domingo, 1 de dezembro de 2013



A FAMÍLIA VERDAN (II)

                                       Francisco Verdan Corrêa Neto


Em 1945 fui para Itaperuna fazer o Exame de Admissão ao Ginásio Bittencourt, onde estudei até 1948. Em 1949, fui fazer o antigo Curso Cient´ficio no Colégio de Pádua, onde estudei até 1951. Em 1952, desci para Niterói para o Vestibular à Faculdade, e me formei em Geografia em 1955.

A partir desse ano, lecionei Geografia em diversos colégios de Niterói ( NIlo Peçanha, Lara Vilela e Batista) e também em São Gonçalo, Itaboraí e Rio de Janeiro.

Em 1958, fiz concurso para Mecanografista (sic) da Assembleia Legislativa, onde trabalhei por 6 anos.

Em 1964, fiz 2 concursos para o Magistério do então Estado da Guanabara (2 matrículas), onde trabalhei até a minha aposentadoria.

Em escolas públicas sempre lecionei Geografia, nas escolas particulares, Geografia ou História.

Ainda bem criança eu ouvia o meu pai dizer que nós, os Verdan, éramos descendentes de suíços e que os Verdan e os Suhett eram todos primos entre si, porque Verdan e Suhett haviam casado entre si. Era a única coisa que ele sabia, mas eu era criança e isso não tinha nenhuma importância para mim.

Cinquenta e oito anos depois de eu ter terminado a Faculdade é que fiquei sabendo que Nova Friburgo fora fundada por suíços. Mas eu ainda confundia Friboury com Freiburg na Alemanha.

Aí eu comecei a me perguntar como o meu pai sabia de suíços se ele nunca estudara, e na Faculdade nunca me foi mencionada imigração suíça.

Em 1982, com 83 anos,o meu pai, que então residia no Rio de Janeiro, resolveu ir morar com o meu irmão Ruy da Silva Branco em Itaperuna. Ele queria ser sepultado em São José do Ubá, no túmulo da família, e temia que o meu salário de professor não permititsse o traslado do seu féretro para lá.

A partir daí, em frequentes visitas a ele, comecei a pesquisar os meus primos de origem portuguesa (açoreana). Muito eu conhecera em criança, mas não todos. Hoje, adultos, alguns já com netos, haviam se dispersado até o Paraná e Rondônia, Quem seriam? Onde estariam?

            Francisco Verdan Corrêa Neto é professor e historiador

(continua)

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