreira Seródio, presidente da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo.

Mais do que uma visita institucional, foi um reencontro com a história. Naquele momento, reafirmaram-se os laços que unem Bom Jesus do Itabapoana ao arquipélago dos Açores, preservados através das gerações.

A família Silveira guarda, com legítimo orgulho, sua ascendência açoriana, herdada de Manuel Ignácio da Silveira, oriundo da Ilha do Pico. Dessa linhagem nasceram valores, tradições e uma herança que atravessou o oceano para florescer em terras brasileiras.

Naquele dia, o Memorial tornou-se também um lugar de encontro entre passado e presente, onde a memória familiar e a história dos povos se entrelaçaram, celebrando uma identidade construída pela coragem dos que cruzaram o mar e pela fidelidade às suas origens.




Italian Vibes

 


ADAGIOS

 


Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira Celebra 10 Anos: Um Encontro com a História

 

O Eco Verde das Memórias: Uma Ode a Bom Jesus


​Há terras que guardam no solo mais do que raízes; guardam destinos. Bom Jesus do Itabapoana, aninhada sob o olhar cúmplice das montanhas, é uma dessas paragens onde o tempo não passa para apagar, mas para madurar a história. Quando os olhos repousam sobre a singela e altiva fachada verde do prédio localizado no Sítio Rio Preto, em Calheiros, compreende-se que a memória ali ganhou paredes, teto e, acima de tudo, alma.

​No dia 7 de agosto de 2026, o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira completa sua primeira década. Dez anos não são apenas uma contagem no calendário; são dez anos de resgate, de sussurros do passado que ganham a força de um brado para o amanhã. A parceria entre a Editora e jornal O Norte Fluminense e o Memorial materializa-se na promessa de uma Revista Comemorativa, um relicário de papel e tinta feito para eternizar o efêmero.

"Preservar o passado é inspirar o futuro."

​A frase gravada no rodapé da imagem não é um mero adorno; é um farol. Sob as luzes desse evento que promete ser concorrido e vibrante, o Centro de Memórias Trabalhistas trará à luz uma outra publicação histórica sobre Roberto Silveira. Ele, que é a "Glória de Bom Jesus do Itabapoana", retorna em páginas e lembranças para exercer sua vocação mais nobre: servir de bússola.

​Olhar para a trajetória dos irmãos açordescendentes Silveira é perceber que o desenvolvimento de um país não se faz apenas com tijolos e asfalto, mas com a costura firme dos ideais trabalhistas e do amor à sua gente. O passado, quando reverenciado com a dignidade que o Memorial propõe, deixa de ser um espelho retrovisor e passa a ser o próprio solo seguro onde pisaremos rumo ao futuro.

​Que venha o dia 7 de agosto. Que se abram as portas daquela casa verdejante e acolhedora, e que a brisa do Itabapoana espalhe a certeza de que a história vive em quem escolhe não esquecer.


El ladrón honrado - Fiodor Dostoyevski

 


domingo, 28 de junho de 2026

A poderosa mensagem social de "Happiness"

 


"Happiness” (Felicidade), de Steve Cutts, é um curta-metragem de animação que usa ratos como metáfora para os seres humanos para criticar a obsessão da sociedade moderna por dinheiro, consumismo e status social.

​O filme mostra como as pessoas frequentemente passam a vida perseguindo bens materiais, sucesso na carreira e prazeres temporários, acreditando que essas coisas trarão felicidade duradoura, apenas para acabarem presas em um ciclo interminável de querer mais.

​O filme sugere que a verdadeira felicidade não pode ser encontrada através do consumo constante ou da validação externa, mas sim ao se libertar dessa “corrida dos ratos”.

​Steve Cutts criou o filme como um projeto amplamente independente usando animação 2D digital desenhada à mão, principalmente com softwares de ponta, combinada com uma narrativa visual expressiva e música clássica em vez de diálogos para transmitir sua poderosa mensagem social.

Vá firme na direção da sua meta, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Vá firme na direção da sua meta.*


Porque o Pensamento cria, o Desejo atrai e a Fé realiza.


Cada novo dia é uma nova chance para ser melhor. Não melhor do que os outros... melhor que nós mesmos. 


Faça do dia o reflexo do que alimenta dentro de você, REINVENTE-SE, SE PRECISO FAVOR. 


"Não se sinta mal se as pessoas lembram de você apenas quando precisam. Sinta-se privilegiado! Pois você é luz que vem a mente delas quando há escuridão".


*"Faça tudo valer a pena... A vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Festas Juninas e Julinas, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Festas Juninas e Julinas.*


🎼🎶🎵🎤🪗🎹🥁👰🤠


Orquestra Sinfônica Dedão do Pé de Serra do Sítio do Papai.


Recordando a Festa de São João realizada em 25jun2016.


Viva São João! 

Viva São Pedro! 

Viva Santo Antônio!


No Sítio do Papai não podia faltar uma boa música para alegrar a família. "O forró foi animado!"


"Infelizmente tudo passa, tudo tem o seu tempo certo. Belos momentos que sempre levarei comigo ..."


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O espírito das ruínas

 


Há uma estranha superstição do nosso tempo: a de que o calendário produz sabedoria. Como se cada década apagasse os erros da anterior e o simples fato de nascer depois fosse uma forma de iluminação. Não é apenas uma crença no progresso das máquinas; é uma confiança quase religiosa de que o tempo, por si só, absolve e aperfeiçoa.

Quando um modernista fala em "contexto histórico", raramente fala apenas das circunstâncias. Fala do espírito que organiza uma época, daquele sopro invisível que determina o que uma civilização considera belo, justo e verdadeiro. A música muda porque muda a arquitetura; a arquitetura muda porque muda a política; a política muda porque muda a ciência. Tudo parece respirar o mesmo ar.

Por isso, para ele, arrancar uma forma do passado e trazê-la para o presente seria como costurar o bico de um papagaio no focinho de um cachorro. A forma perderia sua alma, porque sua alma seria inseparável do seu tempo. O passado só pode ser visitado como quem atravessa um museu: observa-se com curiosidade antropológica, jamais com reverência. Não se dialoga com os mortos; catalogam-se seus costumes.

Há, escondida nessa atitude, uma metafísica silenciosa.

Se o progresso técnico amplia continuamente as possibilidades morais, então a história possui uma direção inevitável. Inventam-se máquinas, libertam-se escravos. Produzem-se novos alimentos, reformulam-se as virtudes. Cada inovação pareceria acrescentar uma parcela inédita de humanidade ao próprio homem. A técnica deixa de ser instrumento para tornar-se critério moral.

Nesse horizonte, o futuro adquire um brilho quase escatológico. A velha esperança religiosa da redenção desloca-se para a cronologia. A providência deixa de descer do alto e passa a vir da frente. Amanhã conteria uma revelação que ontem jamais poderia conhecer. O futuro passa a parecer mais próximo do divino do que o passado, como se Deus continuasse escrevendo novos capítulos da realidade e nós tivéssemos o dever de acompanhá-los.

Então compreende-se a inquietação diante dos tradicionalistas. Invocar formas antigas deixa de ser apenas uma escolha estética; torna-se uma espécie de blasfêmia contra a marcha da história. O passado deixa de ser um ancestral para tornar-se um fantasma. Reanimá-lo seria despertar forças derrotadas, insistir em um mundo que o próprio tempo já teria condenado.

Mas existe outra maneira de olhar para a história.

Se o bem, o belo e o verdadeiro participam de uma mesma realidade, então nenhuma época possui monopólio sobre eles. As formas históricas podem envelhecer, mas os princípios que lhes deram origem permanecem vivos. O tempo revela aspectos da realidade; não a substitui. A verdade não amadurece como uma fruta. Apenas nós amadurecemos, ou desaprendemos a enxergá-la.

Talvez seja justamente o contrário do que imaginamos: quanto mais uma civilização prospera, maior é a tentação de esquecer as fontes que a fizeram florescer. O sucesso alimenta a arrogância. A arrogância convida à imprudência. A imprudência cronocêntrica transforma a memória em peso morto. A memória perdida dissolve a sabedoria. E, quando a sabedoria desaparece, a ordem começa lentamente a desfazer-se, não como um edifício demolido, mas como uma tapeçaria que perde, fio após fio, o desenho que lhe dava sentido.

É por isso que toda grande civilização aprende a voltar. Não por nostalgia, mas por necessidade. Assim como uma árvore não cresce afastando-se de suas raízes, uma cultura não permanece viva rompendo continuamente com seus fundamentos. Crescer não é fugir da origem; é aprofundá-la.

Talvez a eternidade seja menos uma promessa distante do que um ponto fixo contra o qual o tempo inteiro precisa ser medido. E talvez o verdadeiro progresso não consista em correr para o futuro, mas em aproximar cada vez mais a história daquilo que nunca esteve sujeito à história.

sábado, 27 de junho de 2026

A vida não espera, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*A vida não espera.*


A gente pisca, e lá se vão os anos, os planos, as pessoas. Um dia estamos brincando na calçada, no outro, segurando boletos e engolindo lágrimas em silêncio. 


Crescer é bonito, mas também é pesado. Vamos colecionando saudades, palavras não ditas e memórias que doem e aquecem ao mesmo tempo. 


Vivemos na pressa, querendo chegar, conquistar, provar... mas quase sempre esquecemos de viver o agora. 


E é no agora que mora tudo o que importa: o olhar de quem ama, o café com riso, a mão que aperta a sua quando o mundo desaba. 


Por isso, não se perca tentando ter tudo. Tenha o essencial: presença, vontade, afeto e gratidão. Porque no fim, a vida não se mede em conquistas, mas em momentos que fizeram o coração respirar mais devagar.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O lance da consagração: o jovem Raulyston, do CXBN, é campeão do II Chess Open de Itaperuna

 

Raulyston leva o título para Bom Jesus do Norte


Neste sábado, o tabuleiro testemunhou um capítulo memorável da história do xadrez regional. O jovem Raulyston Gomes Pereira, representante do Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte, e membro da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, conquistou o título do II Chess Open de Itaperuna, coroando com brilho um ano emblemático para a entidade, que celebra três décadas de existência.

A vitória não nasceu do acaso. Construída lance após lance, diante de adversários experientes e respeitados da região, ela é fruto de talento, disciplina e serenidade. Raulyston superou fortes enxadristas e alcançou o lugar mais alto do pódio por absoluto merecimento.

A conquista também reverencia o trabalho silencioso e perseverante do professor Fabio Sousa Vargas, mestre que, ao longo dos anos, vem formando gerações de enxadristas e consolidando uma verdadeira escola de pensamento, estratégia e cidadania. Os fatos falam por si: o título de Raulyston é a expressão mais eloquente de um projeto conduzido com competência, dedicação e visão de futuro.

Ao completar 30 anos, o Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte reafirma a grandeza de seu legado. Sob a liderança eficaz de Fabio Sousa Vargas, a instituição segue honrando sua história enquanto aponta, com altivez, para um horizonte renovado de excelência, conquistas e realização humana. Em cada campeão formado, renova-se a certeza de que o verdadeiro xeque-mate é aquele que a educação, a cultura e o esporte impõem às limitações da vida.


O Discurso Histórico de Francisco Amaro no Dia do Imigrante Açoriano, na CAES, em Apiacá


Boa noite a todos os quantos se dignaram a prestigiar esse evento das comemorações do dia do imigrante municipal; imigrante açoriano e comemorar também os 36 anos de canto e encanto do Grupo Musical Amantes da Arte.

​Tenho por mui alta e honrosa oportunidade, fazer um agradecimento pelo convite e por poder estar aqui hoje, com todos vós, neste dia 23 de junho de 2026, nesta Casa dos Açores do Estado do Espírito Santo, em Apiacá.

​Fico pensando nos nossos ancestrais que há anos, muitos anos, faziam à luz de vela ou de candeeiro, as suas folgas ou folias nos serões onde, em convívio, ao som de uma viola da terra "puxavam" uma dança, tocavam e cantavam e até "criavam" as modas ou músicas tradicionais, como por exemplo a Chamarrita; a Saudade; O Pezinho; O Baile da Povoação, O São Macaio; A Charamba; O Baile Furado; Os Olhos Pretos; Os Bravos; A Bela Aurora; A Lira; O Manjericão; A Tirana; A Sapateira; etc; etc. Muitas músicas, modas ou canções, acima referidas vieram com os imigrantes e ainda estão hoje sendo perseveradas pelos poucos imigrantes natos, mas por muitos açordescendentes, nesta terra maravilhosa do Brasil.

​Neste dia do imigrante, que se faça um bom exame de consciência para que possamos valorizar todos quantos, que longe dos Açores, sentem o existir da açorianidade, amparando ou mantendo uma diáspora guerreira que lutou e luta por seus ideais que consistem em aprimorar e resgatar as raízes açorianas trazidas para esta região do Vale do Itabapoana, há mais ou menos dois séculos.

​Aqui nestes pedaços de chão brasileiro, chegaram famílias de varias Ilhas do Arquipélago dos Açores, plantando usos e costumes que persistem até aos dias de hoje, graças aos seus descendentes. Há anos que esse povo se mostra dotado para a labuta, mostrando firmeza e perseverança para enfim vencer na vida e no desenvolvimento da região, sendo com trabalho dedicação e honradez. 

Há anos que esse povo, descendente de açorianos, vem hasteando as Bandeiras Açoriana e Portuguesa, mesmo sem respaldo ou conhecimento das "metrópoles" de Portugal e Açores. Contudo não desistiram e hoje podemos usufruir de uma comunidade que se chama Casa dos Açores do Espírito Santo em Apiacá, onde tem sido notável o esforço feito pelo seu presidente Dr. Nino Moreira Seródio, assim como os seus companheiros diretores, os quais fazem por manter as tradições que vieram das ilhas açorianas, como por exemplo a festa de devoção ao Divino Espírito Santo, ao Pão do Padre feito de acordo com a tradicional massa sovada e ainda se poder apreciar crianças cantando a moda do pézinho.

Gostaria mesmo é que todos os açorianos que estão lá nas ilhas distantes pudessem vir ver e observar a luta, a conduta e a persistência dos referidos descendentes de açorianos que aqui fazem por valorizar toda e qualquer relação ao arquipélago, fonte de suas genealogias.

​Portanto deixo aqui, com profunda emoção, um especial bem haja a todo esse pessoal maravilhoso.

​Com consideração e estima...

​Francisco Amaro Borba Gonçalves


IMPERDÍVEL: EXPO CAFÉ em VARRE-SAI

 



sexta-feira, 26 de junho de 2026

ADAGIO

 


Delegação de Xadrez de Bom Jesus do Norte

 


Vincenzo Antonio

 


El Ahilado - Cuento de Leon Tolstói para reflexionar

 


ADAGIO


 

Tuna Açoriana: A Tradição das Ilhas no Rio

 


Há um cordão invisível, feito de maresia e saudades antigas, que teima em unir as rochas vulcânicas dos Açores às curvas generosas do Rio de Janeiro. Quem olha para o folheto informativo não vê apenas um agrupamento musical; vislumbra uma ponte de afetos suspensa sobre o Atlântico, batizada com o nome de Tuna Açoriana.

​O cenário impresso na imagem revela rostos que sorriem com a alma de quem carrega um legado. Trajados com o peso honroso das capas escuras, esses músicos resgatam o sopro da histórica Tuna Terceirense para provar que a tradição não é um cristal estático na estante do tempo, mas sim um rio caudaloso que continua a correr. Nascida em solo fluminense, a Tuna fez-se notar a partir de 2025, transformando a melancolia do fado e a vivacidade do folclore açoriano em um abraço caloroso ao público carioca.

​Ali se promove uma fusão harmoniosa: a pureza da açorianidade temperada com o sotaque e o gingado do Brasil. E que bela sinfonia nasce desse encontro! No inventário poético dos seus instrumentos, o arquipélago e o continente dão-se as mãos:

A Viola da Terceira, com seu timbre inconfundível que evoca as brumas das ilhas;

A Guitarra Portuguesa e o Bandolim, dedilhando nostalgias e festas;

Os sopros da Flauta, da Gaita e do Sax Alto, que elevam a melodia aos céus;

O palpitar do Cajon e das Castanholas, trazendo o ritmo telúrico que faz o chão vibrar.

​Ouvir a Tuna Açoriana, ou simplesmente ler sobre a sua nobre missão de salvaguarda patrimonial, é compreender que a pátria de um povo é, antes de tudo, a sua cultura. Sob as bênçãos da Casa dos Açores e com o olhar atento voltado para o futuro, esses artistas não deixam morrer a memória das gerações passadas. Pelo contrário, dão-lhe corda, afinam-na e fazem-na cantar bem alto sob o sol do Rio, lembrando-nos de que navegar é preciso, mas cantar a nossa própria história é o que nos mantém verdadeiramente vivos.


A Última Folha




Há histórias que envelhecem apenas no calendário. No coração humano, permanecem verdes como a última folha que resiste ao inverno. Assim é The Last Leaf, de O. Henry, um conto escrito em 1907 que atravessou o tempo porque fala daquilo que nunca deixa de existir: a esperança.

Uma jovem, abatida pela doença, passa a acreditar que sua vida terminará quando a última folha de uma trepadeira cair. Era uma estranha contagem regressiva, em que a natureza parecia medir os últimos instantes de sua existência. Mas, enquanto ela olhava para a parede esperando a queda inevitável, um velho pintor, silenciosamente, realizava sua obra-prima. Na noite de vento e tempestade, pintou uma folha tão perfeita que ela permaneceu imóvel, desafiando a chuva, o frio e o desânimo. Não era uma folha verdadeira. Era algo maior: a imagem da esperança transformada em arte.

Talvez seja essa a missão dos grandes artistas. Nem sempre criar beleza para ser admirada, mas criar motivos para que alguém continue acreditando. A última folha de O. Henry não pertence apenas à parede daquele velho edifício; ela continua presa aos muros invisíveis da alma humana. Sempre haverá um inverno. Sempre haverá ventos tentando arrancar nossas certezas. Mas também sempre existirá alguém disposto a pintar, com amor e generosidade, uma folha que nos faça permanecer de pé mais um dia. E, às vezes, é justamente esse dia que muda toda uma vida.



IL VOLO

 


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Amanhecer, Amor e Gratidão, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Amanhecer, Amor e Gratidão.*


Que todos os dias a gente tenha a sorte de cruzar com aquelas pessoas que alegram o nosso coração e enchem a nossa vida de alegrias. 


O bom navegador é aquele que no mar da vida não se desespera e nem pensa em abandonar o barco pois confia na força que Deus lhe dará para suportar e vencer. 


Não se deixe abater por nada, erga a cabeça e comece o dia acreditando que por mais difícil que seja a sua vida, Deus sempre terá uma saída, uma resposta e uma solução. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Escola Municipal Ottília Vieira Campos Vivencia Aula de História no Memorial Roberto e Badger Silveira

 

Escola Ottília Vieira Campos Dá Exemplo de Educação que Inspira




Há escolas que ensinam conteúdos. Há escolas que despertam horizontes. E há aquelas que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo, transformando o aprendizado em uma experiência viva, capaz de unir passado, presente e futuro. Assim é a Escola Municipal Professora Ottília Vieira Campos, de Bom Jesus do Itabapoana.

Sob a liderança das diretoras Wiviane e Lúcia, com a dedicação da orientadora Isabel e da professora Rozane, nasceu um projeto singular, daqueles que deixam marcas na alma dos estudantes: o Projeto Literário "Histórias que Inspiram: Roberto Silveira".
A iniciativa revelou a sensibilidade de uma equipe pedagógica que compreende que a educação não se limita às paredes da sala de aula. Ao contrário, ela ganha força quando encontra a história, a cultura e os exemplos humanos capazes de inspirar novas gerações.

Foi nesse espírito que os alunos do 5º ano realizaram uma visita ao Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira. Mais do que um passeio educativo, a atividade transformou-se em uma verdadeira viagem pela memória, pela cidadania e pelos valores que ajudaram a construir a identidade de uma região e de seu povo.

Cada fotografia, cada documento, cada objeto exposto parecia contar uma história. E as histórias, quando bem contadas, têm o poder de despertar sonhos.
O encantamento dos estudantes era visível. Olhares atentos, perguntas curiosas e a descoberta de personagens que ajudaram a escrever páginas importantes da vida pública brasileira mostravam que a educação encontra sua maior beleza quando consegue despertar o interesse genuíno pelo conhecimento.

O Memorial, verdadeiro guardião da memória dos governadores Roberto e Badger Silveira, reafirmou sua vocação de espaço cultural e educativo, onde o passado dialoga com o presente para iluminar o futuro.

Parte desse sucesso deve-se também à acolhida calorosa de André Luiz de Oliveira, presidente da Associação Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, e de Dona Georgina dos Santos, presidente emérita da instituição. Com generosidade, simpatia e profundo conhecimento da história preservada naquele espaço, ambos transformaram a visita em uma experiência inesquecível.

A receptividade de André Luiz e Dona Georgina não apenas encantou os visitantes; ela fortaleceu o sentido do projeto, mostrando que a memória só permanece viva quando é compartilhada com amor e dedicação.

Ao final da visita, mais do que informações adquiridas, os alunos levavam consigo novas ideias, novas reflexões e, sobretudo, novas inspirações. Afinal, é exatamente isso que fazem os grandes projetos educacionais: semeiam possibilidades.

A Escola Municipal Professora Ottília Vieira Campos demonstra, mais uma vez, que educar é construir pontes entre gerações. E o Projeto Literário "Histórias que Inspiram: Roberto Silveira" já pode ser considerado uma dessas belas pontes, erguida com conhecimento, sensibilidade e compromisso com a formação cidadã.

Que outras histórias continuem a inspirar. E que outras escolas encontrem, no exemplo da Professora Ottília Vieira Campos, a certeza de que a educação se fortalece quando caminha de mãos dadas com a cultura, a memória e o sonho.





Escola Municipal Professora Ottília Vieira Campos


Campanha de Arrecadação para o Lar dos Idosos Padre Gabriel


 

"Trabalhadores do mundo: pensem muito antes votar", por Yelmo Papa


Não sei se sorrio ou choro com o artigo acima. É claro que qualquer coisa imposta (por uma ditadura) não é boa, o debate deve ser livre. Só que no capitalismo tupiniquim só há um lado beneficiado na chamada "livre negociação": o dos patrões. Empregados por aqui têm o direito de aceitar calados ou cumprir o velho ditado de que "a porta da rua é serventia da casa", com poucas exceções. O Congresso Nacional é uma casa do povo (ou deveria ser). O cidadão ainda tem a "arma" mais poderosa em suas mãos, que só as democracia permitem usar: O VOTO. 

Os dignos professor e juiz, autores do artigo, com certeza têm muito mais conhecimento do que esse desconhecido jornalista que vos escreve, mas eu tenho uma receita simples para jamais o trabalhador virar refém dos interesses dos poderosos: leiam, informem-se e jamais se dirijam às urnas achando que só os cargos executivos (presidente, governador e prefeito) são importantes. Não joguem seu voto para a Câmara, o Senado e a Assembleia Legislativa fora; não votem no(a) cidadão(ã) só porque mora no seu bairro, na sua cidade, frequenta a sua igreja, torce pelo seu time ou é bonito(a). 

Conheça as ideias das pessoas que pretendem ocupar uma cadeira nas casas legislativas, se têm projetos ou apenas querem lacrar nas redes sociais, odiar adversários, espalhar fake news ou beneficiar parentes e amigos. Não sei se criei esta frase, por isso a escrevo entre aspas: "Não faça na urna aquilo que você faz no banheiro. O botão verdinho (CONFIRMA) não é o da descarga". 

Um abraço.

A Casa do Artesão ARTEBOM em Bom Jesus do Norte

 


À beira da ponte que une dois destinos, Bom Jesus do Norte e Bom Jesus do Itabapoana, existe um lugar onde o tempo ganhou novas cores. Onde antes funcionava o antigo posto fiscal do Estado do Espírito Santo, hoje florescem linhas, agulhas e sonhos tecidos pelas mãos de artesãs que transformam matéria simples em arte.

Ali trabalha Maria Adélia Pereira Barreto Vaillant, conhecida carinhosamente como Gelza. Filha de Gerson Barreto e Vivaldina Pereira da Silva, ela carrega na história até uma curiosidade de nascimento: o pai queria que se chamasse Geiza, mas a mãe preferiu outro caminho. Como os fios que escolhem novos desenhos, a vida também teceu sua própria trama.

Nascida em Bom Jesus do Itabapoana e radicada em Bom Jesus do Norte, Gelza encontrou no artesanato mais que um ofício. Há mais de trinta anos dedica suas mãos ao crochê e ao tricô. Aprendeu pontos e segredos no Rio de Janeiro, mas foi no interior que transformou o aprendizado em paixão permanente.

E paixão, para ela, não conhece descanso. Quem a observa percebe: está sempre criando. A cada hora surge uma nova peça, uma nova flor, uma nova ideia. As mãos parecem conversar com as linhas, transformando novelos em beleza.

Entre suas realizações mais marcantes está a confecção de 500 flores para a Feira dos Municípios em Carapina, neste ano, trabalho que levou junto o orgulho de sua terra e o hino de Bom Jesus, como se cada pétala carregasse um pouco da identidade de seu povo.

Há cinco anos, Gelza e outras quatro artesãs ocupam o espaço cedido pelo Governo do Estado no antigo posto fiscal. O contrato garantiu vida nova ao prédio, que deixou de fiscalizar mercadorias para acolher criatividade, cultura e tradição.

A associação é presidida por Lucinete Proveti e reúne mulheres que compartilham talento e perseverança: Juliana Amâncio, Maria do Carmo, Eliana, Maria das Graças Carvalho e Gelza. Em sistema de revezamento, elas atendem visitantes e mantêm as portas abertas para quem chega em busca de lembranças, presentes ou simplesmente de uma boa conversa.

As vendas seguem seu curso, às vezes mais tranquilas, às vezes mais animadas. Mas elas já aprenderam um segredo que o artesanato ensina todos os dias: quando saem para feiras e eventos, encontram novos olhares e novas oportunidades. E, acima de tudo, aprenderam a não desistir.

Porque cada peça exposta ali conta uma história. Cada ponto de crochê guarda paciência. Cada flor revela cuidado. E cada artesã sabe que, assim como uma ponte liga margens diferentes, o artesanato também une passado e futuro, tradição e esperança.

Na beira da ponte, onde antes havia barreiras e fiscalização, hoje há acolhimento. E no meio de fios, flores e mãos dedicadas, segue sendo tecida a mais bonita das obras: a valorização da cultura de Bom Jesus do Norte.























quarta-feira, 24 de junho de 2026

Apiacá: Um Mar de Histórias na CAES (Casa dos Açores do Espírito Santo)

 



Apiacá (ES) - No extremo sul do Espírito Santo, onde as montanhas se encontram com as águas do Itabapoana e a divisa com o Rio de Janeiro se desenha no horizonte, uma cidade de pouco mais de 7.500 habitantes viveu uma noite que ultrapassou os limites de uma simples celebração. No dia 23 de junho, Apiacá transformou-se em porto de chegada para memórias centenárias, reafirmando sua vocação como guardiã da herança açoriana no interior capixaba.

Foi uma noite de cultura, amizade, boa música e identidade. Mas houve algo além da programação oficial. Pairava sobre a cidade uma sensação de pertencimento renovado, como se uma delicada névoa vinda das Ilhas dos Açores envolvesse ruas, vozes e lembranças. Era a bruma simbólica da Açorianidade, presente na música do açoriano Francisco Borba Gonçalves, no trabalho da Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES) e no entusiasmo daqueles que compreendem a cultura como elo permanente entre gerações.

Há mistérios que atravessam oceanos sem jamais perder a direção. Quando os primeiros açorianos chegaram ao Espírito Santo, trouxeram consigo muito mais do que pertences. Vieram carregados de saudade, fé, tradições e histórias que resistiram ao tempo. Séculos depois, o vínculo entre as ilhas atlânticas e o solo capixaba continua vivo, sustentado pela força silenciosa da memória coletiva.

Neste contexto, a celebração do Dia do Imigrante Açoriano ganhou um significado especial. Apiacá não apenas comemorou uma data. Celebrou uma conquista histórica. A instituição da data no calendário oficial do município, por meio da Lei Municipal nº 1.242, de 10 de dezembro de 2025, consolidou o reconhecimento da contribuição açoriana para a formação cultural, social e espiritual da região.

De autoria da vereadora Rubia Rezende de Figueiredo, a legislação estabelece o dia 18 de junho como o Dia Municipal do Imigrante Açoriano. A data remete à passagem do Padre Antônio Francisco de Mello, natural da Ilha de São Miguel, por Apiacá em 1899, episódio que fortaleceu os laços históricos entre os Açores e o Vale do Itabapoana. A lei também prevê ações educativas, culturais e históricas destinadas à valorização da presença açoriana no município e ao fortalecimento das relações entre Apiacá, a Casa dos Açores do Espírito Santo e comunidades açorianas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

Às 19h30, a sede da Casa dos Açores abriu suas portas para um reencontro de tempos e afetos. O Coral Vozes do Tempo, do CRAS de Apiacá, emocionou o público ao reunir diferentes gerações em torno da música. As vozes experientes e sensíveis demonstraram que a memória não envelhece quando encontra abrigo na arte.

Um dos momentos mais marcantes da programação foi protagonizado por Francisco Borba Gonçalves. Com o violão nos braços, o músico transformou o salão em oceano. Cada acorde parecia desenhar no ar as paisagens das chamadas Ilhas de Bruma. As distâncias desapareceram. Apiacá tornou-se mar. Os Açores tornaram-se presença. E a música fez aquilo que somente a arte é capaz de realizar: aproximou geografias separadas por milhares de quilômetros e uniu corações em uma mesma emoção.

Sob a liderança do presidente da CAES, Dr. Nino Moreira Seródio, e com o empenho da professora Maria Cristina Borges, a instituição reafirmou seu papel como referência da cultura açoriana no Espírito Santo. Fundada em Apiacá e inaugurada em 25 de julho de 2022, durante as comemorações dos 210 anos da imigração açoriana para o Espírito Santo e dos 180 anos do povoamento açoriano do Vale do Itabapoana, a Casa dos Açores tornou-se um marco cultural para toda a região.

O reconhecimento da importância desse trabalho ultrapassou fronteiras. Em mensagem oficial enviada dos Açores, o Diretor Regional das Comunidades, Dr. José Andrade, destacou a relevância da iniciativa do município e manifestou a satisfação da Região Autónoma dos Açores diante da criação do Dia Municipal do Imigrante Açoriano.

"Estamos longe na geografia e na história, mas ficamos perto no pensamento e no coração", escreveu o representante do Governo dos Açores, sintetizando em uma frase o sentimento que dominou a celebração.

Ao final da noite, ficou a certeza de que Apiacá avançou mais um passo na afirmação de sua identidade açoriana. Entre canções, discursos, reencontros e lembranças, a cidade viveu uma experiência de memória coletiva. Mais do que um evento cultural, foi a confirmação de que a herança dos antigos navegadores continua encontrando porto seguro às margens do Itabapoana.

E assim, na Casa dos Açores do Espírito Santo, um mar de histórias voltou a ser contado. Histórias que vieram do outro lado do Atlântico, atravessaram séculos e permanecem vivas porque encontraram morada permanente no coração de um povo.