terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Foto inédita de Olga Ebendinger, a professora de Roberto, Badger e Zequinha Silveira

Olha Ebendinger: foto inédita da professora de Roberto, Badger e Zequinha Silveira

 

Graças aos esforços da memorialista Maria Cristina Borges, O Norte Fluminense obteve uma foto procurada há muitos anos: a de Olga Ebendinger, que foi professora de infância dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, do ex-deputado federal Zequinha Silveira, e do Dr. Ayrthon Borges Seródio.

Olga Ebendinger lecionou para eles  em escola localizada na Barra do Pirapetinga. 

Os irmãos e suas irmãs Maria da Penha e Dinah Silveira moravam, na época, com seus pais, Boanerges e Maria do Carmo, conhecida como Biluca, na Fazenda São Tomé. 

Os três irmãos iam para a escola a pé e passavam pelo Sítio Rio Preto, onde se encontravam com o amigo Neneco. Todos iam, então, para a Barra do Pirapetinga, passavam por uma mercearia para conseguir balas e guloseimas e chegavam à escola para estudar com a professora Olga Ebendinger.

Balcão da mercearia, hoje conhecida como Mercearia do Louro, onde os irmãos Roberto,  Badger e Zequinha Silveira obtinham balas e guloseimas, antes de chegarem à escola. Ele faz parte do acervo do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira


Escola da Barra do Pirapetinga onde a professora Olga Ebendinger lecionou para Roberto, Badger e Zequinha Silveira. Na foto, Aldemir Chaves Magalhães, bisneto da professora


A memorialista Maria Cristina Borges


Um começo de dia maravilhoso, por Geraldo Silveira

                  Geraldo Silveira



Hoje, exatamente às 05:30 h matinal, com esse espetáculo da natureza, fui agraciado com um lindo nascer do sol, que, a cada dia, nasce mais cedo, e o melhor, assistindo esse dia perfeito em duas perfeitas companhias históricas e lendárias desse nosso belo Brasil, são eles Carlos Drummond de Andrade e Dorival Caymmi,  fazendo sentir-me um tremendo de um turista. Nada como um começo de dia maravilhoso, muito bom dia a todos!






Geraldo Silveira é filho de Maria da Penha Silveira e sobrinho de Dinah Silveira, do ex-deputado federal Zequinha Silveira e dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

"Vamos ocupar as mentes com o que é fútil...""


 Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu esta reflexão:  

′′Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas...  

Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drasticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar. É necessário que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista..... que o fosso se cave entre o povo e a ciência, que a informação dirigida ao público em geral seja anestesiada de conteúdo subversivo.  

 Especialmente sem filosofia. Mais uma vez, há que usar persuasão e não violência direta: transmitir-se-á maciçamente, através da televisão, entretenimento imbecil, bajulando sempre o emocional, o instintivo. Vamos ocupar as mentes com o que é fútil e lúdico. É bom com conversa fiada e música incessante, evitar que a mente se interrogue, pense, reflita.  

Vamos colocar a sexualidade na primeira fila dos interesses humanos. Como anestesia social, não há nada melhor. Geralmente, vamos banir a seriedade da existência, virar escárnio tudo o que tem um valor elevado, manter uma constante apologia à leveza; de modo que a euforia da publicidade, do consumo se tornem o padrão da felicidade humana e o modelo da liberdade.  

Assim, o condicionamento produzirá tal integração, que o único medo (que será necessário manter) será o de ser excluído do sistema e, portanto, de não poder mais acessar às condições materiais necessárias para a felicidade. O homem em massa, assim produzido, deve ser tratado como o que é: um produto, um bezerro, e deve ser vigiado como deve ser: um rebanho. Tudo o que permite adormecer sua lucidez, sua mente crítica é socialmente boa, o que arriscaria despertá-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado...  

Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, em seguida, aqueles que a apoiam devem ser tratados como tal ′′.

Günther Anders -  "A obsolescência do homem ′′, 1956.

Memória: entrevista com o Secretário Municipal de Obras Paulo Sérgio do Canto Cyrillo, em 2019

A seguir, O Norte Fluminense resgata entrevista de Paulo Sérgio do Canto Cyrillo ao nosso jornal, logo após ter sido nomeado Secretário de Obras, Transporte e Serviços Públicos no governo Roberto Tatu, em 2019.




SECRETÁRIO DE OBRAS DINAMIZA BOM JESUS

Paulo Sérgio do Canto Cyrillo: obras em todo o município


Após uma feliz iniciativa do prefeito Roberto Tatu, que nomeou Paulo Sérgio do Canto Cyrillo como Secretário de Obras, nosso município já percebe as transformações que eram cobradas pelos munícipes.


Paulo Sérgio analisa projeto para a revitalização da Praça Amaral Peixoto


As melhorias dos serviços estão sendo implementadas aos poucos, com a seriedade que cada caso requer. 

A correção do asfalto de Carabuçu, por exemplo, está sendo realizada com o acompanhamento direto do Secretário, "para evitar que os funcionários façam algum erro, por ocasião da fixação do asfalto", salientou Paulo Sérgio.

Além das várias obras que estão sendo implementadas em todo o município, o Secretário de Obras está planejando, com respaldo do prefeito Roberto Tatu, uma importante revitalização da Praça Amaral Peixoto.




Paulo Sérgio planejava a revitalização da Praça Amaral Peixoto, em 2019




Um causo de Elcio Xavier, o Príncipe dos Poetas

Gino Martins Borges Bastos


Caneta alusiva ao centenário do Príncipe dos Poetas

A família Xavier, através principalmente de Elcio, o Príncipe dos Poetas, e seus filhos Rogério e Rosete, têm sempre mantido contato com Bom Jesus do Itabapoana, sua terra natal.

Quando mantém contato telefônico comigo, Elcio nunca se cansa de falar sobre seu amado torrão natal, e se põe a dar sugestões para o desenvolvimento cultural do município, como por exemplo, apresentações semanais de música clássica no Espaço Cultural Luciano Bastos.

Elcio discorre, também, sobre a história da região e compartilha, com seu interlocutor, dos lamentos pelo fim de prédios históricos e da ausência de resquícios da antiga ponte de madeira, assim como da antiga estação ferroviária, que tiveram grande importância no nosso desenvolvimento.

Somos todos frutos da história de nosso passado, tenhamos consciência disso ou não. A influência da vida infantil em nossas vidas adultas é um fato. Percebamos isso ou não. 

Resgatar nossa história é, portanto, resgatar também a trajetória de nossas vidas, e tomarmos consciência de que é possível sermos agentes de nossa própria história e donos do nosso próprio destino.

Em nossa última conversa, Elcio contou-me um causo, que autorizou a divulgação.

Lembrou ele que, em Bom Jesus, o então prefeito José de Oliveira Borges fundou uma biblioteca, na cidade. Com o objetivo de enriquecê-la, Elcio enviou para Bom Jesus um conto clássico de Eça de Queiroz, um dos maiores escritores da literatura luso-brasileira, intitulado "Singularidades de uma Rapariga Loura", publicado pela primeira vez em 1902. Através de personagens, Eça tenta mostrar o conflito da antiga sociedade com a nova, esta gestada pela Revolução Industrial.

Tempos depois, Elcio ficou sabendo que o livro não se encontrava nas prateleiras da biblioteca. Mais: a obra tinha sido proibida de ser colocada na biblioteca. Procurou, então, saber o motivo, e recebeu a seguinte explicação: "- Um livro que tenha, em seu título, a palavra 'rapariga' só pode ser pornográfico!". Risos seguem à exposição do causo!

Dias depois, recebo, pelos Correios, de Elcio, através de seu filho e querido amigo Rogério Xavier, um simpático pacote, contendo várias canetas e lembranças especiais alusivas ao centenário do Príncipe dos Poetas, assim como o livro "A história de ROLANDO BOLDRIN, Sr. Brasil".

A grandeza de Elcio Xavier e da Família Xavier dignifica Bom Jesus do Itabapoana! A eles devemos nossa eterna gratidão!

Fico, agora, no aguardo ansioso de novas conversas e de causos do Príncipe dos Poetas!

 

Lembrança Especial dos 100 anos de Elcio Xavier



Pacote enviado por Rogério Loureiro Xavier, através dos Correios



2 de janeiro: os 122 anos de nascimento do memorialista Zico Camargo

 

O memorialista Zico Camargo

O memorialista Francisco Teixeira Camargo, conhecido como Zico Camargo, teria completado, no dia 2 de janeiro, 122 anos de nascimento. Seu nome está marcado em nosso município não só pelo legado de sua grande obra "BOM JESUS DO ITABAPOANA", mas pela família que constituiu, que seguiu os passos do pai na devoção à história e, principalmente, na cultura musical, em especial a pianística.

Em 2012, sua filha, a musicista Georgina Teixeira Melo concedeu entrevista ao normal O Norte Fluminense e falou sobre seu pai.

Foi, no ano de 1943, que seu pai, Zico Camargo, passou a exercer a
função de "avaliador do Banco do Brasil", por sugestão de José
Francisco, seu genro, ao então gerente Sebastião Guerra. Exerceu tal função até 1979, quando se aposentou.

Segundo dona Nina, que relembra do pai com contínuo carinho e
admiração, "foi a partir daí que seu pai desenvolveu o dom de
escrever sobre Bom Jesus, uma vez que visitava muitos lugares e
diversas fazendas". Mas, desde criança, Zico Camargo manifestava
"interesse nas letras e nas palavras".

Foi por essas andanças que Zico Camargo descobriu, por exemplo, a "história do Padre Preto" e o "esconderijo de escravos", no distrito de Calheiros.

No caso do "Padre Preto", no início do século, moradores racistas conduziram o pároco, que era negro, para um bote sem remos, e o lançaram ao rio, para que a correnteza o levasse até a morte, assim que caísse na queda da Cachoeira da Fumaça.  "Milagrosamente, contudo, o padre realizou orações, com toda a tranquilidade, e o bote acabou retornando ao local de origem, trazendo o padre incólume. Este episódio fez com que o fato ficasse conhecido como o 'milagre do Padre Preto' ".

Em relação ao esconderijo de escravos, relata dona Nina que Zico
Camargo, certa vez, observou que crianças brincavam num barranco próximo à Igreja, retirando terra do mesmo. Ao perguntar a um adulto "Zezito ou Chiquito", o mesmo informara que as crianças estariam fazendo um esconderijo. Ao se aproximar, contudo, constatou que se tratava na verdade de um buraco profundo. Assim, solicitou apoio de uma das crianças e, após uma se dispor a ajudar, afixou uma corda na altura da sua barriga, o que permitiu que a mesma adentrasse no buraco. A criança conseguiu trazer um "caco de cerâmica", mas não prosseguiu mais porque estava bastante escuro.

A saudosa Dona Nina


Relata dona Nina que Zico Camargo chegou a visitar vários museus no Rio de Janeiro, para que pudesse esclarecer se se trataria de
esconderijo de escravos ou dos índios coroados, acabando, ao final,
por concluir que tratar-se-ia de esconderijo de escravos. O caco de cerâmica, contudo, acabou se perdendo, por um descuido da pessoa responsável pela limpeza de sua casa.

Detalhe curioso em sua atividade como avaliador do Banco do
Brasil foi o fato de que, como Zico Camargo sabia aplicar injeções,
passou a ser comum que, ao visitar lugares longínquos, muitas pessoas solicitassem que ele fizesse a aplicação nas mesmas. Seu pai, contudo, só a aplicava "se houvesse recomendação médica por escrito".

Zico Camargo, o "grande pesquisador e historiador", faleceu em 1987, deixando um grande legado.


   

 No dia 17 de agosto de 2019, na Tenda Cultural Elcio Xavier, o Secretário de Cultura, Bob Flávio (à direita), homenageou o historiador Francisco Teixeira Camargo, o Zico Camargo, autor da grande obra "BOM JESUS DO ITABAPOANA".

Ela foi lançada, em primeira edição, no ano de 2005. A terceira edição contou com prefácio de sua filha, a saudosa Georgina Mello Teixeira, conhecida como Dona Nina.

Trata-se de um livro precioso, que demandou pesquisas a cartórios, prefeituras, bibliotecas, escolas, Igrejas, assim como entrevistas com pessoas idosas e autoridades.



Consta na obra, ainda, um importante estudo sobre a genealogia de famílias tradicionais de nosso município.

Os familiares do homenageado se fizeram presentes, por ocasião da solenidade. A neta, Maria Bernadete Teixeira, na ocasião, discorreu sobre a vida e o trabalho do grande memorialista, informando sobre os inúmeros desafios enfrentados e superados por Zico Camargo, personagem que marcou profundamente a história de nosso município.

O Norte Fluminense, nesta data tão significativa para todos os bonjesuenses, saúda os valorosos descendentes de Zico Camargo, que  vive entre nós!

domingo, 2 de janeiro de 2022

Dr José Antônio Rangel e os primeiros vereadores de Bom Jesus

Dr José Antônio Rangel foi um vereador que fez história em Bom Jesus

Dr. José Antônio Rangel, vereador por quatro mandatos ( 
1983/1988; 1989/1992; 1997/2000; 2001/2004), foi um dos edis que fizeram a história na Câmara de Vereadores de  nosso município.

De voz pousada e sempre amistosa, Dr José Antônio Rangel é único vereador remanescente entre os que atuaram em dois milênios. A respeito dos primeiros edis de Bom Jesus, ele assinala o seguinte: "pode-se dizer que os primeiros vereadores de Bom Jesus do Itabapoana, empossados em 4 de outubro de 1947, constituem o Farol da Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana".

Foram eleitos, na época, os seguintes vereadores: Antônio Tinoco de Oliveira, Lao Monteiro de Carvalho, Esio Martins Bastos, Dr. José Duarte Vieira, Dr. José Vieira Seródio, Dr. Dirceu Cabral Henriques, Tito Nunes da Silva, Gauthier Pontes de Figueiredo, Mário Nunes da Silva, Agostinho Boechat, Abílio Sá Viana, João Gomes de Figueiredo e Cristóvão de Campos.

Deve-se ressaltar que, nesta legislatura,  Lao Monteiro de Carvalho renunciou ao cargo, sendo substituído por Carlos Marques Brambila. Tito Nunes da Silva se licenciou, sendo substituído por Boanerges Borges da Silveira, enquanto  Gauthier Pontes de Figueiredo se licenciou por trinta dias, sendo substituído por Olegário Teixeira de Faria.

Antônio Tinoco foi o primeiro presidente da Câmara, tendo como vice Lao Monteiro de Carvalho. Foi eleito como 1º Secretário o Dr. José Duarte Vieira, enquanto Gauthier Pontes de Figueiredo foi eleito o 2º secretário.

As Comissões ficaram assim constituídas:


Higiene e Instrução Pública: dr. José Vieira Seródio, presidente; Tito Nunes da Silva, secretário; Agostinho Boechat, membro.

Justiça e Redação: dr. José Duarte Vieira, presidente; Gauthier Pontes de Figueiredo, secretário; Mário Nunes da Silva, membro;

Agricultura, Viação e Obras Públicas: Abílio Sá Viana, presidente; João Gomes de Figueiredo, secretário; Cristóvão Padilha de Campos, membro.


Finanças e Orçamento: Esio Martins Bastos, presidente; Dirceu Cabral Henriques, secretário; Carlos Marques Brambila, membro.

Segundo ainda o dr. José Antônio Rangel, que conheceu os integrantes desse colegiado, "todos esses vereadores  constituíram-se na expressão máxima de nossa sociedade, com o objetivo de servir ao município. Neste sentido, deram continuidade ao trabalho de Zezé Borges - nomeado por Amaral Peixoto como prefeito/interventor - que destacou o município em nosso estado. Temos um passado grandioso, que será sempre um norte para construirmos o futuro", concluiu.

Dr José Antônio Rangel e o atual prédio da Câmara de Vereadores