No Monte Calvário, uma casa floresce em oração
Outubro se despediu encontrando uma razão para permanecer um pouco mais: na aprazível casa de Maria Aparecida de Sousa dos Santos Cardoso, no Monte Calvário, a família se reuniu para celebrar seu aniversário. No meio de abraços e conversas, a noite ganhou a delicadeza desses instantes que, embora passem no relógio, encontram morada duradoura na memória.
Advogada e professora, Aparecida acolheu os convidados ao lado do esposo, Francisco Cardoso, o conhecido Chico Artesiano. Nesse encontro, os nomes pelos quais a sociedade os reconhece deram lugar à intimidade dos afetos. Ela era, sobretudo, Cida: a aniversariante querida, em torno de quem os laços familiares se estreitavam.
Presente à comemoração, a matriarca Luzia Vieira de Souza pôde contemplar o legado vivo de sua família. Há uma emoção silenciosa reservada às mães quando veem reunidos os seus: em cada rosto, uma lembrança; em cada abraço, a continuidade de um cuidado iniciado muitos anos antes. Diante dela, a vida seguia florescendo, oferecendo à sociedade os frutos de sua história.
Estiveram presentes os irmãos de Aparecida, entre os quais Cristiani Vieira de Souza e Alcione Vieira de Souza, esta acompanhada do esposo, o comerciante Alciano da Silva Moledo. Também presentes os sobrinhos, entre os quais Diego Vieira da Silva, servidor público da área da saúde. Cada presença acrescentava ao encontro uma história compartilhada, dessas que dispensam explicações porque pertencem ao coração da família.
Belas músicas gospel perfumavam o ambiente. Suas melodias atravessavam as conversas e davam à celebração um sentido de gratidão. A alegria de completar mais um ano encontrava, na fé, palavras para agradecer pelo caminho percorrido e esperança para acolher os dias que virão.
O último dia de outubro anunciava ainda uma sequência de aniversários semanais na família. O calendário parecia preparar novos motivos para reunir as mesmas vozes, repartir outros abraços e renovar o prazer de estar perto. Há famílias que fazem das datas pequenas pontes: por elas, cada um retorna ao encontro do outro.
Em tempos difíceis, reuniões assim guardam uma força discreta. A fraternidade aprende seus primeiros gestos dentro de casa, quando alguém abre a porta, oferece um lugar à mesa e escuta com atenção. A solidariedade cresce nesse exercício cotidiano de reconhecer no outro alguém cuja felicidade também nos importa. A família de Aparecida oferece, nesse convívio, uma semente de futuro.
Parabéns, Cida! Que a vida lhe conceda saúde, alegrias e muitos outros encontros junto de sua digna família. Que os braços estendidos em oração encontrem no céu o acolhimento das preces e que as bênçãos pedidas retornem à sua casa em forma de paz, proteção e amor.
Na despedida de outubro, o Monte Calvário guardou essa imagem: uma família reunida, uma vida celebrada e uma canção de fé acompanhando os abraços.





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