domingo, 17 de fevereiro de 2013



4a. Caravana Cultural a Cuba


Ocorreu em janeiro de 2013 a 4a. Caravana Cultural a Cuba, com 17 integrantes dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, além do artista plástico cubano Francisco Rivero, que integrou a comitiva.

Os caravaneiros estiveram em Havana, onde percorreram diversos locais de interesse cultural, especialmente em Havana Antiga, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, e em Varadero, considerado um dos balneários mais belos do mundo.

Na Casa da Amizade, os caravaneiros foram recepcionados por dirigentes do ICAP (Instituto Cubano de Amizade com os Povos). O espírito de confraternização permeou todos os momentos do evento, o que estimulou o início dos preparativos para a Caravana do próximo ano.


Delegação brasileira foi recebida pelos dirigentes do Instituto Cubano de Amizade Com os Povos (ICAP). Na foto, com o 1o. vice-presidente da entidade, Elio Gámez Neyra, o representante do ICAP para a América Latina e Caribe, Roberto César Hamilton, e o representante da entidade para o Brasil, Fábio Simeón, na Casa de la Amistad

                                     Hotel Riviera, em Havana




Vista do Hotel Riviera, em Havana


Hotel Riviera


Catedral de Havana


Interior da Catedral de Havana


O Gran Teatro de Havana e o Capitólio

Memorial José Martí



Pôr-do-sol em Havana





Pôr-do-sol em Havana


Feira de Artesanato San Jose, em Havana


Sorveteria Coppelia, em Havana


Casa de la Amistad, em Havana





















 




Hotel Quatro Palmas, em Varadero


Praia de Varadero




Hotel Quatro Palmas, em Varadero


Rumba



Tropicana


Apresentação do Grupo de Música Antiga ARS LONGA, na Igreja São Francisco de Assis, em Havana



Brincadeira de crianças cubanas, na Plaza de las Armas, em Havana

Frase de Eça de Queirós, em Restaurante em Habana Vieja









El Templete: homenagem à fundação da cidade ocorrida em 1519


Texto em rua de Habana Vieja






















Chiribilo
                   Hotel Ambos Mundos, frequentado pelo escritor Ernst Hemingway




                           Frase do século XIX, na Revista El Figaro, em Museu de Havana




Museu de Varadero
Vinho, cerveja e livro
Xadrez e Praia
                                                       
 
Hotel Nacional
Rua de Habana Vieja



A delegação tirou foto com o campeão olímpico cubano Javier Sotomayor, no restaurante El Bodegón, em Havana. Sotomayor é considerado um dos maiores saltadores em altura de todos os tempos. É o atual recordista mundial da prova, na categoria ao ar livre e em pistas cobertas








NOTÍCIA DE VARRE-SAI (RJ)


SÍTIO VELHO MOINHO É OPÇÃO DE ESTADIA E LAZER 


Há quatro anos atrás, Fátima Pimentel e César resolveram transformar o belo sítio em local para pousada e lazer.

A iniciativa deu certo. A receptividade foi tão boa que, já em 2013, inauguraram mais um chalé, totalizando três, além de duas suítes.

Contando com piscina, bar, restaurante e lareira, o Sítio Velho Moinho tornou-se point para quem deseja descansar ou passar momentos agradáveis em meio à natureza.

 


Entrada do Sítio Velho Moinho, localizado a 3 km do centro de Varre-Sai




Chalé inaugurado em 2013





O Sítio Velho Moinho está situado em meio à Mata Atlântica, entre lagos





Suítes  


Bar e Restaurante também são atrativos


Maria Bernadete Rodolphi aprovou o empreendimento de Fátima Pimentel e César








ÁRVORE CENTENÁRIA É DERRUBADA EM CALHEIROS


De nada adiantou a irresignação do escritor e poeta José Luiz Carreiro, do distrito de Calheiros, e sua luta pela preservação da centenária árvore conhecida como Árvore Criminosa. Alegando impossibilidade de recuperação da árvore, que estaria comprometida, com risco de queda, a prefeitura derrubou-a. Veja como era a Árvore Criminosa na matéria de O Norte Fluminense publicada em http://onortefluminense.blogspot.com.br/2012/03/arvore-criminosa.html














LAMENTO DE UMA ÁRVORE

José Luiz Carreiro, Calheiros, 15/06/2012 



Há um século e meio ou mais
Nasci às margens do Rio Preto
Rio Itabapoana nos tempos atuais

Vi morrerem muitas amigas minhas
Pela ganância, orgulho e egoísmo humanos
Que na ignorância de buscarem o progresso
Cometeram retrocesso e um grande engano

Mas parece que o desenvolvimento
Não desenvolve a mente do homem
Vê-se a era das grandes tecnologias
A televisão gritando a cada dia
Sobre a preservação da natureza
Mas a ignorância de nossas
Cabeças não somem

Eu vi seu bisavô crescer, o seu avô nascer
E suspirar pela vinda de seus pais
Vi e ouvi o suspiro de amor de um casal
Presenciei a felicidade de um casamento
O que é normal, vi você nascer

Com muita singeleza e carinho
Veio ficar perto de mim
Produzo o seu oxigênio
A sombra nos dias de sol causticante
Mostro a beleza dos horizontes
E você está querendo o meu fim

Me trocam por construção
Que um pedreiro pode fazer em um ano ou seis meses
Mas não sabe em quantas vezes
Um homem leva para me construir
Não sei mais do meu futuro
É um passo que estou dando no escuro
Mas imploro a vocês
Pensem mil e mais mil outras vezes
Antes de me destruirem

Você que veio todo feliz
Morar perto de mim
Mas, enfim, tem medo
Isso é notável, mas queria
Meu amigo ou minha amiga
Lembrar-lhe que não sou um produto descartável

Quem me construiu é o maior engenheiro do mundo
Levou séculos para me modelar
Faço parte desta linda natureza
Que o homem polido, mas com certa rudeza,
Quer destruir em um segundo
Posso até estar lhe perturbando
Seus interesses atrapalhando
Mas não faz como vocês dizem
Que sou velha ranzinza e desnecessária
Lembre-se que sou muito antiga
Nunca você vai ver o que já vi
Sentir o que senti
Pois sou uma centenária

Sou inspiração para namorados
Que ficam na minha sombra a sonhar
Casa para passarinhos
Que aqui fazem seus ninhos
Nas manhãzinhas gostam de gorjear
Continuo sendo inspiração para fantasias
Canto e poesia
No verso e na prosa
Sou sua amiga querida
Quem ajuda na luta pela sua vida
Para seus antepassados e até hoje
Sou a sua árvore, conhecida como Árvore Criminosa
Deixem-me viver!



GOIABADA CASEIRA DE CARABUÇU


Chiquinho e a fabricação da goiabada



Francisco de Assis Silva, conhecido como Chiquinho, é natural de Bom Jesus do Norte (ES), mas foi criado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Com 18 anos de idade, seu sonho era tornar-se jogador de futebol profissional. Como possuía habilidade com a bola, foi chamado para jogar na Bahia, em Vitória (ES) e em Sergipe.

Como na família havia um primo que jogava futebol em Portugal, ele sonhava com a Europa. Ocorre que uma lesão no joelho impediu-o de prosseguir nos seus sonhos. Retornou, então, a Bom Jesus em 1987, ocasião em que seu amigo Ruy Castro solicitou apoio para que ele dirigisse, no distrito de Carabuçu, um time semiprofissional de futebol.

Chiquinho aceitou o desafio. Pouco depois, o amigo Lécio Sarlo convidou-o para cuidar de 50 pés de goiaba que havia plantado em sua propriedade, autorizando a utilização das frutas colhidas. Aceitou, também, a proposta. 

Sucede que houve uma grande produção de goiaba. Explica Chiquinho que "goiaba de enxerto produz cerca de 300kg por pé. Assim, 50 pés produziriam cerca de 35 mil kg de goiaba". Devido a esta grande produção sua mãe, Sebastiana Silva teve uma ideia e disse ao filho: "vou fazer  goiabada".

Goiaba "paluma" é a ideal para fazer o doce


O fato é que o "jeitinho" de fazer goiabada de dona Sebastiana acabou se tornando um sucesso. Pouco a pouco seu produto foi alcançando mercado e, hoje, 15 anos depois, possui entre seus maiores fregueses a rede de Supermercados Varejão e a Cooperativa Agrária do Vale do Itabapoana Ltda, a CAVIL.

De acordo com Chiquinho,  posteriormente, "Márcio Matias propôs sociedade em outra plantação de goiaba, que aceitei também. Embora Márcio tenha passado a propriedade para Paulo Chierici,  a sociedade permaneceu".

Atualmente, Chiquinho mantém sociedade com  Dalva Sarlo, em uma propriedade com cerca de 300 pés, e com Paulo Chierici, onde mantém 200 pés".

Segundo Chiquinho, o "kg de goiabada  rende cerca de R$7,00". Atualmente, produz aproximadamente 1.000kg de goiabada por mês. Sua meta, contudo, é alcançar a produção mensal de 2.000kg de goiabada.

"Tive problemas na instalação da fábrica e com a falta de matéria-prima, mas, agora, mais experiente, vou acertar os detalhes e melhorar a eficiência. Além disso, consegui, através da FAPERJ, R$35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para as obras de alvenaria na fábrica,  aquisição de tachos, despoupadora e formas. Para alimentar os dois fornos, utilizo madeira recolhida de limpeza de terrenos", esclarece.


A fábrica de goiabada está sendo reformada

 
Há dois anos, o filho mais novo, Murilo, faleceu em acidente de veículo, quando contava com 17 anos de idade.  Chiquinho aponta para a foto do filho e diz: "Isso me abateu demais. A gente fica sem vontade de fazer as coisas. Agora, contudo, estou tentando voltar à normalidade da vida". 

A produção da goiabada de Carabuçu constitui mais uma iniciativa local que vem trazendo melhoria de condição de vida para a região.


Qualidade da Goiabada Caseira de Carabuçu conquistou mercado