quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dezenove Heróis Bonjesusenses Lutaram na 2ª. Guerra Mundial (1ª e 2ª. Partes)


Da Série Entrevistas de O Norte Fluminense




Homenagem aos heróis bonjesuenses fixou placa no pátio da Prefeitura Municipal no dia 08/05/1981


Cerca de 25. 334 soldados brasileiros foram enviados à Itália para lutar na 2a. Guerra Mundial. Desses, 19 eram bonjesuenses. Morreram em batalha, 465 soldados.  O expedicionário bonjesuense Paulo Moreira foi um desses.


O bonjesuense Jorge Jabôr foi à 2a. Guerra Mundial, juntamente com outros 18 heróis bonjesuenses


Genilda Jabôr, que foi casada com Jorge Jabôr, um dos heróis bonjesuenses, e seu filho Jorge Borges Jabôr, guardam um importante acervo sobre sua atuação na guerra.

Jorge Jabôr é filho de Nahim Jabôr, libanês nascido em Beirute. Veio com 14 anos de idade para o Rio de Janeiro e, posteriormente, se fixou em Bom Jesus do Itabapoana.


Jorge Jabôr e os preparativos para a tomada do Monte Castelo, na Itália




Segundo Genilda,  "Jorge ficou traumatizado com a guerra. Ele contava que viu Paulo Moreira morrer na guerra, com tiros. Jorge era muito quieto".

Paulo Moreira morou na rua localizada atrás da Igreja Matriz, que leva seu nome: Rua Expedicionário Paulo Moreira.
Genilda Jabôr, esposa do herói bonjesuense



Genilda Borges Jabôr nasceu no dia 5 de agosto de 1926, na Barra do Pirapetinga.  Atendeu nossa reportagem em seu apartamento localizado na Praça Astolpho Lobo, em Bom Jesus do Norte (ES). Filha de Randolfo de Moraes Borges e Minervina de Almeida Borges, seus avós paternos são Ernesto Borges e Minervina Borges, oriundos da Barra do Pirapetinga. Seu avô materno é Honório de Almeida Ramos.

Genilda guarda vários documentos de seu marido, como o relativo ao "Teatro de Operação da Itália. 6 de outubro de 1944 a 11 de agosto de 1945, no Regimento Sampaio". Outro documento refere-se à sua passagem para a Reserva: " Licenciado em 10 de setembro de 1945, passando para a Reserva do Exército Nacional". Consta, ainda, um "Diploma da medalha de campanha. Sem nota desabonadora".



Genilda Borges Jabôr e Jorge Jabôr. Foto de 1999


Genilda lembra um pouco de sua vida: "Trabalhei na roça, na Barra do Cágado, para cima da Barra do Pirapetinga. Trabalhei na panha do café e lavava café. Casei-me no dia 23 de março de 1949. Jorge era mecânico e estabeleceu a Oficina São João. Ele faleceu no dia 9 de novembro de 1999", assinala.

O casal teve dois filhos: Jorge Borges Jabôr e Eliane Borges Jabôr. São seis os netos: Betina, Isabela, Vitória, Jorge Neto, Maria Luísa e Saulo.





Jorge Borges Jabôr e as medalhas do pai



 Segundo Jorge Borges Jabôr, filho de Jorge, "o nome do meu pai era apenas Nahim. No Brasil resolveram colocar o sobrenome de Jabôr", salienta. 

 (continua) 

Um comentário:

  1. Preciosa matéria! O Norte Fluminense é uma fonte preciosa, inesgotável de sabedoria. Parabéns!

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