domingo, 29 de janeiro de 2017

A história do Palácio das Águias





Grande marco da navegação fluvial do Estado, o Trapiche foi construído pelo Barão de Itapemirim, na década de 1860, junto ao antigo porto denominado Porto Oceânico. 

Destinava-se à armazenagem de mercadorias a serem escoadas ao Rio de Janeiro, além de abrigar um escritório de alfândega, responsável pelo controle das embarcações a vapor que subiam o Rio Itapemirim.  

Em sociedade com Manoel Ferreira Braga, o barão fundou a empresa Silva Lima & Braga e utilizou o Trapiche em seus negócios até a década de 1870, quando o Capitão Henrique Deslandes o adquire e junto com o sócio anterior, funda a Companhia Braga e Deslandes, tendo ainda a concessão do governo para a navegação do Rio Itapemirim. 

Em 1881, o Capitão Deslandes transfere o direito de navegação para o negociante português Simão Rodrigues Soares, que também compra o Trapiche e o casarão que ficaria conhecido como o Palácio das Águias.

Na primeira década do século XX, com a implantação de estradas de ferro na região, o assoreamento do Rio Itapemirim e a queda de preços do café, a movimentação portuária entra em declínio, decretando o fim de ouro da era Trapiche. Em 1988, um grande incêndio destruiu quase tudo o que restou da construção, já bem deteriorada pelo tempo. 

O Trapiche era formado por dois edifícios, um retangular com dois pavimentos, onde funcionava a armazenagem e a administração. Junto ao rio ficava o segundo prédio, destinado ao desembarque de mercadorias. O conjunto foi erguido sobre pilares de pedra e cal  e sua estrutura era constituída, ainda, de alvenaria de barro, pedra e tijolo. Assoalho de tábuas largas e telhado coberto de telhas marselhesas eram outras características dessa construção.





O Trapiche e o Palácio das Águias

Ruínas do Trapiche após o incêndio de 1988











































2 comentários:

  1. E sempre um prazer visitar a história, traz-nos conhecimento, enriquecendo o saber.
    SAUDAÇÕES MUSICAIS.
    http://nitsites.com.br/blog/poesia-niteroiense/

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  2. Mais uma rica história que o jornal O Norte Fluminense nos leva a conhecer.
    Um luxo o Palácio das Águias!

    Obrigada por compartilhar.

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