sábado, 16 de julho de 2016

OS 118 ANOS DE OSÓRIO CARNEIRO


Gino Martins Borges Bastos

Osório Carneiro, fundador de A Voz do Povo, faleceu no dia 03 de novembro de 1975

Osório Carneiro nasceu no dia 12 de julho de 1898 em Laje do Muriaé, então distrito de Itaperuna (RJ). Foi, contudo, em Bom Jesus do Itabapoana, que fez história. Aqui chegou no dia 20 de novembro de 1927, oriundo de Morro Alto, localidade de Palma (MG). Chegava com o diploma da Academia de Comércio de Juiz de Fora e na reserva da Polícia Militar de Minas Gerais.

Em sua residência, ministrou aulas de contabilidade, chegando a lecionar para Badger Silveira, o futuro governador do estado do Rio de Janeiro.

Em 1928, fundou o jornal BOM JESUS JORNAL, juntamente com José Tarouquella de Almeida. Após curta duração, a dupla fundou A VOZ DO POVO em 1930. que igualmente não conseguiu manter-se. Fundaram, então o MOMENTO que, igualmente, não teve como susbsistir.

Em 1930, foi indicado para ser o Delegado da Revolução comandada por Getúlio Vargas, na região. Posteriormente, foi designado Subdelegado em Bom Jesus do Itabapoana, então 10º distrito de Itaperuna, cargo que exerceu até 1933.

Em 5 de agosto de 1933, lançou novamente A VOZ DO POVO, que mantém-se até a presente data.

Osório Carneiro teve atuação destacada na fundação do Centro Popular Pró-Melhoramentos  de Bom Jesus, entidade mantenedora do Hospital São Vicente de Paulo, do Instituto de Menores Roberto Silveira e da Casa das Meninas, assim como na fundação da Lira Operária Bonjesuense.

Teve, também, atuação relevante na luta pela 2ª emancipação de Bom Jesus do Itabapoana, que veio a lume no dia 1º de janeiro de 1939.

Casou-se com Maria Salma Jorge Carneiro, com quem teve as filhas Lindalva Carneiro Silva e Cibele Carneiro Ribeiro. Do seu segundo casamento, com Fernanda Helena Caraneiro, teve os seguintes filhos: Fernando Osório Carneiro, Maria Helena Carneiro dos Santos e Carlos Roberto Carneiro.

Aposentou-se como jornalista em 1959.

Em 29 de março de 1965, por motivo de doença, foi obrigado a vender o seu amado A Voz do Povo.


Nos anos de 1969 e 1970, Osório Carneiro escreveu uma série de 14 artigos exclusivos para o jornal O Norte Fluminense, intitulada "Recordando o meu tempo de autoridade", que faremos publicar em edições futuras de nosso jornal.


São artigos preciosos em que Osório Carneiro relata sobre suas atividades durante o período em que foi Delegado Revolucionário, em 1930, e como Subdelegado de Polícia. Os textos permitem ainda uma visão relevante de nossa sociedade naquela época.

Faleceu no dia 3 de novembro de 1975, em Cachoeiro de Itapemirim (ES) e foi sepultado em Bom Jesus do Itabapoana, como era seu desejo, ocasião em que meu tio Esio Martins Bastos, fundador de O Norte Fluminense, discursou em nome da família do Capitão da Imprensa Fluminense.

Meu pai, Luciano Bastos era amigo de Osório Carneiro e mantinha uma pasta com documentos sobre o mestre, além de duas correspondências do mesmo endereçadas a ele. Meu pai chegou a iniciar um manuscrito objetivando a comemoração dos cem anos de nascimento do mestre.

Por ocasião de sepultamento de Osório Carneiro, Esio Bastos realizou o discurso de despedida do mestre.


Osório Carneiro em discurso

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