quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Rodolfo Graziano: dignidade e resistência no ofício de jornaleiro

 

Rodolfo Graziano Sinforoso

O jornal O Norte Fluminense recebeu duas bonitas mensagens vindas da Tijuca, no Rio de Janeiro. A primeira foi enviada por Rodolfo Graziano Sinforoso, proprietário da tradicional Banca do Rodolfo, situada no Largo da Segunda-Feira. A segunda é de Valéria Rôças, moradora do bairro e leitora da matéria publicada pelo jornal sobre o trabalho desenvolvido pelo jornaleiro.

Valéria acompanha de perto a transformação promovida por Rodolfo, que fez de sua banca não apenas um lugar de venda de jornais e revistas, mas também um espaço de convivência, incentivo à literatura e circulação de ideias. “Tem sido uma experiência formidável ver os resultados dessa iniciativa”, afirmou.

As mensagens chegam em um momento especialmente significativo. No dia 30 de setembro, o Brasil comemora o Dia do Jornaleiro, data dedicada aos profissionais responsáveis, historicamente, pela distribuição e comercialização de jornais, revistas e outras publicações impressas. Ao longo de gerações, os jornaleiros tornaram-se agentes fundamentais da informação, da cultura e do acesso à leitura nas ruas das cidades.

Para celebrar a data, está prevista na Tijuca uma confraternização que deverá reunir cerca de 200 pessoas, reafirmando o carinho da comunidade por esses profissionais e o reconhecimento à importância das bancas de jornais como espaços de memória, informação e encontro.

Mensagem de Rodolfo Graziano Sinforoso

“Prezados amigos,

Ao agradecer a homenagem dessa instituição, da qual tenho a honra de pertencer, desejo expressar o meu compromisso com a tradição daqueles que se dedicam ao nobre exercício da profissão de jornaleiro.

Vivemos tempos nos quais a informação e a difusão de notícias têm sido feitas pelas chamadas redes sociais. O noticiário do dia é divulgado pelos celulares e, por isso, são poucos os que ainda mantêm o hábito de portar um exemplar de jornal ou mesmo uma revista, como acontecia em tempos passados.

Para que uma banca continue a existir e a servir aos cidadãos, mantendo viva essa tradição, tenho transformado esse espaço em um ponto de leitura, oferecendo livros de interesse daqueles que, além das notícias, também se interessam por obras literárias, históricas ou científicas. Com isso, tenho encontrado boa receptividade, e a banca vem se tornando um ponto de encontro no qual a cultura é valorizada.

Com o apoio de amigos e leitores, busco fazer da banca um lugar que possa, de alguma maneira, suprir a ausência das livrarias, que vêm desaparecendo ao longo dos últimos anos. Conto com a simpatia de muitas pessoas, que me estimulam a continuar essa batalha pela preservação de espaços que se tornam lugares de encontro e de troca de ideias.

Mesmo enfrentando todas as dificuldades, continuarei realizando esse trabalho, que me dá forças para seguir adiante, ao lado de todos vocês, que hoje me deixam ainda mais convencido da importância daquilo que fazemos. Assim, creio que ‘dignidade’ é a palavra que melhor se aplica ao trabalho voltado para o benefício de toda a comunidade da qual fazemos parte.”

Rodolfo Graziano Sinforoso

Mensagem de Valéria Rôças

“Prezados,

Li a matéria sobre Rodolfo, proprietário da banca de jornais do Largo da Segunda-Feira.

Com alegria, confirmo o importante papel que ele vem exercendo na localidade, promovendo e incentivando públicos de diferentes naturezas a retomarem o hábito da leitura.

Passei a frequentar a banca e não me canso de admirar seu empenho e sua determinação para fazer a literatura ‘adentrar’ a vida de tantas pessoas, reunindo em sua banca jornais, histórias e afetos!

Minha expectativa é que a banca seja incorporada como mais um Ponto de Cultura de nosso município.

Vamos acompanhar todas as vitórias de iniciativas como essa, que se fazem presentes pelo país e ressignificam vidas!

Parabéns ao jornal O Norte Fluminense pelo reconhecimento desse trabalho.”

Valéria Rôças

As palavras de Rodolfo e Valéria revelam que uma banca de jornais pode ser muito mais do que um estabelecimento comercial. Pode tornar-se uma pequena praça da cultura, onde as notícias encontram os livros, os leitores encontram uns aos outros e a cidade preserva um espaço precioso para o diálogo, a memória e os afetos.






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