terça-feira, 11 de outubro de 2016

RARIDADE DO SÉCULO XIX É DOADA AO ECLB







Quando Padre Mello compôs o poemeto Leão XIII, em 1887, era seminarista no Arquipélago de Açores. 

O papa Leão XIII, que pontificou entre 20 de fevereiro de 1878 até 20 de julho de 1903, quando faleceu, é famoso especialmente por sua encíclica Rerum Novarum (Das coisas novas), considerada o marco da doutrina social da Igreja Católica.

Quando Padre Mello chegou a Bom Jesus do Itabapoana, em 18 de junho de 1899, reproduziu essa poesia, e utilizou seus versos para obter recursos para a edificação da Igreja Matriz.

Esta relíquia, doada ao ECLB por Saulo Soares, articulista de O Norte Fluminense, traz em uma de suas páginas:  "Em troca d'este exemplar o auctor pede uma esmola para as obras de sua egreja matriz". 


A obra "A VITÓRIA DO GÊNIO", do pároco português, também foi utilizada para este fim. É significativo o fato de que nossa Igreja, uma das mais belas do interior do país, tenha sido erigida também graças aos versos do nosso pároco-poeta, pai da cultura bonjesuense.

 
Igreja Matriz foi construída também com recursos oriundos da venda de livros de Padre Mello


Saulo Monteiro, que doou a raridade ao ECLB, é neto de Lao Monteiro de Carvalho, que foi Diretor-Gerente do jornal O Norte Fluminense, quando de sua criação em 25/12/1946, tendo Ésio Bastos como Diretor-Responsável.

Saulo Soares, articulista de O Norte Fluminense, doou a relíquia ao ECLB. Na foto,  ao lado da estátua de Machado de Assis, na Academia Brasileira de Letras
  
Lao foi também eleito, juntamente com Ésio, para a 1ª Câmara de Vereadores, após a 2ª emancipação, tendo sido o 1º vice-presidente da Câmara em 04/101946.

Lao Monteiro: avô de Saulo Soares




Com a doação desta raridade para o ECLB, Saulo Soares dá enorme contribuição para o resgate da memória e da cultura de nosso município.














Padre Mello, o pai da cultura bonjesuense


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Bom Jesus


                                              A R. Wanderley

Bom Jesus, cidade cantada pelos poetas,
Ninho de amor. Glória Fluminense!
Bom Jesus, doce como o mel de Himeto,
És tu, cidade-amor, cidade madrigais
Banhada pelas luzes divinais
Do luar sereno e majestoso...
Bom Jesus ao longe a despontar serena
Sob um céu de safiras e cristais
Bom Jesus, linda, deslumbrante,
Que encanta o coração do amante,
Fulge em teu seio o imortal canto da glória,
E o lirismo de um mundo em pleno império,
Mora em tua alma um célebre mistério
Que a conquista do sonho de Apolo
Baloiça o teu ubérrimo solo
A singeleza e a graça das donzelas
Que em "toilettes" tão belas
São os encantos das tardes outonais!
No teu enleio de princesa Fluminense
Há toda a formosura de Verona!
Oh! linda bom Jesus
Que me seduz
Que me seduz...
                                             Antonio Miguel

UMA PORTUGUESA NO MEMORIAL GOVERNADORES ROBERTO E BADGER SILVEIRA


A portuguesa Maria Rosa Vieira Pinto: "O Memorial é lindo e maravilhoso"


Maria Rosa Vieira Pinto, filha de Maria Vieira Monteiro e José Pinto Ribeiro, nasceu na região do Rio Douro, Portugal, próxima ao Porto. Veio ao Brasil quando possuía 2 anos e 11 meses.

Segundo ela, "para vir ao Brasil sempre se precisou de uma Carta de Chamada feita por um parente. Assim, meu pai veio a convite de um parente que trabalhava na Marinha Mercante. Ele veio para cá no navio Vela Cruz. Uma vez aqui, ele fez outra Carta de Chamada para minha mãe. Aqui cheguei no dia 29 de março de 1955, no navio argentino Corriente. Tenho três irmãos, todos brasileiros: Maria de Fátima, José e Dulce. Aproveito para informar que o vinho do Porto é único no mundo, porque os pés de uva são plantados sobre o xisto, o que ocorre apenas nesta cidade portuguesa. Por isso, nunca conseguiram imitar o vinho de lá", pontua.


Maria Rosa e Miguel Barbosa

Maria Rosa está radicada em Apiacá (ES) desde 1989 e visitou o Memorial Governadores Roberto Silveira com Miguel Barbosa da Cruz.

Segundo ela, que participou do Café Cultural, que se realiza todos os domingos, no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, a partir das 15h, "o Memorial é lindo e maravilhoso. Pretendo retornar, trazendo outras pessoas conhecidas, porque gostei muito daqui", salientou.




sexta-feira, 7 de outubro de 2016

POEMAS DE PADRE MELLO








Zé do Braz e Café em Pé



                               Helton de Almeida




Zé do Braz

José do Braz mantinha uma modesta casinha onde residia com sua família e uma pequena lavanderia. Tinha como clientes a elite bonjesuense, lavando e engomando ternos das melhores marcas de linho da época. Conta-se que o seu cliente Dr. Plínio mandou para lavar um de seus ternos, porém, devido a grande demora para ser entregue, o Dr. Plínio resolveu ir pessoalmente à casa de José do Braz a fim de apanhar o terno de qualquer forma. Muito irritado, dirigiu-se à lavanderia e, ao chegar subindo a escada, ouviu a voz do José do Braz a dizer: mamãe, corre aqui pra ver uma grande surpresa, Dr. Plínio em nossa casa, e o Dr. já mais calmo cumprimentou a sua mãe, abraçando-a, porém, agradecido, voltou novamente, porém mais uma vez sem levar o seu terno.


Café em Pé


Os irmão Geraldo e Herval Bastos Santiago vieram de Itaperuna para Bom Jesus para implantar uma novidade nesta cidade: o Café em Pé se tornou um ponto de encontro de fregueses e amigos.

GUAXINDIBA


                                            Helton de Almeida


A paradisíaca praia de Guaxindiba, fica no município de São Francisco do Itabapoana (RJ), a 130 km de Bom Jesus.

Colônia de pescadores, simples e acolhedora. Nas areias da praia transitam os vendedores de picolé, milho cozido, papa e mais diversas variedades. Os veranistas e turistas que procuram a praia sempre prometem voltar. Seja você também um visitante, a violência ainda não chegou lá.