sexta-feira, 6 de agosto de 2021

12 de agosto: OS 10 ANOS DE FUNDAÇÃO DO ECLB

 

Há 10 anos, no dia 12 de agosto de 2011, foi fundado o Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB) pelos filhos de Luciano Bastos: Cláudia, Paula, Francia e Gino, que transformaram o prédio do antigo Colégio Rio Branco na sede da  entidade.

A fundação seguiu o desejo de Luciano Bastos, antes de seu passamento, no dia 8 de fevereiro do mesmo ano. Ele manifestou, aos filhos, o interesse em que os mesmos preservassem o prédio e o acervo. Seus filhos mantêm a entidade, desde então, com recursos próprios. A inauguração contou com a presença marcante do consagrado Grupo Musical Amantes da Arte.

Grupo Musical Amantes da Arte participou da fundação do Espaço Cultural Luciano Bastos


Contando com o acervo do educandário- fundado em 25 de maio de 1920-, biblioteca, espaço para cinema, auditório para apresentação de teatro, exposições e apresentação de piano, além do Museu da Imprensa, que contém uma raridade, entre outras: uma máquina francesa Allauzet, do século XIX. O  ECLB conta ainda com várias preciosidades, entre os quais, um acervo dos jornais de Bom Jesus do Itabapoana desde 1906, quando da edição do nosso primeiro jornal, ITABAPOANA.

Máquina francesa Alauzet, raridade do século XIX, que imprimiu o jornal O Norte Fluminense por décadas, integra o Museu da Imprensa do ECLB



Os jornais de Bom Jesus do Itabapoana, desde 1906, integram o rico acervo do ECLB. Na foto, o primeiro exemplar do primeiro  jornal de Bom Jesus, "Itabapoana", editado pelo campista Sylvio Fontoura, publicado no dia primeiro de agosto de 1906.
 
Desde então, o ECLB tem sido alvo de muitas visitas, especialmente de educandários.  Vários lançamentos de livros, cds e espetáculos têm ocorrido nesse espaço sagrado. O ECLB prossegue, portanto, o antigo Colégio Rio Branco, servindo à sociedade bonjesuense e à região, como era desejo de Luciano Bastos.






Elcio Xavier lançou em 2a. Edição, no ECLB, os livros O Véu da Manhã e Rosaquarium

Beto Travassos lançou seu livro Alma e Poesia, no ECLB




Wilma Martins Teixeira Coutinho, que trabalhou nós governos de Roberto e Badger Silveira, Cristina Silveira e Ana Maria Silveira, filhas do ex-governador Badger Silveira, marcaram presença em espetáculo no Auditório Dona Carmita, do ECLB, em 2014

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

11 de agosto: OS 26 ANOS DO ILA

 


Hoje, dia 11 de agosto, o ILA, Instituto de Letras e Artes Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo, completa 26 anos de existência, sob o competente comando da Dra. Nísia Campos.




Em entrevista para O Norte Fluminense, em 2012, Dra. Nísia registrou que, no dia 11 de agosto de 1995, ocorreu a fundação do ILA, no auditório do então Colégio Técnico Agrícola, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF). "O dr. Paulo Faria de Figueiredo foi o primeiro presidente, e eu a vice-presidenteA criação do ILA teve apoio da administração de Álvaro Moreira que destinou recurso da cultura para a confecção das opas acadêmicas, aquisição de livros, envelopes impressos, entre outros". Recorda-se que "seis ônibus vieram de outros municípios. O Acadêmico Alaor Eduardo esteve presente representando Niterói (RJ). Além disso, vários ônibus de Campos trouxeram intelectuais e apoiadores para o evento"salientou.

Para a criação do ILA, Dra Nísia inspirou-se  na Pedralva, de Campos dos Goytacazes. Embora integrasse a Academia Bonjesuense de Letras (ABDL), Dra. Nísia disse que "tinha a visão de aglutinar em uma entidade, diversas atividades artísticas". Recorda-se que "convidei o dr. Ayrton Seródio para fundar o ILA, que disse: 'A ideia é muito interessante.Vamos trabalhar nisso'. Dr. Ayrton era membro da Pedralva, como sócio-correspondente".

As reuniões iniciais ocorreram no Anfiteatro Iracema Seródio Boechat, localizado na Prefeitura Municipal. Posteriormente, passaram a ocorrer nas dependências do Colégio Rio Branco e, atualmente, sucedem no salão da Câmara Municipal.

Desde que assumiu a presidência do ILA, Dra Nísia vem imprimindo um grande dinamismo à entidade, promovendo sessões históricas, concursos de poesias e lançamentos de livros, entre outros eventos meritórios.

O Norte Fluminense parabeniza a Dra Nísia e ao ILA pelos 26 anos de exitosa existência!

Falece o ex-prefeito Noé Vargas

 Ao mesmo tempo que O Norte Fluminense manifesta condolências à família enlutada, reproduz, aqui, entrevista realizada há cerca de 6 anos.


NOÉ VARGAS, O PREFEITO QUE PREPAROU O FUTURO



fotos de André Luiz de Oliveira
Noé da Silva Vargas


Noé da Silva Vargas nasceu no dia 12/09/1932 em Batatal, distrito de Apiacá (ES).

É casado com Vilma Abdalla da Silva, capixaba de São José do Calçado (ES), nascida no dia 1º/11/1933. Possui três filhos: Jonas Miguel Abdallah Vargas e Wilza Carla Abdallah Vargas, e três netos: Mariana, Carolina, Sofia e João Vítor.


Seu pai, Miguel Jorge da Silva, era fazendeiro em Arraial Novo. Sua mãe, Maria Augusta de Assis Vargas, era também de Arraial Novo.

Noé estudou no Colégio Mercês Garcia Vieira, em São José do Calçado, mas não concluiu o antigo ginasial, que corresponde ao atual ensino médio. 

Ajudou o pai na Fábrica de Cachaça do Himalaia. Depois, após a venda da fazenda, se estabeleceu em Bom Jesus, no prédio onde ficou localizada a antiga loja conhecida como "Muzeu".



Noé foi vereador e conta que foi o responsável pela vinda de Jânio Quadros a Bom Jesus, em 20/12/1953. Segundo ele,"aprendi política com meu pai. Ele mudou-se, depois, para Niterói e vendeu o imóvel de Bom Jesus para formar os filhos. Ele faleceu lá".

Noé se elegeu prefeito em 1972, exercendo o mandato entre 1973 e 1977. "Na época, o governador Chagas Freitas prestigiava o nosso governo.

Tenho o orgulho de ter doado terreno para a construção do Tiro de Guerra, da Clínica de Repouso, dos Correios, do INSS e do Colégio Técnico Agrícola, assim como do Abrigo dos Velhos. Promovi o calçamento da rua Aristides Figueiredo e realizei o serviço de esgoto no bairro Lia Márcia. Fiz, ainda, a Noelândia para atender a classe operária.

Nas conhecidas Festa do Noé, incentivei o as folias de rei. Distribuí bolsas de estudo para o Colégio Rio Branco e promovia o Natal para as crianças. Minha esposa foi presidenta do MOBRAL e teve papel importante na área social", salienta.

Dr. Ayrthon Borges Seródio, presidente do Conselho Municipal de Cultura, por 35 anos, e da Academia Bonjesuense de Letras por 20 anos, além de autor de 24 livros, é categórico: "Noé Vargas foi o melhor prefeito de Bom Jesus".



Dr. Ayrthon Borges Seródio: "Noé Vargas foi o melhor prefeito de Bom Jesus"

Noé Vargas teve tempo, ainda, para comandar, pelas manhãs, um programa radiofônico conhecido como "Programa Noé Vargas, o programa que tem cheiro de terra", que foi ao ar durante cerca de 10 anos, na rádio Itaperuna e, depois, na rádio Bom Jesus. 

"Sempre quis ser prefeito e agradeço a coletividade pela confiança depositada em mim. Procurei fazer uma administração voltada principalmente para os mais necessitados. Gostaria de destacar duas personalidades que deram sustentação à minha administração: os irmãos Ésio Martins Bastos e Luciano Augusto Bastos", finaliza.


Noé, Miro Teixeira e Luciano Bastos, na campanha eleitoral de 1982

terça-feira, 3 de agosto de 2021

8 de agosto: 6 anos da inauguração do Memorial Coronel Quina Bento e Padre Antônio Alves Siqueira, no Arraial Novo

 







A inauguração do Memorial Cel. Quinca Bento e Padre Antônio Alves de Siqueira em Arraial Novo, no dia 8 de agosto de 2015, por ocasião do 3º Passeio Cultural, inserido no 6º Circuito Cultural Arte Entre Povos, foi marcada pela emoção. A família do Cel. Quinca Bento optou em estabelecer o Memorial no antigo coreto construído por ele, em 1955.

Esio Campos, neto do coronel, falou em nome da família, lembrando de sua trajetória como pai e   esposo exemplar, assim como líder que se fixou na região e foi o responsável pelo desenvolvimento da comunidade. Gino Martins Borges Bastos, apoiador do evento, assinalou, na oportunidade, a importância do legado do Cel. Quinca Bento não só para a comunidade, mas para a construção de um mundo novo. Esteve presente ao evento o vereador Hamilton Borges.

Vejam algumas fotos do evento histórico.
 
















Esio Campos, neto do Cel. Quinca Bento, e o chicote utilizado por seu bisavô

Descendentes do Cel. Quinca Bento
Os novos descendentes do Cel. Quinca Bento

CORONEL QUINCA BENTO


Ezio Oliveira Campos















Joaquim Rodrigues Souza Campos (Cel. Quinca Bento) nasceu em em 12 de junho de 1882, em Santa Clara, município de Porciúncula RJ. Faleceu em 18 de agosto de 1970.

Veio morar na localidade de Arraial Novo, em Calheiros, 2ºdistrito de Bom Jesus do Itabapoana, aos 18 anos, onde constituiu sua família e teve 7 filhos, sendo um adotivo. Ali conquistou sua fazenda, onde produzia café e criava gado, fazenda esta onde vivem seus filhos, netos bisnetos e tataranetos até os dias de hoje.

Calheiros, 2ºdistrito de Bom Jesus do Itabapoana, aos 18 anos, onde constituiu sua família e teve 7 filhos, sendo um adotivo. Ali conquistou sua fazenda, onde produzia café e criava gado, fazenda esta onde vivem seus filhos, netos bisnetos e tataranetos até os dias de hoje.

Sendo este homem um dos primeiros desbravadores da região, construiu a primeira escola, a padaria, a igreja Católica, o cemitério, o campo de futebol e promoveu a abertura da primeira estrada de Calheiros a Arraial Novo.

Cel. Quinca Bento sempre prestou apoio de emergência à saúde dos moradores, realizando enfaixamento de fraturas em pernas e braços, com recursos artesanais, num tempo em que inexistia o imediato acesso à saúde.

Por ser muito respeitado, era sempre solicitado para ser o mediador na resolução de problemas na região. Intercedia, assim, em conflitos envolvendo divisão de terrenos, desavenças em divisão de bens, entre outros, numa época em que ninguém tinha acesso à justiça.

Sendo um líder político, durante toda a sua existência foi respeitado e ouvido pelas autoridades.

Por ocasião da emancipação do município de Bom Jesus do Itabapoana, em que foi elaborado o mapa da divisão territorial dos distritos, sua fazenda estava prevista para passar a pertencer ao distrito de Pirapetinga de Bom Jesus. Ocorre que, pelo seu amor ao distrito de Calheiros, foi até às autoridades responsáveis pela divisão e intercedeu pedindo para que sua propriedade continuasse a pertencer ao distrito de Calheiros. Seu pedido foi atendido e, assim, a divisão ainda permanece do mesmo jeito de outrora, com a propriedade pertencendo a Calheiros.

Enfim, este homem, que respeito e guardo em minha memória como exemplo de líder, que buscava sempre o bem de todos, foi muito respeitado, e lutou, em especial, por melhorias para o distrito de Calheiros e, em particular, para a comunidade de Arraial Novo, onde o Posto de Saúde que atende toda a comunidade leva o seu nome: "Coronel Quinca Bento", em homenagem àquele que sempre buscou melhores condições de vida para todos.

Ezio Oliveira Campos é neto do Coronel Quinca Bento

5 de agosto: FORNO INDÍGENA FOI RECONSTITUÍDO EM CALHEIROS, HÁ 4 ANOS

                                 
                                         

Forno indígena, de Calheiros, foi reconstituído

No dia 5 de agosto de 2017, foi inaugurada a restauração do primeiro forno indígena de Calheiros.

A Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira recebeu doação do terreno, no distrito de Calheiros, onde existiu o forno indígena, localizado por estudiosos em 1983.

A doação foi feita pelo Jornal O Norte Fluminense,  que adquiriu o terreno e realizou a doação com o objetivo de preservação da rica história do distrito.

A reconstituição foi realizada pela ceramista Edilene Peris, formada pelas Oficinas Técnicas Artesanais, do Projeto ROÇARTE.





                                Edilene Peris


Texto preservado no Arquivo do Museu da História Natural, vol. VIII/IX, refere-se ao Forno Indígena de Bom Jesus do Itabapoana  (Acervo da dra. Simonne Teixeira)





                                 Dra. Simonne Teixeira

Segundo a arqueóloga Dra. Simonne Teixeira, "em 1998, eu tive acesso a este registro e fiz questão de vir a Calheiros, e constatei que se tratava de um forno colonial, do século XIX, de importante valor histórico. Na época, as pessoas diziam que jogavam entulhos e vidros dentro do forno, pois temiam que as crianças se machucassem brincando dentro do buraco", assinalou.








Área onde foi localizado o forno indígena

             Forno indígena é visitado por turistas


     Calheiros preserva sua história








segunda-feira, 2 de agosto de 2021

5 de agosto: 3 anos da inauguração da Praça Três Irmãos e do Monumento em Memória do Padre Negro, em Calheiros


Vejam como foi o grandioso evento, no dia 5 de agosto de 2018





O 1º Festival de Cultura e História de Calheiros, distrito de Bom Jesus do Itabapoana, que iniciou-se no dia 3 de agosto e teve sua conclusão no dia de hoje, mostrou a força de sua história e cultura.

Organizado pela Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, dirigida por Georgina dos Santos, e pela ADRUC (Associação de Desenvolvimento Rural e Urbano de Calheiros), presidida por Eraldo Salutto de Rezende, o evento mobilizou toda a comunidade.

Às 15h, foi inaugurada a Praça Três Irmãos (Governadores Roberto e Badger Silveira e Deputado Federal Zequinha Silveira), políticos que nasceram no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, e são exemplos de vida política em favor da coletividade.

Em seguida, foi inaugurado um monumento em memória do Padre João Mendes Ribeiro, conhecido como Padre Negro, que foi nomeado pároco da comunidade em 1876, em pleno período escravocrata.

Discriminado, ele foi obrigado a residir do outro lado do rio Itabapoana, em terra de São José do Calçado (ES). Certa vez, os racistas pegaram-no, após a Santa Missa, e colocaram-no num bote sem remos para que a correnteza levasse a embarcação até a Cachoeira da Fumaça e causasse a morte do pároco. Segundo a história secular, Padre João Mendes sentou-se inabalado e passou a rezar seu livro de orações. Milagrosamente, o bote retornou ao local de onde saíra.

Esta história acabou sendo retratada pelo renomado escultor Valdieri Martin, carioca radicado em Cachoeiro de Itapemirim (ES), que confeccionou o referido monumento em memória do Padre João Mendes.

Em seguida, ocorreu a primeira apresentação da Lira Calheirense Maestro Áureo Fiori, ícone de nossa história musical. A novel corporação musical contou com o apoio idealista da Lira 14 de Julho, de Rosal, e de seu Maestro Cely Tinoco.

Ao após, foram entregues certificados aos que têm apoiado Calheiros em suas atividades culturais.

Marcou presença no evento, a vereadora Renata Fiori de Cachoeiro de Itapemirim (ES), que tem se destacado no parlamento cachoeirense.

Outra cachoeirense ilustre presente ao evento foi a dra. Lucília Stanzani, que tem relevantes serviços prestados ao nosso município.  Foi ela quem desenvolveu os sites sobre as vidas dos Governadores Roberto e Badger Silveira, sobre Padre Mello e sobre o poeta bonjesuense Elcio Xavier. Além disso, ela produziu o documento de doação do terreno de Maria Luzinete Gomes Fernandes para a Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira.

Finalizou a tarde, o Bailado Italiano de Varre-Sai (RJ), que homenageou as famílias italianas que imigraram para a região no final do século XIX. As apresentações do grupo contagiaram todos.

Hoje, à noite, o evento foi encerrado com a Noite de Forró, ficando a certeza que o resgate de nossa história e de nossa cultura é fundamental para construirmos uma sociedade humanizada.


Praça Três Irmão foi ideia de Raul Travassos


Monumento em memória do Padre João Mendes Ribeiro é obra do consagrado escultor Valdieri Martin

Maestro Áureo Fiori: ícone da cultura musical de nosso município





Lira Calheirense Maestro Áureo Fiori à frente da sede do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira


Eraldo Salutto de Rezende foi o destaque na idealização e organização do 1º Festival de História e Cultural de Calheiro

Praça Três Irmãos





Comunidade calheirense dançou no ritmo do Bailado Italiano


Bailado Italiano de Varre-Sai é uma preciosidade da cultura fluminense