Honra, História e Aniversário: Francisco Amaro Borba Gonçalves
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| Dos Açores para o Coração: Festa de Aniversário de Francisco Amaro Borba Gonçalves |
Hoje, 29 de janeiro de 2026, celebramos mais um aniversário de um homem cuja vida entrelaça as brumas dos Açores com o calor do vale do Itabapoana: Francisco Amaro Borba Gonçalves, o ilustre açoriano bonjesuista, nascido exatamente nesta data, em 1953, na Freguesia da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
Filho de João Gonçalves Leonardo e Maria da Conceição Borba, cresceu em meio a uma família numerosa, 13 irmãos, dos quais um já falecido e outro radicado nos Estados Unidos. Casado, pai de Juliana e Daniel, Francisco carrega no peito a força da terra natal e a gratidão pela nova pátria que o acolheu.
Sua trajetória educacional começou na Escola Comercial e Industrial de Angra do Heroísmo. Em janeiro de 1978, aos 25 anos, atravessou o Atlântico rumo ao Brasil, fixando-se inicialmente no Rio de Janeiro. Com o tempo, escolheu Casimiro de Abreu como lar, onde se estabeleceu como comerciante agropecuarista, plantando raízes na terra fértil e na comunidade que o abraçou.
Desde os anos 80, integra o quadro social da Casa dos Açores-Rio de Janeiro, onde ocupou cargos na diretoria, incluindo o de 2º vice-presidente nos biênios 2014/2015 e 2016/2017. Sua voz ecoou também na música: como integrante do grupo Tertúlia Açoriana, apresentou-se em diversos palcos, inclusive na Academia Luso-Brasileira de Letras, a convite de Dona Idalina Gonçalves, na presença do Cardeal Dom Orani Tempesta. Foi ali que nasceu uma de suas criações mais queridas: o "Cântico de Oração ao Bom Jesus", uma oração cantada que, em gesto de afeto, dedicou ao Bom Jesus do Itabapoana, como se o Espírito Santo o tivesse guiado até aquele lugar para perpetuar a herança espiritual.
Sua devoção o levou ainda à diretoria da Irmandade da Devoção Particular do Divino Espírito Santo de Vila Isabel, reforçando laços de fé e tradição.
Poeta, escritor, memorialista, compositor e cantor de voz que toca a alma, Francisco segue os passos de seu conterrâneo, o Padre Antônio Francisco de Mello, o "sacerdote poeta" que chegou a Bom Jesus do Itabapoana em 18 de junho de 1899 e ali permaneceu até seu falecimento em 13 de agosto de 1947. Por desígnios divinos, Francisco conheceu essa terra e decidiu honrar sua memória cultural. Em 2019, ingressou na Academia Bonjesuense de Letras, incorporando-se de forma definitiva à vida intelectual e social bonjesuense.
Em agosto de 2024, o município prestou-lhe uma homenagem singular: o local que o hospeda em suas visitas passou a ser chamado Sítio Açoriano, um símbolo vivo da ponte que ele construiu entre as ilhas dos Açores e o interior fluminense.
No dia 13 de agosto de 2025, Francisco Amaro esteve presente na inauguração do Monumento em homenagem ao Imigrante Açoriano na praça Governador Portela em Bom Jesus do Itabapoana e encantou a todos com uma interpretação magnífica da canção açoriana Ilhas de Bruma.
No dia 13 de dezembro de 2025, participou do nascimento da Tuna Açoriana, na Casa dos Açores do Rio de Janeiro, não apenas um grupo musical, mas um gesto de pertença, uma afirmação cultural que ecoa ilhas, memórias e afetos no coração da antiga capital do Brasil.
Francisco Amaro Borba Gonçalves é mais que um imigrante: é um farol de identidade cultural, um elo de afetos transatlânticos, um guardião de tradições que ressoam em versos, canções e devoções. Que esta data, seu aniversário, seja repleta de saúde, inspiração e do mesmo afeto que ele distribui generosamente.
Parabéns, Francisco! Que o Bom Jesus e o Divino Espírito Santo continuem a iluminar seu caminho, como você ilumina o nosso.

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