O Sarau das Garças e o Triunfo da Cultura de Itaperuna
Sob a bênção de uma noite mágica, onde o céu se vestiu de gala, e a Lua de Morango derramou sua luz cor de âmbar e mistério, a cultura de Itaperuna viveu um de seus capítulos mais inesquecíveis. O Sarau das Garças não foi apenas um evento; foi um rito de comunhão, um abraço fraterno que uniu a Academia Itaperunense de Letras (ACIL) e a União Brasileira de Trovadores (UBT - Seção Itaperuna) em uma só voz, um só palpitar.
Aconchegados na hospitalidade generosa da residência do Poeta-Trovador Gogó Pacheco, os presentes puderam testemunhar a poesia viva que ali habita diariamente. Naquele cenário à beira-rio, onde as garças brancas riscam o crepúsculo em um espetáculo sagrado de voo e retorno ao lar, a arte humana encontrou o seu espelho na natureza.
A Noite em que a Poesia Fez-se Luz
À medida que a noite avançava e a lua cheia agigantava-se no firmamento, o ar preenchia-se de acordes e rimas.
As Vozes da Terra. Trovas e poesias brotavam espontâneas, flutuando no ambiente como as próprias garças que inspiram o lugar. Cada verso declamado era um tijolo na construção de um amanhã mais sensível.
O Canto da Alma. O magistral compositor e cantor Valber Meireles dedilhou melodias que tocaram o invisível, oferecendo canções que alimentaram a alma e fizeram os corações vibrarem na mesma sintonia.
O Brilho do Anfitrião. Gogó Pacheco, com a força de suas declamações vibrantes, magnetizou os olhares e as emoções, transformando sua palavra em pura energia e encantamento.
Parabéns à ACIL, à UBT e a toda a comunidade de Itaperuna. Daquela noite sob a Lua de Morango, todos saíram transformados, levando no peito a chama renovada da esperança. Fortalecidos na certeza de que, através da palavra, do afeto e da arte, é possível sim construir um mundo novo: profundamente culto, perfeitamente belo e, acima de tudo, humano.
"A cultura literária de Itaperuna mostrou ao mundo sua qualidade, erguendo-se como um verdadeiro farol de sensibilidade e intelecto."



























