quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ORQUESTRA DE CÂMARA E CORAL DA JEMAJ BRILHAM EM SACRAMENTO (MANHUAÇU/MG)


                                                                                  Fotos: André Luiz de Oliveira



Uma representação da Orquestra de Câmara e do Coral da Escola de Música JEMAJ, de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), comandada por Anizia Maria Pimentel, se apresentou no dia 24 de setembro na Escola Estadual São Sebastião do Sacramento, distrito de Manhuaçu (MG).

Segundo Elizete Maria, a diretora da Escola, que idealizou a ida da Escola de Música, foi a primeira vez que a comunidade presenciou violino e violoncelo: "Foi um encanto. Todo mundo pedindo bis", registrou.









Comunidade de Sacramento sempre dá exemplo de devoção à cultura

Elizete Maria, diretora da Escola de Sacramento, Anízia Maria, diretora da JEMAJ e a representação da Orquestra e do Coral da JEMAJ

É UMA CASA PORTUGUESA, COM CERTEZA!


terça-feira, 27 de setembro de 2016

UM TESTEMUNHO SOBRE BOANERGES, ROBERTO E BADGER SILVEIRA



Francisco Alves Pereira: "Boanerges, Roberto e  Badger se foram, mas deixaram saudades"

Francisco Alves Pereira, com 78 anos de idade, aposentado da Usina Santa Isabel, se recorda que seu pai, André Alves Pereira, contava que "Boanerges Borges da Silveira era um homem honesto e lutador. Meu pai dizia que ele saiu da lavoura e criou a família com muito sacrifício e dignidade, construindo, com sua esposa Biluca uma família que deixou exemplo para todos".

Em relação a Roberto Silveira, ele se recorda quando ele inaugurou a primeira barragem na Usina Franco Amaral: " Eu estive lá, juntamente com uma multidão. Foi um momento muito importante para Bom Jesus", assinala.

Chiquinho conta mais: "certa vez, Roberto chegou a Bom Jesus do Itabapoana acompanhado de Badger, de Antonio Carlos Pereira Pinto e de José Carlos Pereira Pinto. Eles desceram de carro na altura do atual Colégio Estadual Padre Mello e nós fomos recebê-los e acompanhá-los até à Praça Governador Portela".

Em relação a Badger, ele se recorda perfeitamente do jingle que levou o bonjesuense à vitória nas urnas em 1962:


O PAPAI VAI VOTAR
NO SENHOR
BADGER, BADGER!

ROBERTO É BOM
O PAPAI DO CÉU LEVOU
FICOU O BADGER
PARA SER O GOVERNADOR!


"Na hora de Roberto Silveira fazer tudo para Bom Jesus, aconteceu aquele estranho acidente com helicóptero. Depois, Badger veio para cumprir todas as promessas de Roberto, mas infelizmente foi cassado pela ditadura militar. Eles se foram mas deixaram saudade", finaliza.

OS SONHOS DE MARIAN SAAD SAUMA



Marian  Saad Sauma e a foto dos pais Merhige Hanna Saad e Alzira Sauma Saad


Irmã de Ismélia Saad Silveira, a Eterna Primeira Dama, e conhecida como Didinha, a mais velha dos irmãos, Marian Saad Sauma concedeu entrevista ao O Norte Fluminense noo dia 19 de abril de 2014, na casa de seus pais, localizada na Praça Governador Portela. O pai, Merhige Hanna Saad, nasceu no Líbano e casou-se com Alzira Sauma Saad, oriunda de Santa Clara (MG), filha de libaneses. 

De acordo com Marian, os libaneses procuravam sempre conviverem entre si, o que facilitava o matrimônio com os descendentes.

O casamento de ambos ocorreu em Tombos (MG), onde os pais de Alzira residiam. O avô paterno se chamava José Sauma.

Merhige era mascate e vendia mercadorias nas fazendas. Quando, contudo, veio para Bom Jesus, estabeleceu um comércio, no local onde hoje fica a residência de Alda Seródio.

Merhige veio a Bom Jesus por volta de 1906, e se estabeleceu primeiramente em Matinada (MG). Quando veio a Bom Jesus, se associou aos irmãos Karin, e Salim Antônio. Quirino é a forma abrasileirada de Karin. Dissolveram a sociedade e Merhige  dedicou-se à produção e comércio de café, que possuía nas fazendas do Espírito Santo.

Marian casou-se com Edmundo Sauma, em 1956, em Bom Jesus do Itabapoana, e possui três filhos: Mônica, Simone e Renato. São 4 netos: Maria Antônia, Maria Clara, Maria Carolina e Luís Edmundo.

Marian foi a primeira rainha da Festa de Agosto de 1948. Com o dinheiro apurado, foi possível que o Hospital São Vicente de Paulo adquirisse um aparelho de Raio X.

"Meu pai amava Bom Jesus do Itabapoana. Sinto muita saudade dele. Era pai amoroso e marido exemplar. Possuía uma visão extraordinária do mundo. Veio do Líbano analfabeto e, aqui, esqueceu o idioma do Líbano. Ele só pensava no progresso de Bom Jesus do Itabapoana. As pessoas sempre recorriam a ele quando necessitavam de auxílio e ele nunca negava nada a ninguém". 

Certa vez, disseram a ele para fazer investimento no Rio de Janeiro. Meu pai respondeu: "Eu invisto em Bom Jesus do Itabapoana, porque foi aqui que ganhei".

Ele faleceu com 73 anos de idade, em 1973.

"Recordo-me que meu pai, certa vez, estava passando mal de saúde e resolvemos trazer um médico de avião do Rio de Janeiro. Este médico recomendou a ida dele a Niterói. Recuperou-se na casa de Ismélia. Papai ficou cerca de 3 meses e recebeu alta.


 Quando retornou a Bom Jesus, fez questão de ir ao Cine Monte Líbano e cumprimentar  seus funcionários. Em seguida, foi até a sua casa e trouxe um chinelo para a mamãe. Segurou-a, então, pela mão, e andou com ela em cada canto da casa. Ao final ele disse à mamãe com emoção: ' É aqui que temos de ficar!". Em seguida, minha mãe foi preparar uma canja para ele. Papai foi tomar banho e, como de costume, não trancou a porta do banheiro. Passado algum tempo, mamãe chamou por ele, que não respondeu. Ela resolveu então entrar no banheiro e viu papai caído no chão, envolvido na toalha: ele estava morto. Ele teve um colapso cardíaco."

Didinha se preocupa com os jovens de nosso município: "acho que tanto o prédio do Monte Líbano, como o do Aero Clube poderiam ser utilizados, respectivamente, para atividades culturais e esportivas para a nossa juventude", pontuou.

Fica a esperança que a nova administração municipal, a partir de 2017, possa implementar os sonhos de Marian, que são os mesmos de todos os munícipes.
Cine Monte Líbano, construído pelo libanês Merhige Hanna Saad, em 1952, com capacidade para mil pessoas, e hoje, desativado. Próxima administração municipal pode fazer história em Bom Jesus, desapropriando o imóvel e transformando-o em área de desenvolvimento cultural






SOLO LE PIDO A DIOS




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

CAFÉ CULTURAL ATRAI PÚBLICO SELETO




O Café Cultural das tardes de domingos, no Sítio Rio Preto, onde está localizado o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, tem atraído um público seleto, que para ali se dirige a partir das 15h até as 18h, consolidando-se como atração para os bonjesuenses e visitantes nos fins de semana. 


Maria Rita Pelegrini de Abreu, a mais nova neta de Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira

Neste domingo, marcou presença Maria Rita Pelegrini de Abreu, a mais nova neta de Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira, filha de José Abreu e Cláudia Pelegrini Abreu.


Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira, e os filhos Juarez, Leonídia, Benedito, José Abreu, Cileia, Cíntia, Marilene e Sônia. Foto de 2001

Café Cultural. Maria Rita Pelegrini de Abreu

WILSON JOSÉ CARRERETH: A GRANDEZA DA FRANÇA E DA ESPANHA EM BOM JESUS DO ITABAPOANA (RJ)

Wilson José Carrereth

Wilson José Carrereth é descendente de franceses e espanhóis, podendo-se dizer que constitui a síntese da grandeza das duas nacionalidades. Filho de José Antônio Carrereth -  filho de franceses - e da espanhola Rosa Rodrigues Carrereth, que veio para o Brasil com 12 anos de idade, nasceu no Sítio da Fortaleza, no dia 29 de março de 1936, na localidade conhecida como França Bonjesuense, onde hoje está situado o empreendimento Ferjack. Teve dois tios paternos: João e Ana Carrereth.
Área do Sítio da Fortaleza, onde havia uma residência, na qual nasceu Wilson Carrereth




O Ferjack, de propriedade de Sérgio Carrereth, homenageia suas filhas Fernanda de Jackeline, e está estabelecido na área conhecida como França Bonjesuense

Wilson é neto dos franceses Jean Pierre Carrereth e Catherine Carrereth, que chegaram em Bom Jesus do Itabapoana (RJ) e aqui se estabeleceram por volta do ano de 1907. Os membros da família Carrereth, na França, estão fixados, em geral, em Gurrette, sul da França, e em Oloron-Santa Marie.

Os avós espanhóis, por sua vez, vieram para Bom Jesus nos idos de 1914: Jesus e Ramona e seus filhos Maria, Rosa e Ramona. Genaro veio por último, e estabeleceu uma olaria em uma região do Bairro Pimentel Marques, onde passou a fabricar tijolos. Rosa casou-se com José Antônio, enquanto Maria, irmã de Rosa, contraiu núpcias com João, irmão de José Antonio. Duas irmãs espanholas, portanto, casaram-se em Bom Jesus do Itabapoana, com dois irmãos descendentes de franceses.


Wilson estudou na região conhecida por pertencer a Odilon Diniz, próxima ao Sítio, com a professora Dalca Soares, sua grande mestra, "Recordo-me que ela, que era parente de João Soares, dava aula para cerca de 30 alunos e considerava cada um como se fosse seu filho, tratando cada um com muito carinho", salientou.

Com cerca de 14 anos, passou a prestar serviços para a Usina Santa Isabel. "A partir dos 18 anos, fui contratado pelo usineiro Jorge Pereira Pinto. Ele era muito correto e severo. Recordo-me que, certa vez, em época de eleição, em que os eleitores votavam em todos os cargos no mesmo dia, eu dirigi-me ao 'seu' Jorge e lhe informei que desejava votar em dois candidatos que não eram apoiados por ele: dr. Emanuel e dr. Cid Bastos Borges, 'Seu' Jorge me disse, então, que eu era um jovem de coragem e que respeitava a minha decisão, solicitando, contudo, que, para os outros cargos, eu votasse nos candidatos que ele apoiava". Trabalhei em muitas funções na Usina. Descarreguei mercadorias e fui caixa do açougue e da padaria. Só não aceitei o cargo de fiscal de serviços, porque não queria denunciar eventuais faltosos. Entre 1956 e 1962, fui designado como responsável pelo pagamento dos funcionários das Usinas Santa Isabel e Santa Maria, razão pela qual fiquei sediado na cidade".


Em 1962, Wilson foi trabalhar na firma A Social, para Dário Vieira Borges.  Casou-se em 21/01/1965, com Maria Cristina Borges Carrereth, filha de Dário Vieira Borges e Branca Fragoso Borges. Tem dois filhos: Fabrício e Brícia, e quatro netos: Thiago Araújo, Brnaca, Marina e João Marcelino.

Em 1970, Dário o convida a ser sócio da empresa, juntamente com seu filho Antônio. Com o falecimento de Dário e o afastamento de Antônio, assumiu a empresa.


Dário Vieira Borges tornou-se sócio de Antônio Tinoco de Oliveira, na A Social,  após o fechamento da Loja Tinoco, localizada na antiga rua dos Mineiros (foto da Loja Tinoco na década de 1930)

A Social, que teve suas origens na Loja Tinoco, de propriedade de Antônio Tinoco de Oliveira, situada na antiga rua dos Mineiros, estabeleceu-se na rua Buarque de Nazareth, fruto de sociedade entre Dário Vieira Borges e Antônio Tinoco e, hoje, ampliou suas atividades, formando o Grupo A Social, constituído em três lojas: A Social Calçados, A Social Tecidos e Armarinho Primavera.


Prédio histórico onde funcionou A Social, na rua Buarque de Nazareth, atualmente, serve de almoxarifado para a empresa

O cenógrafo Raul Travassos inspirou-se em A Social, na novela da TV Globo "Terra Nostra", entre os anos de 1999 e 2000





Umas das poucas lojas tradicionais em atividade, no município, Wilson revela a razão do seu êxito: "Devo dizer, primeiramente, que Dário era um comerciante impressionante e nos deu um grande legado na atuação profissional. A primeira regra, no comércio, é o bom atendimento. Trata-se de princípio essencial. Em segundo lugar, está a transparência, a honestidade e a confiança que se passa ao cliente. Em terceiro lugar, vem o preço. O conjunto destas três circunstâncias favorece o sucesso no empreendimento", registra.


A Social, em foto de 1975

Segundo Wilson, "o Grupo já teve 38 funcionários, mas, hoje, em decorrência da crise, conseguimos manter 29 empregos. Atualmente, devido às circunstâncias, não se pode pensar em investimentos, mas em manter as conquistas e procurar elevá-las pouco a pouco."


José Luís, Reginaldo (Tupã), Osvaldo Cúrcio, Alair Campos, Robson, Wilson com seu filho Fabrício, Ademir Figueiredo e Moacir Borges. Foto de 1975


A Social, em foto de 2010


Wilson Carrereth, o neto Thiago (penúltimo) e as gerações de funcionários de A Social Tecidos


Wilson Carrereth e os funcionários da A Social Tecidos

Wilson fornece, também, o segredo de sua grande vitalidade: "Trabalho! O trabalho nos impõe um cansaço que nos permite dormir bem! Registro que ando a pé ou de bicicleta. Só me desloco de carro quando tenho de viajar para outro município. Além disso, sou um homem de fé. Aprendi com meu tio José Carrereth a rezar o terço toda a noite antes de dormir. Fiz minha primeira comunhão, aos dez anos, com a professora Dalca, que era extraordinária e me deu aula de catecismo. Sinto-me um homem feliz pela família que tenho, pelos amigos que possuo."

Wilson termina a reportagem com uma mensagem para as novas gerações: "Trabalho e religiosidade!"


Wilson Carrereth: trabalho e religiosidade