terça-feira, 3 de janeiro de 2017

E se fôssemos todos Sergio Moro?

Luciano Rezende

                                                       
Ao me deparar com um cartaz esmeradamente confeccionado e exposto na Savassi (bairro nobre de Belo Horizonte) afirmando que “Somos todos Sérgio Moro” fiquei a imaginar o que significaria adotar esse estilo de vida (e de justiça).

 Sendo Sérgio Moro, teria que imediatamente me render àquela velha expressão popular que melhor simboliza e nos faz entender a dinâmica adotada pela turma da Lava Jato: “Aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei”.

Atualmente sou um simples professor. Mas recordo bem da época em que eu era coordenador de curso e dos grandes feitos que eu poderia ter realizado se, já naquela época, tivesse incorporado o espírito do Doutor Moro.


Logo na posse, para mostrar serviço aos meus colegas que me honraram com os seus votos, e imbuído do justo e legítimo sentimento de justiça, teria aplicado à risca a Lei nº 8.112 de 11/12/90 que diz respeito ao regime jurídico dos servidores públicos em geral.


Em especial a parte da lei que trata das proibições do servidor, deveria ter usado o inciso primeiro para ferrar aquele meu desafeto de “ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato”.


Como teria sido bom vingar-me daquele petralha! Lembro-me bem do dia em que um aluno não o achou em sua sala e após um tempo descobri que ele estava acompanhando sua esposa numa consulta médica. E isso tudo sem me consultar. Um desaforo!


Poderia tê-lo pego também quando o mequetrefe levou o microscópio da faculdade para sua casa após aquela aula prática de biologia em praça pública, pois de acordo com o inciso II é proibido “retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição”.


Fico aqui me remoendo de ódio quando lembro da chance perdida de ter aberto um Processo Administrativo Disciplinar, quando esse meu adversário organizou uma festa surpresa para aquela lambisgoia da professora de fitopatologia que votou contra mim. O inciso V é muito claro ao condenar aquele que promove “manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição”.


E o que falar do vacilo que eu dei ao deixá-lo escapar de ser enquadrado no inciso XII quando esse vagabundo foi homenageado pelos alunos e recebeu uma linda caneta personalizada de presente. De acordo com a lei, é vedado “receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições”.


E por fim, que chance não aproveitada quando peguei o meliante em flagrante imprimindo um artigo de uma revista que nada tinha a ver com sua matéria na sala dos professores. Era a oportunidade que eu tinha de encaixá-lo no Inciso XVI que criminaliza “utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares”.


Enfim, tive a chance de ser um Sérgio Moro quando fui Coordenador de Curso e agora só me resta perseguir algum aluno que está hierarquicamente abaixo de mim. Quem sabe começo por promover a delação premiada para poder desmascarar aquele maconheiro que senta na última fila e que tenho certeza que sempre cola em minhas provas.


E o bom de tudo isso é que nem preciso me preocupar com o principio básico da impessoalidade na Administração Pública, pois como somos todos Sérgio Moro me resguardarei em outra velha lei: “Pau que dá em Chico, não dá em Francisco”.



Luciano Rezende é professor do IFF (Instituto Federal Fluminense), Campus de Bom Jesus do Itabapoana (RJ)

Os 90 anos de Sebastiana Faria Gomes


Sebastiana Faria Gomes


          Não é uma data qualquer. Afinal, comemorar  noventa anos de vida é uma dádiva de Deus. E a senhora Sebastiana, viúva do saudoso João Baptista Gomes de Figueiredo, mais conhecido como Joãozinho Peróca, comemorou com muita saúde e alegria,no dia 20/12/2016, na cidade mineira de Carangola, onde reside. 

          Dona Sebastiana, além de católica participativa, também  convive no clube da melhor idade. É uma pessoa bastante atuante, acorda às 6 horas da manhã, faz o café matinal e depois vai cuidar da horta, no quintal da sua casa na rua Santos Dumont, onde toma conta de suas plantinhas. E ainda sobra tempo para outros afazeres como doces em compota, e na fabricação de um delicioso e raro vinho feito de laranja, receita que traz consigo da sua família.

             Na comemoração de seus 90 anos, a senhora Sebastiana recebeu parentes e amigos para um almoço festivo, que teve a presença do jovem Padre da Igreja Nossa Senhora Aparecida, que ali pontificou-se para uma benção especial à aniversariante . O cantor Mileno foi quem abrilhantou a parte musical. A festa foi completa  com a presença de seus dois filhos; José Oscar casado com a senhora Enilda residentes em Bom Jesus do Itabapoana pais de Romulo e Graziela, e avós do Antonio, e da sua filha Maria Inês, residente em Carangola.

          À veneranda senhora nossos efusivos parabéns.




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Recado de Ano Novo aos minions, por Eugênio Aragão



Recado de Ano Novo aos minions providos de dois neurônios e raciocínio binário-programável
por Eugênio José Guilherme de Aragão
“Man kann den Hintern schminken wie man will, es wird kein ordentliches Gesicht daraus.“
"A melhor maquiagem não faz da bunda um rosto apresentável."
(Kurt Tucholsky)
Inauguramos um novo ano, sem novidade nenhuma. De nada adiantarão os tais votos de São Silvestre, com augúrios de felicidade e de um tempo melhor para nossos entes queridos, se não tivermos capacidade de mudar. Está em nossas mãos o destino deste país e do futuro de nossos filhos e netos, mas precisamos começar a pensar com nossa própria cabeça e abandonar a crença ingênua em noticiários, sejam de que cor forem.
Notícias em mídia são como jabutis no alto de uma árvore. Como lá não chegam sozinhos, alguém os colocou lá. Para entender o significado do noticiado, precisamos conhecer a história por trás dele. Por que foi tornado público? Com que intenção? Por que escolheram fulano para escrever a matéria? Por que hoje? Por que na primeira, segunda ou terceira página do jornal? Por que essa manchete? Por que esse lead? Se não tentar responder a essas perguntas, se tomar o conteúdo da notícia pelo seu valor de face, o leitor estará sendo engambelado!
A maioria de vocês, minions, age assim. Vocês lêem um engodo e logo se revoltam. São irritadiços e extremamente impulsivos, o tipo de massa de manobra, "useful idiots", inocentes úteis manobrados por atores inescrupulosos, que usam o que é manifesto para alavancar o que é latente. É claro que a corrupção – o alcance do que é nosso por políticos e empresários de ética deformada – é um fato repulsivo, assim como o tráfico negreiro o era no século XIX. Só que quem monta o circo da comoção pública não está nem aí para o desvalor dessas condutas. Na verdade, sob outras circunstâncias, os manipuladores até as apoiariam com argumentos que vocês, almas binárias, engoliriam com o mesmo histrionismo demonstrado na reação a elas.
Os ingleses enriqueceram com mão-de-obra escrava em suas colônias. Conseguiram com o ciclo do algodão compensar razoavelmente a crise da lã que quase pôs abaixo a sua indústria têxtil no séc. XVIII. Mas quando em 1774 a King's Bench declarou o trabalho escravo incompatível com o Common Law, a diplomacia britânica esmerou-se na imposição da proibição internacional do comércio escravo. Afinal de contas, sem mão-de-obra escrava nas plantações de algodão, os ingleses perdiam feio em competitividade para os franceses, os espanhóis e os portugueses.
Tudo não passou de "business as usual". Assim, quando interceptavam navios negreiros em alto-mar, na maioria das vezes os ingleses não se davam ao trabalho de rebocá-los de volta à costa d'África. Afundavam os barcos com sua carga humana. Prevalecia a lei do menor custo. Em 1826, impuseram ao Brasil um tratado em que se acordou a proscrição do trabalho escravo. Este fazia parte de um pacote de medidas humilhantes vinculadas ao reconhecimento da independência do País pela coroa britânica. Em 1827, depois de indignados protestos do legislativo imperial, D. Pedro I foi obrigado a ratificar o tratado a bordo de um vaso de guerra inglês. E como o Brasil insistiu em descumprir o tratado, os ingleses anunciaram em 1845, por ato do parlamento (Bill Aberdeen), que perseguiriam embarcações irregulares até em águas territoriais brasileiras e submeteriam sua tripulação a cortes marciais britânicas. Na implementação dessa medida, chegaram a interceptar inúmeras embarcações absolutamente regulares e confiscaram sua preciosa carga. Houve troca de tiros entre navios da armada britânica e navios de guerra brasileiros, com óbitos só de nosso lado. Houve uma tentativa de invasão da Baía da Guanabara, rechaçada pela guarda costeira pátria. E sem a sanção da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850, proscrevendo o comércio de escravos, a guerra contra a Inglaterra teria sido inevitável.
Importante é lembrar que, por mais desprezível e desumano que seja a redução de semelhantes à condição de escravos, o discurso manifesto era só uma cortina de fumaça que escondia a intenção latente dos ingleses de submeter o Brasil a seus interesses econômicos e políticos. Ninguém vai por isso ser tolerante ou até bater palmas para o regime escravocrata que permeia nossa cultura de desigualdade até hoje, mas é preciso ser esperto e não deixar que outros nos ditem suas agendas para inviabilizar nosso país. Somos nós que temos que dar o rumo ao nosso desenvolvimento, em vez de moldá-lo aos desígnios estratégicos alheios, até porque quem nos quer impor a pecha de imorais não tem moral nenhuma para fazê-lo.
A cruzada atual contra a corrupção assume essa mesma feição de ditado externo. A pauta de proibição de peita a funcionários estrangeiros, objeto de convenção da OCDE de que o Brasil é parte signatária, para dar maior pujança a seu comércio exterior, atende sobretudo às economias centrais, já que a prática da peita afeta majoritariamente governos periféricos. Não que não haja corrupção nas economias centrais. Ela existe fartamente, tanto no setor público, quanto no privado. O governo americano não teve problemas em depositar recursos classificados como de "cooperação técnica policial" em contas pessoais de autoridades do ramo no Brasil. As empresas norte-americanas corriqueiramente fazem lobby nada kosher com atores políticos do mundo inteiro. Mas ficam à margem da ação de sua Justiça. Afinal de contas, isso é um problema, nesse caso, de restrições legais à territorialidade. Mas quando se trata de nossas empresas estratégicas, os EUA estendem, com subserviente ajuda das nossas autoridades persecutórias, sua jurisdição ao infinito, punindo-as por atos estranhos ao território americano.  Como disse o vice-diretor do FBI, as práticas dessas empresas afetam a segurança nacional americana e repercutem no mercado internacional, no qual as empresas americanas também atuam.
E nossas instituições bobinhas, com complexo de vira-latas, fazem de tudo para agradar ao governo americano, orgulhando-se de prêmios recebidos de instituições e revistas da metrópole. Fazem, com isso, o papel que se espera delas: sufocar a ousadia brasileira de ter um projeto nacional.
Isso, claro está, não serve de perdão a nossos malfeitores corruptos, agora muito mais presentes no governo que se estabeleceu depois do golpe parlamentar turbinado pela meganhagem antinacional do complexo judiciário-policial e pela grande mídia comercial. Mas a resposta a nossas corrupções de cada dia deve ser dada no estrito atendimento aos interesses nacionais. Não pode destruir setores de nossa economia e tornar-nos um pária da globalização. Não pode inviabilizar a governação e anular todo o recente esforço de inclusão social. E nem pode transformar nosso sistema de Justiça num teatro de desmoralização de investigados. Temos de reagir de forma dura, mas preservando nossos ativos estratégicos – exatamente como eles, nossos autoproclamados parceiros, também fazem.
Quem tiver culpa, que responda, mas com a dignidade que nossa constituição garante a todas e todos. Nenhum método de investigação torto justifica-se em função de pretenso "bem maior", pois não há bem maior que a dignidade da cidadania e o legítimo interesse estratégico nacional. É preferível um culpado ser inocentado porque não se logrou provar sua culpa dentro da lei, a culpar um inocente com métodos a seu arrepio.
E, queridos minions, não entrem nessa onda populista de quem quer usá-los para reforçar seus privilégios no serviço público, sugerindo-lhes que são um povo cheio de dignidade lutando contra um bando de canalhas, porque, quando tudo acabar, só sobrará tapera e vocês não serão mais "um povo" orgulhoso do seu verde-amarelo, mas serviçais mal-pagos e desmoralizados do Grande Irmão do Norte.
Oxalá que para nós todos, brasileiros e terráqueos de todas as colorações, a esperança vença em 2017 a injustiça, a traição e a prepotência!

http://jornalggn.com.br/blog/eugenio-aragao/recado-de-ano-novo-aos-minions-providos-de-dois-neuronios-e-raciocinio-binario-programavel-por-eugenio-araga

NOVO SECRETÁRIO DE CULTURA ANUNCIA CARNAVAL EM BOM JESUS




Raul Travassos, famoso cenógrafo de dezenas de novelas da TV Globo, foi nomeado novo Secretário de Indústria, Comércio, Cultura e Turismo de Bom Jesus do Itabapoana. 

Em seu primeiro dia, à frente da pasta, anuncia um qualificado Carnaval de 2017, o que demonstra o acerto de sua designação pelo prefeito Roberto Elias.

Travassos, considerado um gênio na área da cultura, já foi Secretário de Turismo e Cultura em nosso município entre os anos de 1992 e 1995, com importantes realizações.



 Raul Travassos (esquerda), os netos
Gabriela, Pedro (4), seu filho Christian e a nora Cecília: um gênio da cultura a favor de Bom Jesus do Itabapoana

ROBERTO ELIAS REPETE DISCURSO DE MICHEL TEMER: "MEDIDAS DURAS SERÃO TOMADAS!"

                                                   
                                                                 Fotos de André Luiz de Oliveira
Roberto Elias: "Medidas duras serão tomadas"

Roberto Elias Figueiredo Salim Filho e Paulo Sérgio Travassos do Carmo Cyrillo tomaram posse como prefeito e vice, respectivamente, juntamente com os vereadores, no auditório do Colégio Estadual Padre Mello, às 10h do dia 1º de janeiro passado, em solenidade bastante concorrida.


Roberto Elias e Paulo Sérgio

Em seu pronunciamento, Roberto Elias repetiu o discurso do presidente Michel Temer, afirmando que "medidas duras serão tomadas". Pediu, ainda, para que seja avaliado apenas "no final do mandato."

Vereadores tomaram posse 

Roberto Elias, Padre Vicente Osmar e Paulo Sérgio

Na mesma manhã, ocorreu a transmissão do cargo na sede da Prefeitura Municipal, com a presença da ex-prefeita Branca Motta e do ex-vice Jarbas Borges. Não foram informados, na oportunidade, os nomes do secretariado.

Roberto Elias e a ex-prefeita Branca Motta, por ocasião da transmissão de cargo, na sede da Prefeitura Municipal

Jarbas Borges, Branca Motta, Roberto Elias e Paulo Sérgio



VICTOR HUGO: VENTO NEGRO