segunda-feira, 24 de junho de 2019

" FALO PORTUGUÊS QUANDO ESTOU FELIZ"


A soberana da Suécia adora comida brasileira, especialmente feijoada, farofa e vatapá, e carrega boas lembranças da infância em terras paulistanas. Não se incomoda que a tratem por tu. Continua a falar português, um dos seis idiomas que domina fluentemente e quase sem sotaque.



Simples e sempre com um sorriso nos lábios, Sílvia não veste o manto da personagem de um conto-de-fadas moderno. Conheceu o Rei Carl Gustav quando trabalhava como intérprete na Olimpíada de Munique, em 1972. Foi amor à primeira vista, mas faz questão de dizer que a vida de Rainha não é nada fácil. É o que conta na entrevista à Gente, concedida durante o trajecto que a levou da capital Paulista até São Vicente, onde visitou um segundo projecto apoiado pela sua fundação. Publicamos um excerto dessa entrevista:

Como é que a senhora consegue manter um português tão bom e fluente?
Desde que a minha mãe morreu não tenho tanta possibilidade de falar português, mas continuo a falar com os meus três irmãos. Falamos sempre por telefone e na maioria das vezes comunicamos em português. É a língua que falamos quando nos sentimos bem, quando estamos felizes. Quando temos algum problema, falamos em alemão. O português tem algo especial, é a língua do coração.
(...)
Sou espontânea. Os suecos são muito disciplinados. Também são um povo caloroso, mas com os amigos, na intimidade. Não gostam de exteriorizar isso. Eu tenho facilidade de falar com as pessoas, de estar com as pessoas, mesmo com a barreira do protocolo.

A Rainha come feijoada?
Foi a primeira coisa que desejei comer, assim que aqui cheguei. Comi uma deliciosa feijoada com farofa. Gosto muito de uma farofinha, é obrigatório. Também faço de vez em quando no palácio. O meu marido gosta muito de vatapá, aprendi a fazer com a minha mãe, é uma delícia.
ENTREVISTA DE ELIANE TRINDADE - REVISTA GENTE2003 BRASIL.


Adenda: Rainha da Suécia voltou a falar Português em visita à Madeira.
Objectivo da terceira visita da rainha Sílvia prendeu-se com o apoio que dá a uma instituição de solidariedade. Mas teve oportunidade de falar Português, a língua que aprendeu quando viveu em jovem no Brasil.
02-03-2017 - TVI24

****
Ascendência Real;
O seu avô materno era Artur Floriano de Toledo (1873-1935), um descendente do rei Afonso III de Portugal e sua concubina Maria Peres de Enxara. Artur era o bisneto de Antónia de Almeida de Aguiar, uma descendente de umas famílias de fidalgos estabelecidas em São Paulo, durante o período colonial Português, entre eles a família Alvarenga de Lamego, Portugal. Também é de muito distante ascendência ameríndia brasileira. Um de seus antepassados ​​era o chefe indígena Tibiriçá de Piratininga (wlkipédia)

Enviado por Antônio Soares Borges

Nenhum comentário:

Postar um comentário