sexta-feira, 24 de abril de 2020



Do Vale das sombras para
A Luz ...
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  Joel Boechat - Cantinho de
   Renovadas esperanças

Bem distantes do que pode            Se chamar vida
Com os corpos lascerados        E purulentos
Um grupo de homens , da                Turba ensandecida, então
Se esconde
Timoratos , com medo de
Serem queimados vivos

Para  não alastrar  com a
Peste
Disseminado   desgraças
Aos demais sua raça
Que  estavam muito bem
Felizes, sem os sinais de
Antigas cicatrizes

Uma  perseguição  cruel
Aos  que  não  tiveram a
Boa sorte.
Atirando-os  ao imundo
Vale  da  morte  e  fome
Onde a  enfermidade do
Corpo os consome

Segregam  e maltrata-os
Mas o Senhor Bom Jesus
Em Sua  imensa Bondade
E piedade  daquela gente
Tão aflita,  desgraçados

O Mestre
Encontra lá bem distante
Os que escondidos , com
Medo  de ser incinerados
Um  deles se aproxima  e
Diz a Jesus :

Senhor, tende compaixão
De nós  , que recorremos
A Vós...

Afirmou  o Mestre Jesus
Estou  de passagem , de
Samaria à Galiléia
Nada  posso  fazer  aqui
Mas , tenho um idéia...

E recomenda...
Ide   mostrar - vos   aos
Sacerdotes
Eles  têm seus  dotes  e
Temporal poder
Considerem  o  que eles
 Podem vos oferecer...

Foram...
Muitos,  com medo , tão
Timoratos  e  Receosos 
 De  serem apedrejados
E  expulsos   do Templo

Mas , sem tardança ,  o
Milagre de Jesus veio a
Caminho ...
Todos limpos e curados


Um dos beneficiados ...
Samaritano
Regressa,  a procura do
Senhor Jesus
Percebe   irradiante Luz

Em alto brado , exclama
Fomos Agraciados !!
Louvo a Deus e aTi meu                 Senhor

Em  Seu terno semblante
Replica O Senhor...
Eu, de mim , não dei nada
A vossa Fé os curou .

Nos  registros  da  História
A Vida de Jesus todos nós
Cristãos...Sabemos
Do Vale da Morte,   para a                 Vida ,  foi  Jesus  que  os
Dez imundos curou

A MENSAGEM DE ROGERIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem.

Bom dia!!!

Que a cada manhã, você sinta em seu coração a certeza de que a vida te espera de braços abertos.

Roger LX




quinta-feira, 23 de abril de 2020

O Dia de São Jorge celebra-se hoje 23 de Abril...



in diversas fontes da net.

Não existem muitos dados históricos sobre a vida deste popular santo da Igreja. Apesar da sua história se basear em documentos lendários e apócrifos, aponta-se o ano de 275 para o seu nascimento e o ano de 303 para a sua morte (a 23 de Abril).

As lendas descrevem que este cavaleiro da Capadócia (actual Turquia) salvou uma mulher de um dragão, o que levou ao baptismo de milhares de pessoas. Defendendo a sua fé até à morte, foi torturado e decapitado por ordem do Imperador Diocleciano, que mandou prender todos os soldados romanos cristãos e prestar tributo aos deuses romanos.

São Jorge é celebrado em especial em países como o Reino Unido, a Bulgária, a Geórgia, a Lituânia, o Canadá, na Catalunha, em Génova, e no Rio de Janeiro.

São Jorge é um orago menor de Portugal. D. Nuno Álvares Pereira considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota, encontrando-se a Capela de São Jorge em Leiria e o Castelo de São Jorge em Lisboa em seu nome. Julga-se que foram os cruzados ingleses que auxiliariam D. Afonso Henriques a conquistar Lisboa em 1147, que trouxeram a devoção a São Jorge para Portugal.

Além de Santo protector e patrono de Inglaterra, São Jorge é o patrono mundial do escutismo, celebrando-se também o Dia Mundial do Escutismo a 23 de Abril.

Leonor Especial

*Escutismo em 🇵🇹, Escoteirismo no 🇧🇷

Enviado por Antônio Soares Borges

23 de abril: dia mundial do livro


.      Lembranças  queridas
       O trem, os trilhos e os
       Desvios
...........................................



 Joel Boechat-Cantinho de
 Cordel de recordações
 Enfim, Bom Jesus !
   

Os  trilhos da estrada de Ferro
De  Nossas Vidas
Têm os seus desvios...
O  Maquinista e Foguista
Que nos conduzem ao Destino

Conhecem os caminhos e
Talvez,  um  dia,  peguem
O desvio errado ...
Já estão tão  esgotados

Vagão  de leitos  Pulman
Conforto; o colchão bem
Macio, um bom cobertor

Nos vagões de  segunda
Classe
São  bancos  de  madeira
Dependendo da duração
Da Viagem ...
Por vezes, dias  e noites
Inteiras

Desconforto; nas costas
E nos ombros, agoniante
Dor
Provocado pelo assento
E  encostos de pau ferro
Que  é  reversível,  mas
Também,  pelo preço da
Passagem...
É a de menor valor...

Aí , meu caro amigo,  é o
Bolso que não sente dor

De dia os bairros, depois
As matas ... um rio , uma
Ponte, uma palhoça , uma
Pequena cascata
De noite, a escuridão  ...

Na  parada  seguinte,  o
Funcionário  da  estação
Iluminando seu caminho
Segurando um candeeiro
Lampeão  pavio, na mão

No  trem da vida, as suas
Estações são contadas
Pelos anos
Na viagem bem escolhida
Contamos nossos planos
Melhor fase da Vida.

Hoje, somente lembrança
Querida
Minha  mãe  e uma  irmã
Foram   à  Gare , estação
Barão de Mauá
Para a  minha  despedida
Oh !.... A primeira viagem
De trem
A Felicidade que vive do
Pouco que se tem

Paradas com nomes até
Bem engraçados ...
Morro  do  Coco , Macaé
Murundu,  Conceição do
Macabu

Numa parada para lanche
As correrias em disparada
Porcos, cabritos, galos  e
Acreditem,  até u'a Gralha

Aguardavam, dos  restos,
Sanduíches, as  migalhas
Jogadas  pelo  passageiro
Muitos , não comiam seus
Lanches por  inteiro

Nas  paradas , o  nome das
Estações em placas...
Em algumas reclames em
Pequenos cartazes

Minha Felicidade!
Primeiro trem  que viajei  Chegava a terra onde eu
Nasci
Sangue dos Tapuias, dos
Parecis, Aimorés e Feliz
Campos dos Goytacazes

Bate Forte na estação um
Sino
Anunciando  o novo longo
Destino
Animais satisfeitos correm
Numa desenfreada carreira
Após  terem feito a " feira" .

Fim do percurso do grande
Trem
Seria  feita a baldeação  na
Próxima Estação
A pé,  atravessamos com
A ponte com os pertences
E malas, das outras coisas
Um tanto
Deixamos a Divisa do Estado
Do Rio com Espírito Santo

O trem  pequeno   chega à
Terra de  Antônio Caetano,
Boa Vista, hoje,  Apiacá
Em uma linda ensolarada
Manhã.

Berço  tão amigo  onde
Meus  pais tiveram  teto
Onde  nasceram minhas
Irmãs.

Eu nunca havia andado  a
Cavalo ,  tinha  um  medo
Danado ...
Na garupa de um primo
Para mim,  a novidade
Ia  para  Fazenda  do tio
Avô,  lá no Mutum...

Cansado para chuchu, o
Primo mostrou o desvio
Que seguia para o Distrito
De Liberdade,  hoje se
Chama Carabuçu

Depois de conhecer  a vida
Da roça tive vergonha de
Lhes pedir....
Para conhecer Bom Jesus

O mais lindo desvio que
Os  trilhos  dos  trens  da
Vida...   podem conduzir
Alguém

Cidade encanto  em flor
Meninas  passeando  ao
Anoitecer na praça
Cheias de charme e graça

Foi ali
Muitos  canteiros ...
Cheirinho de amor no ar
Onde dei meu primeiro
Suspiro de amor
Onde comecei a amar

Lembranças que vão ao
Além
Terra querida de meus
Ancestrais
Lembranças que não
Morrem jamais

Pequena Cidade-Luz
Sacrossantas  Bênçãos
Do Nosso Senhor Bom
Jesus
Para todo o sempre
abençoada... Amém!

quarta-feira, 22 de abril de 2020

NOSSA HOMENAGEM AOS 106 ANOS DO OLYMPICO F. C.

 Do blog do Espaço Cultural Luciano Bastos 



Olympico F. C., primeiro clube de futebol de Bom Jesus e região.
          
          No dia 23 de março o Olympico F. C. completou 106 anos. A histórica reunião no bar de Manoel Belido, na Praça Governador Portela, foi realizada em 23 de março de 1914, dando origem à primeira agremiação a ser fundada nesta região.

           
Foto: Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos



          Em 1972, Luciano Bastos publica, em O Norte Fluminense, relatos da gravação de uma entrevista com o sr. Abílio Pires de Castro sobre a fundação do Olympico F. C., que reproduzimos abaixo:

COMO FOI FUNDADO

          Diz o sr. Abílio Castro: “Numa noite do dia 23 de março de 1914 eu e o então 2º Ten. Do Exército, Fernando Lopes da Costa, acabávamos de jogar uma partida de bilhar francês, no bar do nosso amigo Manoel da Silva Belido (era mais ou menos cerca das 10 horas da noite) quando após a partida, ficamos conversando e trocando idéias.

          O Tte. Fernando perguntou porque não criávamos um clube recreativo em Bom Jesus. Isso foi numa segunda-feira, me lembro bem. Lembrei então de fundarmos um clube recreativo de danças, porém o Tte. Fernando achou que deveríamos fundar um clube de futebol que era mais interessante, pois no Rio tem vários clubes, disse ele, como o Flamengo, Fluminense, Andaraí, S. C. Brasil, América e outros. 

          Decidimos, então, organizar um clube. Nesse momento chegou o Dr. Walter Franklin, dentista e amigo, aparentado da família Carlos Firmo, que apoiou a ideia. Vamos fundar o futebol mesmo, disse. Passamos a escolher o nome para o clube. O Tte. Fernando lembrou que o futebol tinha sido criado pelos olímpicos, dando a ideia de colocar o nome de Olympico. Eu apoiei a ideia, pois não entendia muito disso. Apoiava porque era um engrandecimento para o lugar."

A PRIMEIRA DIRETORIA

          “No dia seguinte reunimos para tratar de aclamar uma Diretoria, eu, ele e o Walter. Ficou, então, assim constituída a primeira diretoria: Presidente, Coronel Pedro Gonçalves da Silva Jr.; Vice-Presidente, Horácio de Carvalho; Secretários, Abílio Pires de Castro e João de Azevedo Mattos; 1º Tesoureiro, Francisco Teixeira de Oliveira; 2º Tesoureiro, Carlos Rodrigues Figueiredo Firmo; Procurador, Dr. Walter Franklin; Captain, José de Souza Firmo; Vice Captain, Otis Menezes. Os Captains e vices eram cargos eletivos naquela época.”
...

O PRIMEIRO UNIFORME

          "Feito na casa de. Da. Ernestina e Da. Sinhá.

      As cores do Olympico foram escolhidas após prolongada meditação para não ficarem iguais às do futebol carioca. Escolhemos as cores vermelho-amarelo, por ideia do Tte. Fernando Lopes da Costa. A camisa primeira era da seguinte forma: a metade da frente era vermelha e a outra metade amarela. Nas costas o inverso. O uniforme foi feito aqui mesmo em Bom Jesus. Quem se incumbiu de faze-lo foram amigos torcedores do clube. Foi feito na casa de Da. Ernestina, que era a mãe do nosso amigo Gil Xavier e na casa de da. Sinhá de Moraes, irmã de nosso beque Horácio de Moraes, de saudosa memória, pois foi um grande jogador, mas que infelizmente morreu muito cedo."

...

OS PRIMEIROS JOGADORES

          "Se não me falha a memória, os primeiros "teams" organizados para treinar, não para jogar, pois não haviam adversários ainda aqui, eram: Chico Fragoso no gol; beques Horácio Moraes e Juquinha Firmo; linha de "halfs" Duente, um alfaiate que existia aqui, João Fraga, sapateiro do Zé Padrenosso e o Tte. Fernando, que estava em férias. Na ponta direita Otis Menezes; na meia direita Candico Peralva; de centro avante Walter Franklin; na meia esquerda Nilo Cunha e na extrema esquerda Purcino. Este foi o primeiro onze, mais ou menos, se não me falha a memória".

          Participando da 12ª Semana Nacional de Museus, o Espaço Cultural Luciano Bastos irá realizar no dia 15 de Maio de 2014, em parceria com o Centro de Memórias do Instituto Federal Fluminense, a exposição “Memórias do Nosso Futebol: 100 anos de Olímpico F.C. e Ordem e Progresso F. C.!”, fundamentada na coleção temática de Luciano Bastos.
          
          Nossa homenagem pelos 106 anos do "Glorioso"!
          Parabéns, Olympico F. C.!
        
22 de Abril de 1500: Data oficial da chegada ao Brasil da armada de Pedro Álvares Cabral
Pedro Álvares Cabral é o navegador português, a quem é atribuída a "descoberta"/achamento do Brasil, nasceu em Belmonte, em 1467 ou 1468, filho do alcaide-mor daquela localidade. Com cerca de 10 anos foi para a corte e, uns anos mais tarde, viria a casar-se com uma sobrinha de Afonso de Albuquerque. Sabe-se que D. João II lhe concedeu uma tença, embora se ignorem os motivos.Depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, Pedro Álvares Cabral foi nomeado comandante de uma frota de treze navios que partiram em Março de 1500 com destino à Índia. Seguiu a rota indicada por Vasco da Gama, mas ao passar por Cabo Verde sofreu um desvio maior para sudoeste, atingindo, a 22 de Abril de 1500, a costa brasileira. Mandou um navio a Portugal com a nova da descoberta e seguiu para a Índia, chegando a Calecute a 13 de Setembro de 1500. Vários barcos se perderam, entre eles o de Bartolomeu Dias, que naufragou perto do Cabo da Boa Esperança, que ele próprio dobrara anos antes pela primeira vez. Depois de cumprir a sua missão no Oriente, Pedro Álvares Cabral regressou em 1501 e foi fixar-se nos seus domínios, na zona de Santarém, onde acabaria por falecer em 1520.
Pedro Álvares Cabral. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

A Carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita a D. Manuel I em 1500, por altura da "descoberta"/achamento do Brasil pelo navegador Pedro Álvares Cabral. Este é um documento essencial e curiosíssimo de um momento supremo da História e da cultura portuguesas, e, como tal, um paradigma da literatura de viagens do Renascimento e da cultura nova, de base experimental e tendência crítica, na qual, segundo Jaime Cortesão, está contido o «fermento crítico» responsável pelo espírito filosófico do século XVIII.Trata-se de uma verdadeira carta-narrativa, na qual são descritos a geografia, a fauna, a flora do Brasil, a aparência e a psicologia dos nativos, os métodos e experiências de contacto dos portugueses e as reações mútuas, obviamente a partir de uma perspetiva etnocêntrica que estuda a nova terra e a população com o objetivo de colher algum proveito: «[Nesta terra] não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro, nem lho vimos. A terra, porém, em si é de muito bons ares [...]. Mas o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente».
A própria «salvação» religiosa da população nativa é capitalizável, na medida em que os portugueses acalentavam então a noção de que a grandiosidade dos seus empreendimentos derivaria do facto de os feitos da sua História se relacionarem com a expansão da fé cristã, e portanto beneficiarem sempre da proteção de Deus. É a mesma conceção providencialista da História portuguesa que encontramos em Os Lusíadas. A expansão era encarada, não só como o alargamento da civilização e da cultura em que o Homem de então mais perfeitamente realizava as suas potencialidades - a portuguesa -, mas também Deus mais dilatava no mundo a sua lei. Numa perspetiva humanista e neoplatónica, portanto, era através da expansão portuguesa que o Homem se aproximava cada vez mais do estatuto divino, o qual, aliás, se cumpre metaforicamente nos cantos finais de Os Lusíadas.
Deste modo, a Carta do Achamento do Brasil é um documento fundamental para a compreensão do Renascimento português, logo, também da História do mundo.
Carta do Achamento do Brasil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
Wikipedia (Imagens)

Enviado por Antônio Soares Borges