sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Video: De Casimiro de Abreu a Rio das Ostras: Daniel de Lima e Alexander Fleming em Encontro de Arte

 




Há encontros que não acontecem por acaso. Eles se aproximam devagar, como rios que nascem distantes, mas sabem, desde sempre, que um dia irão se encontrar. 

Assim foi o abraço silencioso entre o Ateliê Filhos do Barro, o projeto Arte do Agricultor, conduzido pelas mãos sábias do mestre artesão Daniel de Lima, em Casimiro de Abreu, e o Ateliê Casa 404, de Alexander Fleming, em Rio das Ostras.

Do barro simples, retirado da terra e moldado com paciência, já nasciam formas honestas, carregadas de identidade. Mas foi quando o fogo encontrou o esmalte, e o esmalte encontrou o olhar artístico do Casa 404, que as peças ganharam outro fôlego. As superfícies passaram a conversar com a luz. As cores aprenderam a respirar. E aquilo que já era bonito passou a ser admirável.

Cada peça, agora, carrega mais do que técnica: carrega diálogo. Carrega a conversa entre o agricultor e o artista, entre a roça e o ateliê, entre o gesto ancestral e a experimentação contemporânea. O resultado não poderia ser outro: cerâmicas mais qualificadas, mais desejadas, mais valorizadas.

Naturalmente, veio também a valorização material. As peças produzidas em Casimiro de Abreu passaram a alcançar novos preços, novos públicos, novos olhares. E, com isso, os agricultores-artesãos sentiram no cotidiano algo que é raro e precioso: a dignidade ampliada pelo reconhecimento.

Quando a arte encontra o agricultor, não nasce apenas um objeto. Nasce um caminho. E quando muitos caminham juntos, a terra agradece, as mãos persistem e a beleza aprende a ficar.

Projetos como o desenvolvido pelo Mestre Artesão Daniel de Lima reconhecem que a cultura não é um ornamento, mas um eixo estruturante do desenvolvimento local. Trata-se de uma iniciativa que une arte, agricultura, identidade e geração de renda, alcançando diretamente famílias que encontram na criação artesanal não apenas expressão estética, mas também sustento e dignidade.

Investir nesse tipo de iniciativa é investir na alma do município. É compreender que cada peça produzida carrega não apenas barro e esmalte, mas história, trabalho e identidade coletiva. E isso, para uma cidade, não tem preço, tem valor.












Um comentário:

  1. Parabéns, meu amigo Daniel de Lima! Suas obras são incríveis! É um prazer ver o talento e dedicação em cada peça. Você tem um dom incrível de transformar barro em verdadeiras obras de arte. Continue criando coisas lindas e inspirando pessoas com seu trabalho!👏👏👏

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