Existem nomes que, ao atravessarem as fronteiras de sua cidade, levam consigo uma paisagem inteira. Levam o rumor das ruas, o afeto dos encontros, as histórias ouvidas à sombra de uma varanda. André Luiz de Oliveira leva Bom Jesus do Itabapoana assim: na dedicação à cultura e no cuidado com as lembranças que dão alma à nossa terra.
Sua indicação para a ACLAPTCTC,Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, ganha agora um anúncio que alegra os bonjesuenses: seu nome figura entre os novos acadêmicos, destinado à cadeira 179, com posse prevista para 19 de novembro, na Serra, no Espírito Santo. Ao lado de seu nome, está o de Bom Jesus do Itabapoana. Uma identificação breve no programa da solenidade, mas imensa para quem compreende o significado de representar o lugar ao qual pertence.
É um merecido reconhecimento a André e à sua participação na vida cultural bonjesuense. A cultura permanece porque há pessoas dispostas a oferecer tempo, sensibilidade e trabalho para que uma história seja contada, uma lembrança encontre abrigo, uma voz antiga volte a ser ouvida.
Sua participação no documentário sobre o Padre Preto, de Calheiros, expressa esse compromisso. Como assistente de produção e intérprete do Padre João Mendes Ribeiro, André ajudou a aproximar do presente uma figura guardada na memória de nossa gente. Emprestar o próprio rosto a alguém que viveu em outro tempo exige escuta: é preciso abrir espaço dentro de si para acolher os gestos, as inquietações e a humanidade de outra existência.
Diante da câmera, a memória de Calheiros encontrou em André uma presença. E o cinema pôde realizar uma de suas mais belas vocações: reunir, numa mesma luz, aqueles que partiram e aqueles que ainda precisam conhecer suas histórias.
Há uma delicada justiça nesse encontro entre sua atuação e o reconhecimento acadêmico. Quem contribui para preservar a memória de uma comunidade também passa a integrar, com maior nitidez, a história que essa comunidade escreverá sobre si.
Quando André ocupar a cadeira 179, levará consigo o carinho dos que acompanham sua caminhada. Levará Calheiros, a lembrança do Padre Preto e a força cultural de um município que tem muito a oferecer ao mundo.
E podemos imaginar que, ao ser anunciado seu nome na solenidade, muitos bonjesuenses sentirão uma alegria íntima, dessas que dispensam grandes palavras. Porque reconhecer André Luiz de Oliveira é também iluminar o trabalho cultural feito entre nós, com os recursos possíveis e a grandeza de quem acredita.
Bom Jesus do Itabapoana estará ali, junto de André. Como a terra que acompanha os passos de um filho e se alegra ao vê-lo chegar.


Poderia aqui repetir os importantes encontros com meu amigo e parceiro André, desde o evento cultural no Meseu da Cachaça, quando nos conhecemos, porém o apse selador da junção dos nossos caminhos, se retrata na composição da música, Minha Caminhada, de lá pra cá a troca de informações culturais e colaboração mútua têm sido constante, obrigado meu amigo, e parabéns pelas conquistas e a homenagem mais que merecida.
ResponderExcluirSaudações Bom-Jesuenses.