terça-feira, 28 de julho de 2026

O Século dos Imbecis

 



Valter Hugo Mãe, um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, lançou em 2026 o romance O século dos imbecis, obra que rapidamente se tornou um dos livros mais comentados da Festa Literária Internacional de Paraty e figurou entre os mais vendidos do evento. O autor aproveita uma narrativa alegórica para refletir sobre a banalização da ignorância, o impacto das redes sociais e o enfraquecimento do pensamento crítico. 

No centro da história está Agilulfo, o Marquês da Malandrinha, um personagem insólito: quanto mais sobe a montanha, mais lúcido e sábio se torna; quanto mais desce em direção ao vale, mais estúpido fica. A vila decide diariamente se prefere conviver com sua inteligência ou com sua ignorância. A metáfora sugere que a própria sociedade escolhe, repetidas vezes, privilegiar a superficialidade em vez da reflexão. 

Em entrevistas concedidas durante o lançamento, Valter Hugo Mãe afirmou estar "perplexo e frustrado" ao perceber que, em vez de buscar maior sofisticação intelectual, a sociedade parece fascinada pelo retorno a uma "certa infantilidade". Para ele, vivemos um tempo em que a informação é abundante, mas o conhecimento é frequentemente substituído por opiniões instantâneas, simplificações e reações impulsivas estimuladas pelas redes sociais. Daí a frase que ganhou destaque: "Estamos piorando como espécie." 

O escritor também observa que a ignorância perdeu o constrangimento social. Segundo ele, há um ambiente em que a falta de conhecimento pode até conferir prestígio, enquanto especialistas e pessoas dedicadas ao estudo são tratados com desconfiança. Em sua visão, a tecnologia, criada para ampliar as capacidades humanas, muitas vezes acaba incentivando a distração, a desinformação e a substituição da reflexão pelo consumo veloz de conteúdos. 

Apesar do tom crítico, o romance não é um manifesto pessimista. Misturando humor, realismo fantástico e lirismo, marcas da escrita de Valter Hugo Mãe, a obra procura questionar se ainda é possível recuperar valores como a empatia, a solidariedade, o pensamento crítico e a capacidade de diálogo. O autor não oferece respostas prontas, mas convida o leitor a refletir sobre a responsabilidade coletiva na construção da sociedade contemporânea. 

Valter Hugo Mãe


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