domingo, 9 de dezembro de 2018

UM RESUMO DA HISTÓRIA SOBRE O BIG HOTEL





Prédio histórico do Big Hotel 

O prédio onde está situado o Big Hotel foi construído no ano de 1875, pelo Tenente José Teixeira e sua esposa Dona Roza Alves Teixeira. Nele aconteceram fatos históricos. Quando ocorreu a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, aconteceu ali um grandioso baile. No dia 25 de dezembro de 1890, por ocasião de nossa primeira emancipação, passou a ser a sede do Paço Municipal. Na década de 1930, passou a sediar o Grupo Escolar Pereira Passos. No dia 1º de janeiro de 1939, quando Bom Jesus do Itabapoana conseguiu sua emancipação definitiva, foi sede da Prefeitura Municipal. Posteriormente, o imóvel passou a ser propriedade de Luiz Melo, onde foi instalado o Big Hotel, que passou a ser administrado por Olga Tardin. Em 1949, Mário Almenara Sueth e Judith Sueth adquiriram o imóvel, incluindo o hotel. Com o passamento de Mário, Judith passou a administrá-lo até o dia 1º de julho de 2018, quando seus filhos Edson Dias Sueth e Márcia Dias Sueth assumiram a administração do hotel, preservando a história e dando prosseguimento à tradição da família.



Bom Jesus do Itabapoana, 7 de dezembro de 2018

Gino Martins Borges Bastos, com apoio de Elcio Xavier

 



O BAILE DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Elcio Xavier

         Bom Jesus era um pequeno Arraial com forte espírito republicano, razão pela qual a Proclamação da República em 1889 foi motivo de grande júbilo para a população local, comemorada de maneira muito especial: forte agitação cívica, grande queima de fogos de artifício e um estrondoso baile, realizado na bela residência do Tenente José Teixeira e sua esposa Dona Roza Alves Reixeira, em prédio construído na Praça Governador Portela, no ano de 1875 (atualmente ocupado pelo Big Hotel).
         Para esse baile foram abertos três salões do imponente solar, onde recebeu as famílias dos habitantes do Arraial e das fazendas do Vale do Itabapoana, que dançaram até o raiar do dia ao som de valsas, polcas (“2 de março” – “Uma coisa que rói”), tangos brasileiros (“Quem comeu da vaca...” – “Partindo para Mato Grosso”), executados pelo Conjunto Musical organizado pelo competente professor de música do Arraial, Maestro Feliz (Feliz Joaquim de Souza).
         É de se ressaltar que as moças usavam graciosos vestidos azuis com enfeites vermelhos ou vestidos brancos com adornos vermelhos ou azuis. Os jovens, bem aprumados, levavam sobre o paletó um cuidadoso laço de fita vermelho ou azul, dentre os quais se destacavam Dr. Abreu Lima, Coronel Pedroca, Arthur Vitorino, os irmãos Vieira de Rezende – Luiz, Pedro e Oscar, Francisco Bifano, Carlos Xavier, seu filho Carlos Xavier Júnior e seus genros os irmãos Joaquim e José Bastos.



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