sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Café Cesarino chega à Padaria DN e valoriza a produção regional

 


Existem notícias que chegam pelo perfume. Antes mesmo de ocupar uma xícara, já parecem atravessar a cozinha, despertar lembranças e convidar alguém para uma boa conversa. Assim chega a Bom Jesus do Itabapoana o Café Cesarino, produzido nos altos de Varre-Sai e de Bom Jesus: trazendo, em seus grãos, um pouco das montanhas que emolduram nossa vida.

A partir de hoje, o café passa a ser encontrado em vários comércios do município. Na tradicional Padaria DN, onde a novidade encontra acolhimento no meio de pães e quitutes, seus pacotes já aparecem nas prateleiras. Entre tantas marcas, ali está um fruto da nossa terra, à espera de entrar nas casas e participar daquela primeira conversa da manhã, quando o dia ainda abre devagar os olhos.

A fotografia de Sandra Araújo, funcionária da padaria, conta uma parte especialmente bonita dessa chegada. De uniforme, com um turbante cor-de-rosa e dois pacotes de Café Cesarino nas mãos, ela reúne dois papéis: o de quem trabalha no estabelecimento e o de quem escolhe levar para casa o produto da região. Seu gesto simples dá rosto ao encontro entre produção e comunidade. O café que chega à prateleira já encontra alguém disposto a recebê-lo à mesa.

Comprar o que nasce perto de nós ajuda a sustentar o trabalho de quem planta, colhe, prepara e comercializa. O dinheiro circula pela comunidade, ampara famílias e abre possibilidades. Há uma delicada responsabilidade nessa escolha cotidiana: reconhecer que o desenvolvimento também começa no balcão de uma padaria, quando estendemos a mão para um produto que carrega a história dos nossos vizinhos.

Na DN, o Cesarino encontra ainda a companhia do pão açoriano com sabor bonjesuense. É emocionante imaginar esse encontro à mesa: o pão evocando raízes que atravessaram o Atlântico; o café lembrando a presença italiana em Arraial Novo, no território bonjesuense, e em Varre-Sai. Em uma refeição singela, diferentes caminhos de nossa formação cultural voltam a se reunir.

O Café Cesarino acrescenta, assim, um novo aroma à ligação entre os dois municípios. Das lavouras às prateleiras, aproxima o trabalho rural da vida urbana e convida os moradores a reconhecer o valor do que a própria região produz. Cada pacote guarda a possibilidade de uma conversa sobre nossas origens, nossas paisagens e o futuro que podemos cultivar juntos.

Na fotografia da fachada da Padaria DN, as luzes acesas parecem prolongar esse convite. Lá dentro, no meio do pão e do café, a cidade continua exercitando sua vocação para o encontro. Sandra leva dois pacotes nas mãos. E a imagem deixa uma vontade boa: pôr a água no fogo, chamar alguém para perto e servir, com o café, um pouco de pertencimento.








Um comentário:

  1. Esse café tem história e por isso é tão importante degusta-lo. Obrigada dr. Gino pelo apoio e pela rica matéria sobre o Café Cesarino. Gratidão!

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