sábado, 17 de outubro de 2026

Boa Esperança, Cesarino e Jacó: Bom Jesus tem café para celebrar

 

Paulo Sérgio Cyrillo destaca o sabor e a iniciativa do jovem Felipe

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No caminho para Calheiros, há uma chácara de onde vem um convite para desacelerar. Ali, o jovem Felipe transforma trabalho e iniciativa em um produto cujo nome parece guardar uma promessa: Café Boa Esperança. Antes de chegar à xícara, a esperança já encontrou lugar na disposição de um rapaz que decidiu empreender.

Ao parabenizá-lo e divulgar seu café, o prefeito Paulo Sérgio Cyrillo deu visibilidade a essa história. Segundo o prefeito, a qualidade da bebida já conquistou numerosos funcionários da prefeitura que a consomem. É um reconhecimento que nasce da experiência cotidiana, entre uma conversa e outra, quando alguém prova, aprecia e recomenda.

Em certos dias o mundo corre mais depressa do que conseguimos compreendê-lo. As horas se atropelam, as telas reclamam atenção e os compromissos deixam pouco espaço para o encontro. Então, o aroma do café atravessa o ambiente. Alguém oferece uma xícara, outra pessoa aceita, e a conversa ganha alguns minutos que a pressa parecia ter levado.

O trabalho de Felipe participa dessa pequena cerimônia. Em cada pacote, há escolhas, cuidado e a coragem de apresentar ao público algo que leva a marca de sua dedicação. Para um jovem empreendedor, conquistar a confiança de quem compra é também aprender a sustentar um sonho no trabalho de todos os dias.

O Boa Esperança passa a compor uma saborosa companhia: une-se ao Café Cesarino, lançado recentemente no Arraial Novo, e ao tradicional e premiado Café Jacó. Nomes que revelam caminhos da produção bonjesuense e ajudam a reconhecer, no sabor, uma expressão de nossa terra.

Essa presença merece ganhar uma celebração. Bom Jesus já pode pensar em um evento que reúna seus cafés, apresente seus produtores e permita ao público conhecer as histórias que existem antes de cada gole. Seria uma oportunidade de divulgar as marcas, aproximar consumidores e valorizar quem investe no município.

Podemos imaginar as mesas, os aromas, as conversas sobre cultivo e torra; os produtores contando suas experiências, os visitantes descobrindo sabores, os moradores reconhecendo com orgulho aquilo que se faz perto de casa. Um encontro capaz de abrir mercado e, ao mesmo tempo, fortalecer o sentimento de pertencimento.

Na chácara a caminho de Calheiros, Felipe escreve sua parte dessa história. O reconhecimento do prefeito ajuda a levá-la adiante; a preferência dos consumidores lhe dá ânimo para continuar.

E o nome Boa Esperança encontra seu sentido mais bonito nessa continuidade: no jovem que trabalha hoje, confiante de que haverá quem ponha a água no fogo amanhã.







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