Meu nome é Nathan Oliveira Lopes, mas utilizo o nome artístico Nathan Patkowski. Patkowski é um sobrenome polonês por parte de mãe que não me foi dado ao nascer, mas que ainda pretendo incorporar oficialmente. Escolhi usar esse nome porque ele carrega uma memória afetiva de gerações ligadas à criação artística: minha mãe costura e pinta no Atelier Patkowski, ofício que também fazia parte da vida do meu avô e da minha bisavó.
Tenho 18 anos. Nasci em Nova Friburgo, mas me mudei para Armação dos Búzios ainda muito novo, por volta dos 4 anos. Já vivi em outros lugares, mas foi em Búzios que passei a maior parte da minha vida. Lá ainda vive meu pai, que desenvolve um belo trabalho com compostagem através da Redcomposta junto da minha madrasta. Graças a ele, que sempre trouxe a educação ambiental para minha criação, desenvolvi uma relação muito próxima com a natureza, baseada em respeito e cuidado.
Por outro lado, minha mãe sempre me mostrou a importância do lado artístico. Além da costura, ela produz pinturas no Atelier Patkowski, seguindo uma tradição familiar que já vinha de seu pai e de sua avó. E foi esse lado artístico que também chegou até mim.
Atualmente moro no Sana, no sítio do meu tio, o Vale das Candeias, onde há um ecoturismo voltado para o Peito do Pombo. Ainda assim, estou frequentemente em Búzios, tanto para visitar meu pai e os amigos que permanecem lá quanto com o objetivo de expandir meu trabalho artístico na região.
Meu tio cedeu um espaço no Vale das Candeias que, em um futuro próximo, será transformado em um ateliê de cerâmica. O espaço ainda está em construção e falta a instalação de um forno, mas já possuo o conhecimento necessário para construir um forno ancestral a lenha. Ao lado do meu mestre, Daniel de Lima, construímos um forno desse tipo utilizando barro e areia macerados com os pés, assentando tijolo por tijolo.
Sou muito grato pelo aperfeiçoamento técnico que venho desenvolvendo com meu mestre, um ceramista da região nascido em Tracunhaém, cidade reconhecida como um dos grandes berços da cerâmica brasileira. Ele me mostra, cada vez mais, a beleza presente na simplicidade do barro. Desde que nos conhecemos em um curso de agrofloresta, nunca mais deixei de caminhar ao lado dele. Foi também através dele que consegui minha primeira exposição: uma coletiva de alunos de Daniel de Lima, atualmente em exibição no Museu de Casimiro de Abreu, graças ao convite do meu mestre.
A modelagem sempre foi algo muito presente na minha vida. Desde criança faço esculturas com papel machê, biscuit e massinha, mas, com o tempo, senti vontade de trabalhar com algo mais natural, que tivesse uma conexão mais profunda com a natureza. O barro cumpre esse papel de forma muito especial.
A cerâmica teve importância fundamental no desenvolvimento de diversas civilizações, como aprendemos através da arqueologia, e isso é algo que muito me atrai. Tenho, inclusive, o desejo de futuramente me formar em História para aprofundar ainda mais essa relação. O conhecimento da cerâmica é ancestral. Ele pode ser utilizado de inúmeras formas de expressão artística e carregar diferentes significados. Da mesma forma que podemos conversar com o barro e depositar nele aquilo que sentimos ou pensamos, o barro também conversa conosco e nos faz refletir. Pelo menos essa é a sensação que tenho toda vez que entro em contato com a argila: ela se torna uma maneira de expressar como enxergo o mundo e de permitir que outras pessoas possam ver o mundo através da minha perspectiva.
Produzo tanto peças utilitárias quanto escultóricas. Gosto, por exemplo, de criar esculturas nas quais seja possível plantar, tornando tanto a planta quanto o vaso ainda mais vivos. Não trabalho com esmaltação; prefiro uma estética mais rústica e utilizo tintas naturais.
Atualmente já participo de uma exposição no Museu de Casimiro de Abreu e sigo em constante aprimoramento, porque o aprendizado nunca se encerra. Quero aprofundar minhas técnicas, expandir o ateliê e conquistar novas exposições.







grande artista conquistará o mundo, jovem mas sábio 👻👻👻
ResponderExcluirMuito obrigado pela matéria!
ResponderExcluirMuito interessante ver suas realizações, desejo que suas conquistas sejam inúmeras .
ResponderExcluirParabéns! Sucesso sempre!
ResponderExcluirNATHAN sempre muito inteligente
ResponderExcluirOi incrível saiba você que seu.avo tinha um projeto de construir um forno de barro,ele queria fazer peças de barro rústicas, tinhas uma grande relação com o barro,usavamos o barro para a cura do corpo também .
ResponderExcluirQue riqueza! Parabéns, Nathan!!
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