sábado, 7 de novembro de 2026

Marisa Borges e Maiato: um encontro de humanidades no Café Bistrô

 

Marisa Borges e Maiato

Na manhã deste sábado, o Café Bistrô acolheu um desses encontros que parecem oferecer à cidade um retrato de sua própria alma. À mesa, Marisa Borges e Maiato: duas personalidades de Bom Jesus do Itabapoana, duas presenças devotadas à cultura, reunidas sob a delicada cumplicidade de uma manhã de café e convivência. O sorriso aberto de Marisa e a serenidade de Maiato compunham uma cena de rara beleza, dessas que merecem permanecer no álbum afetivo de uma comunidade.

Existem pessoas que ajudam uma cidade a reconhecer o valor de sua própria existência. Pelo apreço à cultura, pela sensibilidade e pela maneira de estar entre os outros, tornam mais fecundo o chão comum. Marisa e Maiato representam esse patrimônio humano: aquilo que uma sociedade reúne de mais elevado em seu arcabouço civilizacional, a capacidade de cultivar a memória, acolher a beleza e fazer da convivência uma expressão de humanidade.

Também o cenário emprestava profundidade ao encontro. Instalado em um prédio histórico, entre a rua que homenageia o expedicionário bonjesuense Paulo Moreira, morto em combate na Segunda Guerra Mundial, e a Avenida Tenente José Teixeira, o Café Bistrô ocupa um lugar onde os nomes da cidade continuam a conversar com o presente. José Teixeira construiu, em 1875, o edifício que hoje abriga o Big Hotel. Nas proximidades daquela mesa, portanto, cruzavam-se lembranças de coragem, trabalho e construção, diferentes maneiras de deixar uma presença na história de Bom Jesus.

As paredes antigas guardavam o encontro de agora. Do lado de fora, a manhã seguia seu curso; à mesa, a alegria de Marisa e a presença tranquila de Maiato davam àquele pedaço da cidade um calor particular. A cultura também vive assim: no prazer de encontrar alguém, na atenção concedida ao outro, no reconhecimento silencioso de uma vida que tem valor para tantas outras.

Quem contemplasse a cena poderia perceber que o patrimônio de Bom Jesus do Itabapoana se prolonga para além de suas fachadas. Ele respira, sorri, senta-se à mesa. Nesta manhã de sábado, tinha os rostos de Marisa Borges e Maiato. E o café, servido entre duas humanidades que orgulham a terra bonjesuense, parecia trazer consigo o sabor de pertencer.

Café Bistrô 



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