segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ONDE O PARAÍSO FEZ ABRIGO



"Sou feliz aqui", diz Elbel Monteiro da Fonseca, irmã do consagrado poeta Athos Fernandes

Elbel Monteiro da Fonseca, irmã do consagrado poeta Athos Fernandes, é uma das idosas que fizeram morada no Abrigo dos Idosos "José Lima", que completa, amanhã, 47 anos de fundação. 

Foi ela quem saudou, em nome dos 82 internos, o representante do Papa no Brasil, o Núncio Apostólico Dom Giovanni D'Aniello, na visita feita por ele no dia 19 passado.

Elbel saudou o Núncio Apostólico Dom Giovanni D'Aniello




Nascida em 20/10/1933, Elbel conta que trabalhou como enfermeira-chefe em Niterói (RJ) e que é a única viva dos 11 irmãos. 

Elbel e Dom Giovanni D'Aniello

Assinalando positivamente sobre a possibilidade de escrever um texto sobre sua vida, e criar uma poesia seguindo os passos do irmão, fez questão de salientar: "sou feliz aqui no Abrigo".

 A entidade, dirigida pelo pároco Pe. Ivoli Fernando Latrônico, possui o irrestrito apoio de Dom Fernando Arêas Rifan, Administrador Apostólico, e conta com a atuação abnegada das Irmãs de Caridade do Instituto Religioso Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo. Além disso, cerca de 40 funcionários e 20 voluntários dedicam-se aos idosos, com muito zelo, segundo explicou Edino Apolinário.

Nelson de Oliveira, há seis anos no Abrigo, foi produtor artístico de Tim Maia


Nelson de Oliveira, produtor artístico de Tim Maia, é outro que fixou morada no Abrigo há 6 (seis) anos. Ele conta que esteve nos Estados Unidos, Uruguai e Argentina, acompanhando o célebre cantor brasileiro: "Sinto-me bem aqui", assinalou.



Pai e filho também integram o rol dos internos do Abrigo. Francisco de Souza "das Moças" - sobrenome adicionado, com graça, pelo interno - com 91 anos de idade, nascido em 12/03/1926, está desde 2012 na entidade, enquanto seu filho Djalma de Souza, responsável pela horta, está fixado desde 2015.

As irmãs Luzia e Maria Zanon foram as primeiras voluntárias do Abrigo dos Velhos


As irmãs Luzia e Maria Zanon (Mariquinha), por sua vez, foram as primeiras voluntárias do Abrigo dos Velhos e, hoje, estão acolhidas pela instituição


Lídia Dallapicola Bortolotti é a interna mais idosa, com 101 anos




Internos incapacitados possuem atenção especial








Sala de fisioterapia

Oxigênio para os casos de emergência









Francisco Martho é um dos voluntários no setor de recuperação de bens



Horta




Chulé é a mascote do Abrigo



Projeto prevê a instalação de uma enfermaria e uma mini-UTI

Roseni Ferreira de Souza Cúrcio, assistente social da entidade, há 6 anos: "o nosso desafio é lutar diariamente para manter a instituição"













Painel idealizado por Raul Travassos retrata a doação do Abrigo a Padre Francisco, assistido por Madre Virgínia, por parte dos pais desta, José Lima e Nair



Restos mortais de Monsenhor Francisco Apoliano se encontram na Capela do Abrigo dos Velhos


A VISITA DO NÚNCIO APOSTÓLICO DOM GIOVANNI D'ANIELLO AO ABRIGO DOS VELHOS













Dom Giovanni D'Aniello e o vice-prefeito Paulo Sèrgio Cyrillo

















FOTOS DA INAUGURAÇÃO DO ABRIGO DOS VELHOS EM 22/08/1970



                        










































                  Abrigo – Origem e História


Extraído do livro: “Um Bonjesuense de Sobral”, de Edino Apolinário


Breve relato da Madre Virginia Alves de Lima sobre a origem do Abrigo:
              “José Borges de Lima, nascido aos 20 de abril de 1910, em Bom Jesus do Itabapoana, filho de Maria Borges Lima e de José Antônio Lima, aos 19 anos, casou-se com Nair Alves Pereira, e tiveram 11 filhos: José Antônio, Francisco Luis, Paulo Henrique, Maria Helena, José Roberto, Maria Mercedes, Maria Lúcia, Nair, Marina, Virginia e Luis.


Nair Lima e Madre Virgínia
            O recém casado era lavrador. Mais tarde, entrou para o ramo do comércio, sendo proprietário de uma venda, no local onde mora hoje a viúva do Sr. Aires Borges (Lalim), na estrada do campo Fluminense Futebol Clube. Este campo estava localizado em sua propriedade, cujo espaço cedia a essa agremiação. O Sr. José Lima possuía muitos bens, terras e gados, embora fosse pessoa simples, de bons princípios católicos que, com amor, passou aos filhos.
         Ao lado de sua venda havia um quarto que servia para acolher o seu primeiro idoso chamado Heitor. Em 1950, logo após o nascimento de seu último filho, sua esposa foi acometida de tuberculose na coluna vertebral. Devido às dificuldades locais para o tratamento, dirigiu-se para Niterói, onde foi submetida a uma cirurgia, foi, então realizado um implante de uma parte do osso da perna para a coluna. Diante da doença da esposa, o Sr. José Lima fez uma promessa a Deus: se a esposa ficasse curada, ele faria um abrigo para acolher idosos carentes.
     Dona Nair, depois de seis meses engessada, recuperou totalmente a saúde e o Sr. José Lima pagou a promessa: construiu, em sua propriedade, ao lado do Campo Fluminense um imóvel com seis quartos, onde poderia receber doze idosos. Toda a despesa desse Abrigo era custeada por sua própria conta.
            Existia nesse local uma sala ampla em que funcionava uma pequena farmácia para distribuir remédios aos pobres, passados 10 anos de funcionamento do Abrigo, aos 31 de outubro de 1960 o Sr. José Lima veio a falecer.
            Mesmo já alquebrado pela doença, ainda ia todos os dias ao Abrigo e de vez em quando era levado por um dos seus filhos para sentar-se lá, numa cadeira.
            Ele recomendou a sua esposa que cuidasse desse Abrigo até quando lhe fosse possível.
            Em 7 de outubro de 1961, Dona Nair entregou o imóvel com o respectivo terreno e os idosos aos cuidados de Pe. Francisco Apoliano. Desde essa data o Abrigo passou a ser mantido pelo Centro Social Imaculado Coração de Maria”.  
        Logo que assumiu a Direção do Abrigo, Pe. Francisco Apoliano conseguiu doações junto à Cáritas Brasileira. Essas doações vinham dos Estados Unidos e eram distribuídas não somente ao Abrigo, bem como às famílias pobres, ao Hospital São Vicente de Paulo, Instituto de Menores e Posto de Puericultura.
            No ano de 1996, em uma entrevista ao repórter Reginaldo Menezes (da Rádio Bom Jesus AM) Mons. Francisco Apoliano, explicou a origem do Abrigo:
“Quando eu cheguei aqui em Bom Jesus, a igreja não tinha nenhuma obra de assistência social e quando eu ia celebrar missa aos domingos, ficava aquela multidão de velhos ao redor da igreja... E eu me aborrecia muito com aquilo. Foi uma graça de Deus. Quando eu soube que o José Lima estava doente, depois de ouvir Dom Antônio, com quem eu me entendia muito bem, fui ao José Lima que me deu um não bem firme. Não! O Abrigo eu não dou para ninguém. É para a minha família. No caso da minha família não ter condições para sustentá-lo então vai ser seu”.
“Oito meses após a morte do Sr. José Lima, a Dª. Nair Alves de Lima me procurou para dizer que não tinha condições e que entregava o Abrigo para mim. Ela me entregou o Abrigo a mim. Por isso, constitui (em 7 de outubro de 1961), uma comissão para se organizar um centro social de caridade; Centro Social Imaculado Coração de Maria, de quem sempre fui devoto. Essa comissão foi assim constituída:
Diretor: Pe. Francisco Apoliano
Presidente: Idelfonso Bastos Borges
Secretário: Ivanildo Alvarenga
Tesoureiro: José Ferreira Catharina”

         Formada essa comissão era apoiada por Chiquita Menezes, Daniel Borges e Antônio Gonçalves Pereira, um velhinho muito piedoso, de comunhão diária que muito me ajudou porque ele era soldado aposentado do Espírito Santo e ia à igreja diariamente. Como ele foi tuberculoso e sarou  daquela doença, então o médico proibiu de ele ir para a igreja à noite dizendo que, de 18h à meia-noite, ele não poderia sair de casa para não tomar sereno da noite o que é um verdadeiro veneno para  gripe e tuberculose. E para que a tuberculose não voltasse, ele fazia assim: de madrugada, ele sempre ia à igreja. Até com chuva, o médico permitiu que ele fosse a igreja. Então, ele ia diariamente à igreja, comungava e depois ia visitar os velhinhos e providenciar a manutenção do Abrigo dos Velhos onde estavam de dez a doze velhinhos. Mas, infelizmente, o Abrigo era localizado na região do campo do fluminense. Quando haviam enchentes em Bom Jesus, ficava impedido o caminho para o Abrigo e então, tínhamos que tirar o Abrigo das margens do rio. Aconselhado por pessoas amigas, entre as quais o Dr. Seródio, procuramos um local da prefeitura que foi cedido a 9 de julho de 1964, pelo então prefeito Dr. Oliveiro Teixeira, com a condição de começar os trabalhos do novo Abrigo com um ano; e isso foi feito a 13 de maio de 1965. Aos 31 de maio de 1968, já bem adiantada a obra e em fase de acabamento, iniciou-se a  construção da Capela, em honra ao Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria. A nova Capela prestaria assistência espiritual aos internos como também aos fiéis residentes na redondeza. E aos 22 de agosto de 1969, procedeu-se à solene inauguração da Capela após ter sido benta pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano, Dom Antônio de Castro Mayer. A inauguração  do Abrigo se fez a 22 de agosto de 1970”.
            A Revista, alusiva aos 25 anos do Abrigo, destaca como foi o 22 de agosto de 1970:
            “A inauguração foi uma verdadeira apoteose. Na manhã do dia 22, ocorreu no sábado, toda a população local, tendo à frente o Prefeito do Município, Sr. Jorge Assis de Oliveira, que prestigiou o acontecimento. Era finalmente o coroamento dos esforços do Revmo. Mons. Francisco Apoliano e o prêmio da generosidade de nosso povo, uma vez que a obra foi edificada com os seus donativos.
            Às 8 horas, os velhinhos, em número de onze, transportados festivamente em desfile de carros, do antigo prédio para o novo Abrigo, foram paraninfados, pelas autoridades municipais e recebidos carinhosa e jubilosamente por uma grande multidão.
       Às 10 horas, o Revmo. Monsenhor Uchoa, de saudosa memória, celebrou a Santa Missa solenizada, logo após a Bênção do novo prédio. Sua Revma. substituía o nosso pastor Diocesano Dom Antônio de Castro Mayer que, por motivo de doença, estava impossibilitado de comparecer, fato este que abriu uma lacuna em nossos festejos.
        Realizou-se às 17 horas do mesmo dia a “Procissão da Caridade”, saindo da Igreja Matriz, trazendo as imagens dos Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, que seriam entronizados na Capela como protetores da instituição”.


José Lima

            O Jornal “O NORTE FLUMINENSE” assim noticiou em sua edição de 23 de agosto de 1970:

       INAUGURADO O ABRIGO DOS VELHOS "JOSÉ LIMA"

             Quando o saudoso José Lima, às suas expensas, instalou e manteve o modesto Abrigo dos Velhos, em dependências de sua propriedade, longe estava de supor que após a sua morte, a sua obra assistencial ganhasse as proporções atuais sob a direção do ilustre, operoso e caridoso vigário de nossa paróquia, padre Francisco Apoliano. E que através do Centro Social Imaculado Coração de Maria, ganhou a obra materialmente, a culminância que já havia atingido em seu mérito, granjeando o apoio, a solidariedade de todo o nosso povo, reconhecidamente devotado às causas filantrópicas, como estão aí as obras do Hospital, do Instituto de Menores e outras. O Centro Social Imaculado Coração de Maria, que tem na sua presidência o padre Francisco Apoliano e como demais membros da diretoria os senhores Daniel Borges de Alvarenga, Dr. Ezio Teixeira Lima e o Ruymar Viestel promoveu ontem, com várias e significativas solenidades a inauguração do Abrigo dos Velhos José Lima, a obra que preenche todas as exigências reclamadas por uma perfeita assistência material, moral e religiosa à velhice desamparada e na qual foi empregada a importância superior a duzentos mil cruzeiros, provinda, em sua maior parte, da colaboração do nosso povo, sempre generoso e solidário quando se trata de servir ao próximo. O Senhor Bispo da Diocese, Dom Antônio de Castro Mayer, pelo seu representante, Monsenhor Barros Uchoa, prestigiou o marco inaugural que contou também com a presença de altas autoridades locais e inúmeras congregações religiosas. Às 17 horas, verificou-se a “Procissão da Caridade” quando as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, depois de bentas na Igreja Matriz, foram transportadas para o Abrigo, arregimentando grande massa de povo. Após a entronização das imagens na Capela do Abrigo Monsenhor Barros Uchoa, representante de Sua Excelência Dom Antônio de Castro Mayer, nosso bispo, deu a bênção solene do Santíssimo Sacramento do Altar, a todos os presentes, com o que foram encerradas as cerimônias de inauguração.

            O jornal “A VOZ DO POVO” em sua edição de 29 de agosto de 1970, além de uma reportagem sobre o fato, teceu os seguintes comentários sobre o Pe. Francisco:

                            UM GRANDE EXEMPLO

            “Toda a cidade, assistiu, no ultimo sábado, à inauguração oficial do novo Abrigo dos Velhos, marco imperecível do espírito laborioso que sempre caracterizou o nosso povo.
            Por um dever de justiça e gratidão, jamais poderemos desligar de ocorrência tão benfazeja, a figura extraordinária e impressionante do Revmo. Pe. Francisco Apoliano, Vigário de nossa paróquia, idealizador e emérito construtor da magnífica obra, destinada a prestar elevadíssimos serviços á comunidade.
          Relutamos muitíssimo ante a conveniência ou inoportunidade deste registro. Não porque julgássemos o zeloso sacerdote imerecedor da modéstia desses apontamentos inexpressivos. Relutamos, por ser do conhecimento público a filosofia intransigente e austera do bondoso padre em permitir que lhe seja atribuído algum merecimento, no desempenho árduo de sua missão apostólica.
            Entretanto, como órgão catalisador dos legítimos anseios e aspirações coletivas, fiéis ainda aos sadios princípios que sempre nortearam a publicação desta folha, na função precípua de promover o engrandecimento deste município dadivoso e seus representantes, não poderíamos ser omissos, relegando a bastidores de incômoda perspectiva, aqueles que tudo sabem dar de si, em favor dos sublimes ideais da vida humana.
       Empreender uma iniciativa da envergadura da que observamos na majestosa construção, sem disponibilidades financeiras ou recursos materiais que pudessem fazer frente ao ritmo de trabalho necessário, representa um arrojo compatível com as marcas tenazes dos consagrados idealistas, que lutam sem esmorecimentos ou receios, visando, à concretização de seus objetivos.
         Marginalizando os predicados inegáveis de autêntico pescador de almas, que tão bem lhe definem a posição entre os bonjesuenses, o dinâmico vigário já se impôs há muito à admiração de todos, pelos traços marcantes de uma personalidade definida, e agora, também, como um dos legítimos defensores das justas prerrogativas de nosso povo, por cuja afirmação vem dedicando o melhor de seus esforços, desde que nos coube a dádiva de tê-lo em nosso meio. Contraímos com ele uma dívida honrosa pelo muito que tem realizado em favor da coletividade. Ninguém, por mais suspeito que seja, poderá lhe negar os méritos de uma vida exemplar, baseada nas diretrizes sagradas de seu magistério sacerdotal, do qual se faz instrumento para levar a cabo sua missão evangelizadora. Incansável em sua determinações, tenaz em iniciativas, dinâmico em sua deliberações, Pe. Francisco é para nós um exemplo, aliás, posto pelos desígnios divinos á imitação dos verdadeiros bonjesuenses”.

                       PRIMEIRAS VOLUNTÁRIAS

            Desde o primeiro dia de funcionamento do novo prédio Pe. Francisco Apoliano contou com duas jovens que se dedicavam ao serviço do novo Abrigo: Maria e Luzia Zanon. Logo em seguida veio a jovem Maria de Lourdes Ribeiro Marques. Depois, as jovens Arlete Jorge de Paula, e Maria das Graças Veloso. Em seguida vieram mais onze jovens que sob a orientação da Professora Virginia Alves de Lima, filha do Sr. José Lima, totalmente desapegadas praticavam obras de caridade e de assistência aos idosos. O trabalho era árduo, pois no começo o Abrigo não possuía panelas suficientes para cozinhar. Elas coziam uma parte, colocavam-na num reservatório e voltavam ao fogão para preparar a outra parte. Faltavam panelas, pratos. Mas não faltavam comida, amor, carinho, disposição...
            Esse pequeno grupo de jovens, ajudadas por outras que vinham, às vezes, até escondidas da família cuidavam da casa como se fosse delas. A limpeza era impecável. Todos os dias, lavavam todos os pavilhões, davam banho nas idosas e serviam-lhes as refeições. Toda a roupa era lavada à mão. Não havia máquinas de lavar, fraldas descartáveis. Os colchões eram de capim. Apesar de todos esses afazeres sempre encontravam tempo para rezar. Aí começou a Associação Imaculado  Coração de Maria e São Miguel Arcanjo.
            Embora já inaugurado, o término das obras do Abrigo se deu em 28 de agosto de 1971.

            Em 1976, o Vigário Pe. Francisco Apoliano dizia sobre o Abrigo dos Velhos:

“Embora seja independente da Paróquia, esta instituição de caridade vem prestando um benefício enorme à Paróquia de Bom Jesus, com catecismo na própria capela do Abrigo e em outras capelas da roça como Vargem Alegre, Bom Jardim, Almeida e Córrego Seco, e com a direção e organização da Cruzada Eucarística. Aos domingos é celebrada a Santa Missa na capela do Abrigo e também no sábado à noite, valendo pela Missa Dominical. O Abrigo dos Velhos atende 50 velhinhos, sendo 25 homens e 25 mulheres. Embora independente a direção e a organização do Abrigo é toda de acordo com a Santa Igreja Católica” .
            Mons. Francisco sempre dizia sobre a satisfação de ter ampliado esta obra e sobre a correspondência do povo de toda a região:
“Agradeço muito a atenção que o povo de Bom Jesus sempre teve por mim e mais pelo Abrigo. Eu me glorio de ter feito esse bem a Bom Jesus. Deus usou da minha pessoa para fazer esta grande caridade que hoje enobrece o município de Bom Jesus e os circunvizinhos, com esta atenção e caridade. Por isso, atendemos a todos com muita alegria e satisfação e espero que o povo de Bom Jesus continue prestigiando esta obra. Que Deus vos pague”!
            Monsenhor fala sobre os idosos:
“Aqui no Abrigo eles têm tudo: alojamento, toda a assistência médica e religiosa, são atendidos com remédios e com a manutenção diária: almoço, jantar, lanche e tudo mais. O Abrigo está sempre lotado. Faço todo empenho em nunca despachar um velhinho. Trago comigo uma ideia, de que o Abrigo é uma casa de Deus, uma casa de caridade. E o velhinho que entrar aqui vai viver dentro da religião e conseguir o céu. Tenho a impressão de que todos os nossos velhinhos que já morreram (porque sempre rezamos por eles), estão no céu nos esperando, se Deus quiser, a mim e às Irmãs".

Monsenhor Francisco Apoliano












































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