terça-feira, 1 de janeiro de 2013





DESEMBARGADOR ANTONIO IZAIAS DA COSTA ABREU TOMA POSSE NA CÂMARA DE COMÉRCIO BRASIL-CHILE


Segue o discurso de posse do ilustre bonjesuense:


Senhor Dr. Antenor Gomes de Barros Leal, Presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro,



Senhor general Rubens Bayma Denys, vice-presidente do Conselho Superior da Associação Comercial do Rio de Janeiro,



Senhor embaixador Brian Michael Frazer Neele,



Dr. Lício Araújo, Presidente da Câmara Comércio Brasil-Chile,



Ministro Samuel Ossa, Cônsul=Geral no Rio de Janeiro e presidente de honra da Câmara,



Autoridades presentes,



Senhoras e Senhores,



No momento em que o homem tomou consciência de deixar o isolamento em que vivia nas cavernas e sair em busca de novas conquistas, distanciando-se do seu habitat, ao associar-se a outras tribos passou ele a dominar doravante o desconhecido.

Embora lento, mas após milênios o planeta foi subjugado e graças ao incontestável avanço tecnológico caminha agora em busca do sideral. Todavia, se o homem-de-neandertal a princípio, sem alternativa, valeu-se da caça, da colheita dos frutos, das raízes, do leite e assim num crescendo o homo-sapiens fechou o seu ciclo alimentar cujo sistema agrega atualmente milhares de substâncias e produtos dos mais variados. Mas, ocorre que o excesso de produção o levaria fatalmente ir ao encontro de outros povos a fim de vendê-la ou escambá-la. Surge, desse modo, a incipiente navegação costeira que o caminhar lento dos séculos alcançou com avanço do instrumental de navegabilidade, novas terras e outros mundos estreitando os laços de confraternização dos povos. O comércio marítimo sinalizado inicialmente com os fenícios e cartagineses avultou-se consideravelmente sendo, no presente, representativo de cifras bilionárias. O mundo se globalizou, as distâncias encurtaram-se tornando-nos mais próximos um dos outros, sem distinção de ideologia, crenças e credos. Entretanto, se a produção tem áreas específicas, o consumo por sua vez, se pulveriza por toda a face da terra. Todos contribuem com um pouco do necessário à realização do bem estar social. Contudo, embora o descontentamento geral na América, Europa e Ásia promova uma convulsão social pela aplicação de medidas para conter o gasto público, operou-se, a rígida determinação dos governos, descontentamento, envolvendo todos os quadrantes da terra, embora tenha como objetivo o aprimoramento do pensamento humanitário que, através de medidas solidárias venham a varrer dos continentes, a pobreza, a miséria e a fome.

Realmente o nosso país necessita adotar medidas estruturais para vencer a modesta competitividade delegando a inúmeros setores produtivos e de serviços a iniciativa privada parte dos programas sobre a tutela estatizante do governo ficando com este o poder de fiscalização, regulação e a segurança dos negócios jurídicos para que haja o equilíbrio da participação do estado na economia e no livre comércio.

Com relação ao Chile, a grande e respeitável nação do pacífico, desde a sua independência política em 1818, sempre mantivemos em cooperações mutuas as mais estreitas relações culturais e comerciais sem qualquer constrangimento diplomático que pudesse afrouxar os laços fraternos que nos une.

Procuramos meritoriamente homenagear a nação andina através de seus filhos ilustres e logradouros públicos, a saber, Avenida Salvador Allende, Rua Gabriela Mistral, Avenida Chile e outros.

A economia chilena, internacionalmente conhecida é uma das mais sólidas do continente. Durante o período de 1973 a 1990, foi adotado o modelo neoliberal mantido pelos governos posteriores e o crescimento econômico de 2000 a 2007 manteve-se com uma taxa de crescimento anual de 5% (cinco por cento). Desde a década de 70, do século anterior, vem o Chile mantendo uma política de redução de tarifas e de eliminação de barreiras comerciais. Desse modo, graças a política de comércio a nação andina assinou tratados com parceiros importantes tais como NAFTA, UNIÃO EUROPÉIA, MERCOSUL, CHINA, INDIA, JAPÃO, COREIA DO SUL, entre outros.

O seu invejável crescimento econômico nas últimas décadas melhorou alguns aspectos sociais; elevando a expectativa de vida para 74 anos (homens) e 80 (mulheres); o analfabetismo foi reduzido a 3% e a pobreza de 45,1% em 1987 para 13,7% em 2006. Foi o primeiro país latino americano a atingir e superar as metas de redução de pobreza para este milênio. Atualmente o maior esforço dos governantes tem se concentrado no sentido de reduzir a péssima distribuição de renda existente entre ricos e pobres. Essas medidas têm colocado o Chile na alta escala da economia mundial tais como a abertura e a liberalização do mercado, a adoção de altos padrões de competitividade, o mercado trabalhista relativamente flexível e um sofisticado e eficiente sistema financeiro ajudam o país a manter as suas perspectivas de crescimento, no longo prazo a base, como já ressaltamos anteriormente, de 5% (cinco por cento) ao ano, segundo dados da economista Thais Pacievitch.

Senhoras e senhores tudo isso que sucintamente acabamos de expor nos encheu de orgulho e contentamento ao receber do ilustre Lício Araújo, presidente da CAMARA DE COMÉRCIO E INDUSTRIA BRASIL-CHILE, a comunicação para compor o quadro de Associados Titulares dessa novel entidade, integrada ao Conselho de Comércio Exterior. Confesso a todos os presentes neste evento que pouco tenho a oferecer, mas muito a aprender, mormente em assuntos de especial magnitude.

Senhores há cargos que são criados para os homens e há homens destinados a estes cargos. É o caso de Lício Araújo, levado ao honroso cargo de presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Chile. Estamos certos que muito honrará com seu eficiente trabalho a nobre e conceituada instituição binacional. Manso no falar, fidalgo nos gestos, Lício Araújo sempre se mostrou um diplomata nato. Os problemas que enfrentou os resolveu com prudência e sapiência.

Senhoras e senhores, cabe-me neste momento de confraternização, lembrar a todos que os sonhos antecipam a realidade, realidade alimentada pela seiva da esperança através da qual visamos a felicidade nos dias de porvir. Não importa que o porvir seja o amanhã e que o amanhã encontre-se distante de nós anos, séculos ou milênios pois a felicidade é o maior bem da humanidade e, em tal caso, a ampulheta do tempo se nos apresenta irrelevante.

Autoridades presentes, Senhoras e senhores, finalizando desejo consignar que somente o entendimento dos homens, a fé em um Deus que derrame a todos benção igualitária; a crença inabalável no porvir e nos nosso dirigentes proporcionando-nos um viver feliz. Pode alguém entender tratar-se de visão utópica e irrealizável. Todavia, comungo com o inspirado Athos Fernandes, fraternal amigo e vate da minha terra, ao proclamar para os que sonham com um mundo melhor e mais justo que neste momento dedico a grandiosa nação chilena:



MEUS SONHOS



Eu sonho um mundo livre e sem fronteiras,

sem guerras e trincheiras,

sem preconceitos e perseguições,

em que do proletário as mãos honradas

construam hospitais, creches, estradas

e destruam canhões!



Eu sonho um mundo calmo equilibrado,

na Paz consolidado

em que não medrem ódios e rancores.

Um mundo em que os fragores das batalhas

cedam lugar as forjas e as fornalhas,

e ao ronco dos tratores!



Eu sonho um mundo forte no direito,

sempre Justo e Perfeito,

sem o império da Gula e da Cobiça.

Um mundo que de pão a quem tem fome,

e a Liberdade dê bem mais que um nome,

no senso da Justiça!



Eu sonho um mundo nobre do trabalho,

quer da pena ou malho,

das fábricas ou glebas de plantio.

Um mundo em que da infância à senectude

tem o povo a pletora da saúde,

quer no inverno ou no estio!



Eu sonho um mundo alegre e visionário,

que deteste o argentário,

e construa a utopia da igualdade.

Um mundo em que do obreiro a mão calosa,

nos seja a mão amiga e dadivosa,

da fraterna amizade!



Sonho um mundo sem guerras de conquistas,

Pacífico, humanista,

em que os povos se abracem como irmãos.

Um mudo em que de Cristo são os preceitos,

inspirem bem deveres e direitos

de autênticos cristãos!



Sonho um mundo em que Deus seja louvado,

sentido, assimilado,

para atuar na vida das nações.

Um mundo de tal modo convertido,

que um templo novo seja sempre erguido,

no escombro das prisões!



Eu sonho um mundo belo e sem pesares,

sem armas nucleares,

sem preconceitos e perseguições.

Em que do proletária as mãos honradas,

construam hospitais, creches, estradas,

e destruam canhões!



Eu sonho, enfim! E sei que tudo é um sonho,

tão distante e risonho,

mas que virá nos dias do porvir.

Um mundo para os sábios e os estetas,

e que tão só os santos e os poetas

poderão construir!



A todos os presentes, os meus agradecimentos.



Antonio Izaias da Costa Abreu


Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2012

BLOG É ACESSADO NO MUNDO 



Não obstante poucas matérias sejam postadas mensalmente, em relação ao que é publicado no jornal impresso do interior do Estado do Rio de Janeiro, o blog de O Norte Fluminense (www.onortefluminense.blogspot.com) tem sido visitado a partir de vários países no mundo. Os que mais visitam o blog são os Estados Unidos, Rússia, Alemanha, França, Portugal, Itália, Argentina, Espanha, Canadá, Holanda, Israel, Polônia, Suíça, Cuba, Tailândia, Moçambique, Ucrânia, Chile, Romênia, Líbano  e Reino Unido.

As matérias mais acessadas são "Uma saga italiana em Bom Jesus do Itabapoana",  "USINA SANTA MARIA: A GLÓRIA QUE RESISTE", "Família Seródio: dos Açores para Bom Jesus do Itabapoana", "Os Cedros do Itabapoana",  "FAZENDA DAS AREIAS: A DRAMÁTICA SITUAÇÃO DE UM PATRIMÔNIO HISTÓRICO", "A FRANÇA BONJESUENSE" e "O POETA INCONFIDENTE DO ITABAPOANA", além das matérias sobre o Hospital São Vicente de Paulo.





Fábrica de Queijos e Doces "PRODUTOS ROSALENSE"


Carlos Ferreira Vargas e a fábrica de queijos e doces


No dia 22 de maio de 2010, o casal Carlos Ferreira Vargas e Arlete Oliveira Vargas realizou um sonho: inaugurou a fábrica de queijos e doces "Produtos Rosalense", no distrito de Rosal, depois de 15 anos produzindo queijo artesanal em seu sítio. "Antes da inauguração, visitei várias fábricas em Miraí, em Itaperuna, em Bom Jesus e em Boa Ventura. Depois de tudo preparado, compramos o imóvel, restauramos a casa da frente e instalamos a fábrica nos fundos", registra.

De lá para cá, as perspectivas aumentaram: passou a ter apoio da EMATER e da FAPERJ, o que  permitirá a ampliação das atividades como a produção de iogurte e manteiga.
A inauguração da "Produtos Rosalense" ocorreu no dia 22 de maio de 2010


Os pais de Carlos, Joel Vargas e Maria Alice, residem no prédio onde funcionou a antiga desnatadeira de Rosal
Joel, 90 anos, Maria Alice e a filha Marli
A fábrica Produtos Rosalense e o posto de vendas, que possui o telefone 22-38321321, constituem uma importante iniciativa de geração de emprego e de fonte de renda para a região.


Produtos de qualidade geram emprego e renda


VISTA ALEGRE


O ANOITECER EM VISTA ALEGRE


                              O anoitecer em Vista Alegre, zona rural de Rosal


A FAZENDA DE VISTA ALEGRE


                                                    Fazenda Vista Alegre


                                                         Porão da fazenda


                           Móveis raros guarnecem a sede da fazenda

A CAPELA DE VISTA ALEGRE



     Capela de Nossa Senhora Aparecida, construída sobre o cemitério de escravos




                                       Júlio Macário e a filha Daniela, na capela


José Macário Nunes Moraes e Dona Juca (Josefina Rodrigue Rios) construíram a capela, no século XIX



O CEMITÉRIO DE ESCRAVOS EM VISTA ALEGRE


                             Cemitério de Escravos localizado ao lado da capela


A escalada

                                                                                         Lívia Almeida e Sousa



Em uma das viagens ao interior de mim, ouvi uma história que me chamou atenção. Era uma vez um garotinho franzino e de olhos claros que queria muito voar. Ele sonhava com esse feito todos os dias de sua vida. Ele queria voar para alcançar a paz no alto de uma colina e ver o mundo de lá, tranquilo e confortável.

Várias foram às tentativas: tentou criar um balão azul, mas esse estourou no meio do trajeto; construiu uma grande pipa, porém a mesma se rompeu com os ventos fortes; subiu numa escada altíssima e tentou pensar positivo e pulou para alçar voo, como os passarinhos, todavia caiu de cara no chão, ralou-se e quebrou-se por inteiro.

Por causa dessa última tentativa, o menininho ficou com muito medo de tentar novamente. Para sublimar seu grande desejo de viver em paz na linda colina, o rapazinho começou a caçar filhotes de passarinhos, colocando-os numa linda gaiola feita de ouro, e a treiná-los com repetidas gravações de outros pássaros da mesma espécie. Desse modo, criaria um ser que reproduzia o canto da paz vinda da alta montanha e, assim, ele também sentiria o frescor da alegria que era produzida pela melodia da ave cativa.

Por alguns momentos, sentia-se feliz e animado, mas, em seguida, uma angústia e tristeza o assolava. Dessa forma, ignorava, por muitas vezes, os passarinhos presos nas gaiolas, deixando-os sem alimento e água por muitos dias. Quando se lembrava, tentava cuidar da melhor forma, mas esses já estavam enfermos e morriam presos. Certas vezes, o garoto abria a gaiola, pois via que não tinha condições de mantê-los aprisionados, sem proteção e cuidado.

Porém, os pobres passarinhos não percebiam que a gaiola estava aberta, pois desde filhotinhos estavam cativos naquele lugar à espera do seu dono por nutrição e cuidado. E ali morriam um por um, ou por enfermidade ou pelas garras de um gavião.

O garoto odiava os gaviões.

O tempo foi passando, a idade foi avançando e os passarinhos todos morrendo. Até que em certo momento, o garoto que já havia se tornado um senhor, começou a se questionar: quem sou eu? Onde estou? Por que sou assim tão só? O que eu fiz da minha vida? Perguntas sem respostas, aparentemente.

Com o tempo, ele parou de caçar passarinhos, passou a não odiar os gaviões e sim admirá-los, pois esses iam para onde bem queriam e eram fortes e ávidos.
Esse homem estava com sede e com fome, mas não de comida ou bebida, mas sim de conhecimento de si mesmo. Então, ele se recordou de quando era mais jovem e queria tanto voar para o alto da colina.

Voar ele não podia – esse entendimento ele adquiriu com a maturidade –, porém conquistar a colina sim: com suas pernas, braços e mente.  Para isso, haveria de existir um grande esforço, para entender seus limites, para avançar e recuar na escalada, preparo físico, persistência e coragem, visto que o caminho para chegar ao topo não existia, era ele quem iria traçar a trilha.

A história parava por aqui, ainda não sei se o homem/menino conseguiu, consegue ou conseguirá conquistar a colina. Apenas sei que há um querer, uma motivação interna que o move para esse objetivo.

A solidão plena fez com que ele buscasse os passarinhos dentro de si mesmo.

Que neste fim de ano, possamos refletir que não existe caminho sem tropeço, não há vitória sem guerra, não há conhecimento de si próprio sem dor, porque crescer dói, uma vez que uma mudança de estado requer novos condicionamentos de adaptação à nova realidade circundante. 

Por outro lado, organizar-se, planejar-se, pedir ajuda a outros desconhecidos, possibilita uma maior confiança em nós mesmos na hora de enfrentar os desafios. A escalada é grande, não somos capazes de voar por nossa condição física, mas somos capazes de aprender a voar por meio de nossa capacidade de imaginar e sonhar.


Livia Aparecida de Almeida e Sousa é professora da  UNIFA (Universidade da Força Aérea) do Rio de Janeiro e Mestra em Teoria Literária na UFRJ (Univerfsidade Federal do Rio de Janeiro





UVA BONJESUENSE


Uva Niágara-rosada é produzida em Bom Jesus


Há cinco anos atrás, o norte-americano Edward Charles Mckenna resolveu investir na produção de uvas em sua propriedade localizada na Fazenda Califórnia, em Mutum de Cima. Destinou, então, mais de um alqueire para plantar cerca de nove mil pés de uvas da espécie Niágara-rosada, que melhor se adaptou à região.


Entrada da Fazenda Califórnia


Hoje, o êxito do investimento é perceptível a olhos vistos, confirmando que a cultura da uva é um bom investimento para os produtores da região.

Vanderléia coordena a venda de uvas na entrada da Fazenda


Além disso, são cerca de 30 empregos gerados direta e indiretamente. Maria José diz que com o método empregado na Fazenda, é possível ter uva durante todo o ano: " hoje, faz-se podas por setores, o que leva a termos uva continuamente".


Maria José e seu filho Vinícius vendem uva na feira

O Programa Frutificar, ligado à Secretaria Estadual de Agricultura, por sua vez, tem anunciado visitas a produtores interessados em financiamentos para a implantação ou ampliação de áreas de produção, elastecendo a perspectiva de dias melhores para a nossa gente.



66 ANOS DE O NORTE FLUMINENSE




No dia 25 de dezembro de 1946, Ésio Bastos fundou O NORTE FLUMINENSE, sendo seu diretor e redator até o dia 24 de agosto de 2003, quando ocorreu seu passamento. Seu irmão, Luciano Bastos, assumiu a direção do jornal, exercendo-a até o seu falecimento, no dia 2 de fevereiro de 2011. O filho deste, Gino Martins Borges Bastos, e o diretor comercial João Batista Assad Tavares, que compõe os quadros do jornal ao longo de sua trajetória, dão prosseguimento aos ideais que sempre nortearam o jornal.


Nesta oportunidade, O NORTE FLUMINENSE agradece ao imprescindível apoio da comunidade, dos assinantes, leitores,  articulistas e anunciadores, desejando a todos um Natal de paz e um 2013 de realizações.

Ésio e Luciano Bastos presentes!




Noite memorável pereniza o nome de LUCIANO BASTOS
(publicada na edição de junho de 2011)
Heloisa Crespo homenageou Luciano Bastos em verso


A noite do dia 13 de maio passado constituiu-se num marco na história de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), diante da concorrida e emocionante homenagem prestada pelo ILA (Instituto de Letras e Artes Dr.José Ronaldo do Canto Cyrillo) a Luciano Augusto Bastos, advogado, diretor do Colégio Rio Branco e editor de O Norte Fluminense por vários anos.

Presidida pela dra. Nisia Campos Teixeira, a solenidade foi realizada no salão da Câmara Municipal, gentilmente cedido pelo vereador Samuel Júnior, afilhado do homenageado, e que abriu  o recinto da Câmara  para as homenagens preparadas, disponibilizando os funcionários e toda a sua equipe de trabalho, além de ofertar um coquetel após a cerimônia.

Em seguida às falas de abertura por parte da presidenta do ILA, a mesma convidou os filhos de Luciano Bastos, Paula Aparecida Martins Borges Bastos, Claudia Martins Bastos e Gino Martins Borges Bastos para tomarem assento  à direita da mesa  diretora. Estiveram presentes, ainda, outros familiares do homenageado: os sobrinhos Maria Célia Bastos e Paulo Guerra, a cunhada Ercília Tavares Borges e Taís Borges do Carmo.

 Ato contínuo,  um atirador do Tiro de Guerra adentrou ao recinto levando solenemente a bandeira do Brasil, após o que foram  entoados o Hino Nacional e o Hino à Bandeira. Utilizou então  da palavra o Sargento Olimar Auler representando o Exército Brasileiro, que leu a "ficha do atirador" do homenageado. Ali foi salientado que Luciano Bastos integrou um grupo de 70 atiradores, no ano de 1945, ocasião em que residia na rua Buarque de Nazareth. Em 2009, Luciano Bastos foi agraciado como Colaborador Emérito do Exército.

Prosseguindo, o  Desembargador Dr. Antonio Izaias da Costa Abreu realizou um comovente  discurso laudatório. O palestrante, que se deslocou especialmente do Rio de Janeiro para proferir o necrológio de Luciano Bastos, esteve acompanhado de sua esposa Penha Abreu. A exposição do orador está reproduzida à página 02 desta edição.

A escritora e poetisa Heloisa Crespo, representando a centenária Academia Campista de Letras e a Academia Pedralva de Letras e Artes, ambas de Campos dos Goytacazes (RJ), versejou a história de Luciano Bastos no  poema que transcrevemos abaixo.

LUCIANO AUGUSTO BASTOS

O ILA solenemente
promove uma homenagem
ao filho que já se foi
na data que é só mensagem
de luta, libertação,
sonho, fé e coragem.

A data é 13 de maio
que faz parte da história*(1)
e, hoje é aqui consagrada,
através da oratória
do insigne doutor*(2),
relatando a vida e a glória

do confrade Luciano,
membro, sim, correspondente
da Academia Predalva.
Como sempre um agente
da cultura onde passou.
Um verdadeiro expoente.
 

Mineiro de nacimento.
Ele é um carangolense
de coração, não há dúvida,
é mesmo bonjesuense.
De sangue um pouco campista
e na formação forense.

Campista porque ele é filho,
sobrinho, neto e bisneto
de uma família de Campos,
com parentesco direto
e indireto à nobreza.
E Luciano discreto

Nada fala, nada diz
que Vivaldina Martins,
sua mãe, era parente
de Claudinier Martins *(3)
o "Príncipe dos Poetas"
e de parentes afins

que se distinguem por méritos:
escritores, desenhistas,
farmacêuticos, políticos,
militares, humoristas,
delegados de polícia,
filólogos,sonetistas,
  
Ilustradores, chargistas,
jornalistas, professores,
acadêmicos, poetas,
repórteres, oradores,
autores de vários livros,
advogados, pintores,

Como foi o Segisnando,
João, o Justiniano...
Claudinier e outros mais,
até chegar Luciano,
Leny, os filhos e netos.
Hoje ele vive em outro plano.

Dr. Luciano Bastos,
também deixou seu legado,
através das suas obras,
dos seus filhos tão amados.
Orgulho de Bom Jesus,
em verso e prosa cantado!

 Heloisa Crespo
13/05/2011

*(1)   13 de maio de 1888
*(2)   Desembargador Antônio Izaias da Costa Abreu, em 13 de maio de 2011
*(3)  Claudinier Pinto Martins


O Dr. Nilton Serpa Kelly,  Presidente do Rotary Club de Bom Jesus, por sua vez, utilizou  da palavra, e informou que a entidade instituiu a Comenda de Honra ao Mérito Rotário Luciano Augusto Bastos, para homenagear pessoas que prestarem relevantes serviços ao Rotary e ao país, consituindo um meio também de perpetuar o nome do homenageado.

 A Prefeita Municipal Branca Motta se fez presente ao evento, entregando placa de reconhecimento aos filhos de Luciano Bastos.

O Dr. Luiz Marques, Presidente da 17ª Subseção da OAB/RJ, em sua homenagem, ressaltou, entre outras coisas, a atuação de Luciano Bastos na criação da entidade em Bom Jesus.

O Dr. Augusto César, respresentando o presidente do Hospital São Vicente de Paulo, salientou as contribuições de Luciano Bastos ao nosocômio.

O Jornal A Voz do Povo, por intermédio da secretária e tesoureira do Jornal, Regina Lucia Alves Goulart Marques, assinalou que Luciano Bastos foi assinante do jornal por mais de 50 anos.

O Olympico F.C. foi  representado pelo gerente de projetos do clube, Rafael Messias, que lembrou das realizações do homenageado quando esteve à frente do Clube de seu coração

Representando a FAESP (Fundação de Apoio ao Ensino Superior ),  Geraldo Antonio Theodoro Lima  lembrou das importantes atividades de Luciano Bastos quando este presidiu a entidade.

O ILAC (Instituto de Letras e Artes de Carabauçu) esteve representado pela professora Dorcas de Paula Vieira,  por quem Luciano Bastos nutria grande respeito e admiração. Ela foi professora do Desembargador Costa Abreu em Carabuçu.

O Dr. José Antonio de Almeida Rangel, representando o Lions Club, salientou ainda o cunho também pessoal da homenagem, uma vez que, por vários anos foi vizinho de Luciano Bastos.

O Professor Cléverson Rufino Araújo, Presidente do Diretório local do PMDB, acompanhado dos integrantes do Diretório do Partido, Martins de Paula e  Roberto da Veiga, realizou um discurso enaltecendo as qualidades de Luciano Bastos, que foi presidente da entidade por vários anos, sendo presidente de honra da agremiação política.

Os Correios estiveram presentes através do funcionário Juvenal, ressaltando  que Luciano Bastos era um dos que possuía uma das caixas-postais mais antigas do município.

 O jovem Kalisto,  representando a família de Martins de Paula, ex-vereador e membro do diretório do PMDB, entregou aos familiares de Luciano Bastos um desenho de rosto por ele produzido especialmente para a solenidade.

A última inspetora escolar estadual que atuou no Colégio Rio Branco, Patrícia Fonseca da Rocha, também se fez presente, levando sua homenagem.
Jussara Miranda, Diretora do CAPS, igualmente usou da palavra, lembrando da trajetória de Luciano Bastos.

Estiveram presentes, ainda na solenidade, o Dr. Luiz Alberto Nunes da Silva, Juiz de Direito da Comarca local, o Padre Vicente Osmar Batista Coelho, representando o Centro Educacional Santa Rita de Cássia, o Dr. Carlos Augusto Galo, advogado e Promotor de Justiça aposentado, o Dr. Cinézio Salles, presidente da JCI de Campos e advogado atuante, Anízio Pimentel, representando a JEMAJ Musical,  Ebenezer Campos, filho do saudoso Pastor Onésimo Gerar da Silva, representando o jornal O Repórter, as diretoras do Colégio Estadual Padre Mello, Luciana Bello e Meryane Giacomine, Profa. Maria Apparecida Viestel, Sra. Eliane Chalhoub, o professor Héliton Dias Pimentel, o dr. José Cabral de Melo entre outros.

Foram vários os telegramas e manifestações de pessoas e personalidades que justificaram a ausência à cerimônia.

 A programação cultural consubstanciou-se, ainda, em um momento de louvor, com emotiva interpretação de Marisa Valinho acompanhada do violonista Amilcar Abreu Gonçalves, conhecido como o "Mão de Ouro do Violão" que, em seguida, realizou uma  homenagem ao amigo de infância, acompanhado da talentosa Martha Lucia Figueiredo Salim Almeida, Diretora de Cultura de Bom Jesus do Itabapoana, no órgão. Uma composição de lamento e de saudade do amigo, seguida da música  intitulada "Torna Sorriento", encheram de emoção o próprio consagrado violonista, assim como os demais presentes.

O dr. Gino Martins Borges Bastos agradeceu a homenagem em nome da família.

Ao final, o poeta Onofre Nunes apresentou ao público o soneto intitulado "DOUTOR LUCIANO":

    DOUTOR LUCIANO

Atleta... político...educador...
Amou com devoção a terra em que viveu.
Bom conselheiro, foi também doutor
que na área do Direito floresceu.

Usando a verve de historiador
alguns dados de história escreveu
demonstrando com isso um grande amor
pelo solo que pisou e que foi seu.

Aos lhanos honrou, com a presença,
transmitindo, o bom senso de quem pensa
no progresso cultural do nosso povo.

E a sua ausência, como foi sentida!
Mas, partindo elevou-se além da vida
na busca do esplendor de um mundo novo


E a memorável noite de homenagens se findou, havendo unanimidade a respeito do grande legado deixado às gerações futuras por Luciano Augusto Bastos.