O Teatro Cinema Conchita de Moraes, na Usina Santa Maria, respira. Respira gente, sonho, movimento. Sob a condução serena e insistente de Betinho Milão, ele segue cumprindo sua vocação maior: ser casa, ser colo, ser encontro da comunidade da Usina Santa Maria.
No dia 30 de janeiro, o salão se fez corpo. Corpos de mulheres santa-marienses em exercício, em ritmo, em riso. Mas não apenas músculos se alongaram:
alongaram-se afetos,
aproximaram-se histórias,
entrelaçaram-se presenças.
Cada passo era também um gesto de pertencimento. Cada movimento, um pequeno ato de resistência cotidiana.
Em 2016, quando o teto e uma parede do Conchita cederam, não foi só concreto que veio ao chão. Foi como se o próprio sonho prendesse a respiração. Mas sonhos verdadeiros não sabem cair. Eles se transformam em mãos. Em vozes. Em coragem compartilhada.
E foi o sonho de Betinho, sustentado por muitos outros sonhadores, que ergueu novamente o que nunca deixou de existir:
um espaço vivo,
um território de cultura,
um coração aberto a serviço da Usina Santa Maria.
Hoje, o Conchita não é apenas um prédio. É testemunho. É palpitação. É promessa cumprida de que, onde há comunidade, há sempre um palco possível para a esperança.











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