Jornal fundado por Ésio Martins Bastos em 25 de dezembro de 1946 e dirigido por Luciano Augusto Bastos no período 2003-2011. E-mail: onortefluminense@hotmail.com
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Do Vale das sombras para
A Luz ...
------------------------
Joel Boechat - Cantinho de
Renovadas esperanças
Bem distantes do que pode Se chamar vida
Com os corpos lascerados E purulentos
Um grupo de homens , da Turba ensandecida, então
Se esconde
Timoratos , com medo de
Serem queimados vivos
Para não alastrar com a
Peste
Disseminado desgraças
Aos demais sua raça
Que estavam muito bem
Felizes, sem os sinais de
Antigas cicatrizes
Uma perseguição cruel
Aos que não tiveram a
Boa sorte.
Atirando-os ao imundo
Vale da morte e fome
Onde a enfermidade do
Corpo os consome
Segregam e maltrata-os
Mas o Senhor Bom Jesus
Em Sua imensa Bondade
E piedade daquela gente
Tão aflita, desgraçados
O Mestre
Encontra lá bem distante
Os que escondidos , com
Medo de ser incinerados
Um deles se aproxima e
Diz a Jesus :
Senhor, tende compaixão
De nós , que recorremos
A Vós...
Afirmou o Mestre Jesus
Estou de passagem , de
Samaria à Galiléia
Nada posso fazer aqui
Mas , tenho um idéia...
E recomenda...
Ide mostrar - vos aos
Sacerdotes
Eles têm seus dotes e
Temporal poder
Considerem o que eles
Podem vos oferecer...
Foram...
Muitos, com medo , tão
Timoratos e Receosos
De serem apedrejados
E expulsos do Templo
Mas , sem tardança , o
Milagre de Jesus veio a
Caminho ...
Todos limpos e curados
Um dos beneficiados ...
Samaritano
Regressa, a procura do
Senhor Jesus
Percebe irradiante Luz
Em alto brado , exclama
Fomos Agraciados !!
Louvo a Deus e aTi meu Senhor
Em Seu terno semblante
Replica O Senhor...
Eu, de mim , não dei nada
A vossa Fé os curou .
Nos registros da História
A Vida de Jesus todos nós
Cristãos...Sabemos
Do Vale da Morte, para a Vida , foi Jesus que os
Dez imundos curou
A MENSAGEM DE ROGERIO LOUREIRO XAVIER
Olá pessoa amiga e do bem.
Bom dia!!!
Que a cada manhã, você sinta em seu coração a certeza de que a vida te espera de braços abertos.
Roger LX
Bom dia!!!
Que a cada manhã, você sinta em seu coração a certeza de que a vida te espera de braços abertos.
Roger LX
quinta-feira, 23 de abril de 2020
O Dia de São Jorge celebra-se hoje 23 de Abril...
in diversas fontes da net.
Não existem muitos dados históricos sobre a vida deste popular santo da Igreja. Apesar da sua história se basear em documentos lendários e apócrifos, aponta-se o ano de 275 para o seu nascimento e o ano de 303 para a sua morte (a 23 de Abril).
As lendas descrevem que este cavaleiro da Capadócia (actual Turquia) salvou uma mulher de um dragão, o que levou ao baptismo de milhares de pessoas. Defendendo a sua fé até à morte, foi torturado e decapitado por ordem do Imperador Diocleciano, que mandou prender todos os soldados romanos cristãos e prestar tributo aos deuses romanos.
São Jorge é celebrado em especial em países como o Reino Unido, a Bulgária, a Geórgia, a Lituânia, o Canadá, na Catalunha, em Génova, e no Rio de Janeiro.
São Jorge é um orago menor de Portugal. D. Nuno Álvares Pereira considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota, encontrando-se a Capela de São Jorge em Leiria e o Castelo de São Jorge em Lisboa em seu nome. Julga-se que foram os cruzados ingleses que auxiliariam D. Afonso Henriques a conquistar Lisboa em 1147, que trouxeram a devoção a São Jorge para Portugal.
Além de Santo protector e patrono de Inglaterra, São Jorge é o patrono mundial do escutismo, celebrando-se também o Dia Mundial do Escutismo a 23 de Abril.
Leonor Especial
*Escutismo em 🇵🇹, Escoteirismo no 🇧🇷
Enviado por Antônio Soares Borges
23 de abril: dia mundial do livro
. Lembranças queridas
O trem, os trilhos e os
Desvios
...........................................
Joel Boechat-Cantinho de
Cordel de recordações
Enfim, Bom Jesus !
Os trilhos da estrada de Ferro
De Nossas Vidas
Têm os seus desvios...
O Maquinista e Foguista
Que nos conduzem ao Destino
Conhecem os caminhos e
Talvez, um dia, peguem
O desvio errado ...
Já estão tão esgotados
Vagão de leitos Pulman
Conforto; o colchão bem
Macio, um bom cobertor
Nos vagões de segunda
Classe
São bancos de madeira
Dependendo da duração
Da Viagem ...
Por vezes, dias e noites
Inteiras
Desconforto; nas costas
E nos ombros, agoniante
Dor
Provocado pelo assento
E encostos de pau ferro
Que é reversível, mas
Também, pelo preço da
Passagem...
É a de menor valor...
Aí , meu caro amigo, é o
Bolso que não sente dor
De dia os bairros, depois
As matas ... um rio , uma
Ponte, uma palhoça , uma
Pequena cascata
De noite, a escuridão ...
Na parada seguinte, o
Funcionário da estação
Iluminando seu caminho
Segurando um candeeiro
Lampeão pavio, na mão
No trem da vida, as suas
Estações são contadas
Pelos anos
Na viagem bem escolhida
Contamos nossos planos
Melhor fase da Vida.
Hoje, somente lembrança
Querida
Minha mãe e uma irmã
Foram à Gare , estação
Barão de Mauá
Para a minha despedida
Oh !.... A primeira viagem
De trem
A Felicidade que vive do
Pouco que se tem
Paradas com nomes até
Bem engraçados ...
Morro do Coco , Macaé
Murundu, Conceição do
Macabu
Numa parada para lanche
As correrias em disparada
Porcos, cabritos, galos e
Acreditem, até u'a Gralha
Aguardavam, dos restos,
Sanduíches, as migalhas
Jogadas pelo passageiro
Muitos , não comiam seus
Lanches por inteiro
Nas paradas , o nome das
Estações em placas...
Em algumas reclames em
Pequenos cartazes
Minha Felicidade!
Primeiro trem que viajei Chegava a terra onde eu
Nasci
Sangue dos Tapuias, dos
Parecis, Aimorés e Feliz
Campos dos Goytacazes
Bate Forte na estação um
Sino
Anunciando o novo longo
Destino
Animais satisfeitos correm
Numa desenfreada carreira
Após terem feito a " feira" .
Fim do percurso do grande
Trem
Seria feita a baldeação na
Próxima Estação
A pé, atravessamos com
A ponte com os pertences
E malas, das outras coisas
Um tanto
Deixamos a Divisa do Estado
Do Rio com Espírito Santo
O trem pequeno chega à
Terra de Antônio Caetano,
Boa Vista, hoje, Apiacá
Em uma linda ensolarada
Manhã.
Berço tão amigo onde
Meus pais tiveram teto
Onde nasceram minhas
Irmãs.
Eu nunca havia andado a
Cavalo , tinha um medo
Danado ...
Na garupa de um primo
Para mim, a novidade
Ia para Fazenda do tio
Avô, lá no Mutum...
Cansado para chuchu, o
Primo mostrou o desvio
Que seguia para o Distrito
De Liberdade, hoje se
Chama Carabuçu
Depois de conhecer a vida
Da roça tive vergonha de
Lhes pedir....
Para conhecer Bom Jesus
O mais lindo desvio que
Os trilhos dos trens da
Vida... podem conduzir
Alguém
Cidade encanto em flor
Meninas passeando ao
Anoitecer na praça
Cheias de charme e graça
Foi ali
Muitos canteiros ...
Cheirinho de amor no ar
Onde dei meu primeiro
Suspiro de amor
Onde comecei a amar
Lembranças que vão ao
Além
Terra querida de meus
Ancestrais
Lembranças que não
Morrem jamais
Pequena Cidade-Luz
Sacrossantas Bênçãos
Do Nosso Senhor Bom
Jesus
Para todo o sempre
abençoada... Amém!
O trem, os trilhos e os
Desvios
...........................................
Joel Boechat-Cantinho de
Cordel de recordações
Enfim, Bom Jesus !
Os trilhos da estrada de Ferro
De Nossas Vidas
Têm os seus desvios...
O Maquinista e Foguista
Que nos conduzem ao Destino
Conhecem os caminhos e
Talvez, um dia, peguem
O desvio errado ...
Já estão tão esgotados
Vagão de leitos Pulman
Conforto; o colchão bem
Macio, um bom cobertor
Nos vagões de segunda
Classe
São bancos de madeira
Dependendo da duração
Da Viagem ...
Por vezes, dias e noites
Inteiras
Desconforto; nas costas
E nos ombros, agoniante
Dor
Provocado pelo assento
E encostos de pau ferro
Que é reversível, mas
Também, pelo preço da
Passagem...
É a de menor valor...
Aí , meu caro amigo, é o
Bolso que não sente dor
De dia os bairros, depois
As matas ... um rio , uma
Ponte, uma palhoça , uma
Pequena cascata
De noite, a escuridão ...
Na parada seguinte, o
Funcionário da estação
Iluminando seu caminho
Segurando um candeeiro
Lampeão pavio, na mão
No trem da vida, as suas
Estações são contadas
Pelos anos
Na viagem bem escolhida
Contamos nossos planos
Melhor fase da Vida.
Hoje, somente lembrança
Querida
Minha mãe e uma irmã
Foram à Gare , estação
Barão de Mauá
Para a minha despedida
Oh !.... A primeira viagem
De trem
A Felicidade que vive do
Pouco que se tem
Paradas com nomes até
Bem engraçados ...
Morro do Coco , Macaé
Murundu, Conceição do
Macabu
Numa parada para lanche
As correrias em disparada
Porcos, cabritos, galos e
Acreditem, até u'a Gralha
Aguardavam, dos restos,
Sanduíches, as migalhas
Jogadas pelo passageiro
Muitos , não comiam seus
Lanches por inteiro
Nas paradas , o nome das
Estações em placas...
Em algumas reclames em
Pequenos cartazes
Minha Felicidade!
Primeiro trem que viajei Chegava a terra onde eu
Nasci
Sangue dos Tapuias, dos
Parecis, Aimorés e Feliz
Campos dos Goytacazes
Bate Forte na estação um
Sino
Anunciando o novo longo
Destino
Animais satisfeitos correm
Numa desenfreada carreira
Após terem feito a " feira" .
Fim do percurso do grande
Trem
Seria feita a baldeação na
Próxima Estação
A pé, atravessamos com
A ponte com os pertences
E malas, das outras coisas
Um tanto
Deixamos a Divisa do Estado
Do Rio com Espírito Santo
O trem pequeno chega à
Terra de Antônio Caetano,
Boa Vista, hoje, Apiacá
Em uma linda ensolarada
Manhã.
Berço tão amigo onde
Meus pais tiveram teto
Onde nasceram minhas
Irmãs.
Eu nunca havia andado a
Cavalo , tinha um medo
Danado ...
Na garupa de um primo
Para mim, a novidade
Ia para Fazenda do tio
Avô, lá no Mutum...
Cansado para chuchu, o
Primo mostrou o desvio
Que seguia para o Distrito
De Liberdade, hoje se
Chama Carabuçu
Depois de conhecer a vida
Da roça tive vergonha de
Lhes pedir....
Para conhecer Bom Jesus
O mais lindo desvio que
Os trilhos dos trens da
Vida... podem conduzir
Alguém
Cidade encanto em flor
Meninas passeando ao
Anoitecer na praça
Cheias de charme e graça
Foi ali
Muitos canteiros ...
Cheirinho de amor no ar
Onde dei meu primeiro
Suspiro de amor
Onde comecei a amar
Lembranças que vão ao
Além
Terra querida de meus
Ancestrais
Lembranças que não
Morrem jamais
Pequena Cidade-Luz
Sacrossantas Bênçãos
Do Nosso Senhor Bom
Jesus
Para todo o sempre
abençoada... Amém!
quarta-feira, 22 de abril de 2020
NOSSA HOMENAGEM AOS 106 ANOS DO OLYMPICO F. C.
Do blog do Espaço Cultural Luciano Bastos
![]() |
| Olympico F. C., primeiro clube de futebol de Bom Jesus e região. |
No dia 23 de março o Olympico F. C. completou 106 anos. A histórica reunião no bar de Manoel Belido, na Praça Governador Portela, foi realizada em 23 de março de 1914, dando origem à primeira agremiação a ser fundada nesta região.
![]() |
| Foto: Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos |
Em 1972, Luciano Bastos publica, em O Norte Fluminense, relatos da gravação de uma entrevista com o sr. Abílio Pires de Castro sobre a fundação do Olympico F. C., que reproduzimos abaixo:
COMO FOI FUNDADO
Diz o sr. Abílio Castro: “Numa noite do dia 23 de março de 1914 eu e o então 2º Ten. Do Exército, Fernando Lopes da Costa, acabávamos de jogar uma partida de bilhar francês, no bar do nosso amigo Manoel da Silva Belido (era mais ou menos cerca das 10 horas da noite) quando após a partida, ficamos conversando e trocando idéias.
O Tte. Fernando perguntou porque não criávamos um clube recreativo em Bom Jesus. Isso foi numa segunda-feira, me lembro bem. Lembrei então de fundarmos um clube recreativo de danças, porém o Tte. Fernando achou que deveríamos fundar um clube de futebol que era mais interessante, pois no Rio tem vários clubes, disse ele, como o Flamengo, Fluminense, Andaraí, S. C. Brasil, América e outros.
Decidimos, então, organizar um clube. Nesse momento chegou o Dr. Walter Franklin, dentista e amigo, aparentado da família Carlos Firmo, que apoiou a ideia. Vamos fundar o futebol mesmo, disse. Passamos a escolher o nome para o clube. O Tte. Fernando lembrou que o futebol tinha sido criado pelos olímpicos, dando a ideia de colocar o nome de Olympico. Eu apoiei a ideia, pois não entendia muito disso. Apoiava porque era um engrandecimento para o lugar."
A PRIMEIRA DIRETORIA
“No dia seguinte reunimos para tratar de aclamar uma Diretoria, eu, ele e o Walter. Ficou, então, assim constituída a primeira diretoria: Presidente, Coronel Pedro Gonçalves da Silva Jr.; Vice-Presidente, Horácio de Carvalho; Secretários, Abílio Pires de Castro e João de Azevedo Mattos; 1º Tesoureiro, Francisco Teixeira de Oliveira; 2º Tesoureiro, Carlos Rodrigues Figueiredo Firmo; Procurador, Dr. Walter Franklin; Captain, José de Souza Firmo; Vice Captain, Otis Menezes. Os Captains e vices eram cargos eletivos naquela época.”
...
"Feito na casa de. Da. Ernestina e Da. Sinhá.
As cores do Olympico foram escolhidas após prolongada meditação para não ficarem iguais às do futebol carioca. Escolhemos as cores vermelho-amarelo, por ideia do Tte. Fernando Lopes da Costa. A camisa primeira era da seguinte forma: a metade da frente era vermelha e a outra metade amarela. Nas costas o inverso. O uniforme foi feito aqui mesmo em Bom Jesus. Quem se incumbiu de faze-lo foram amigos torcedores do clube. Foi feito na casa de Da. Ernestina, que era a mãe do nosso amigo Gil Xavier e na casa de da. Sinhá de Moraes, irmã de nosso beque Horácio de Moraes, de saudosa memória, pois foi um grande jogador, mas que infelizmente morreu muito cedo."
...
"Se não me falha a memória, os primeiros "teams" organizados para treinar, não para jogar, pois não haviam adversários ainda aqui, eram: Chico Fragoso no gol; beques Horácio Moraes e Juquinha Firmo; linha de "halfs" Duente, um alfaiate que existia aqui, João Fraga, sapateiro do Zé Padrenosso e o Tte. Fernando, que estava em férias. Na ponta direita Otis Menezes; na meia direita Candico Peralva; de centro avante Walter Franklin; na meia esquerda Nilo Cunha e na extrema esquerda Purcino. Este foi o primeiro onze, mais ou menos, se não me falha a memória".
...
O PRIMEIRO UNIFORME
"Feito na casa de. Da. Ernestina e Da. Sinhá.
As cores do Olympico foram escolhidas após prolongada meditação para não ficarem iguais às do futebol carioca. Escolhemos as cores vermelho-amarelo, por ideia do Tte. Fernando Lopes da Costa. A camisa primeira era da seguinte forma: a metade da frente era vermelha e a outra metade amarela. Nas costas o inverso. O uniforme foi feito aqui mesmo em Bom Jesus. Quem se incumbiu de faze-lo foram amigos torcedores do clube. Foi feito na casa de Da. Ernestina, que era a mãe do nosso amigo Gil Xavier e na casa de da. Sinhá de Moraes, irmã de nosso beque Horácio de Moraes, de saudosa memória, pois foi um grande jogador, mas que infelizmente morreu muito cedo."
...
OS PRIMEIROS JOGADORES
"Se não me falha a memória, os primeiros "teams" organizados para treinar, não para jogar, pois não haviam adversários ainda aqui, eram: Chico Fragoso no gol; beques Horácio Moraes e Juquinha Firmo; linha de "halfs" Duente, um alfaiate que existia aqui, João Fraga, sapateiro do Zé Padrenosso e o Tte. Fernando, que estava em férias. Na ponta direita Otis Menezes; na meia direita Candico Peralva; de centro avante Walter Franklin; na meia esquerda Nilo Cunha e na extrema esquerda Purcino. Este foi o primeiro onze, mais ou menos, se não me falha a memória".
Participando da 12ª Semana Nacional de Museus, o Espaço Cultural Luciano Bastos irá realizar no dia 15 de Maio de 2014, em parceria com o Centro de Memórias do Instituto Federal Fluminense, a exposição “Memórias do Nosso Futebol: 100 anos de Olímpico F.C. e Ordem e Progresso F. C.!”, fundamentada na coleção temática de Luciano Bastos.
Nossa homenagem pelos 106 anos do "Glorioso"!
Parabéns, Olympico F. C.!
22 de Abril de 1500: Data oficial da chegada ao Brasil da armada de Pedro Álvares Cabral
Pedro Álvares Cabral é o navegador português, a quem é atribuída a "descoberta"/achamento do Brasil, nasceu em Belmonte, em 1467 ou 1468, filho do alcaide-mor daquela localidade. Com cerca de 10 anos foi para a corte e, uns anos mais tarde, viria a casar-se com uma sobrinha de Afonso de Albuquerque. Sabe-se que D. João II lhe concedeu uma tença, embora se ignorem os motivos.Depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, Pedro Álvares Cabral foi nomeado comandante de uma frota de treze navios que partiram em Março de 1500 com destino à Índia. Seguiu a rota indicada por Vasco da Gama, mas ao passar por Cabo Verde sofreu um desvio maior para sudoeste, atingindo, a 22 de Abril de 1500, a costa brasileira. Mandou um navio a Portugal com a nova da descoberta e seguiu para a Índia, chegando a Calecute a 13 de Setembro de 1500. Vários barcos se perderam, entre eles o de Bartolomeu Dias, que naufragou perto do Cabo da Boa Esperança, que ele próprio dobrara anos antes pela primeira vez. Depois de cumprir a sua missão no Oriente, Pedro Álvares Cabral regressou em 1501 e foi fixar-se nos seus domínios, na zona de Santarém, onde acabaria por falecer em 1520.
Pedro Álvares Cabral. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
A Carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita a D. Manuel I em 1500, por altura da "descoberta"/achamento do Brasil pelo navegador Pedro Álvares Cabral. Este é um documento essencial e curiosíssimo de um momento supremo da História e da cultura portuguesas, e, como tal, um paradigma da literatura de viagens do Renascimento e da cultura nova, de base experimental e tendência crítica, na qual, segundo Jaime Cortesão, está contido o «fermento crítico» responsável pelo espírito filosófico do século XVIII.Trata-se de uma verdadeira carta-narrativa, na qual são descritos a geografia, a fauna, a flora do Brasil, a aparência e a psicologia dos nativos, os métodos e experiências de contacto dos portugueses e as reações mútuas, obviamente a partir de uma perspetiva etnocêntrica que estuda a nova terra e a população com o objetivo de colher algum proveito: «[Nesta terra] não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro, nem lho vimos. A terra, porém, em si é de muito bons ares [...]. Mas o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente».
A própria «salvação» religiosa da população nativa é capitalizável, na medida em que os portugueses acalentavam então a noção de que a grandiosidade dos seus empreendimentos derivaria do facto de os feitos da sua História se relacionarem com a expansão da fé cristã, e portanto beneficiarem sempre da proteção de Deus. É a mesma conceção providencialista da História portuguesa que encontramos em Os Lusíadas. A expansão era encarada, não só como o alargamento da civilização e da cultura em que o Homem de então mais perfeitamente realizava as suas potencialidades - a portuguesa -, mas também Deus mais dilatava no mundo a sua lei. Numa perspetiva humanista e neoplatónica, portanto, era através da expansão portuguesa que o Homem se aproximava cada vez mais do estatuto divino, o qual, aliás, se cumpre metaforicamente nos cantos finais de Os Lusíadas.
Deste modo, a Carta do Achamento do Brasil é um documento fundamental para a compreensão do Renascimento português, logo, também da História do mundo.
Carta do Achamento do Brasil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
Wikipedia (Imagens)
Enviado por Antônio Soares Borges
Pedro Álvares Cabral é o navegador português, a quem é atribuída a "descoberta"/achamento do Brasil, nasceu em Belmonte, em 1467 ou 1468, filho do alcaide-mor daquela localidade. Com cerca de 10 anos foi para a corte e, uns anos mais tarde, viria a casar-se com uma sobrinha de Afonso de Albuquerque. Sabe-se que D. João II lhe concedeu uma tença, embora se ignorem os motivos.Depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, Pedro Álvares Cabral foi nomeado comandante de uma frota de treze navios que partiram em Março de 1500 com destino à Índia. Seguiu a rota indicada por Vasco da Gama, mas ao passar por Cabo Verde sofreu um desvio maior para sudoeste, atingindo, a 22 de Abril de 1500, a costa brasileira. Mandou um navio a Portugal com a nova da descoberta e seguiu para a Índia, chegando a Calecute a 13 de Setembro de 1500. Vários barcos se perderam, entre eles o de Bartolomeu Dias, que naufragou perto do Cabo da Boa Esperança, que ele próprio dobrara anos antes pela primeira vez. Depois de cumprir a sua missão no Oriente, Pedro Álvares Cabral regressou em 1501 e foi fixar-se nos seus domínios, na zona de Santarém, onde acabaria por falecer em 1520.
Pedro Álvares Cabral. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
A Carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita a D. Manuel I em 1500, por altura da "descoberta"/achamento do Brasil pelo navegador Pedro Álvares Cabral. Este é um documento essencial e curiosíssimo de um momento supremo da História e da cultura portuguesas, e, como tal, um paradigma da literatura de viagens do Renascimento e da cultura nova, de base experimental e tendência crítica, na qual, segundo Jaime Cortesão, está contido o «fermento crítico» responsável pelo espírito filosófico do século XVIII.Trata-se de uma verdadeira carta-narrativa, na qual são descritos a geografia, a fauna, a flora do Brasil, a aparência e a psicologia dos nativos, os métodos e experiências de contacto dos portugueses e as reações mútuas, obviamente a partir de uma perspetiva etnocêntrica que estuda a nova terra e a população com o objetivo de colher algum proveito: «[Nesta terra] não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro, nem lho vimos. A terra, porém, em si é de muito bons ares [...]. Mas o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente».
A própria «salvação» religiosa da população nativa é capitalizável, na medida em que os portugueses acalentavam então a noção de que a grandiosidade dos seus empreendimentos derivaria do facto de os feitos da sua História se relacionarem com a expansão da fé cristã, e portanto beneficiarem sempre da proteção de Deus. É a mesma conceção providencialista da História portuguesa que encontramos em Os Lusíadas. A expansão era encarada, não só como o alargamento da civilização e da cultura em que o Homem de então mais perfeitamente realizava as suas potencialidades - a portuguesa -, mas também Deus mais dilatava no mundo a sua lei. Numa perspetiva humanista e neoplatónica, portanto, era através da expansão portuguesa que o Homem se aproximava cada vez mais do estatuto divino, o qual, aliás, se cumpre metaforicamente nos cantos finais de Os Lusíadas.
Deste modo, a Carta do Achamento do Brasil é um documento fundamental para a compreensão do Renascimento português, logo, também da História do mundo.
Carta do Achamento do Brasil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Enviado por Antônio Soares Borges
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