domingo, 22 de dezembro de 2019

Portugal, o pioneiro da globalização


Os Portugueses partiram à frente das outras nações na senda da união do Ser Humano: já traçavam os mapas da África Ocidental entre 1430 e 1490, e entre 1490 e 1520 já tinham explorado a África Oriental e uma parte substancial da Ásia. As caravelas lusas cruzavam as águas desde Cabo Verde e da Guiné até à região da Senegâmbia; também Madagáscar, chegando à Etiópia, à Península Arábica, à Índia, à Indonésia, à China, e ainda explorando a costa da Terra Nova e da América do Norte. A lista de terras onde os portugueses chegaram é interminável, possuindo muitos destes locais, nos dias de hoje, o nome que os portugueses deram aquando da sua chegada, tais como Lagos, Camarões, Natal, Tristão da Cunha e muitos outros. Não havia lugar a que os grandes navegadores Portugueses não chegassem.

Donos dos mares e os únicos durante os séculos XV e XVI capazes de navegar eficazmente para os quatro cantos do mundo, estabeleceram relações diplomáticas e económicas com as diferentes culturas encontradas, sendo de realçar os em geral bons relacionamentos que Portugal tinha com os povos autóctones, se bem que por vezes despontassem alguns conflitos inevitáveis, alguns deles bastante violentos.
Os novos mundos descobertos pelos Portugueses fizeram com que consequentemente se criasse um Império comercial mundial, desde a China e do Oceano Índico até ao Brasil e Angola, que não foi desafiado seriamente durante mais de 100 anos, alterando profundamente a forma da vivência cultural, bem como as relações económicas entre a Europa e o resto do mundo. De forma simples, havia começado a globalização.

A Rota do Cabo, com a abertura do caminho marítimo para a Índia, veio substituir em boa parte a Rota da Seda, proporcionando o transporte de maiores quantidades de produtos asiáticos para a Europa, bem como de pessoas, tendo Lisboa como intermediária. Portugal veio assim introduzir novidades, como os diamantes, mobiliário requintado, porcelanas e tecidos de algodão, e ainda as tão apreciadas especiarias.

O impacto que Portugal teve na economia mundial foi grandioso; o pequeno Reino no extremo da Ibéria revolucionou o comércio entre a Ásia, Europa e América, ao ponto de no início do séc. XVI já se comercializarem na Africa Ocidental pérolas da Índia e búzios das Maldivas, além de ter sido encontrada no Benim uma figura em bronze de um soldado português do séc. XVI que segurava um mosquete do tipo que os portugueses introduziram no Japão. Montou-se então, pela primeira vez na História da Humanidade, uma rede internacional de transportes marítimos e de crédito, com a fundação de grandes Companhias detentoras de capital; há ainda a assinalar o despontar de um sistema voltado para a venda nos mercados. Os Descobrimentos protagonizados pelos Portugueses no deambular pelo mundo, com o seu esforço e persistência feroz, foram fatores decisivos na formação destes traços modernos da História.

É inegável o riquíssimo contributo que Portugal providenciou para o avanço científico, económico, cultural, geográfico e também intelectual do Mundo. Abriu portas a novos estilos de vida que passaram a conviver uns com os outros, a um mundo aberto à grande variedade das sociedades humanas, e ainda a uma interligação internacional que não existia previamente. Não tivessem sido os corajosos conquistadores e navegadores portugueses, e talvez o avanço tecnológico e geográfico teria sido atrasado séculos. Generoso na sua glória, este foi o maior presente de Portugal para o Mundo e para a Humanidade.

BJMM


Enviado por Antonio Soares Borges

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