Fritz Walter Buhlmann, filho de Johann Albert Buhlmann e Wilhelmine Schreiter, nasceu em Dresden, Alemanha, no dia 29 de agosto de 1895.
Teve formação alemã como técnico eletricista. Era um homem de inteligência incomum, com várias aptidões. Era artista plástico, tendo pintado várias telas a óleo. Era musicista e costumava tocar a cítara, instrumento de corda pouco conhecido no Brasil, mas que sempre foi muito usado na música tradicional em países de língua alemã.
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| Walter tinha formação técnica obtida na Alemanha |
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| Fritz tocava esta cítara |
Chegou ao nosso país, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 1o./ 05/ 1923, através da embarcação "Galícia". Ali, trabalhou em diversas empresas do ramo de eletricidade. Posteriormente, foi convidado a trabalhar em outras cidades de Minas Gerais,
Finalmente, acabou vindo a Bom Jesus do Norte/ES, contratado pelo Cel. João Ferreira Soares, proprietário da Empresa Luz e Força Itabapoana, sediada em Bom Jesus do Norte/ES, para ser o Chefe Eletricista da firma.
O trabalho era grande. O Coronel Nestor Gomes havia instalado uma usina geradora de energia em São José do Calçado. Em 1924, após desistir de prosseguir o empreendimento, o Cel. João Ferreira Soares o adquiriu. Assim, normalizou o fornecimento de energia em Bom Jesus e estendeu a rede elétrica a São José do Calçado, Apiacá, Iuru e à Usina Santa Isabel.
Em 1935, chegou da Europa um novo e moderno conjunto, aumentando a capacidade de geração de energia. A rede elétrica foi estendida, então, para Santo Eduardo, Chave de Santa Maria e Santa Bárbara, situadas em Campos dos Goytacazes.
Em março de 1936, foi inaugurada uma nova rede na Usina Santa Maria. No dia 4 de abril do mesmo ano, foram estendidos os serviços ao distrito de Carabuçu.
Walter era também um exímio fabricante de miniaturas. Fez uma miniatura perfeita da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus para ser colocada no bolo de casamento de sua filha Irma. Além, disso, construiu diversas outras, ricas em detalhes, como um trenzinho de ferro e mobílias de uma casa. Construiu também belíssimas peças de um jogo de xadrez.
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| Equipamento moderno veio da Europa para ampliar a geração de energia na região. Fritz Walter Buhlmann aparece na parte posterior da foto |
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| Fritz Walter Buhlmann, à esquerda, era o Chefe Eletricista, enquanto Olivio Bastos (3o. a partir de Fritz) era o Superintendente |
Fritz Walter Buhlmann contribuiu, portanto, decisivamente para o progresso da região.
Casou-se com Zuleica Medina Gomes, em Bom Jesus do Itabapoana, no dia 23/02/1935. Residiu na rua Carlos Firmo, antiga rua do Calçado, no. 15, Bom Jesus do Norte/ES.
Teve 4 filhos: Terezinha Irma, Helena Martha, Lúcia Vera e Egon Alberto. São 6 os netos: Maria Irma Buhlmann de Oliveira Aguiar e Isabela Buhlmann de Oliveira Viestel, filhas de Martha, Egon Alberto Buhlmann Jr e Gustavo Aberto Xavier Buhlmann, filhos de Egon, Mariana Buhlmann Mattesco, filha de Lúcia Vera, e Rafael, de criação, já falecido. São 7 os bisnetos: Henrique, Bernardo e Felipe, filhos de Isabela; Gabriel e Marcela, filhos de Maria Irma, Maria, filha de Gustavo Alberto, e João Vitor, filho de Rafael.
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| Walter morou na rua Carlos Firmo, antiga rua do Calçado, no. 15, Bom Jesus do Norte/ES |
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| Walter construiu uma maquete da Igreja Matriz, que ficou fixada no bolo de casamento de sua filha Irma |
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| Maquete da Igreja Matriz construída pelas mãos de Walter |
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| Maria Irma, neta de Walter, no colo de sua mãe, Martha |
Um episódio marcou a vida de Walter. Ele mantinha em sua casa, uma oficina de pequenos reparos, onde havia aparelhos de comunicação. Por ocasião da 2a. Guerra Mundial, autoridades passaram a supor que ele estaria realizando contato com as forças militares alemãs, razão pela qual foi levado para a cidade do Rio de Janeiro, onde ficou detido por cerca de 4 meses.
Fritz Walter Buhlmann faleceu em Bom Jesus do Itabapoana, na Casa de Saúde Aurora Avelino, no dia 06/07/1981, deixando um grande legado de devoção à ciência, à cultura e à família, além de uma eterna saudade!
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| Walter pintou várias telas a óleo |
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| Trenzinho em miniatura construído por Walter |
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| Miniatura de mobílias de uma casa, rica em detalhes |
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| Walter construiu belíssimas peças de xadrez |
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| Maria Irma no colo de seu bisavô materno Adélbio Gomes |
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Maria Irma e sua avó Zuleica
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| Maria Irma e seu avô Walter |
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| Os irmãos Egon, na comemoração de seus 80 anos, Irma, Vera e Martha |
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Walter, Zuleica e os filhos Irma, Martha, Vera e Egon
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OS 106 ANOS DE NASCIMENTO DE BADGER SILVEIRA
RENÉE FERRAIOLO: "UM CORAÇÃO ONDE COUBERAM TODOS'
Renée, à esquerda, a menor, estudante do Colégio Sacré-Coeur de Marie - Rio de Janeiro, uniformizada juntamente com o pai José Ferraiolo e a irmã Egle. Foto de 1925Renée estava passeando por Campos Elíseos quando percebeu um grande aglomerado de pessoas em frente à loja de tecidos de um casal de poloneses recém chegados à cidade, que nem falavam ainda o nosso idioma. As pessoas, iradas com as notícias do afundamento do navio brasileiro pelos alemães, os confundiram, e resolveram depredar o imóvel do casal.
Casaram-se e iniciaram a vida em Resende. Pouco tempo depois, Roberto já estava em franca ascensão política. Decidiram ir para Niterói, pois poderiam acompanhar mais de perto os acontecimentos.
Lá, constantemente, se reuniam Boanerges e os filhos. Não havia decisão partidária ou político-pessoal que os quatro não repassassem juntos, para chegarem à melhor solução. Às vezes entravam pela madrugada. Quando não chegavam a um consenso era comum o Roberto ou o Zequinha a chamarem, confiando na sua capacidade prática para resolver problemas: “Comadrinha, você que tem experiência política, o que acha disso?”
Ou: “Renesinha, você que sabe tudo, qual a melhor solução?”
Os filhos chegaram. Oito, no total. Mas outros foram sendo acolhidos, e outros chegando e ficando, como a nossa Cecinha - Conceição de Maria Gama Pereira, o segundo anjo que Deus colocou na sua existência, a melhor filha que Renée teve.
Renée Ferraiolo Silveira e Ruth Bueno, cunhada de Dinah, grandes amigas sempretodos naturais de Resende(RJ)
e datas de nascimento:
José Luiz Ferraiolo Silveira (gêmeos): 02 de Outubro de 1950
Maria Luíza e
TROVA DE BADGER PARA RENÉE
Carta de RENÉE FERRAIOLO SILVEIRA
ao DR. LUCIANO AUGUSTO BASTOS,
diretor do Colégio Rio Branco, no dia 7 de agosto de 2000
Honrados pela homenagem e orgulhosos pelo fato de noss inesquecível esposo e pai, Badger Teixeria da Silveira, ser tão carinhosamente lembrado por seus concidadãos, eu e meus filhos lamentamos a impossibilidade de comparecer à solenidade por razões de saúde e compromissos anteriormente assumidos. No entanto, agradecemos seu amável convite e esteja certo de que, em espírito, estaremos irmanados nesta festa exemplar em que bonjesuenses históricos servirão de modelo para as gerações futuras."