No dia 30 de novembro, quando o relógio marcar 20h, a praça Governador Portela deixará de ser apenas praça. Tornar-se-á um abraço iluminado, um ponto de encontro onde memórias antigas e esperanças futuras caminham de mãos dadas.
O prefeito Paulo Sérgio Cyrillo, o Serginho Cyrillo, e o vice-prefeito Sávio Almeida anunciam a inauguração das Luzes Natalinas, mas o anúncio, na verdade, é só o pretexto visível para algo maior: um gesto que reacende pertencimentos, que reacende o sentido de viver junto.
Porque quando a cidade se ilumina, não é só o Natal que chega. Chega também a certeza de que, por algumas horas, somos todos parte de um mesmo enredo.
As luzes se acendem, e com elas acendem-se rostos, planos, lembranças. Crianças apontam para o céu como se ali morassem segredos. Famílias se juntam sem pressa. Senhores recuperam o brilho que às vezes a rotina insiste em apagar. A comunidade respira junto, e isso, isso não tem preço.
O Cortejo com a Orquestra Filarmônica Metropolitana atravessará a praça como um rio de sons, conduzindo os passos de quem acompanha. E logo depois, a Orquestra Sinfônica do Vale do Itabapoana tecerá no ar uma tapeçaria de acordes que tocará a noite como quem acaricia um sonho.
E assim, entre música, luzes e encantamentos, nasce mais um rito de comunhão.
Um evento que parece falar baixinho ao ouvido de cada morador: “Isto aqui é seu. Isto aqui é nosso. A cidade vive porque você faz parte dela.” E então a praça se torna palco. A comunidade se torna artista. E o Natal, enfim, começa a brilhar de dentro para fora.

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