Dos Escombros do Conchita, Nasceu um Trompete
"Apresento à sociedade bonjesuense a nova grande revelação da Sociedade Musical da Usina Santa Maria:
o jovem músico santamariense, o trompetista Miguel… estreando. Caixa e tambor se juntam também, e logo se forma uma turma com doze integrantes: caixa, tambor, bumbo, pratos, um coração coletivo aprendendo a bater no compasso do futuro".
Assim anuncia o maestro Alessandro Azevedo, como quem abre uma partitura e permite que o amanhã respire.
Nada disso seria possível se não houvesse o sonho e o sacrifício teimoso de devolver a vida ao Teatro Cinema Conchita de Moraes, na Usina Santa Maria, especialmente do saudoso Eduardo Rosa, conhecido como o Guardião do Convhita.
Nada disso seria possível sem a coragem de Betinho Milão, com apoio de outros sonhadores, fazendo do próprio peito um estandarte, liderando o sonho quando ele ainda era apenas uma centelha lutando contra o escuro.
Nada disso seria possível sem o novo sonho e o novo sacrifício para reerguer a Sociedade Musical da Usina Santa Maria.
Nada disso seria possível sem a dedicação silenciosa de Maria de Lourdes de Sá Viana, de seu irmão Paulo César Vitorino de Sá, de Eva Rosângela da Silva, de Luiz Carlos Robaina de Souza e de tantos outros santamarienses, organizando a Lira nota por nota, como quem costura o futuro com fios de memória.
Nada disso seria possível sem o apoio das famílias santamarienses, que acreditaram quando ainda era cedo demais para haver certezas.
Nada disso seria possível sem a doação idealista de instrumentos de percussão da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras.
Nada disso seria possível sem o gesto firme e sensível
do maestro Alessandro Azevedo, transformando disciplina em beleza e esforço em harmonia.
Nada disso seria possível sem inúmeros outros apoios anônimos que fizeram acontecer esta linda realidade de hoje.
Nada disso existiria sem eles.
E hoje, não veríamos florescer o talento de tantos jovens, como o do trompetista santamariense Miguel, revelação musical da Usina Santa Maria, nem o de tantos outros jovens músicos que integram a gloriosa Sociedade Musical da Usina Santa Maria.
Eles são provas vivas de que os sonhos não morrem:
apenas esperam.
Louvemos, então, os sonhos e sacrifícios do passado.
Honra e glória aos antigos maestros José Primo e Sebastião Vitorino de Sá, e aos industriais José Carlos Pereira Pinto e Jorge Pereira Pinto.
Louvemos os frutos luminosos do presente, que já podemos tocar, ouvir e sentir.
Valeu a pena.
Sempre valerá a pena todo sacrifício feito em nome
da realização de um sonho.
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| Teatro Cinema Conchita de Moraes |




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